A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, apresentou no painel “Desenvolvimento Regional gerando emprego e renda”, na 23ª edição do Fórum Empresarial Lide, considerado o mais representativo encontro empresarial do Brasil, nesta sexta-feira, 16, no Rio de Janeiro, resultados da política econômica do governo do Estado na geração de emprego e renda.
Debate reuniu 11 governadores de diferentes estados brasileiros para discutiu políticas públicas eficazes para impulsionar o crescimento econômico. Foto: Evandro Macedo/Lide
O debate, que reuniu 11 governadores de diferentes estados brasileiros, discutiu a importância de políticas públicas eficazes para impulsionar o crescimento econômico e evidenciou a diversidade de estratégias adotadas pelos estados brasileiros para promover o crescimento econômico, com foco em educação, inovação, sustentabilidade e parcerias público-privadas.
Fórum Empresarial Lide reuniu autoridades e empresários. O evento é considerado o mais representativo do setor produtivo. Na 23ª edição, mais de 300 líderes empresariais estiveram presentes. Foto: Evandro Macedo/Lide
Mailza destacou alguns dos avanços conquistados na gestão, como a ampliação dos serviços digitais do governo, a modernização de escolas, a distribuição de tablets, o reforço da merenda escolar, a adoção do mesmo material didático para mais de 145 mil alunos da rede pública estadual (o mesmo utilizado pelas grandes redes de ensino privado) e a Agenda Acre 10 Anos.
Mailza mencionou a rota do Quadrante Rondon, principal acesso ao Oceano Pacífico pelo Acre. Foto: Evandro Macedo/Lide
Mailza mencionou também que a rota do Quadrante Rondon, principal acesso ao Oceano Pacífico pelo Acre, como “Rota Celeiro do Brasil”, que ligará Rondônia e Acre ao portos de Lima, no Peru, é a saída para acesso aos portos chilenos e novos negócios com China e a Índia, e a alternativa que empresários brasileiros estão procurando para a oportunidade de escoar a produção do Norte.
Outro exemplo de sucesso apresentado vemdos avanços dos serviços digitais do governo como forma de facilitar a vida do cidadão por meio da ampliação de serviços, e fortalecimento da transparência na gestão.
Isso permitiu ao Acre alcançar a segunda posição entre todos os estados do país no prêmio de gestão pública digital.
“Convidei os governos, investidores, empresários e os brasileiros em geral a conhecer o nosso Acre e investir em suas potencialidades. Importante essa integração, ao mesmo tempo que levamos e também conhecemos políticas de outros estados que podemos adotar na nossa região. Estamos determinados em assumir um papel de destaque na criação de oportunidades e geração de emprego e renda com novas parcerias”, enfatizou.
Acre e seus avanços econômicos
O ano de 2023 foi um marco para o Acre. Foram criadas4.562 novas vagas de emprego formais, e contratados mais de 3,3 mil novos trabalhadores para o serviço público.
Uma iniciativa que tem feito a diferença é o Programa de Compras Governamentais, o Comprac. Desde sua implementação, em 2022, tem facilitado a participação de micro e pequenas empresas locais em licitações governamentais. Ao priorizar fornecedores locais, o Comprac tem incentivado o crescimento dos negócios regionais, gerado empregos e aumentado a renda nas comunidades.
No campo do empreendedorismo, o estado também tem se destacado. Recentemente, ficou em 2º lugar no ranking nacional de saldo de empregos gerados por pequenos negócios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados apontam que no primeiro semestre de 2024, foram criadas 2.420 novas vagas, demonstrando a vitalidade do setor e a eficácia das nossas políticas de apoio ao empreendedorismo.
A abertura do segundo dia de conferência contou ainda com a presença dos ministros Ricardo Lewandowski, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os assuntos em pauta foram institucionalidade, democracia e segurança jurídica.
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, palestrou no painel “Institucionalidade, Democracia e Segurança Pública” e abordou a necessidade urgente de modernização das instituições brasileiras diante dos desafios contemporâneos. Foto: Evandro Macedo/Lide
À tarde, Mailza participou dos painéis “Os caminhos da inovação, tecnologia e da inteligência artificial”, “O impacto da transição energética para a evolução da qualidade de vida nas cidades” e “A economia do Brasil e sua atratividade para investimentos.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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