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Cotidiano

Apagão deixa 65 mil moradores do Vale do Juruá sem energia pela terceira vez

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Falta de luz atingiu cidades como Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima na noite desta quarta-feira (19); Energisa Acre atribui falha a problemas nas redes de transmissão.

No último domingo (16), as mesmas cidades tiveram dois apagões. A primeira interrupção ocorreu 2h24 entre 3h40 da madrugada, já a segunda ocorreu entre 18h22 e 19h32. Foto: internet 

Quase 65 mil moradores das cidades de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, no Vale do Juruá, ficaram nesta quarta-feira (19) sem energia pela terceira vez. Um apagão foi registrado durante a noite e deixou a população desassistida por cerca de 40 minutos, das 22h50 às 23h32.

Em nota, a Energisa Acre, distribuidora de energia elétrica no estado acreano, afirmou que o ocorrido foi causado por falhas nas redes transmissoras de energia.

O órgão ainda pontuou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), está analisando as causas da interrupção.

No último domingo (16), as mesmas cidades tiveram dois apagões. A primeira interrupção ocorreu 2h24 entre 3h40 da madrugada, já a segunda ocorreu entre 18h22 e 19h32.

Em entrevista à Rede Amazônica, André Amarante, gerente de operações da Energisa Acre, comentou sobre a situação, afirmando que as causas dos apagões estão sendo investigadas.

“É importante explicar no Sistema Nacional Interligado de Energia, nós temos as geradoras, de onde vêm a energia. Temos as transmissoras que são os ‘linhões’ e temos a distribuição onde está localizada a Energisa. Esses dois eventos ocorreram na transmissora, foram eventos que o interromperam o fornecimento. O ONS que é o Operador Nacional do Sistema Elétrico, juntamente com a transmissora estão avaliando as ocorrências e a Energisa acompanhando”, disse o gerente de operações da Energisa Acre, André Amarante.

Há dois meses, as regiões dos vales do Juruá e Tarauacá/Envira foram integradas ao ‘Linhão’ e passaram a ser abastecidas com energia proveniente de hidrelétricas.

O linhão parte de Rio Branco, numa extensão de 632 quilômetros, e teve um investimento de R$ 370 milhões, inicialmente. A obra foi dividida em duas etapas: uma subestação no município de Feijó, interligando a cidade até a capital acreana, e interligação de Feijó a Cruzeiro do Sul.

Em 2023, houve a interligação de Feijó e Tarauacá, na Região Tarauacá/Envira. Os municípios estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e mais de 90 mil consumidores recebem energia elétrica por meio da linha de transmissão.

NOTA SOBRE O APAGÃO DESTA QUARTA-FEIRA (19)

“Nesta quarta-feira feira (19) houve uma nova ocorrência no sistema de suprimento, de responsabilidade da Transmissora de energia, que provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica para os municípios de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima. O fato ocorreu às 22h50 e teve restabelecimento total às 23h32.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela coordenação da operação de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) está analisando as causas da interrupção.

A Energisa reforça que a causa dos desligamentos é no sistema de suprimento, de responsabilidade da Transmissora. A Distribuidora, também afetada com o problema, está acompanhando de perto o caso e solicitando da Transmissora e do ONS medidas para prevenção de novas ocorrências.”

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Acisa apoia transferência do Centro POP em Rio Branco, mas pede local adequado para nova sede

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Entidade comercial reconhece impacto negativo no comércio central, mas defende solução que não apenas transfira o problema para outra região

O tema será debatido em uma audiência pública na Câmara Municipal de Rio Branco na próxima semana, conforme antecipou o presidente da Casa. Foto: cedida 

A Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa) manifestou apoio à decisão da Prefeitura de Rio Branco de realocar o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) para outra área da cidade. Em nota oficial, a entidade argumentou que a atual localização no centro tem causado prejuízos econômicos e de segurança, afetando o comércio local e afastando clientes.

“Reafirmamos nosso compromisso com o acolhimento social, mas entendemos que o centro precisa ser revitalizado como espaço de convivência segura e desenvolvimento econômico”, destacou a Acisa. A associação ressaltou, porém, que a nova sede deve oferecer infraestrutura adequada para atender essa população vulnerável, evitando simplesmente transferir os desafios para outra região.

O secretário municipal de Assistência Social, João Marcos Luz, já adiantou que três bairros estão sendo estudados para receber o equipamento: Bosque, Castelo Branco e Floresta. O tema será debatido em audiência pública na Câmara Municipal na próxima semana, conforme anunciou o presidente do legislativo, vereador Joabe Lira (UB).

A decisão busca equilibrar as necessidades de revitalização do centro comercial com a manutenção de políticas públicas essenciais para a população em situação de rua. Enquanto comerciantes comemoram a medida, especialistas alertam para a importância de garantir que a transferência seja acompanhada de melhorias na qualidade do atendimento social.

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Iapen e TJ realizam oficina de Justiça Restaurativa em Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco

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O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, diz que acreditar na mudança que projetos como o da Justiça Restaurativa podem proporcionar na recuperação das pessoas privadas de liberdade

Oficina especial de Justiça Restaurativa em Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Para que se promova justiça deve haver uma promoção de direitos, com articulação de meios com os poderes Executivo e Legislativo. É com esse objetivo que o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), tem realizado oficinas com práticas restaurativas para mulheres da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco.

