Brasil
Na vibração de zagueiros, Seleção vence e pega alemães na semi
Seleção deixa tensão para trás, joga mais equilibrada e avança com gols e boa atuação de Thiago Silva e David Luiz, mas se preocupa com Neymar
G1
Quando uma criança chora, às vezes nem se sabe o motivo. Pode ser sono, fome, dor, mas logo vem o acalanto. É irresistível ninar um chorão. Que privilegiados esses jogadores. Foram ninados por mais de 60 mil pessoas na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia. Com esse “abraço” da Arena Castelão, a Seleção deixou a tensão para trás e vibrou no tom dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz, autores dos gols brasileiros. Só restaram lágrimas para Neymar, por causa de uma joelhada nas costas que o tirou de campo quase no fim e deixa o Brasil preocupado, e James Rodriguez, derrotado, mas artilheiro da Copa do Mundo até agora, com seis gols.
O Castelão embalou a Seleção. No massacre do primeiro tempo em que o rival não viu a cor da bola, e no dramático segundo, que teve gol colombiano anulado e o cartão amarelo que tirou Thiago Silva da semifinal contra a Alemanha, terça-feira, no Mineirão. Uma molecagem cara em meio à sua brilhante atuação.
A partida mostrou “crianças” cheias de autoestima depois da sofrida experiência contra o Chile e dos cuidados especiais de Felipão, Parreira, da psicóloga Regina Brandão. As lágrimas, tão julgadas e criticadas, conquistaram o torcedor, além da vibração, expressada com seu maior vigor por David Luiz, autor do segundo gol, em cobrança de falta, e eleito o melhor em campo.
Não é exagero: o público também jogou bem. Mudou até a canção de ninar. Os jogadores deixaram de ser embalados pelo cansativo “com muito orgulho, com muito amor”, e ganharam canções mais animadas, que falam até dos mil gols de Pelé e avisam: “Brasil vai ser campeão”. Já era hora.
Contra a poderosa e tradicional Alemanha, em Belo Horizonte, na terça-feira que vem, às 17h (de Brasília), a Seleção vai para o penúltimo capítulo desse livro que começou a ser escrito há 64 anos, no Maracanazo uruguaio, e ainda espera pelo final feliz.
Monstro!
Esqueçam-se daquele Thiago Silva abalado e sentado sobre a bola. O apelido de monstro foi pouco para explicar seu primeiro tempo. Antes de a bola rolar, com os punhos cerrados, ele ligou seus amiguinhos na mais alta voltagem. No escanteio cobrado por Neymar, aproveitou falha de marcação e abriu o placar. Festejou como um menino eufórico. “Isso aqui é Brasil”, gritou pelo gramado enquanto corria com os dedos apontados ao papai do céu: “Obrigado por tudo”.
Quando uma criança chora, às vezes nem se sabe o motivo. Pode ser sono, fome, dor, mas logo vem o acalanto. É irresistível ninar um chorão. Que privilegiados esses jogadores. Foram ninados por mais de 60 mil pessoas na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia. Com esse “abraço” da Arena Castelão, a Seleção deixou a tensão para trás e vibrou no tom dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz, autores dos gols brasileiros. Só restaram lágrimas para Neymar, por causa de uma joelhada nas costas que o tirou de campo quase no fim e deixa o Brasil preocupado, e James Rodriguez, derrotado, mas artilheiro da Copa do Mundo até agora, com seis gols.
O Castelão embalou a Seleção. No massacre do primeiro tempo em que o rival não viu a cor da bola, e no dramático segundo, que teve gol colombiano anulado e o cartão amarelo que tirou Thiago Silva da semifinal contra a Alemanha, terça-feira, no Mineirão. Uma molecagem cara em meio à sua brilhante atuação.
Thiago Silva aponta par ao escudo e comemora o primeiro gol: “Isso aqui é Brasil” (Foto: Reuters)A partida mostrou “crianças” cheias de autoestima depois da sofrida experiência contra o Chile e dos cuidados especiais de Felipão, Parreira, da psicóloga Regina Brandão. As lágrimas, tão julgadas e criticadas, conquistaram o torcedor, além da vibração, expressada com seu maior vigor por David Luiz, autor do segundo gol, em cobrança de falta, e eleito o melhor em campo.
Não é exagero: o público também jogou bem. Mudou até a canção de ninar. Os jogadores deixaram de ser embalados pelo cansativo “com muito orgulho, com muito amor”, e ganharam canções mais animadas, que falam até dos mil gols de Pelé e avisam: “Brasil vai ser campeão”. Já era hora.
Contra a poderosa e tradicional Alemanha, em Belo Horizonte, na terça-feira que vem, às 17h (de Brasília), a Seleção vai para o penúltimo capítulo desse livro que começou a ser escrito há 64 anos, no Maracanazo uruguaio, e ainda espera pelo final feliz.
David Luiz abre o berreiro e comemora o segundo gol do Brasil (Foto: Getty Images)Monstro!
Esqueçam-se daquele Thiago Silva abalado e sentado sobre a bola. O apelido de monstro foi pouco para explicar seu primeiro tempo. Antes de a bola rolar, com os punhos cerrados, ele ligou seus amiguinhos na mais alta voltagem. No escanteio cobrado por Neymar, aproveitou falha de marcação e abriu o placar. Festejou como um menino eufórico. “Isso aqui é Brasil”, gritou pelo gramado enquanto corria com os dedos apontados ao papai do céu: “Obrigado por tudo”.
Thiago Silva completa de joelho para o fundo da rede observado por Ospina (Foto: Reuters)Nem quando a turma de vermelho se agigantou, o capitão sucumbiu. Eram quatro colombianos contra dois brasileiros, mas Thiago cortou o passe de Cuadrado para Téo Gutierrez. Quase outro gol.
Num passe de primeira que clareou todo o lance, James Rodríguez mostrou do que era capaz se ficasse livre. Não ficou. Com direito a faltas mais duras, Fernandinho tomou conta do craque. O volante teve ótima atuação na etapa inicial, conduzido pelos gritos ensurdecedores da galera. Não fossem as boas defesas do goleiro Ospina e a falta de capricho nas finalizações de Hulk, que vestiu a roupa do super-herói e cresceu, a vitória seria mais tranquila.
Observação importante: não basta ser acalentada, a criança tem de aprender a lição. O Brasil teve cobrança de lateral no campo de defesa, e Marcelo quicou a bola no chão como se fosse para um lance livre de basquete. Arremessou para longe. O gol do Chile deixou marcas. Que bom.
Drama!
Era natural que a Colômbia pressionasse no segundo tempo. Os meninos, que até então haviam apresentado o melhor futebol da Copa, tinham muito mais a mostrar. Compactos, tiraram o sossego do Brasil e se fez o drama. Primeiro no cartão amarelo para Thiago Silva, que atrapalhou a reposição de Ospina e mandou para o gol. Felipão levou as mãos ao rosto e pronunciou uma palavra que crianças não devem repetir. A seleção vai sem o capitão contra a Alemanha.
O gol anulado de Yepes, após marcação de impedimento, também assustou. E lá estava a torcida a proteger seus filhos dos perigos. Não há quem assimile mais a paixão do país do que David Luiz. Talvez isso o tenha inspirado a acertar o ângulo em cobrança de falta. Um golaço! Último titular a fazer gols pela Seleção, marcou pela segunda vez seguida. E riram quando Pelé falou que a Seleção tinha uma defesa melhor do que o ataque…

