Acre
Marcos Junior faz dois, e Fluminense goleia Flamengo pela Taça Rio
Tricolor não toma conhecimento do rival na Arena Pantanal, joga de forma segura e aplica 4 a 0. Poupando jogadores por conta da Libertadores, Rubro-Negro tem tarde para esquecer
Com facilidade, o Fluminense chegava na área do Flamengo, os gols foram marcados por Marcos Junior (2), Pedro e Gilberto.

Foto: Lucas Merçon l Fluminense
Phelipe Pacheco - Radio Tupi
No primeiro Fla-Flu da temporada, quem levou a melhor foi o Fluminense que venceu o seu rival por 4 a 0, na tarde deste sábado (24), na Arena Pantanal, em Cuiabá, pela Taça Rio. Os gols foram marcados por Marcos Junior (2), Pedro e Gilberto.
O Flamengo entrou em campo com o time reserva, visando a estreia na Libertadores, contra o River Plate na próxima quarta. O tricolor, no entanto, foi com os seus titulares e conquistou um grande resultado, se tornando o líder do grupo C, com seis pontos. Já o Rubro-Negro se mantém na liderança do grupo B, com três pontos, mas podendo ser ultrapassado no fim da rodada.
Mal havia começado a partida e Sornoza tentou lançamento para dentro da área do Flamengo. Os zagueiros bateram cabeça e a bola sobrou para Marcos Junior, de frente para Diego Alves. O atacante chutou forte no canto, abriu o placar em Cuiabá e se tornou o artilheiro da equipe no ano, com seis gols.

Marcos Junior comemora o seu primeiro gol no clássico l Foto: Lucas Merçon
A resposta do Rubro-Negro foi imediata. Felipe Vizeu recebeu na entrada da área e ajeitou para Marlos Moreno, que acertou a trave de Julio César. Porém, a tarde não era mesmo da defesa Rubro-Negra. Aos 17 minutos, Sornoza cobrou escanteio, Renato Chaves desviou de cabeça, a bola bateu no peito de Trauco e sobrou para Pedro, que só teve o trabalho de balançar a rede.
Com facilidade, o Fluminense chegava na área do Flamengo, sempre levando perigo. Em bela jogada trabalhada, Marlon cruzou e Marcos Junior chutou para boa defesa de Diego Alves. Gilberto aproveitou o rebote e aumentou a vantagem tricolor, levando uma ótimo resultado para o segundo tempo.
Na volta do intervalo, nada mudou. O Fluminense continuou superior e Gilberto, recebeu bela bola de Sornoza, cruzou para Marcos Junior, que se antecipou da zaga e mandou de cabeça para o fundo da rede. Os reservas do Flamengo não conseguiam esboçar alguma reação na partida e foram dominados pelos tricolores.

Cuéllar foi expulso após falta em Pablo Dyego l Foto: Lucas Merçon
Aos 31, Pedro tabelou com Robinho, entrou de cara com o goleiro Rubro-Negro, que fez grande defesa. Na sequência, Sornoza chutou forte e novamente o camisa 1 afastou o perigo. Se já estava ruim com onze jogadores, Cuéllar fez dura falta em Pablo Dyego e acabou sendo expulso, aumentando o prejuízo do Flamengo.
Os gritos de “olé” na Arena Pantanal, ecoado pelos torcedores do Fluminense, fizeram jus a atuação da equipe, que foi superior em toda a partida e levou os três pontos para o Rio de Janeiro. O próximo compromisso da equipe de Abel Braga é na quinta-feira, contra o Avaí pela terceira fase da Copa do Brasil. O Flamengo entra em campo na quarta, contra o River Plate, pela Libertadores, com o time titular.
Quem narrou o Fla-Flu foi José Carlos Araújo. Confira:
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Brasileia: MPAC obtém internação provisória de adolescente por ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Brasileia, obteve a internação provisória de uma adolescente de 13 anos investigada pela prática de ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado, ocorrido em uma unidade de acolhimento no Alto Acre.
A decisão foi proferida nesta terça-feira, 3, pelo Juízo da Vara Cível da Comarca de Brasileia, que acolheu o pedido do MPAC e determinou a medida socioeducativa de internação provisória pelo prazo de até 45 dias, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a apuração conduzida pelo MPAC, o fato ocorreu no interior de uma instituição de acolhimento. A adolescente teria atentado contra a vida de outra adolescente, de 15 anos, utilizando uma faca de mesa. A vítima sofreu ferimentos e foi socorrida após a intervenção de terceiros que impediram a consumação do ato.
Ainda segundo os autos, a adolescente foi apreendida em situação de flagrante, havendo indícios suficientes de autoria e materialidade, além de outros elementos que evidenciam a gravidade concreta da conduta, o risco à integridade de terceiros e a necessidade de adoção de medida imediata.
Conforme apurado, a adolescente declarou vínculo com organização criminosa de atuação nacional, afirmando ter retornado à unidade de acolhimento com o objetivo de cumprir uma ordem para executar a vítima. Esse elemento foi considerado de especial gravidade no caso, ao indicar possível atuação articulada e maior risco de reiteração da conduta.
Na decisão, o Judiciário destacou a necessidade da internação para garantir a segurança da vítima, dos demais acolhidos e dos profissionais da unidade, bem como para assegurar a adequada apuração dos fatos. Também foi determinada a realização de avaliação psicológica e psiquiátrica da adolescente.
Com a decisão, a adolescente será encaminhada a uma unidade socioeducativa, onde permanecerá à disposição da Justiça durante o período de internação provisória.
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Bocalom e o déjà vu político: PL repete roteiro do PP ao liberar prefeito para deixar legenda
Após ser desfiliado em 2024, Bocalom venceu eleição com apoio do partido que o expulsou; agora, novamente sem partido, tucanos e avante disputam abrigo do prefeito

