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Na abertura do CapacitaSuas, governadora em exercício Mailza destaca importância da assistência social na garantia de direitos às famílias

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Mailza agradeceu cada um dos servidores pela disponibilidade e reafirmou o compromisso do governo do Acre com o fortalecimento da Assistência Social

Vice-governadora, que também é titular da SEASDH, destacou a importância da capacitação promovida pela segunda vez no Estado. Foto: Alice Leão/Secom

Em colaboração com Geisy Negreiros

A governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, participou nesta segunda-feira, 25, no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, da aula inaugural do curso de formação do Programa Nacional de Capacitação dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (CapacitaSuas).

A qualificação acontece de 25 a 29 de agosto de 2025, no Centro de Educação Profissional e Tecnológica do Juruá (Ceflora) e reúne servidores públicos estaduais e municipais, que atuam na execução e gestão do Suas nos municípios de Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Feijó e Tarauacá, além de trabalhadores da assistência social.

Capacitação reúne 190 servidores estaduais e municipais da assistência social de município de toda a regional do Juruá. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

A ação é executada pelo governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), da qual Mailza Assis é titular, em parceria com o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec/Dom Moacyr).

Nesta etapa, serão ofertados os cursos de Atualização sobre Reordenamento da Proteção Social Básica; Atualização sobre Reordenamento da Proteção Social Especial;  Introdução do Exercício do Controle Social; Atualização em Vigilância Socioassistencial e Gestão Orçamentária e Financeira.

Equipe da SEASDH responsável pela implantação do curso no estado. Foto: Assessoria

“Assistência social é a porta de entrada para garantia de direitos. Seja no Cras, Creas, nas secretarias. E nós estamos atentos e trabalhando para garantir proteção e combate à violência contra nossas crianças, idosos, pessoas mais vulneráveis”, destacou a vice-governadora na abertura.

Vice-governadora ressaltou a harmonia entre as três esferas do Executivo para a execução do programa e disse que a assistência social não é uma política isolada. Foto: Alice Leão/Secom

Mailza agradeceu cada um dos servidores pela disponibilidade e reafirmou o compromisso do governo do Acre com o fortalecimento da Assistência Social. “Vocês são muito importantes nesse processo, pois alcançam diretamente as famílias e indivíduos, refletindo melhoria nos serviços socioassistenciais nos municípios acreanos”.

Assistência social fortalecida é população com melhor qualidade de vida

A assistente social Natana Bezerra veio de Marechal Thaumaturgo e falou da expectativa de participar pela primeira vez do curso. “Saio na esperança de adquirir novos aprendizados, atualizações e aplicar tudo que aprender na prática por melhorias para a população do meu município”, disse.

Capacitação no Juruá contempla servidores dos municípios de toda a regional. Foto: Alice Leão/Secom

Já Maria Antônia Menezes, psicóloga da Proteção Especial de Porto Walter, participa pela segunda vez do CapacitaSuas. “Ficamos esperando doze anos. Essa atualização vai nos fortalecer na prática para  levar o serviço com melhor qualidade para nossos usuários”, destacou.

Maria Antônia Menezes, psicóloga da Proteção Especial de Porto Walter Foto: Alice Leão/Secom

Durante a abertura, a música esteve presente com apresentações dos corais Centro Educativo Adilis Nogueira Maciel (Ceanon) e do Centro Social dos Direitos da Criança e do Adolescente e Família (Cesdicaf).

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, destacou que esse programa é um marco no Juruá. “Essa capacitação renasce maior após 10 anos. À medida que um profissional da assistência social é qualificado, certamente ele prestará um melhor serviço para os usuários e quem ganha são os municípios, o estado todo”, disse o gestor.

Ângela Valente, secretária Municipal de Assistência Social de Mâncio Lima, reforçou a importância da realização da capacitação profissional.

Ângela Valente, secretária Municipal de Assistência Social de Mâncio Lima, reforçou a importância da realização da capacitação profissional.

“Estou certa que utilizarei o conhecimento adquirido para beneficiar diretamente a comunidade atendida no local”, disse Elisandra. Foto: Alice Leão/Secom

“Trouxemos uma equipe de 20 pessoas do Suas de Mâncio Lima, composta por trabalhadores e conselheiros da Assistência Social. Precisamos estar preparados para entender a política como de fato é e garantir direito para aqueles que mais precisam. Esse trabalho realmente favorece a quem está lá na ponta, a quem mais precisa da assistência social.”

