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Ministério Público prende terceiro envolvido em esquema de tráfico de drogas em avião da BoA.

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Este é o supervisor de segurança civil. Eles a acusam de não verificar os utensílios que as faxineiras trouxeram e de não controlar a tripulação.

No último dia 13 de setembro, o Ministério Público e a Polícia interceptaram um avião da empresa estatal e encontraram 12 pacotes de cocaína. Foto: cedida

A Promotoria de Substâncias Controladas de Santa Cruz prendeu J.E.D., supervisor de segurança da aviação civil da BoA/Boliviana, na última sexta-feira. A prisão ocorre no contexto da investigação relacionada aos 12 pacotes de drogas descobertos na cabine de um avião da companhia. As autoridades agora se concentram em entender como a segurança falhou e a droga foi inserida na aeronave.

A terceira mulher presa neste caso foi apresentada às autoridades, após a detenção de duas faxineiras, que estão em prisão preventiva sob a acusação de serem as autoras materiais do incidente. A nova suspeita era responsável por supervisionar as verificações de segurança da aeronave que partiria de Santa Cruz em direção a Madrid, na Espanha. As investigações buscam esclarecer como as drogas foram introduzidas na cabine e qual foi o papel de cada envolvido no esquema.

De acordo com a reportagem, o Ministério Público irá investigar como uma das faxineiras conseguiu introduzir a carga de drogas na cabine da aeronave. A funcionária não monitorou a tripulação que chegou de Cochabamba e também falhou em elaborar os relatórios necessários para documentar os elementos que embarcaram no voo CP-3214 da BoA. Essas omissões levantam sérias questões sobre os protocolos de segurança em vigor.

Ministério Público e a Polícia interceptaram um avião da BoA, encontrando 12 pacotes de cocaína a bordo. Duas faxineiras foram identificadas por câmeras de segurança e presas preventivamente por 180 dias. Foto: internet

A mulher será apresentada na próxima segunda-feira para uma audiência de medidas cautelares, enfrentando acusações de tráfico internacional de substâncias controladas, conspiração e associação criminosa. As autoridades buscam determinar a gravidade de sua participação no esquema, à medida que a investigação se aprofunda.

No dia 13 de setembro, o Ministério Público e a Polícia interceptaram um avião da BoA, encontrando 12 pacotes de cocaína a bordo. Duas faxineiras foram identificadas por câmeras de segurança e presas preventivamente por 180 dias.

Este incidente segue um episódio anterior, quando quase meia tonelada de droga chegou ao aeroporto de Barajas, em Madrid, em um voo da mesma companhia. As investigações apontam para uma possível rede de tráfico ligada à aviação.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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