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Motorista de aplicativo é achado após ser liberado de cativeiro em Rio Branco
Macicley Ferreira estava desaparecido desde segunda-feira (18) e foi encontrado na madrugada desta quinta (21) amarrado em um ramal no Amapá. Motorista contou que foi mantido refém em uma casa de madeira e que chegou a ser agredido.

O motorista de aplicativo Macicley Ferreira, de 23 anos, foi encontrado na madrugada desta quinta-feira (21) após ficar dois dias desaparecido em Rio Branco. Segundo a mãe dele, a professora Marlene da Silva, o rapaz foi deixado amarrado pelos criminosos em um ramal na região do bairro do Amapá.
Marlene disse que foi a polícia que encontrou Ferreira no local. Ele contou à família que foi mantido refém em uma casa de madeira e estava com os olhos vendados e braços amarrados. O rapaz chegou a ser agredido e ameaçado de morte durante os dias que ficou em cativeiro.
Após ser localizado, o motorista foi levado para a sede da Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, e nesta quinta deve novamente ser ouvido.
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Motoristas usam cartazes e fazem ato em ponte no Centro de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
Após se mobilizarem e se dividirem em três equipes para fazer buscas, motoristas de aplicativo chegaram a fechar a Ponte Juscelino Kubitschek, no Centro da capital acreana, na noite dessa terça (20), em protesto contra o desaparecimento do colega de trabalho.
“Ele disse que estava em uma casa, com um pano na cabeça e ficou todos esses dias. Eles ficaram com o carro e só deixaram ele com a roupa do corpo mesmo. Está com alguns arranhões e roxos pelo corpo. Ele disse que eles perguntavam se ele era de facção e ele dizia que não e eles falavam que ele iria morrer. Acredito que tenham libertado ele depois do manifesto. Agora estou mais tranquila”, disse a mãe.
A família do rapaz também chegou a fazer buscas por conta própria nos locais onde ele teria passado. A última localização dele estava no bairro Vila Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco, na noite de segunda (18).
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Macicley Ferreira está sumido deste a noite de segunda (18) em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
Outro caso recente
Na semana passada, um motorista de aplicativo foi sequestrado e mantido refém enquanto os criminosos tentavam passar com o carro dele para a fronteira. Dois dos sequestradores morreram em confronto com a polícia, na BR-317, próximo ao seringal Cachoeira, em Xapuri, no interior do Acre.
O grupo de quatro pessoas sequestrou o motorista em Rio Branco, na noite de terça-feira (12), e seguia com ele em direção à fronteira, quando foi abordado em uma barreira do Grupo Especial de Fronteiras (Gefron).
Na época, o comandante do Gefron, coronel Antônio Teles, disse que o motorista foi acionado por volta das 22h30 e quando as pessoas embarcaram na frente do posto de saúde, levaram a vítima para dentro do Taquari, a agrediram e a levaram para dentro de um ramal. No local, o rapaz foi amordaçado e colocado no porta-malas e os criminosos foram em direção à fronteira.
Após a interceptação do veículo, foi feito o resgate da vítima, recuperação do carro e, após troca de tiros, dois suspeitos foram mortos.
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Hanseníase tem cura: campanha nacional reforça importância do diagnóstico precoce
Durante a campanha nacional de conscientização, especialistas reiteram que a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e que o maior desafio é vencer o preconceito que ainda cerca a doença
Apesar dos avanços da medicina e da oferta de tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase continua sendo uma realidade no Acre e na região do Juruá, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. Inserida no grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas, a enfermidade segue cercada por desinformação, estigma e diagnóstico tardio, fatores que contribuem para deformidades físicas evitáveis e impactos sociais duradouros.
Para o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Francisco Albino, essa permanência está ligada a determinantes sociais e históricos. “A hanseníase possui atributos que a tornam um mal negligenciado, prevalente e estigmatizante. Historicamente, medidas como internação compulsória e isolamento social reforçaram o preconceito, criando marcas que ainda interferem na vida dos pacientes”, explicou.
Segundo Albino, os sintomas iniciais costumam passar despercebidos. “Manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade são o principal sinal de alerta. Essas manchas não coçam nem doem, o que faz com que sejam ignoradas. Dormência, formigamento e perda de força em mãos ou pés também merecem atenção”, destacou.
Importância do diagnóstico precoce
O especialista reforça que identificar a doença cedo é essencial para evitar complicações. “A hanseníase evolui de forma silenciosa. Quando o diagnóstico é tardio, o dano aos nervos já pode estar instalado, levando a deformidades e incapacidades físicas evitáveis. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão, evita sequelas e reduz o sofrimento físico, emocional e social do paciente”, afirmou.
Para Albino, o estigma é um dos maiores obstáculos. “Ainda existe a ideia de que a hanseníase é resultado de castigo divino ou que não tem cura. Esses mitos alimentam o preconceito e fazem com que muitas pessoas escondam os sintomas, atrasando o tratamento e fortalecendo o isolamento social”, disse.
O médico lembra que a hanseníase tem cura e que o tratamento é seguro. “O tratamento é feito com poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS. Reforçar que a doença tem cura é fundamental para combater o preconceito e garantir que as pessoas procurem atendimento sem medo”, ressaltou.
Albino deixa um recado direto à população: “O aparecimento de mancha não é normal, ainda mais quando há perda de sensibilidade. Procurar o serviço de saúde é um ato de cuidado consigo mesmo e com a comunidade.”
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Porto Velho e Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda oito escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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Idoso é preso pela PRF após ser flagrado com pistola calibre .40 em Cruzeiro do Sul
Homem de 70 anos não possuía porte nem documentação da arma e das munições

Um homem de 70 anos foi preso na quarta-feira (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, após ser flagrado portando uma arma de fogo de uso restrito.
De acordo com a PRF, o idoso trafegava em uma motocicleta quando foi abordado durante fiscalização de rotina. Ele informou aos policiais que retornava de seu sítio e, ao ser questionado, confirmou que estava armado.
Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 e oito munições. Conforme a polícia, o homem não possuía porte de arma de fogo nem documentação legal da arma ou das munições.
Diante da irregularidade, o idoso foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, onde o caso ficou à disposição das autoridades para os procedimentos legais cabíveis.
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Justiça decreta prisão de três suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” em Rio Branco
Grupo mantinha homem em cárcere privado para aplicar punição ilegal; um investigado responderá em liberdade

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar uma facção criminosa e de atuar na aplicação de punições ilegais impostas pelo chamado “Tribunal do Crime”, em Rio Branco. A decisão atinge Lucas Nogueira dos Santos, Anderson Luan Bezerra e João Victor Navarro da Silva. Já Marcelo Santos de Souza teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.
A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da Vara das Garantias, durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco, no fim da tarde de ontem.
Os quatro foram presos na noite de terça-feira (13) por policiais do Grupamento Tático do 3º Batalhão da Polícia Militar, no momento em que mantinham um homem em cárcere privado em uma residência localizada na Rua Luiz Gonzaga, no bairro São Francisco. A vítima, que teve a identidade preservada, teria sido sequestrada para sofrer agressões físicas como forma de punição imposta pela organização criminosa.
Informações repassadas por moradores à Polícia Militar foram fundamentais para a rápida intervenção, que evitou uma possível sessão de tortura e espancamento, situação que poderia resultar em morte. Durante a ação, os policiais apreenderam pedaços de madeira, supostamente utilizados nas agressões, além de um automóvel.
Os três investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. O quarto envolvido responderá em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.


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