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No AC, doação de sangue cai em mais de 30% devido à pandemia do novo coronavírus

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Órgão busca parceria para manter estoque. Doações estão sendo feitas por agendamento para evitar aglomerações.

No AC, doação de sangue cai em mais de 30% devido à pandemia do novo coronavírus — Foto: Quésia Nogueira/Arquivo pessoal

Por Alcinete Gadelha, G1 AC

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) registrou uma queda de pelo menos 32% na capitação de sangue, nos últimos 28 dias, por causa da pandemia do novo coronavírus.

A crise no abastecimento do banco de sangue começou logo após serem registrados os primeiros casos de Covid-19 no Acre, na segunda quinzena de março. A unidade iniciou uma campanha para chamar os doadores a ajudar na manutenção do estoque.

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A enfermeira da captação do Hemoacre, Quésia Nogueira, informou que no mesmo período do ano passado, de 15 de março a 13 de abril, a média de doadores que compareceram ao Hemoacre era de 930 pessoas. Agora, com a pandemia, o número caiu para 630.

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Diariamente, a enfermeira diz que é relativa a procura por causa das campanhas que pode ter um número maior de pessoas. Mas, seguindo uma média sem as convocações, ela diz que a redução foi de pelo menos 10 pessoas.

“Depende muito do calendário de campanha. Posso dizer que a gente tinha uma média de 20 doações por dia e, hoje, a gente está com a média de oito a 10. Mas, é muito relativo”, pontua.

O Acre registrou, até domingo (12), 77 casos da Covid-19, segundo boletim diário da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

Campanhas externas suspensas

Além disso, as campanhas de coletas externas, com o ônibus, foram suspensas. Agora, o Hemoacre busca fazer parceria com condomínios para que as equipes façam captação nas casas. A previsão é que comece em maio.

“Durante o mês de abril, como é uma situação de emergência, nós fechamos parceria com o Exército e Polícia Federal. E nós estamos indo buscar”, complementou a enfermeira.

Quésia diz que uma van leva grupos de cinco para evitar aglomeração e foi montada uma tenda do lado de fora da unidade.

“A gente conseguiu dar uma estabilizada nesses últimos dias, mas, é aquela coisa, a gente nunca está tranquilo. Porque sei que para hoje tem, mas amanhã já não sei”, diz preocupada.

Agendamento

A enfermeira faz o apelo para que a população que está saudável procurar o Hemoacre e fazer as doações. Quem puder doar, pode fazer o agendamento pelo telefone (68) 3248-1380.

“A gente está trabalhando com agendamento. Eles ligam na captação de doadores, marcam o agendamento. Quem agenda, tem atendimento preferencial. Ele marca e vem naquele horário para evitar aglomeração”, pontua.

Quésia também diz para a população ficar despreocupada porque o hemocentro, mesmo sendo unidade hospitalar, atende pessoas saudáveis.

“Nós temos mencionado que a orientação é: fica em casa. Mas, nós temos um motivo justo para você sair de casa, é praticar um ato de cidadania, doando sangue. Muitos têm ajudado com alimentos, com produtos de higiene. Mas, você também pode ajudar nesse momento doando sangue”, conclui.

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Vereador Beto Dantas (PT) anuncia ação no MP e visita técnica para cobrar melhorias no Hospital Regional

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Vereadores de Brasiléia denunciam caos no Hospital Regional do Alto Acre Raimundo chaar na sessão desta terça-feira, dia 24: “Mais de 200 reclamações”

As reclamações de moradores da regional do Alto Acre batem recordes na fronteira nos primeiros meses de 2026. A situação foi relatada pelos vereadores de Brasiléia durante a sessão desta terça-feira (24), quando os trabalhos legislativos começaram com um desabafo do vereador Beto Dantas (PT).

O parlamentar afirmou estar decepcionado com o grande volume de reclamações que tem recebido dos moradores de Brasiléia em relação ao atendimento prestado pelo Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, unidade que atende os quatro municípios da região, com foco principal em Brasiléia, cidade que o vereador representa.

Em entrevista ao jornal o altoacre, o parlamentar afirmou que solicitará ao presidente da Casa uma visita técnica ao Hospital Regional do Juruá para conhecer as mudanças que foram implementadas na unidade daquela região. Foto: captada

O assunto acabou virando tema central pelo descaso que a unidade de saúde enfrenta. Segundo o vereador, os principais motivos de queixa são tantos que fica difícil relatar qual reclamação seria prioritária para resolver de pronto os problemas do atendimento à saúde dos moradores.

