Motorista de aplicativo é suspeito de causar acidente que matou motoboy em Rio Branco

Denilson Sales da Cunha, de 22 anos, morreu no dia 15 de julho após 4 dias internado em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
Por G1 AC — Rio Branco

O acidente ocorreu no dia 11 de julho, após o motociclista avançar o sinal vermelho do cruzamento e bater em um carro conduzido por um médico

Um motorista de aplicativo foi identificado como suspeito de ser o responsável pelo acidente que matou o motoby Denilson Sales da Cunha, de 22 anos, após uma perseguição à moto que ele pilotava no dia 11 de julho.

O acidente ocorreu na Avenida Nações Unidas, no bairro Bosque, em Rio Branco, o motociclista foi levado em estado grave ao pronto-socorro, onde morreu quatro dias depois, no dia 15 de julho.

O delegado da 1ª regional da Polícia Civil, Alex Dany, que investiga o caso, disse que a investigação está sendo concluída e várias testemunhas já foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança foram analisadas.

Elas mostram que o motorista de aplicativo é o suspeito de perseguir o motoboy, porque estava em alta velocidade, acabou furando o sinal vermelho e sofreu a batida.

“A cerca do crime investigado temos a adiantar que o processo já está por ser concluso e vai ser concluído no prazo previsto em lei, em 30 dias. Nós já conseguimos identificar alguns elementos que nos leva a formar nossa convicção como o fato se deu e estamos para fechar agora a tipificação correta que vai ser aplicada ao caso concreto”, disse o delegado.

O delegado disse que já foram ouvidas algumas pessoas. A perícia esteve no local do crime e aguarda o laudo pericial para findar de fato o caso.

“O que a gente tem pra falar é que de fato a polícia atuou de forma rápida, foi identificada a autoria do crime investigado e nos próximos dias a gente vai entregar ao poder Judiciário e ao Ministério Público para poder ofertar a denúncia”, acrescentou.

O delegado disse ainda que pelas imagens analisadas, tanto o motoboy quanto o motorista de aplicativo estavam em uma velocidade anormal para aquela localidade.

Além disso, ele acrescenta que o caso chegou como uma ocorrência de trânsito culposa, mas pode evoluir para homicídio culposo.

“A notícia do fato nos chegou como uma lesão corporal culposa no trânsito e o Denilson veio a falecer quatro dias após esse acidente, por isso que chegou dessa forma. Com a evolução do caso para a morte é que nós começamos a trabalhar com essa hipótese do homicídio culposo que, dependendo da análise, dos elementos que a gente conseguir juntar ao inquérito, pode evoluir para um homicídio doloso. Na modalidade de dolo eventual, porém, repito é uma conclusão que só posso dar no relatório final que vi ser encaminhado ao Judiciário.

Ainda conforme informações da polícia, o motorista de aplicativo transportava um passageiro na hora do acidente e que ele teria relatado que a vítima de fato teria encostado no retrovisor do carro, mas que não teria causado qualquer tipo de dano.

Motoboys fazem protesto e cobram celeridade na investigação de acidente que matou colega no AC — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica

Relembre o caso

O motociclista Denilson Cunha morreu no dia 15 de julho no pronto socorro de Rio Branco. O rapaz estava internado na unidade desde o dia 11 após sofrer um grave acidente de moto na Avenida Nações Unidas, no bairro Bosque, em Rio Branco.

O acidente ocorreu por volta das 21 horas, quando Cunha bateu a moto que pilotava em um carro e sofreu traumatismo craniano.

Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) chegou ao local, Cunha estava no chão sendo socorrido por um popular que informou que ele estava com dificuldade para respirar e com a pupila aumentada.

Um dia depois da morte de Cunha vários motoristas de aplicativo se reuniram para pedir mais celeridade nas investigações do acidente que matou do jovem. O ato ocorreu na ponte do Centro de Rio Branco.

Covid-19

Ao dar entrada no PS, o jovem ainda teria sido diagnosticado com Covid-19. O Instituto Médico Legal (IML) não confirmou que o motoboy estava com Covid-19, mas a Saúde voltou a afirmar que Cunha havia testado positivo para a doença.

A gerente de Assistência do pronto-socorro, Mônica Nascimento confirmou que quando Cunha deu entrada na unidade passou por exame de tomografia e foi observado que ele poderia estar com a infecção por coronavírus. Em seguida, foi feito teste rápido, que deu positivo.

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