Acre
Mercado municipal de Epitaciolândia enfrenta abandono e permissionários sofrem com queda de 70% nas vendas
Porta principal danificada afasta clientes há sete meses; trabalhadores relatam prejuízos e falta de resposta da Prefeitura Municipal de Epitaciolândia

Até o momento, não há informações oficiais sobre qualquer medida da Prefeitura para resolver o problema no mercado municipal. Foto: captada
Em Epitaciolândia, a falta de saneamento básico, a ausência de pavimentação e a ineficiência de diversas secretarias municipais têm se tornado marcas de uma gestão que, na visão dos moradores, não entrega resultados. Muitos moradores já teve orgulho de dizer que mora em Epitaciolândia. A cidade era viva, bem cuidada, segura, cheia de atividade. Hoje, o cenário é outro: ruas esburacadas, lama, abandono e a sensação de estar em um “cenário de guerra”, como descrevem os próprios habitantes.
Em meio a esse cenário de abandono, os permissionários do principal mercado público da cidade enfrentam uma situação que se arrasta há mais de sete meses: a porta principal do local está danificada, comprometendo a segurança e afugentando os clientes.

Segundo os permissionários, as reclamações já foram formalizadas junto à Prefeitura de Epitaciolândia no ano passado, de 2025. Foto: captada/cedida
Uma trabalhadora do mercado, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou à reportagem que o prejuízo tem sido devastador. Antes do problema, ela faturava cerca de R$ 270 apenas no café da manhã. Com a porta quebrada e a insegurança gerada, os clientes simplesmente sumiram.
“Hoje ela relata que não consegue vender nem 30 reais nas manhãs de segunda a sábado”, detalha. A queda representa mais de 70% da receita, inviabilizando o sustento de famílias que dependem do movimento no local.

Quem reassumiu a gestão sabia da realidade e tinha a responsabilidade de enfrentar os desafios que se acumulam nos primeiros quatro anos de governo. Foto: captada
Promessas não cumpridas
Segundo os permissionários, as reclamações já foram formalizadas junto à Prefeitura de Epitaciolândia. Em resposta, a gestão municipal teria prometido uma ação em menos de uma semana. No entanto, já se passaram sete meses e a situação não apenas permanece a mesma, como tem se agravado para os trabalhadores, que agora pedem socorro à administração.
O problema no mercado municipal é mais um capítulo na crônica de dificuldades enfrentadas pela população. Moradores relatam que, enquanto serviços essenciais são negligenciados, a máquina pública segue funcionando para os “apadrinhados políticos”, com a folha de pagamento em dia, mas sem entregar melhorias concretas para a cidade.


E não adianta dizer que falta dinheiro. A Lei Orçamentária Anual de 2026 foi aprovada e destinou milhões de reais para a infraestrutura. Ou seja, o problema não é falta de recursos. Falta gestão. Foto: captada
Problemas recorrentes na gestão
Esta não é a primeira vez que a atual administração de Epitaciolândia é alvo de críticas. Conforme publicado por moradores nascerdes sociais, a população reclama recorrentemente de “infraestrutura precária até a ausência de serviços básicos: falta de coleta regular de lixo, deficiência na iluminação pública, dificuldades de acesso a ruas e ramais”. Moradores ouvidos na ocasião expressaram frustração com a gestão do prefeito Sérgio Lopes.
“A gente ouviu que tudo ia melhorar, mas até agora o que mudou foi só a paciência do povo, que está cada vez mais curta”, desabafou um cidadão.
O cenário de descaso também já foi pauta na Câmara de Vereadores onde protocolaram pedidos de providências ao prefeito solicitando a limpeza de ruas no em todos os bairros do município, alertando para os riscos à saúde pública causados pelo acúmulo de lixo e entulhos.
As vias da cidade estão praticamente intransitáveis. O ano letivo já começou, mas muitos alunos enfrentam dificuldades para chegar às escolas porque os acessos estão completamente comprometidos. No bairro José Hassem, o maior da cidade, a situação chegou a um ponto crítico: um caminhão de entrega caiu em um buraco, evidenciando o estado de abandono das vias.

Em vários bairros, táxis e motoristas de aplicativo evitam entrar, porque a infraestrutura da cidade simplesmente não permite. Foto: captada/cedida
Moradores desesperados pedem socorro. Em vários bairros, táxis e motoristas de aplicativo evitam entrar, porque a infraestrutura da cidade simplesmente não permite. Quem sofre com isso é a população, que fica isolada e sem acesso a serviços básicos.
Orçamento aprovado, mas obras não saem do papel
E não adianta dizer que falta dinheiro. A Lei Orçamentária Anual de 2026 foi aprovada e destinou milhões de reais para a infraestrutura. Ou seja, o problema não é falta de recursos. Falta gestão.
É importante lembrar que esta administração já conhecia os problemas da cidade. Quem reassumiu a gestão sabia da realidade e tinha a responsabilidade de enfrentar os desafios que se acumulam nos primeiros quatro anos de governo.