Números alarmantes

De acordo com relatos apresentados pelos vereadores, foram registradas quase 200 reclamações de consumidores contra o Hospital Raimundo Chaar recentemente. O número reflete a insatisfação generalizada da população com os serviços prestados pela unidade hospitalar, que é referência na região de fronteira.

O cuidado com os pacientes e sua satisfação estão diretamente ligados ao propósito de promover a saúde, e os parlamentares cobram providências urgentes da gestão para reverter o quadro de precariedade.

A situação do hospital já havia sido tema de outras manifestações na Câmara nos últimos meses. Moradores e profissionais da saúde denunciam constantemente a falta de insumos, superlotação, demora no atendimento e estrutura inadequada da unidade. A nova leva de reclamações acendeu novamente o alerta entre os vereadores, que prometem intensificar a fiscalização e cobrar respostas do poder público.

Vereador Beto Dantas (PT) anuncia ação no MP e visita técnica para cobrar melhorias no Hospital Raimundo Chaar. Foto: Marcus José

Na fala do vereador Beto Dantas (PT) que utilizou a tribuna da Câmara de Brasiléia para fazer um desabafo sobre a situação crítica do Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, como também em entrevista ao jornal o altoacre, o parlamentar afirmou que solicitará ao presidente da Casa uma visita técnica ao Hospital Regional do Juruá para conhecer as mudanças que foram implementadas na unidade daquela região.

Segundo o vereador, o modelo de gestão que teve sucesso no Juruá seria o mesmo que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) pretendia aplicar no Alto Acre, mas que acabou não sendo implantado após protestos de funcionários do Raimundo Chaar contra as mudanças no atendimento.

“O mesmo modelo de sucesso que foi aplicado lá no Juruá seria aplicado aqui no Hospital Regional do Alto Acre. Como não foi implantado por protestos dos funcionários do hospital Raimundo Chaar contra as mudanças de atendimento, de fato não foram implantadas as ações administrativas propostas pela Secretaria de Saúde do Estado”, afirmou Beto Dantas.

Vereadores de Brasiléia denunciam caos no Hospital Regional do Alto Acre Raimundo chaar na fronteira do aCRE: “Mais de 200 reclamações”. Foto: captada 

Resultado: atendimento piora e reclamações aumentam

O vereador destacou que, sem a implementação das mudanças, a situação do atendimento na unidade piorou.

“Tudo continua ou até piorou no atendimento, e as reclamações dos moradores aumentaram, principalmente aos vereadores e também à imprensa da região”, disse.

Ação no Ministério Público

Beto Dantas também anunciou que está preparando um documento para ser protocolado no Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), solicitando que a atual administração da unidade de saúde preste esclarecimentos e apresente resultados concretos para a comunidade.

“Vou dar entrada no Ministério Público para que a atual administração dê explicação e mostre resultados para a comunidade, pois do jeito que está não pode continuar”, declarou o parlamentar.

O vereador reforçou que o descaso com a saúde na fronteira não pode mais ser tolerado e que a população do Alto Acre merece um atendimento digno e de qualidade na principal unidade hospitalar da região.

Motivos da insatisfação de moradores de Brasiléia com Hospital regional do Alto Acre Raimundo Chaar
  1. Mau atendimento
  2. Demora no atendimento
  3. Comportamento do profissional
  4. Mau atendimento dos serviço
  5. Qualidade do serviço prestado
  6. Atraso na entrega dos resultados
  7. Falta de funcionários
  8. Demora na execução
  9. Baixa qualidade

Dentre essas, quase METADE está relacionada à QUALIDADE DO ATENDIMENTO.

Em seguida, vêm:

2) DEMORA NO ATENDIMENTO

3) QUALIDADE DO SERVIÇO

As Reclamações são atualizados constantemente pelo s moradores da fronteira e foram levantados só neste ano de 2026.

Presidente da Câmara de Brasiléia também cobra soluções para Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar

Parlamentar reforça cobranças por melhorias na unidade Raimundo Chaar após vereadores denunciarem precariedade. Foto: captada

O presidente da Câmara Municipal de Brasiléia também se manifestou sobre a crítica situação do Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, durante a sessão legislativa. A manifestação ocorreu após o vereador Beto Dantas (PT) expor o aumento das reclamações de moradores em relação ao atendimento na unidade de saúde, que atende os quatro municípios da região de fronteira.

O presidente da Casa reforçou a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e do diálogo com a gestão estadual para garantir melhorias no serviço prestado à população. A fala do parlamentar se soma ao coro de vereadores que vêm cobrando providências diante do crescente número de queixas sobre a falta de estrutura, demora no atendimento e insuficiência de insumos na unidade hospitalar.