Outra assistente social que estava com boas expectativas é Elissandra Silva, de Tarauacá. “Para nós, profissionais, essas capacitações são fundamentais para aperfeiçoar o trabalho que já executamos nos equipamentos da Assistência Social.  Atuo há 11 anos, mas nessa semana vou ampliar meu conhecimento, esclarecer dúvidas. Me deixa feliz saber que vou contribuir com minha região”.

Equipe de monitores da SEASDH responsáveis pela aplicação do curso. A primeira aula foi realizada hoje à tarde. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

A aula inaugural contou com a presença do deputado federal Coronel Ulysses; deputado estadual André Vale; a juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Acre, Marilene Goulart Veríssimo; a secretária Municipal de Assistência Social de Cruzeiro do Sul, Milca Oliveira; a diretora da Política de assistência social da SEASDH, Siomary Benevides; a chefe do departamento de Gestão do Suas da SEASDH, Ângela Albuquerque, além de representantes do Ministério Público Estadual, Defensoria Pública Estadual, Polícia Rodoviária Federal.

Sobre o CapacitaSuas

O CapacitaSuas é uma estratégia do governo federal para apoiar os estados e o Distrito Federal na execução dos Planos Estaduais de Capacitação do Suas, visando ao aprimoramento da gestão e a progressiva qualificação dos serviços e benefícios socioassistenciais.

Programa
O programa tem como objetivo promover a capacitação dos gestores, trabalhadores e conselheiros da Assistência Social que, pautada pela Gestão do Trabalho e a Educação Permanente, exige um novo perfil de trabalhadores, com uma qualificação e compromisso com o exercício profissional cada vez maiores.

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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos

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Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada 

O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.

A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada 

A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.

Veja vídeo reportagem com Kike Navala:

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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.

A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.

A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.

“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.

Queda de braço

As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.

Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.

Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.

Toffoli reduz prazo para depoimentos

Além da controvérsia sobre a perícia, Toffoli também reduziu de cinco para dois dias o prazo para a realização dos depoimentos dos investigados. As oitivas, que estavam previstas para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro, deverão agora ser concentradas em dois dias consecutivos.

A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.

Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.

O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.

A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Toffoli: Master fez "aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado"

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Imagem colorida de sede do Banco Master

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da Reag Investimentos, são colocados dentro da investigação do Caso Master como membros de uma organização criminosa que faziam “aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização”.

Eles são apontados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de informações da Polícia Federal, como suspeitos de usarem fundos de investimento, em uma intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais para fraudar o sistema financeiro.

“A representação policial trouxe indícios consistentes da existência de organização criminosa voltada à prática de gestão fraudulenta de instituição financeira; induzimento ou manutenção em erro de investidor; uso de informação privilegiada; e manipulação de mercado e lavagem de capitais”, diz Toffoli em decisão que embasou a segunda fase da Operação Compliance.

O ministro também verificou que, conforme apontado pelo Procuradoria-Geral da República e pela PF, “há elementos suficientes que apontam para o “aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização”.

Investigações

As informações são oriundas de investigação junto a 8ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo, iniciadas em 27 de maio de 2025.

O inquérito policial foi instaurado para apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional com constituição de organização criminosa, praticados, em tese, por diversas pessoas no âmbito do Banco Master.

Foi a partir da teia das quebras de sigilo que levaram a busca e apreensão contra pelo menos 39 alvos, sequestro e bloqueio de bens e valores, até o limite de R$ 5.775.234.097,25 (5,7 bilhões) e afastamento do

Na ação, que tramitava em São Paulo até Dias Toffoli avocar o processo para ele, a Polícia Federal acrescentou pedido de busca e apreensão contra João Carlos Falbo Mansur, a partir de comunicação realizada pelo Banco Central do Brasil ao Ministério Público Federal, trazendo indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master e a Reag Trust DTVM.

Sócio oculto

Quanto a Nelson Tanure, a autoridade policial salientou que ele é apontado como o beneficiário final da Lormont Participações, cujas CCBs de R$ 73,7 milhões concentraram 97% da carteira do FIDC Maranta em operação entre partes relacionadas, “é também assentado como sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, razão pela qual o bloqueio do seu patrimônio também ocorreu”.

Nesse contexto, segundo consta na decisão de Toffoli, o histórico juntado pela Polícia Federal a respeito de investigações anteriores serve como indício da existência do crime de organização criminosa estruturada desde a década passada, bem como demonstra que os fatos sob apuração não foram fruto de uma situação ocasional de descontrole.

“Tais fatos revelam o planejamento e a escalada das atividades criminosas dos envolvidos e devem ser assim valorados”, diz decisão.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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