O problema não é falta de recursos. Falta gestão. E é importante lembrar: essa administração já sabia dos problemas da cidade. Não começou agora. Foto: captada/cedida
Os moradores de Epitaciolândia querem voltar a ter orgulho de sua cidade. A população da cidade alta precisa de secretários, vice-prefeito e prefeito comprometidos e capazes de ouvir as necessidades de quem vive ali.
Não se trata de defender gestão A ou gestão B. O povo precisa de ajuda. A cidade precisa de cuidado. Politicamente, ninguém está fazendo favor a ninguém: gestores têm a obrigação de entregar uma cidade limpa e bem cuidada todos os dias.
Sem previsão de solução
Até o momento, não há informações oficiais sobre qualquer medida da Prefeitura para resolver o problema no mercado municipal. Enquanto isso, os permissionários seguem acumulando prejuízos e aguardando que a “surpresa anunciada” dos problemas antigos finalmente deixe de ser descoberta a cada nova gestão e se transforme em solução concreta.


O problema no mercado municipal é mais um capítulo na crônica de dificuldades enfrentadas pela população de Epitaciolandia. Foto: captada/cedida
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Acre
Líder do governo na Aleac dá sinais de que pode deixar cargo para focar na reeleição
Deputado Manoel Moraes (PP) afirma que ainda não discutiu o tema com a governadora Mailza Assis, mas admite que liderança “só se faz em caso de extrema necessidade”; parlamentar é residente em Xapuri

Manoel Moraes assumiu a função em setembro de 2023, com a saída de Michelle Melo da liderança. Foto: captada
Manoel Moraes cogita saída da liderança do governo na Aleac para se dedicar à campanha de reeleição
O deputado estadual Manoel Moraes (PP) , atual líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) , indicou nesta segunda-feira (6) que pode deixar a função nos próximos meses para cuidar de sua campanha de reeleição em outubro.
Apesar de afirmar categoricamente que ainda não conversou sobre o tema com a governadora Mailza Assis (PP) , o parlamentar deu declarações que reforçam a possibilidade de mudança na liderança ainda no primeiro semestre.
“Só fazemos em caso de extrema necessidade”
Em entrevista, Manoel Moraes disse que tem tratado com a governadora “diversos outros assuntos”, mas que a sucessão na liderança ainda não entrou em pauta:
“Não conversamos ainda sobre esse tema. Estamos tratando de diversos outros. Eu fui [aceitei ser líder] em um momento de necessidade. A liderança traz muitas atribuições e muita paciência. Só fazemos em caso de extrema necessidade.”
O deputado assumiu a função em setembro de 2023, com a saída de Michelle Melo da liderança.

Uma das marcas de Manoel Moraes tem sido o bom diálogo com a oposição e os deputados independentes. Foto: captada
Perfil conciliador e diálogo com a oposição
Manoel Moraes, que tem residência fixa em Xapuri, na regional do Alto Acre, construiu uma trajetória na casa (Aleac) marcada pelo diálogo com a oposição e deputados independentes. Ele sempre buscou aproveitar a produção dos parlamentares independentemente da cor partidária, o que lhe garantiu trânsito amplo na Casa.
Segundo relatos, o deputado segue forte na liderança por enquanto, mas a tendência é que se afaste quando as eleições estiverem no auge no estado, para se dedicar integralmente à própria campanha.
Movimentação na base governista
A possível saída de Manoel Moraes abre espaço para articulações internas no Progressistas e na base aliada. A governadora Mailza Assis deverá indicar um novo nome para comandar a bancada governista na Aleac nos meses que antecedem o pleito – período crucial para a aprovação de projetos e o alinhamento das votações.
Destaques:
- Deputado admite que liderança exige “muita paciência” e só deve ser mantida em “extrema necessidade”
- Residente em Xapuri, Manoel Moraes tem perfil conciliador e diálogo com oposição
- Assumiu em setembro de 2023, após saída de Michelle Melo
- Governadora ainda não foi informada oficialmente sobre a possível saída
- Eleições de outubro devem acelerar movimentações na base aliada
A eventual saída de Manoel Moraes da liderança do governo na Aleac reflete um movimento comum em anos eleitorais: parlamentares que exercem funções estratégicas no Legislativo costumam se afastar para se dedicar às suas próprias campanhas.
O nome do futuro líder será definido pela governadora Mailza Assis, que precisará manter a governabilidade na Casa enquanto articula a sucessão estadual e apoia os candidatos da base aliada. Manoel Moraes, que busca a reeleição, deve intensificar a presença no Alto Acre nos próximos meses.

