Conecte-se conosco

Cotidiano

No Acre, sala da OAB será destinada ao atendimento de mulheres que enfrentam ciclos de violência

Publicado

em

Mais um projeto de vanguarda no País chega à advocacia e mulheres acreanas com o objetivo de promover proteção, segurança e dignidade. A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC) implantou mais um recurso de proteção às vítimas de violações, a Sala Especial de Apoio e Atendimento às Mulheres. O recurso criado pela nova gestão da entidade servirá para atendimento exclusivo de mulheres que estejam em algum ciclo de violência que traga riscos à vida.

O lançamento do programa foi realizado na sede do órgão pela vice-presidente da Ordem, Socorro Rodrigues, e prestigiado por todas as antigas e a atual presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA), Tatiana Karla Martins, ex e atuais conselheiras federais, além de conselheiras seccionais e advogadas convidadas. Durante o evento, os presentes puderam conhecer de forma detalhada como será o espaço dedicado ao serviço e de que forma se dará a dinâmica de atendimento em cada caso específico.

O ato também foi prestigiado pelos presidentes da Seccional Acre, Rodrigo Aiache, do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, pela presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), Cristiane Damasceno,  representantes do Ministério Público (MPAC), Defensoria Pública (DPE-AC), Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos (Adpacre), Associação Brasileira de Advogados no Acre (ABA-AC) e diversas outras corporações comprometidas com a mesma pauta.

Orientação ou acompanhamento das vítimas de violência doméstica e familiar quanto aos direitos, iniciativas para garantir a segurança, desenvolvimento de palestras nas escolas ou outros espaços e verificação do cumprimento das medidas protetivas deferidas pelos juízes da Vara de Proteção à Mulher da capital, além da capacitação às advogadas que atuam na seara criminal e de família com foco no Protocolo de Julgamento de Gênero, são alguns dos componentes que permearão o trabalho feito.

Além disso, a Sala Especial de Apoio e Atendimento às Mulheres buscará parcerias com órgãos de diferentes esferas de poder para que os objetivos sejam alcançados com maior agilidade. “Nosso principal objetivo é criar mecanismos que sejam efetivos para a prevenção ao feminicídio, a revitimização da vítima e a erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher no Acre, que sempre figura nas primeiras posições desse triste ranking”, ressalta a vice-presidente da OAB/AC.

O espaço será composto de mulheres advogadas, selecionadas via edital, que atuarão em regime de escala. Elas contarão com o auxílio da CMA, Ouvidoria da Mulher Advogada e outras comissões da OAB/AC para que o trabalho seja desempenhado da melhor forma possível. Na visão da vice-presidente da Seccional, a Sala proporcionará frentes de trabalho que darão mais espaços às profissionais. “O projeto tem características de um relevante trabalho à sociedade”, finaliza.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Cotidiano

Acre tem pior vacinação contra HPV do país; cobertura entre meninos não chega a 50%

Publicado

em

Dados de 2025 mostram estado abaixo da média nacional e do Norte; especialista aponta desinformação e hesitação vacinal como causas e pede campanhas direcionadas

Entre as dúvidas mais frequentes levantadas por pais, crianças e adolescentes, o médico destaca questões sobre segurança e eficácia. Foto: captada

O Acre apresentou, em 2025, a pior cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV) do Brasil, ficando abaixo das médias nacional e da região Norte. Entre meninos de 9 a 14 anos, apenas 49,01% foram imunizados, enquanto entre as meninas da mesma faixa etária o índice foi de 57,52% — ambos muito inferiores às médias nacionais de 73,25% e 84,94%, respectivamente.

Os dados mostram uma melhora modesta em relação a 2024, quando a cobertura masculina era de 38,17% e a feminina de 48,77%, mas o estado segue isolado na última posição do ranking nacional. Na região Norte, por exemplo, a média para meninos foi de 71,51% e para meninas, 82,91%.

O médico pediatra e imunologista Dr. Guilherme Augusto Pulici, que atua no Acre, atribui a queda a fatores como desinformação, hesitação vacinal agravada pela pandemia, fake news sobre eventos adversos e barreiras de acesso. “A literatura médica mostra que os melhores resultados foram atingidos em países que adotaram o método de imunização escolar”, destacou, defendendo campanhas educativas e maior oferta nas escolas.