James Rodriguez leva a bola diante Thiago Silva: adeus do artilheiro até aqui (Foto: Agência Reuters)
Maicon errou no meio de campo, e Julio César fez pênalti em Bacca. James marcou seu sexto gol na Copa do Mundo. Não fará outros. A Colômbia pressionou, assustou, arrancou lágrimas e mais lágrimas de seus orgulhosos torcedores, mas voltará para casa. Coberta de aplausos, certamente.
Mas, antes do fim, alguém da Seleção voltou a derramar lágrimas. Neymar sofreu uma joelhada nas costas de Zuniga, aos 41 minutos, saiu de maca aos prantos e preocupa.
O Brasil resistiu, superou o drama de duas eliminações seguidas nas quartas de final, por França em 2006 e Holanda em 2010. Se os alemães estão curtindo tanto a Copa no Brasil, chegou a hora de curtirem um pouco do futebol brasileiro. Será histórico.
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Brasileiro diz ter sido coagido a servir no Exército russo após promessa de emprego
Família afirma que jovem de Roraima foi atraído por oferta de trabalho como motorista e pede apoio do governo brasileiro para repatriação
A família do brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, natural de Roraima, afirma que ele foi atraído por uma proposta de trabalho como motorista na Rússia, mas acabou sendo obrigado a servir no Exército russo após chegar ao país. Os parentes pedem apoio do governo brasileiro para trazê-lo de volta a Boa Vista, onde vivia com a esposa grávida e três filhos pequenos.
Segundo a família, Marcelo deixou Roraima após receber a oferta de um amigo brasileiro que também mora na capital roraimense. No entanto, ao desembarcar em Moscou, no dia 3 de dezembro, ele teria sido informado de que precisaria atuar no serviço militar. Já no dia 9, afirmou ter sido coagido a assinar um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia, mesmo sem experiência militar e sem falar russo ou qualquer outro idioma estrangeiro.
A esposa, Gisele Pereira, de 24 anos, suspeita que o marido tenha sido vítima de tráfico humano. Ela relata que o passaporte foi emitido com apoio de um homem ligado a uma empresa com registro em São Paulo, que se apresenta nas redes sociais como assessoria para ingresso no Exército russo. A passagem aérea também teria sido comprada pela mesma empresa.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Moscou acompanha o caso e presta a assistência consular cabível ao cidadão brasileiro.
De acordo com a família, Marcelo estaria atualmente em Luhansk, região da Ucrânia ocupada por forças russas, onde passa por treinamento militar. Gisele afirma que consegue falar com o marido de forma esporádica por meio do Telegram e que ele insiste no desejo de retornar ao Brasil.
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Quatro parlamentares do Acre assinam pela criação da CPMI do Banco Master
Deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte e senadores Alan Rick e Marcio Bittar oficializaram apoio à comissão que vai apurar possível interferência na segurança jurídica