O parlamentar disse que tem tratado com Mailza “diversos outros” assuntos e que a liderança do governo ainda não entrou em pauta. Foto: captada
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Acre
Eleitorado acreano ultrapassa 605 mil e mantém crescimento para as eleições de outubro
TRE/AC registra aumento de mais de 3 mil novos títulos; Rio Branco e Cruzeiro do Sul lideram alta. Prazo para regularização termina em 6 de maio

O município que mais ganhou eleitores foi Rio Branco, com mais de dois mil novos votantes e Cruzeiro do Sul, com mais de 500 novos títulos regularizados. Foto: captada
Eleitorado acreano cresce, mas Justiça Eleitoral projeta queda em relação a 2022
O Acre registrou um acréscimo de mais de três mil pessoas aptas a votar nas eleições de outubro, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE/AC). O estado saltou de 602.135 para 605.563 eleitores regularizados – um crescimento de 0,57%. Em comparação com janeiro deste ano, o aumento supera cinco mil eleitores.
Prazo final para regularização é 6 de maio
Os cidadãos que desejam tirar o título pela primeira vez, regularizar a situação ou fazer alterações (incluindo cadastramento biométrico) têm até o dia 6 de maio para procurar a Justiça Eleitoral. Quem não se regularizar até essa data ficará impedido de votar em outubro.

De acordo com TRE/AC, o estado saltou de 602.135 para 605.563 eleitores regularizados. Em reflação a janeiro, o crescimento foi de mais de cinco mil pessoas. Foto: captada
Projeção: pleito pode ter menos eleitores do que em 2022
Apesar do crescimento recente, a previsão do TRE/AC é que o número total de eleitores em 2026 seja menor do que o registrado na última eleição nacional, em 2022. Entre os fatores apontados:
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Êxodo populacional para outros estados ou entre municípios, sem a devida transferência do título
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Queda da natalidade no Acre e em todo o Brasil, reduzindo a base de jovens que entram no eleitorado
Rio Branco e Cruzeiro do Sul puxam alta
O município que mais ganhou eleitores foi Rio Branco, com mais de dois mil novos votantes, seguido por Cruzeiro do Sul, que soma mais de 500 novos títulos regularizados.
A capital concentra 43,92% do eleitorado estadual (aproximadamente 266 mil eleitores). Cruzeiro do Sul vem em segundo, com 10,29% (cerca de 62 mil). Na outra ponta, Santa Rosa do Purus é o município com o menor número de votantes: 3.966, o equivalente a 0,66% do total do estado.
Destaques:
- Acre ganha 3.428 eleitores na comparação com o último levantamento
- Prazo para regularização termina em 6 de maio
- Rio Branco responde por 44% do eleitorado estadual
- Justiça Eleitoral projeta queda no total de eleitores ante 2022
- Quem não regularizar fica fora das eleições de outubro
A corrida para o cadastro eleitoral ocorre em meio à articulação dos partidos para as eleições de outubro, que definirão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. No Acre, o movimento de filiações e a formação de chapas estão aquecidos, e o tamanho do eleitorado por município influencia diretamente as estratégias de campanha e a distribuição de tempo de rádio e TV. O TRE/AC recomenda que os eleitores não deixem para a última semana para evitar filas e problemas técnicos.

Apesar do crescimento recente, a previsão do TRE/AC é que o número total de eleitores em 2026 seja menor do que o registrado na última eleição nacional. Foto: captada
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Acre
Governo Mailza vai beneficiar 8 mil pessoas com títulos de terra em dez municípios do Acre em 2026
Ação coordenada pelo Iteracre fortalece agricultura familiar, acesso ao crédito rural e inclui programa Igreja Legal; parceria com TJ-AC agiliza registros em cartório

Os títulos incluem áreas urbanas e rurais e têm como principal objetivo garantir segurança jurídica às famílias
As entregas acontecerão nos municípios de Assis Brasil, Porto Acre, Epitaciolândia, Brasiléia, Xapuri, Tarauacá, além de área rural na região do Morongaba, e em Mâncio Lima e Rodrigues Alves
O Governo do Acre, por meio do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), vai beneficiar cerca de 8 mil pessoas com a entrega de títulos definitivos de propriedade por meio do programa Minha Terra de Papel Passado. A ação será conduzida pela governadora Mailza Assis e contempla municípios estratégicos em todo o estado.
De acordo com a presidente do Iteracre, Gabriela Câmara, as entregas acontecerão nos municípios de Assis Brasil, Porto Acre, Epitaciolândia, Brasiléia, Xapuri, Tarauacá, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, além de uma importante área rural na região do Morongaba.
Os títulos incluem áreas urbanas e rurais e têm como principal objetivo garantir segurança jurídica às famílias, fortalecer a agricultura familiar e abrir portas para o acesso ao crédito rural, fomentando o desenvolvimento econômico local.
Outro destaque da ação é a inclusão do programa Igreja Legal, idealizado pela governadora Mailza, que também será contemplado durante as entregas, ampliando o alcance social da regularização fundiária.
Segundo Gabriela Câmara, todo o trabalho segue um cronograma previamente estruturado desde o ano passado. Um dos avanços que tornou possível a execução antecipada das entregas foi a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Iteracre e o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) , por meio da Corregedoria.
A parceria garantiu maior integração com os cartórios, permitindo a organização prévia dos registros dos títulos e dando mais celeridade ao processo de regularização fundiária no estado.
A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Acre com a dignidade das famílias, a valorização da terra e o desenvolvimento sustentável das comunidades urbanas e rurais.

O compromisso do Governo do Acre com a dignidade das famílias, a valorização da terra e o desenvolvimento sustentável das comunidades urbanas e rurais. Foto: captada




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