Após reunião entre Bittar e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a legenda optou por liberar Bocalom para sair e disputar o governo por outra sigla. Foto: arquivo
Com Matheus Mello
A política acreana tem memória curta. Curtíssima. E, às vezes, reincidente. O que está acontecendo agora com Tião Bocalom lembra, com impressionante semelhança, o roteiro de 2024. Só muda o protagonista da vez no papel de quem toma a decisão.
Antes da última eleição municipal, o Progressistas expulsou Bocalom e o liberou para disputar a reeleição por outra sigla. O plano era bancar a candidatura de Alysson Bestene à Prefeitura de Rio Branco. A candidatura não decolou.
Bocalom, acolhido no Partido Liberal em uma articulação que teve como padrinhos o senador Marcio Bittar e o ex-presidente Jair Bolsonaro, seguiu competitivo. O resultado todo mundo conhece: o PP voltou atrás, reabriu diálogo, indicou Alysson como vice na chapa de Bocalom e a eleição foi vencida em primeiro turno.
Ele poderia ter fechado a porta. Poderia ter cobrado a fatura. Poderia ter deixado o PP assistir de longe. Não fez nada disso. Sentou, conversou, reacomodou forças e ainda garantiu espaço ao partido que meses antes o havia empurrado para fora.
O enredo se repete
Agora, dois anos depois, o enredo se repete. Mas com outro personagem no papel de quem decide.
Após reunião entre Bittar e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a legenda optou por liberar Bocalom para sair e disputar o governo por outra sigla. O partido não terá candidatura própria ao Palácio Rio Branco e vai apoiar o nome de Mailza Assis, do Progressistas.
E aqui começa a pergunta que ecoa nos corredores da política local: o PL não está correndo o risco de cometer o mesmo erro que o PP cometeu?
Bocalom já mostrou que é resiliente eleitoralmente. Já mostrou que, quando subestimado, cresce. Já mostrou que sabe negociar depois de vencer. E há um detalhe importante: ele não saiu atirando.
Na coletiva que marcou sua despedida do PL, fez questão de lembrar que essa é a terceira vez que é “convidado” a deixar um partido.
Não houve ataque frontal. Não houve rompimento ruidoso. Houve registro de mágoa, sim, mas também manutenção de pontes.
Lições do passado
A história recente mostra que, no Acre, expulsar Bocalom não significa tirá-lo do jogo. Às vezes, significa colocá-lo no centro dele.
O PP aprendeu isso da forma mais prática possível: na urna. Resta saber se o PL acredita que, desta vez, o desfecho será diferente.

Bocalom já mostrou que é resiliente eleitoralmente. Já mostrou que, quando subestimado, cresce. Foto: captada
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Saiu do Acre: PRF apreende 8,1 quilos de skunk escondidos em latas de massa corrida na BR-364
Droga saiu de Rio Branco e tinha como destino a cidade de Goiânia
Uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de 8,1 quilos de skunk na noite desta terça-feira (3), no km 1 da BR-364, no município de Vilhena.
A droga estava dividida em sete tabletes e escondida dentro de duas latas de massa corrida, despachadas como encomenda em um ônibus interestadual. Segundo a PRF, o entorpecente foi enviado de Rio Branco e teria como destino final a cidade de Goiânia.
De acordo com a corporação, a apreensão ocorreu após os policiais identificarem inconsistências nas notas fiscais apresentadas na declaração de bens transportados. A irregularidade levantou suspeitas e levou a uma vistoria mais detalhada da carga, quando os tabletes de skunk foram encontrados no interior das embalagens.
O skunk é uma variação mais potente da maconha. Todo o material foi encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena, onde serão adotados os procedimentos legais cabíveis.



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