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Brasil

Mesmo com a pandemia, em 2020, Brasil tem saldo positivo entre empresas que entraram e saíram do mercado

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Brasilia – O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o Secretário-geral da FIFA, Jerôme Valcke e o Governador do DF, Agnelo Queiroz, visitam a Fábrica Cultural(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Estudo do IBGE aponta que ao final do primeiro ano de crise sanitária, 826,4 mil empresas iniciaram as atividades e 634,4 mil fecharam as portas

Mesmo com o forte impacto causado pela pandemia de Covid-19, o mercado empresarial brasileiro fechou o ano de 2020 com saldo positivo, aponta o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado pelo IBGE. Segundo o levantamento, 826,4 mil empresas iniciaram as atividades, enquanto 634,4 mil fecharam as portas, com saldo final de 192 mil empresas.

O setor que mais contribuiu para o balanço positivo foi do comércio: reparação de veículos automotores e motocicletas, com 39 mil unidades; seguido pelas atividades profissionais, científicas e técnicas, com 35 mil; e, por fim, saúde humana e serviços sociais, com 27 mil. A taxa de entradas de empresas no primeiro ano de crise sanitária, segundo o IBGE, foi de 16,9%, e a de saída, 13%.

“Apesar da taxa ter apresentado uma redução em relação a 2019, é possível que todos os efeitos da pandemia ainda não tenham sido completamente refletidos nas estatísticas. O estudo mostra também que as empresas que fecharam tinham maior proporção de mulheres assalariadas, o que pode ter relação com o fato de estarem proporcionalmente mais empregadas em setores mais negativamente afetados pela Covid-19”, explica Thiego Ferreira, gerente da pesquisa do IBGE.

Os dados Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE, de 2020, apontam que o país tinha 4,9 milhões de empresas ativas que empregavam 39,4 milhões de pessoas, sendo 32,4 milhões como assalariadas e 7 milhões na condição de sócios ou proprietários. Do total de ocupados das empresas ativas, quase 96% estão presentes nos negócios sobreviventes.

“O saldo de empresas entrantes no mercado é um bom sinal para a retomada da economia brasileira. Com a gradual queda das taxas de juros no Brasil e uma perspectiva melhor do cenário econômico, aliado também à reabertura da economia no Brasil, os empresários estão dispostos a correr mais riscos, abrir empresas e gerar empregos”, avalia o economista e professor da Universidade Mackenzie, Hugo Garbe.

Para Garbe, a realidade empresarial brasileira se diferencia de outros países. “O cenário econômico brasileiro, diferente do resto do mundo, tem incentivado empreendedores e isso é muito positivo para o Brasil como um todo”, conclui.

Empresas de alto crescimento

Após dois anos de alta, o número de empresas de alto crescimento, aquelas que têm crescimento médio do pessoal ocupado assalariado de pelo menos 20% ao ano, por um período de três anos, e tem dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial da observação, recuou 2,6% e fechou 2020 com 24,4 mil.

“As empresas gazelas, aquelas que são de alto crescimento, mas tem até cinco anos de idade, encerraram 2020 com 2.768 unidades”, destaca Ferreira. Em 2019, segundo o estudo, a participação das “gazelas” nos negócios de alto crescimento era de 11,2% (2.805).

Sobrevivência das empresas por estado

No cenário entre os estados brasileiros, Santa Catarina lidera o ranking de sobrevivência das empresas no intervalo de uma década: taxa de 27,6% das unidades locais nascidas em 2010. O Piauí aparece na sequência, com taxa de 25,4%, seguido por Sergipe, com 24,7%.

Com os piores resultados, por outro lado, aparecem o Acre, com a menor taxa de sobrevivência entre todos os estados (12,9%), juntamente com Amazonas (13,3%) e Amapá (13,7%).

 

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Brasil

Senado aprova “vulnerabilidade absoluta” de vítimas de estupro de até 14 anos

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Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (24/2), um projeto de lei que estabelece que vítimas de estupro com menos de 14 anos de idade serão sempre consideradas vulneráveis, e que a punição do agressor não poderá ser influenciada pelo histórico sexual da vítima nem pela gravidez decorrente da violência.

O texto segue agora para sanção presidencial. A proposta foi aprovada de forma simbólica, sem contagem nominal de votos.

O projeto foi proposto pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A relatora no Senado, Eliziane Gama (PSD-MA), afirmou que a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima “reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país.”

O projeto estava parado no Senado Federal desde dezembro de 2024, mas ganhou força após a Justiça de Minas Gerais absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos.