“A proposta é pacificar as relações, trabalhar as dores e as questões. A Justiça Restaurativa chega com uma política que promove uma transformação social em espaços de privação de liberdade”, destaca Andreia Brito, juíza da Vara de Execuções Penais  do TJAC.

A Justiça Restaurativa visa a reintegração de pessoas privadas de liberdade à sociedade, promovendo um processo produtivo em vez de aplicar penas processuais.

A juíza federal e integrante do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa, Katia Herminia Martins Lazarano Roncada, esteve em uma oficina especial que aconteceu na Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco, nesta quinta-feira, 3. Ela diz que momentos como este podem levar a mudanças significativas na vida das detentas: “Estimular a vida a partir desses valores pode trazer mudanças muito significativas. Olhando para cada um como um ser humano, que pode, sim, ter errado, mas que pode reconstruir a sua vida, pode sair daqui com muitas esperanças, porque o que nós queremos é que as pessoas tenham a oportunidade de sair e serem acolhidas pela sociedade”.

Participação da juíza federal e integrante do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa, Katia Herminia Martins Lazarano Roncada, na oficina de Justiça Restaurativa em Rio Branco. Foto: Zayra Amorim/Iapen

“Não é só para o momento em que elas estão vivendo ali, enquanto privadas de liberdade, mas é um aprendizado para toda uma vida”, ressalta Ingrid Suárez, chefe de Departamento de Assistência e Saúde do Iapen.

A detenta J. L. N., que participa das reuniões do projeto da Justiça Restaurativa, conta que se sente acolhida durante as oficinas: “Esse momento que a gente tem com esse projeto é muito importante para a gente, porque nos sentimos acolhidas, abraçadas. A gente vê que não é o fim para nós, que aqui está sendo o começo de uma nova história, que o passado que a gente fez, os erros que a gente cometeu estão nos ensinando a viver uma nova vida, ter dignidade para quando chegar lá fora, dar uma boa vida para nossos filhos, chegar na sociedade e dizer que a gente também faz parte dela”.

O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, diz que acreditar na mudança que projetos como o da Justiça Restaurativa podem proporcionar na recuperação das pessoas privadas de liberdade: “Nosso trabalho tem se pautado nessa diretriz. Quando nós desenvolvemos o projeto, acreditamos nele. Quando nós empregamos recurso, acreditamos que aquele projeto vai dar certo. Então, acreditamos na recuperação de cada uma”.

Paloma Graf, instrutora e facilitadora do curso de formação para as mulheres privadas de liberdade, diz que essa experiência com o projeto da Justiça Restaurativa foi impactante para a sua vida: “O trabalho desenvolvido aqui foi surreal. Acho que foi a experiência mais impactante da minha vida, não só profissionalmente, como pessoalmente: ter a oportunidade de conhecer as histórias delas, fazer essa troca, aprender com elas e entender que esse processo foi coletivo”.

Momento de acolhimento das privadas de liberdade durante a oficina de Justiça Restaurativa. Foto: Zayra Amorim/Iapen

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Governo divulga datas da Expoacre de número 50 em Rio Branco e Expoacre Juruá 2025

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O espaço contará com mais de 71 mil m², onde será erguida a arena de rodeio, além dos palcos principal e alternativo, e será feita a montagem de estandes para uma vasta exposição de empresas e instituições

Secretarias envolvidas se reuniram para debater a respeito do planejamento da estrutura, logística e programação do evento. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O governo do Estado do Acre divulgou nesta quinta-feira, 3, as datas para a Expoacre e Expoacre Juruá 2025. A exemplo de 2024, a feira de Cruzeiro do Sul será realizada primeiro, de 1º a 6 de julho, mas neste ano ganha um dia a mais, passando a ter seis dias. Já em Rio Branco, o evento será de 26 de julho a 3 de agosto.

Este ano, a Expoacre chega à 50ª edição em Rio Branco e à 20ª no Juruá. Diante da importância cultural e econômica de ambas, as secretarias envolvidas na organização das feiras se reuniram na última terça-feira, 1º, para debater a respeito do planejamento da estrutura, logística e programação.

O secretário de Estado da Casa Civil, Jonathan Donadoni, ressaltou o retorno do calendário tradicional das exposições. “Neste ano nós voltamos ao calendário tradicional, com a Expoacre sendo feita no final de julho e início de agosto, tendo em vista que no ano passado as datas foram alteradas devido aos eventos climáticos”.

Secretário Jonathan Donadoni destacou o retorno do calendário tradicional. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A equipe de organização da Expoacre Juruá, realizou nesta quinta-feira, 3, uma vistoria nas dependências do estádio Arena do Juruá, em Cruzeiro Sul, palco de realização da festividade. O espaço contará com mais de 71 mil m², onde será erguida a arena de rodeio, além dos palcos principal e alternativo, e será feita a montagem de estandes para uma vasta exposição de empresas e instituições.

Movimentação Financeira

Anualmente, a Expoacre movimenta a economia acreana, com um volume de negócios sendo superado. Em 2024, o valor em Rio Branco alcançou R$ 391.528.075 milhões, total este 20% maior que a edição do evento em 2023, que, inclusive, atingiu o recorde de R$ 325.305.857 milhões em movimentação.

Na edição da Expoacre Juruá, o financeiro registrou R$ 36,6 milhões em 2024, o que significa que em relação à edição de 2023, quando a feira movimentou R$ 22 milhões, o volume de negócios deu um salto de 63,95%.

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