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Fim dos acordos políticos na saúde: “Dei autorização para despolitizar a saúde do estado”, diz Gladson
Nova secretária já trabalhou no Acre como gestora da Maternidade Bárbara Heliodora.

Pediatra Mônica Feres Kannan assume a Sesacre após a saída de Alysson Bestene — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre
Da redação com jornais do Acre
Ao anunciar a médica pediatra Mônica Machado como nova secretária de Saúde do Acre, o governador Gladson Cameli (PP) afirmou que ao contrário do que aconteceu quando Alysson Bestene assumiu, que já havia espaços da saúde negociados com alguns grupos políticos, a nova secretária terá carta branca para resolver a questão despolitizando a saúde pública.
“Eu disse a ela que ela tem autorização para despoliticar a saúde. Quando o secretário Alysson assumiu já havia alguns acordos políticos e isso não vai acontecer agora”, diz.
Gladson afirmou ainda que está em busca de soluções para diminuir as filas em hospitais e resolver outras questões da área da saúde pública do Acre.
A nova secretaria diz que trabalhará tecnicamente e buscará soluções para resolver problemas da saúde do Acre. Mônica Machado diz que tem exata noção dos problemas da saúde do Acre e que está pronta.
“As palavras de ordem são gestão, meritocracia e resolutividade”, diz.

Governador Gladson Cameli e secretários durante coletiva nesta segunda-feira (3) — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre
Saída e cartel
Na coletiva, o governador Gladson Cameli assumiu que ocorreram alguns erros no início da gestão que atrapalharam os trabalhos na Saúde, como uma politização na pasta. Cameli frisou que tem total confiança no ex-secretário e a relação dos dois ultrapassa qualquer situação política e partidária.
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“Ele é meu irmão. Confio no Alysson. Sobre a lealdade do secretário comigo e eu com ele podem ter certeza, além da índole dele de respeitar, é uma pessoa de inteira confiança”, afirmou.
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Cameli não falou claramente sobre os principais motivos para a saída de Bestene. Porém, ele contou que desconfia que exista um ‘cartel’ dentro da Saúde, que seria formado por médicos e outros servidores para impedir o funcionamento da pasta.
Problemas
O ex-secretário falou que pretende continuar ajudando no governo, mesmo não estando mais à frente da pasta. Ele afirmou que foi um panorama dos problemas encontrados deste a transição de o governo até a sua saída e entregue às autoridades.
“Alinhamos para que todo esse processo de trabalho seja o melhor para a população, nunca prometemos uma saúde de primeiro mundo, é uma utopia. Sempre trabalhamos uma saúde de qualidade para que aquele pai de família tenha o atendimento garantido, que o Sistema Único de Saúde funcione para que realmente tenha uma saúde de qualidade”, argumentou.
Quem é a nova secretária de Saúde
A nova secretária de Saúde é a médica intensivista Mônica Feres Kannan Machado que até a semana passada atuava em Brasília, com consultório na região do Cruzeiro, além de atender em hospitais da cidade Satélite de Ceilândia.
Além de atuar na capital federal também passou em concursos no Pará e Minas Gerais, além de prestar serviços também no Rio de Janeiro.
Sua indicação é pessoal do governador que a trouxe para o Estado no início do mandato para fazer um levantamento completo da situação da saúde no Estado, que lhe foi entregue recentemente.
Monica é clínica geral, atuou na área de medicina do trabalho e tem especialização na área intensiva e neonatal, um dos grandes gargalos da saúde do Estado do Acre.

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Gladson Cameli protocola renúncia ao governo do Acre para disputar o Senado
Vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Estado a partir de 2 de abril
O governador do Acre, Gladson Cameli, protocolou nesta terça-feira (24) um ato voluntário de renúncia ao cargo. A carta foi entregue à Assembleia Legislativa e será lida na sessão ordinária do dia, dando início ao processo que deve ser concluído em 2 de abril de 2026, data em que ele deixará oficialmente a função.
Com a saída, a vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Palácio Rio Branco por, no mínimo, oito meses.
Na mensagem encaminhada à Mesa Diretora, Cameli afirmou que a decisão ocorre em um momento institucional adequado, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa, a estabilidade do governo e o respeito ao calendário eleitoral.

Vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Palácio Rio Branco por, no mínimo, oito meses. Foto: Felipe Freire/Secom
O governador também explicou que a renúncia atende à exigência constitucional de desincompatibilização, necessária para quem pretende disputar outro cargo eletivo. Cameli confirmou que será candidato ao Senado nas eleições de 2026.
Segundo ele, embora o prazo legal para afastamento comece em 4 de abril, a escolha do dia 2 de abril foi feita para evitar coincidência com a Sexta-feira da Paixão, celebrada em 3 de abril daquele ano.
A saída antecipada marca uma nova fase no cenário político do Acre, com a transição de governo e o início das articulações para o próximo ciclo eleitoral.
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Tião Bocalom, inaugura o Mercado Municipal do São Francisco e defende modelo de gestão compartilhada
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, inaugurou o Mercado Municipal do São Francisco, localizado na parte alta da cidade. A obra, avaliada em mais de R$ 1,3 milhão, integra a estratégia da gestão municipal para fortalecer o comércio local e a agricultura familiar. A estrutura deverá começar a funcionar em breve e será gerida por meio de uma parceria com a iniciativa privada.
Durante a inauguração, o prefeito destacou que o mercado atende a uma demanda antiga da comunidade e defendeu o modelo de gestão compartilhada para garantir mais eficiência e sustentabilidade. Ele informou que a prefeitura lançará um edital para escolher a administração do mercado.
Tião Bocalom ressaltou que o mercado foi possível graças a recursos federais com contrapartida municipal e que o novo modelo segue práticas adotadas em outras cidades. Ele enfatizou a necessidade do mercado ser autossustentável, pois os comerciantes precisam gerar renda sem que o poder público arque sozinho com os custos. A nova estrutura foi planejada para oferecer melhores condições sanitárias, principalmente por ser um espaço de comercialização de alimentos.
O vice-prefeito Alysson Bestene destacou que o mercado está inserido no projeto “Produzir para Empregar”, focado na geração de renda pela agricultura familiar. Ele lembrou que a região tem forte vocação comercial e agrícola, com comunidades próximas que agora terão um local adequado para vender seus produtos, fomentando emprego e economia local. O mercado contará com dez boxes comerciais e uma área destinada à feira.
O secretário municipal de Agricultura, Eracides Caetano, reforçou que o mercado amplia as possibilidades de escoamento da produção dos pequenos agricultores, beneficiando cerca de 2.400 famílias cadastradas em programas de apoio à agricultura familiar. Ele destacou o trabalho contínuo da prefeitura na zona rural, com assistência técnica, insumos e apoio logístico gratuitos para os produtores.
Para os moradores, o mercado representa uma conquista importante. O líder comunitário Paulo da Silva Pinheiro, um dos fundadores do bairro São Francisco, ressaltou o impacto positivo no dia a dia da população, citando como exemplo a realização da Feira do Peixe na Semana Santa, evitando a necessidade de deslocamento até o centro da cidade. Ele também destacou a praticidade de ter verduras, legumes e outros produtos à disposição no próprio bairro.
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Jorge Viana lidera rejeição na disputa pelo Senado no Acre, aponta pesquisa Delta
Levantamento mostra cenário desfavorável para pré-candidato do PT no Acre
A pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa nesta segunda-feira (23) sob número do registro TRE AC-08354/2026, aponta um cenário de alta rejeição para alguns nomes na corrida pelo Senado no Acre.
De acordo com os dados, o ex-senador e ex-governador Jorge Viana aparece como o mais rejeitado, com 23,86% das menções entre os eleitores entrevistados.
Na segunda colocação está o senador Sérgio Petecão, que deve disputar a reeleição, com 17,79%. Em terceiro lugar surge Inácio Moreira, com 15,60%.
O governador Gladson Cameli aparece em quarto, com 10,24%, seguido pelo senador Márcio Bittar, que registra 7,26%.
A ex-deputada federal Mara Rocha soma 5,37% de rejeição, enquanto o deputado federal Dr. Eduardo Veloso aparece com 3,38%.
Os números reforçam que, além da intenção de voto, a rejeição deve ter peso importante na definição do cenário eleitoral nos próximos meses.





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