Na ocasião, a 9ª Câmara Criminal Especializada também absolveu a mãe da criança, que respondia por conivência. Para o tribunal, em decisão que gerou críticas em todo o país, não houve crime, sob o entendimento de que existia um “vínculo afetivo consensual” entre os dois.

Com a repercussão do caso, a mãe da garota e o homem  foram presos nesta quarta-feira (25/2). Relator do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar acolheu os embargos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que havia recorrido da decisão, e restabeleceu as duas condenações no processo que apura o estupro da menor.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Leite, Ratinho Jr. e Caiado participam de filiações junto com Kassab

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Fábio Vieira/Metrópoles
Gilberto Kassab tarcísio

O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, levará, no ínicio de março, os governadores Eduardo Leite, Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, Paraná, e Ronaldo Caiado, Goiás, para eventos da sigla em São Paulo. A agenda garante a presença dos governadores nas cerimônias de filiação de 12 políticos em cinco cidades de São Paulo.

O três são cotados para concorrer à Presidência pelo partido nas eleições deste ano. Na última sexta-feira (20/2), por meio de uma publicação nas redes sociais, Kassab reafirmou que a sigla lançará a própria candidatura ao cargo. De acordo com o presidente do PSD, “o Brasil estará muito bem servido se puder contar” com qualquer um dos três possíveis candidatos à frente da Presidência em 2027.

Veja agenda

Sexta-feira (6/3) – Sorocaba

16h – Filiação dos deputados Vitor Lippi e Maria Lucia Amary.

18h – Filiações dos deputados estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Dirceu Dalben, Márcio Nakashima e Rogério Nogueira.

Sábado (7/3)

10h – Santos: filiações do deputado Paulo Alexandre Barbosa e da Audrey, vice-prefeita de Santos.

13h – Itapevi: Filiação do ex-prefeito Igor Soares.

16h30 – Presidente Prudente – filiação do deputado Mauro Bragatto.

Segunda-feira (9/3) – São Paulo

9h – Participam da reunião do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Brasil

MJ sobre crítica por acordo no PL Antifacção: "Ficaríamos na retórica"

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Valter Campanato/Agência Brasil
Wellington César Lima e Silva assume o Ministério da Justiça

Após a aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados, nessa terça-feira (24/2), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, saiu em defesa da atuação da pasta nas negociações do texto final e respondeu às críticas sobre o acordo construído em torno da proposta.

O projeto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), retomou pontos da versão original da Câmara, como a divisão de recursos de bens apreendidos entre a Polícia Federal (PF) e os estados — trecho criticado pelo governo e pela própria corporação.

Nos bastidores, integrantes da PF questionaram a articulação e alegaram falta de diálogo. Diante das críticas, Wellington César afirmou que o ministério atuou dentro dos limites regimentais possíveis no momento da votação.

“A iniciativa do projeto foi do governo. Todavia, existiam várias versões inicialmente na Câmara e depois uma versão no Senado”, explicou o ministro.

Segundo ele, quando ficou claro que a Mesa Diretora levaria a plenário a versão da Câmara — e não o texto aprovado pelo Senado —, o espaço de manobra era restrito. “Só existiam duas posturas possíveis: ou cruzarmos os braços e deixar que aquela versão tramitasse ou buscássemos melhorar aquela versão.”

Embora reconheça “grande afinidade” com o texto do Senado, o ministro afirmou que não havia possibilidade de defender formalmente aquela versão, pois ela não seria votada.

A estratégia, de acordo com o ministro, foi apresentar emendas de redação ao texto que iria ao plenário. “A única maneira possível de operar essa melhora, sob o ponto de vista do cabimento regimental, era através das emendas de redação. E nós buscamos exatamente, extraindo o sentido daquelas proposições constantes do PL do Senado, incorporá-las no texto indicado para a votação.”

Sugestões

Wellington César afirmou, durante entrevista coletiva, que parte significativa das sugestões foi acolhida. “Foram 23 proposições — 12 a 14, depende do critério de sublíderes — incorporadas. Então nós temos certeza de que produzimos um texto melhor.”

Ele argumentou que, sem essa iniciativa formal, a atuação do ministério teria sido apenas simbólica. “Se nós expressássemos apenas uma simpatia pelo texto do Senado e não fizéssemos as propostas regimentalmente cabíveis, nós ficaríamos limitados a esse âmbito retórico.”

A proposta segue agora para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o ministro, a pasta cumpriu seu papel institucional. “Além da iniciativa do governo, o Ministério da Justiça, nessa tradição, nessa ocasião, exerceu o papel que devia: melhorar o produto legislativo final.”

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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