O HPV é responsável por cânceres como o de colo do útero e por verrugas genitais. A vacina, disponível no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 14 anos, é considerada segura por evidências científicas robustas.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Dados por faixa etária (2025):
  • Meninas: Cobertura varia de 47,37% (9 anos) a 65,51% (11 anos)

  • Meninos: Cobertura varia de 41,24% (9 anos) a 55,52% (11 anos)

Em 2015, o Acre atingiu 114% de cobertura no público feminino, superando a meta com campanhas robustas. A queda drástica desde então é atribuída a:

  1. Hesitação vacinal agravada pela pandemia de Covid-19;

  2. Falta de recomendação ativa por parte de profissionais de saúde;

  3. Desinformação sobre segurança e eficácia da vacina;

  4. Barreiras socioeconômicas e geográficas no acesso.

Impacto na saúde:

A baixa imunização aumenta o risco de infecções por HPV, associadas a câncer de colo do útero, pênis, garganta e verrugas genitais. “Tem sido cada vez mais comum observar patologias relacionadas à falta de imunização em consultório”, alerta Dr. Pulici.

Desafios locais:

O especialista cita um episódio regional que abalou a confiança: casos de eventos adversos inicialmente atribuídos à vacina, depois descartados por estudos do Instituto de Psiquiatria do HC-USP.

Estratégias para reverter o cenário:
  • Retomar a vacinação em escolas, método com melhor resultado internacional;

  • Campanhas direcionadas a faixas etárias mais baixas (9–10 anos);

  • Comunicação transparente sobre segurança (vacina não causa doenças autoimunes ou neurológicas);

  • Redução das desigualdades de acesso no interior.

Posicionamento da Sesacre:

A diferença de quase 25 pontos percentuais entre a cobertura masculina no Acre (49,01%) e a média nacional (73,25%) revela uma vulnerabilidade específica dos meninos – grupo que também precisa da imunização para frear a transmissão do vírus.

Especialistas cobram um plano estadual de vacinação contra HPV com metas claras e parcerias com municípios. Enquanto isso, pais e responsáveis podem procurar a vacina gratuita no SUS em postos de saúde. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Ivan Mazzuia define programação do Tricolor antes da estreia

Publicado

em

Foto Sueli Rodrigues: O goleiro Rafael Bretas deve ser um dos titulares do Independência

O elenco do Independência reapresenta-se nesta segunda, 12, e inicia a reta final de treinos visando a estreia no Campeonato Estadual. O primeiro desafio do Tricolor, atual bicampeão acreano, será na quinta, 15, às 17 horas, no Tonicão, contra o Santa Cruz.

“Vamos para os detalhes finais. Teremos mais três treinamentos e a meta é conseguir montar um time competitivo para a estreia”, declarou o técnico Ivan Mazzuia.

Somente na quarta

Segundo Ivan Mazzuia, os titulares do Independência serão definidos somente após o treinamento da quarta, 14.

“Temos uma ideia da equipe, mas ainda teremos trabalhos importantes. O mais importante é chegar na estreia com uma equipe forte”, afirmou o treinador.

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Ancelmo acerta com o São Francisco e disputará o Parazão

Publicado

em

Foto arquivo pessoal: Ancelmo tem contrato até o fim do Campeonato Estadual

O meia Ancelmo, bicampeão Estadual pelo Independência, acertou com o São Francisco, do Pará, e vai disputar o Parazão em 2026. O atleta chega em Santarém para ser uma peça importante na equipe.

“Surgiram algumas propostas, mas retornar ao futebol do Pará é motivo de satisfação. Estamos no início do trabalho e o objetivo é realizar uma grande campanha e garantir o calendário nacional em 2027”, declarou Ancelmo.

Evoluir fisicamente

Segundo Ancelmo, os treinamentos estão intensos e o objetivo é evoluir fisicamente para o jogo de estreia.

“O primeiro desafio no Estadual será contra o Capitão Poço. Temos uma semana para treinar forte e evoluir ainda mais na parte física”, disse o meia acreano.

Comentários

Continue lendo