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“Não há a menor possibilidade de recuar”, diz Moraes ao Washington Post

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O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF • Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, em entrevista publicada pelo Washington Post nesta segunda-feira (18), que “não há a menor chance de recuar um milímetro sequer” em suas decisões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à pressão imposta pelos Estados Unidos, que sancionou o magistrado com base na Lei Magnitsky.

Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as evidências e quem tiver de ser condenado, será condenado. Quem tiver de ser absolvido, será absolvido

Alexandre de Moraes em entrevista ao Washington Post

O ministro do Supremo é relator da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado após a eleição presidencial de 2022. A manobra, segundo as investigações, garantiria a permanência de Bolsonaro no poder mesmo depois da derrota nas urnas.

Ao todo, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou 34 pessoas, das quais 31 tornaram-se réus no STF – entre elas, Bolsonaro e aliados. O julgamento do chamado “Núcleo 1” da denúncia, do qual faz parte o ex-presidente, está agendado para setembro.

Ao periódico norte-americano, Moraes disse que o Brasil foi infectado pela “doença” da autocracia e que seria seu trabalho aplicar a “vacina”.

“Não há chance de recuarmos no que precisa ser feito. Digo isto com completa tranquilidade”, reiterou o ministro da Suprema Corte.

Para embasar seu argumento, Moraes fez um paralelo com os Estados Unidos e relembrou os períodos ditatoriais experimentados pelo Brasil no último século.

“Entendo que para a cultura norte-americana é difícil compreender a fragilidade da democracia, porque nunca houve um golpe de Estado lá [nos Estados Unidos]. Porém, o Brasil teve vinte anos de ditadura sob Getúlio Vargas, outros vinte de ditadura militar e inúmeras tentativas de golpe. Quando você é repetidamente atacado por uma doença, você desenvolve anticorpos e busca uma vacina preventiva.”

Em outro momento, o magistrado defendeu a legalidade da ação penal que apura a tentativa de golpe. “Este é um processo legal. Cento e setenta e nove testemunhas já foram ouvidas”, discorreu Moraes.

Questionado pela reportagem do jornal se acumula muito poder no STF, Moraes rejeitou esta percepção. O ministro destacou que seus pares na Corte revisaram mais de 700 ordens proferidas por ele após apelos. “E sabe quantas eu perdi? Nenhuma”, respondeu.

Tarifaço e sanções dos EUA

Na avaliação de Moraes, “falsas narrativas” envenenaram a relação entre Brasil e Estados Unidos. Aqui, ele evidenciou a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem feito coro para que Washington imponha sanções ao Brasil.

“Essas falsas narrativas acabaram envenenando a relação [Brasil-EUA] – falsas narrativas baseadas em desinformação espalhada por essas pessoas nas redes sociais. Então, o que precisamos fazer, e o que o Brasil tem feito, é esclarecer as coisas”, afirmou o magistrado.

Por fim, Moraes refletiu a respeito das restrições aplicadas a ele pelos Estados Unidos fundamentadas na Lei Magnitsky.

“É prazeroso passar por isso? Claro que não”, ponderou o ministro. No entanto, continuou Moraes, o Brasil enfrentou forças que queriam eliminar a democracia e cabia a ele interrompê-las.

“Enquanto houver necessidade, a investigação continuará”, concluiu.

 

Fonte: CNN

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Exército e Marinha dos EUA participaram de resgate de piloto no Irã

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Força Delta e SEALs atuaram em operação de dois dias com terreno hostil e perseguição iraniana para salvar piloto do jato F-15E

A elite da Força Delta do Exército e a Equipe SEAL Seis da Marinha dos Estados Unidos estavam entre as centenas de tropas de operações especiais e pessoal militar e de inteligência americano envolvidos no resgate do coronel da Força Aérea dos EUA no Irã, segundo uma fonte informada sobre o resumo executivo da operação de busca e resgate.

O oficial ferido foi finalmente resgatado após dois dias de operações arriscadas, depois que seu F-15E Strike Eagle foi abatido durante uma missão noturna no sudoeste do Irã.

O jato pertencia à 48ª Ala de Caça da Base Aérea Real de Lakenheath, em Suffolk, Inglaterra, disse a fonte.

Altos oficiais descreveram o esforço de resgate como uma das missões de busca e resgate em combate mais desafiadoras devido ao terreno, à perseguição hostil por parte dos iranianos e às complicações pós-resgate.

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Buscas nos escombros continuam horas após míssil atingir prédio em Israel

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Porta-voz do Corpo de Bombeiros afirma que cenário é complexo com quatro pessoas ainda desaparecidas

Equipes de emergência ainda faziam buscas nos escombros por desaparecidos na noite deste domingo (5), horas depois que um míssil um prédio de sete andares em Haifa, Israel.

“Este é um cenário muito complexo, com destruição em larga escala”, disse Ilan Ohana, porta-voz do Corpo de Bombeiros e Resgate do Distrito Costeiro de Israel, à CNN. “O prédio foi severamente danificado como resultado de um impacto direto que atingiu vários apartamentos.”

“Há 4 pessoas sem contato, uma gravemente ferida e sete levemente feridas até o momento. Ainda temos muito trabalho pela frente”, disse Ohana.

Mais cedo, neste domingo, Shevach Rothenshtrych, um paramédico do serviço nacional de emergência de Israel, o Magen David Adom (MDA), disse à CNN que os ocupantes do prédio informaram aos socorristas que “havia vítimas presas sob os escombros nos andares inferiores”.

Rothenshtrych afirmou que os trabalhadores do MDA tiveram que mover “grandes pedaços de concreto com as próprias mãos” após o ataque para resgatar um homem de 82 anos, levando-o a um hospital em uma ambulância pouco depois.

Vídeos e fotos do local mostram uma cena já familiar em Israel após um mês de troca de ataques com o Irã: fumaça subindo no horizonte; veículos de emergência amarelos ao redor do perímetro do desastre; bombeiros se movendo entre concreto destruído e vergalhões retorcidos, enquanto apagam os restos ainda fumegantes do prédio atingido.

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Mãe e padrasto são presos por tortura de bebê e culpam cachorro no RJ

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Investigação em Arraial do Cabo aponta que lesões em criança de 1 ano e 2 meses foram causadas por ação humana, e não por animal filhote como alegado pelos responsáveis

Policiais civis da 132ª DP (Arraial do Cabo) prenderam em flagrante, nesse domingo de Páscoa (5), a mãe e o padrasto de um bebê de 1 ano e 2 meses pelo crime de tortura. A operação contou com o suporte da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

A prisão ocorreu após a equipe médica de uma unidade hospitalar da Região dos Lagos identificar múltiplas lesões no corpo da criança e acionar as autoridades.

Investigação desmente versão de ataque animal

Ao darem entrada no hospital, os responsáveis alegaram que os ferimentos da criança haviam sido causados por um ataque de um cachorro filhote.

No entanto, a equipe da Polícia Civil iniciou um trabalho de apuração e oitivas que identificou inconsistências no relato.

Exames periciais e o setor de inteligência da delegacia comprovaram que as marcas eram características de agressões físicas decorrentes de ação humana violenta, e não de um ataque animal.

Com base nas evidências colhidas, a prisão por tortura foi efetuada na unidade policial.

Estado de saúde da criança

A vítima recebeu atendimento médico imediato e teve seu quadro de saúde estabilizado.

Após receber alta hospitalar, a criança foi entregue ao pai biológico, conforme determinação judicial.

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