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Menino de 6 anos sofre queimaduras de 2º grau ao cair dentro de tacho de leite fervendo

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Heliab Barroso está internado no PS com queimaduras de segundo grau – Foto: Arquivo pessoal

Por Aline Nascimento

O menino Heliab Barroso Gomes, de 6 anos, está internado na emergência do Pronto-Socorro de Rio Branco, capital acreana, desde quinta-feira (26) com queimaduras de 2º grau após cair dentro de um tacho de leite quente que seria usado para fazer iogurte natural. O acidente ocorreu no Ramal Zaquel Machado, zona rural de Capixaba, interior do estado.

Gersilene Barroso dos Santos, mãe da criança, disse que ele está sedado, tomando morfina para conter as dores.

A família da criança sobrevive da venda de iogurte e de doações de conhecidos. Recentemente, eles perderam a casa, que era muito velha e não oferecia segurança, e deixaram o lugar após ter a energia elétrica cortada.

O casal com os três filhos se mudou para um barraco improvisado montado na parte de trás de uma igreja. Na quinta, a família cozinhava o leite dentro do tacho quando Heliab se desequilibrou e caiu dentro.

“Ele foi para o hospital de Senador Guiomard [cidade vizinha ] e de lá para o PS de Rio Branco. Está medicado e sendo acompanhado por médicos. Aqui não temos estrutura de cuidar dele. Ele estava com minha mãe e contou que sentou e tinha uma formiga mordendo ele e quando tentou tirar se desequilibrou e caiu dentro do tacho”, explicou Gersilene.

A criança foi levada para o hospital no carro da sogra de Gersilene. Heliab queimou da região do tórax até os joelhos, além da mão direita e parte da mão e braço esquerdo. Apenas o rosto e os pés da criança não queimaram.

“Barriga, bumbum, coxas, o pênis, as mãos e os braços estão queimados. Estão aguardando uma vaga para transferir ele para o Hospital da Criança. Estava previsto um procedimento cirúrgico por conta que ele não estava conseguindo fazer xixi, mas, por volta de meia noite, ele conseguiu fazer. Tentaram passar a sonda no pênis, o que acabou machucando, então, ficou até tarde sem urinar. Graças a Deus ele fez”, lamentou a mãe.

Ajuda financeira

Heliab é acompanhado pelo pai, um tio e pela avó no hospital. Gersilene não pode ficar como acompanhante do filho porque passou por uma cirurgia de redução de mama há sete dias. O procedimento foi feito para reduzir problemas e dores que ela sentia na coluna.

O pai do garoto, inclusive, também sofre com problemas na coluna e está afastado do serviço. Além de Heliab, o casal tem outros dois filhos, sendo uma menina de 6 anos e outro menino de 9.

Sem casa e condições para continuar fazendo iogurte para vender, Gersilene disse que precisa de ajuda financeira para os gastos dos parentes que saem, diariamente, de Capixaba até a capital acreana para cuidar do garoto.

Criança se desequilibrou e caiu no tacho de leite que era cozido na lenha – Foto: Arquivo pessoal 

“Eu ainda estou usando dreno, mas hoje [sexta, 27] pedi ao médico da Fundação que retire meu dreno pelo amor de Deus para eu cuidar do meu filho. Meu marido trabalhava na diária, mas está aguardando uma resposta do INSS por causa de problemas na coluna. A gente vive de doações da igreja, da venda de iogurte”, explicou.

A autônoma revelou que já conseguiu tijolos, cimento e o irmão dela, que é pedreiro, começou a levantar a estrutura da casa. Porém, a obra teve que parar porque a família não tem mais dinheiro para os gastos.

“Precisamos de ajuda. Ele ainda não tem previsão de alta, mas devemos precisar de fraldas, pomadas depois disso.

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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