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Acre

Na Aleac, assistentes sociais reivindicam regulamentação das 30 Horas

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Após o Grande Expediente desta quarta-feira (15), a presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputada Maria Antônia, (Progressistas), suspendeu a sessão para receber um grupo de assistentes sociais que ocupava a galeria Marina Silva. Na pauta, a reivindicação pela regulamentação das 30 horas de trabalho da categoria.

Na oportunidade, a assistente social, Liliane Moura, ressaltou a importância do trabalho desses profissionais na transformação social, dando voz aos mais vulneráveis. Ela citou a Lei nº 2317, promulgada em 2010, como base legal para a reivindicação das 30 horas de trabalho.

“Agradeço aos deputados pelo espaço concedido. Nós estamos aqui para pedir o apoio dessa Casa de Leis, para pedir o apoio do governo do Estado, para regulamentar as nossas 30 horas, uma vez que nós trabalhamos com a população mais vulnerável, ouvimos, acolhemos, trazemos as necessidades, a demanda para o Estado, para que o Estado trabalhe, os direitos, a cidadania, a transformação social”, enfatizou Liliane.

A assistente social também expressou gratidão ao deputado Arlenilson Cunha (PL), pelo apoio e sensibilidade à causa. “É uma fala breve, primeiro de gratidão, especialmente ao deputado Arlenilson Cunha, por ter se sensibilizado, por conhecer o nosso trabalho. Muito obrigada,” concluiu.

Em seguida, Tarcísia Medeiros, conselheira-presidente do Centro de Referência da Assistência Social do Acre (CrasAcre), reforçou a importância da luta pela jornada de trabalho de 30 horas para os assistentes sociais do estado do Acre.

Com uma trajetória que remonta a 2010, a batalha por melhores condições laborais e qualidade de vida ganha destaque no Dia do Assistente Social, celebrado em 15 de maio. “É uma luta que permeia a categoria, visando não apenas o ambiente de trabalho, mas também a saúde e o bem-estar desses profissionais tão essenciais para a assistência social”, enfatizou Medeiros.

Ela também ressaltou a sobrecarga enfrentada pelos assistentes sociais, cujo trabalho com questões sociais complexas frequentemente resulta em adoecimento. Para Medeiros, a implementação das 30 horas se torna não apenas uma demanda legítima, mas uma necessidade premente.

“Neste sentido, conclamo aqui as autoridades a agirem em consonância com a legislação nacional e garantirem o direito dos profissionais da assistência social do Acre, em todos os municípios, a uma jornada de trabalho condizente com suas necessidades e bem-estar”, complementou.

Vale destacar que mais cedo, o deputado Arlenilson Cunha (PL), apresentou uma indicação que propõe um anteprojeto de lei para regulamentar a carga horária de trabalho dos assistentes sociais. Ele explicou: “Hoje, nesse dia especial, eu trago aqui essa indicação que visa regulamentar 30 horas dos assistentes sociais do nosso estado”, disse. Cunha justificou a necessidade dessa regulamentação, apontando para a disparidade na carga horária entre diferentes setores e municípios.

Após os discursos das assistentes sociais, a deputada Maria Antônia, se solidarizou com a causa e se comprometeu a encaminhar a demanda para a devida discussão na Casa. Os assistentes sociais deixaram a galeria com esperança de que sua causa seja ouvida e atendida.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Fotos: Ismael Medeiros

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Acre

Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Acre

Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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