Acre
Município isolado no Acre tem mais de 80 crianças com autismo; Sesacre faz itinerante

Marechal Thaumaturgo vista de cima. Foto: Reprodução
Com uma população estimada em 2021 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 19.727 pessoas, o município de Marechal Thaumaturgo, no vale do Alto Juruá, interior do Acre, tem, atualmente, pelo menos 84 crianças e adolescentes com a prevalência do Transtorno do Espectro Autista, o TEA.
Os números são da Secretaria Municipal de Saúde de Thaumaturgo, a qual, no início da semana, realizou, na sede urbana do município, mais uma edição do programa saúde itinerante especializado, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). A ação agradou em cheio à comunidade, principalmente aos pais de crianças com autismo.
“Eu sou pai de autista e, quando vem uma ação dessa e a gente pode divulgar e parabenizar pela ação, a gente considera algo muito bom porque são ações que, antes, na história do município, nunca tinha ocorrido”, disse Henrique Viera, pai de Luisa, de três anos, que tem TEA. “Quando se junta Prefeitura e Governo do Estado para proporcionar isso à comunidade do município é muito gratificante. Eu espero que aconteça mais vezes e com mais frequência”, disse.
O atendimento especializado em Marechal Thaumaturgo abrangeu toda a área de pediatria, desde geneticista, terapia ocupacional com uma neuropediatra e houve ainda diagnósticos emitidos para novos casos. “Isso vai ajudar famílias a entender melhor seus filhos. Eu, como pai de autista, sei qual é a importância de um diagnóstico. É muito difícil quando seu filho não tem diagnóstico. Assim, a gente quer parabenizar a equipe da Prefeitura de Marechal Thaumaturgo e do Governo do Estado que não poupou esforços para realizar esta ação”, disse Henrique Vieira.
A comunidade espera que o evento volte a se realizar e que possa atender ainda comunidades de fora do perímetro urbano do município, um dos quatro mais isolados do Estado. De acordo com a Prefeitura, esses atendimentos voltarão a acontecer com o objetivo de levar atendimento de saúde ao alcance de todos.
“Esses atendimentos são voltados para crianças com Deficiência intelectual com ênfase no espectro Autista, quando 84 crianças receberam atendimento”, disse Arlines Costa, uma das coordenadoras da Secretaria Municipal De Saúde de Thaumaturgo.
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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO


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