A situação do hospital tem sido tema recorrente nas sessões da Câmara de Brasiléia. Os vereadores têm recebido cerca de 200 reclamações de consumidores contra a unidade, conforme dados apresentados recentemente. A mobilização dos parlamentares inclui pedidos de visita técnica, encaminhamento de documentos ao Ministério Público e cobranças diretas à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

A manifestação do presidente da Câmara reforça a unidade do Legislativo municipal em torno da busca por soluções para o hospital, considerado essencial para a assistência à saúde da população da região do Alto Acre.

Veja vídeo com os vereadores:

8ª Sessão Ordinária do 2º ano legislativo da 16ª legislatura de Brasiléia – Acre

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Gladson Cameli protocola renúncia ao governo do Acre para disputar o Senado

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Vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Estado a partir de 2 de abril

O governador do Acre, Gladson Cameli, protocolou nesta terça-feira (24) um ato voluntário de renúncia ao cargo. A carta foi entregue à Assembleia Legislativa e será lida na sessão ordinária do dia, dando início ao processo que deve ser concluído em 2 de abril de 2026, data em que ele deixará oficialmente a função.

Com a saída, a vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Palácio Rio Branco por, no mínimo, oito meses.

Na mensagem encaminhada à Mesa Diretora, Cameli afirmou que a decisão ocorre em um momento institucional adequado, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa, a estabilidade do governo e o respeito ao calendário eleitoral.

Vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Palácio Rio Branco por, no mínimo, oito meses. Foto: Felipe Freire/Secom

O governador também explicou que a renúncia atende à exigência constitucional de desincompatibilização, necessária para quem pretende disputar outro cargo eletivo. Cameli confirmou que será candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Segundo ele, embora o prazo legal para afastamento comece em 4 de abril, a escolha do dia 2 de abril foi feita para evitar coincidência com a Sexta-feira da Paixão, celebrada em 3 de abril daquele ano.

A saída antecipada marca uma nova fase no cenário político do Acre, com a transição de governo e o início das articulações para o próximo ciclo eleitoral.

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Tião Bocalom, inaugura o Mercado Municipal do São Francisco e defende modelo de gestão compartilhada

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, inaugurou o Mercado Municipal do São Francisco, localizado na parte alta da cidade. A obra, avaliada em mais de R$ 1,3 milhão, integra a estratégia da gestão municipal para fortalecer o comércio local e a agricultura familiar. A estrutura deverá começar a funcionar em breve e será gerida por meio de uma parceria com a iniciativa privada.

Durante a inauguração, o prefeito destacou que o mercado atende a uma demanda antiga da comunidade e defendeu o modelo de gestão compartilhada para garantir mais eficiência e sustentabilidade. Ele informou que a prefeitura lançará um edital para escolher a administração do mercado.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Foto: Whidy Melo

Tião Bocalom ressaltou que o mercado foi possível graças a recursos federais com contrapartida municipal e que o novo modelo segue práticas adotadas em outras cidades. Ele enfatizou a necessidade do mercado ser autossustentável, pois os comerciantes precisam gerar renda sem que o poder público arque sozinho com os custos. A nova estrutura foi planejada para oferecer melhores condições sanitárias, principalmente por ser um espaço de comercialização de alimentos.

O vice-prefeito Alysson Bestene destacou que o mercado está inserido no projeto “Produzir para Empregar”, focado na geração de renda pela agricultura familiar. Ele lembrou que a região tem forte vocação comercial e agrícola, com comunidades próximas que agora terão um local adequado para vender seus produtos, fomentando emprego e economia local. O mercado contará com dez boxes comerciais e uma área destinada à feira.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Foto: Whidy Melo

O secretário municipal de Agricultura, Eracides Caetano, reforçou que o mercado amplia as possibilidades de escoamento da produção dos pequenos agricultores, beneficiando cerca de 2.400 famílias cadastradas em programas de apoio à agricultura familiar. Ele destacou o trabalho contínuo da prefeitura na zona rural, com assistência técnica, insumos e apoio logístico gratuitos para os produtores.

Para os moradores, o mercado representa uma conquista importante. O líder comunitário Paulo da Silva Pinheiro, um dos fundadores do bairro São Francisco, ressaltou o impacto positivo no dia a dia da população, citando como exemplo a realização da Feira do Peixe na Semana Santa, evitando a necessidade de deslocamento até o centro da cidade. Ele também destacou a praticidade de ter verduras, legumes e outros produtos à disposição no próprio bairro.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Foto: Whidy Melo

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