Senadores Alan Rick e Márcio Bittar e deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte apoiam investigação sobre possível interferência política e judicial no banco. Foto: captada
Parlamentares da bancada federal do Acre manifestaram apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e sua relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Até o momento, quatro representantes acreanos oficializaram o apoio: os deputados federais Coronel Ulysses (União) e Roberto Duarte (Republicanos) e os senadores Alan Rick (Republicanos) e Marcio Bittar (PL).
A comissão terá como objetivo apurar possíveis interferências que possam comprometer a segurança jurídica e a estabilidade do sistema financeiro nacional. O requerimento para a criação da CPMI segue em tramitação no Congresso Nacional e busca esclarecer a atuação do banco e eventuais vínculos com autoridades do Judiciário.
Posicionamento dos Parlamentares
Os congressistas que defendem a iniciativa argumentam que a transparência é essencial para a preservação das instituições. Confira as principais declarações:
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Roberto Duarte: O deputado destacou que a investigação é necessária diante de suspeitas de fraudes bilionárias e impactos em fundos de previdência de servidores. “O Brasil precisa de transparência e responsabilização. Defender o interesse público é meu compromisso”, afirmou.
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Marcio Bittar: O senador enfatizou a gravidade do caso, sinalizando que a investigação não recuará diante de figuras de autoridade. “Muitas pessoas poderosas estão envolvidas e vamos até o fim”, declarou.
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Coronel Ulysses: Foi o primeiro parlamentar da bancada acreana a assinar o requerimento, dando início à mobilização no estado.
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Alan Rick: O senador confirmou sua adesão ao pedido de abertura da comissão, reforçando o coro pela fiscalização da instituição bancária.
Objetivos da CPMI
A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e sua relação com o ministro do STF Alexandre de Moraes tem como objetivo central esclarecer denúncias de interferência política e judicial no sistema financeiro. Para os parlamentares acreanos que apoiam a medida — os deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte e os senadores Alan Rick e Marcio Bittar —, a comissão é vista como o instrumento adequado para oferecer respostas à sociedade sobre a gestão de grandes ativos e o cumprimento das normas legais.
Os defensores da CPMI argumentam que a investigação é necessária para avaliar os riscos que eventuais relações entre instituições financeiras e o Judiciário podem trazer ao cenário econômico brasileiro, especialmente em relação à segurança jurídica e à estabilidade do sistema. A proposta segue em tramitação no Congresso Nacional.
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Prefeitura de Rio Branco inicia desmobilização de abrigos das famílias atingidas por enxurradas
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, iniciou na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas causadas pela elevação dos igarapés

Neste primeiro momento, estão retornando para suas casas as famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras, entre outros que foram diretamente afetados. Foto: Secom
Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, iniciou na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas causadas pela elevação dos igarapés.
Neste primeiro momento, estão retornando para suas casas as famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras, entre outros que foram diretamente afetados. A ação segue orientação do prefeito Tião Bocalom e mobiliza diversas secretarias municipais, entre elas a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que vêm prestando apoio desde o início do sinistro, ocorrido no dia 26 de dezembro.
De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a desmobilização ocorre de forma planejada e segura.
“Estamos seguindo todos os protocolos de resposta para garantir que as famílias retornem às suas casas com segurança, recebendo o suporte necessário neste momento de transição”, destacou.

As famílias que deixam os abrigos continuam recebendo apoio humanitário, como forma de assegurar assistência básica durante o processo de retorno. Foto: Secom
As famílias que deixam os abrigos continuam recebendo apoio humanitário, como forma de assegurar assistência básica durante o processo de retorno. Segundo a Defesa Civil, a medida integra o protocolo municipal adotado em situações de emergência provocadas por enchentes e enxurradas.
Nesta etapa, estão sendo desativados os abrigos que funcionavam na Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha e na Escola Municipal Anice Dib Jatene.

De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a desmobilização ocorre de forma planejada e segura. Foto: Secom








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