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Maia adota tom conciliador após reunião com Bolsonaro e fala em ‘convergência’

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O encontro aconteceu à tarde, depois de Bolsonaro, em uma videoconferência pela manhã com empresários, tecer críticas à condução de medidas provisórias pelo presidente da Câmara.

Guilherme Venaglia e Larissa Rodrigues, da CNN, em São Paulo e em Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou um tom conciliador ao falar sobre a reunião que teve nesta quinta-feira (14) com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo Maia, ele e o presidente têm divergências a respeito do distanciamento social, mas isso não pode ser fator de conflito entre os poderes.

“Disse a ele [Bolsonaro] que nós deveríamos encontrar o ponto que nos une. Nós divergimos no isolamento, mas não vamos nos dividir. Conversamos sobre o momento, sobre como cada um vem enxergando essa crise”, completou.

Maia se recusou a comentar as críticas recentes feitas a ele e à Casa por Bolsonaro. “Os conflitos e as brigas geram insegurança e perda de confiança da sociedade”, afirmou o deputado.

Mais cedo, durante reunião com empresários, Bolsonaro criticou Maia por suas indicações de relatorias de matérias enviadas pelo governo, dizendo que o presidente da Câmara parecia “querer afundar a economia”. Questionado sobre isso, o presidente da Câmara desconversou.

“O importante é a gente mostrar ao presidente qual a pauta da Câmara, que queremos diálogo, que queremos mostrar para a sociedade que queremos salvar vidas e empregos”, afirmou.

De acordo com o presidente da Câmara, o café entre ele e Bolsonaro durou cerca de 30 minutos. Maia disse que foi ao Planalto a convite dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), para conhecer o gabinete de combate à crise da Covid-19.

O presidente da Câmara ressaltou que ficou “algumas semanas sem responder ao convite”, mas que aceitou após este ter sido mais uma vez reforçado pelos ministros nesta semana. Ele elogiou a estrutura montada, mas pontuou a sua defesa por um aumento da capacidade de testagem dos brasileiros para a identificação do novo coronavírus.

Enem

Maia afirmou que durante o encontro levou ao presidente uma demanda da Câmara sobre o adiamento do Enem deste ano.

Segundo o presidente da Câmara, Bolsonaro “ficou muito sensível” e vai avaliar para dar uma resposta ao pleito dos deputados.

“Melhor uma solução que passe pela decisão do presidente com diálogo com o parlamento do que uma decisão do parlamento de suspender por lei ou decreto legislativo a decisão do governo de não adiar, até o momento, as provas do Enem”, afirmou Maia.

Levantamento exclusivo da CNN registrou que 42% dos candidatos do exame não têm computador em casa.

O presidente da Câmara ainda afirmou que o aumento do endividamento público em função da atual crise forçará uma reforma administrativa, a respeito das regras para a carreira dos servidores públicos, terá de ser diferente do que havia sido pensado inicialmente.

Maia também falou sobre a medida provisória (MP) 966, que relativiza a responsabilidade do servidor durante a pandemia da Covid-19, afirmando que a proposta não foi discutida com o presidente e que ele aguarda que o plenário da Câmara decida sobre a sua aprovação ou não.

O presidente Jair Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto após encontro com Rodrigo Maia — Foto: Gustavo Garcia

Visita ao comitê de crise

Antes de se reunir com o presidente, Maia visitou, ao lado dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Netto (Casa Civil), o Centro de Coordenação das Operações do Comitê de Crise da Covid-19, (Ccop), instalado no segundo andar do Palácio do Planalto. O Ccop faz parte do Comitê de Crise da Covid-19, coordenado pela Casa Civil.

Depois do breve encontro com Rodrigo Maia, Bolsonaro foi até a rampa do Palácio do Planalto, onde permaneceu por 15 minutos. O presidente da República não falou com jornalistas; somente acenou para apoiadores.

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Moro se manifesta após Lula dizer que Lulinha deve explicações

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Sergio Moro União-PR durante audiência com o Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante depoimento no Senado sobre o escândalo do INSS - Metrópoles

O senador Sergio Moro (União-PR) rebateu, nesta sexta-feira (6/2), a fala recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual ele afirma que conversou com o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre suposto envolvimento no esquema fraudulento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).O escândalo, revelado pelo Metrópoles, ficou conhecido como Farra do INSS.

“Segundo Lula, seu filho deve explicações sobre suas relações com o Careca do INSS, mas, enquanto isso, a base governista do governo Lula impede que ele seja investigado na CPMI do INSS. Lula continua mentindo ao povo brasileiro”, escreveu Moro.

Lula afirmou, nessa quinta-feira, que, “quando saiu o nome do meu filho, eu o chamei. Eu falo isso com todo mundo, olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’”, disse Lula, em entrevista ao portal UOL.

Nessa quinta-feira (5/2), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) tentou convocar Lulinha para prestar esclarecimentos sobre seus vínculos com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, peça central do esquema.

A iniciativa foi frustrada pela base do governo, que uniu forças para vetar a ida do filho do chefe do Planalto à comissão.

No esquema, Lulinha é supostamente responsável por “abrir” caminhos para facilitar negócios de empresários. Para isso, ele usava o poder de influência e a relevância de seu pai.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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MDB mapeia estados mais e menos alinhados a Lula; veja lista

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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Um levantamento feito pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) junto a seus diretórios estaduais indica que, em 16 estados e no Distrito Federal, o partido se posiciona contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto em 10 estados declara apoio à sua gestão.

Ao analisar o cenário político de seus diretórios estaduais, o partido viu que, na maioria deles, a composição das chapas é contrária ao governo Lula.

Em estados decisivos, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, que têm os maiores colégios eleitorais do país, há divergências em relação ao presidente. A força do petista está concentrada principalmente no norte e nordeste do país, em especial em estados como o Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí.

O levantamento foi feito em meio à tentativa do governo de conseguir apoio da sigla para as eleições. O governo já estaria cogitando, inclusive, oferecer a vaga de vice na chapa presidencial, hoje ocupada por Geraldo Alckmin (PSB).

Entretanto, a sigla não enxerga a possibilidade como um bom negócio, visto que o objetivo é aumentar o número de deputados federais. O partido ainda avalia que ter um vice decorativo no governo não seria tão vantajoso assim.

Diante desse cenário, o MDB deve optar por liberar os diretórios regionais na campanha presidencial, devido a divisão no partido sobre apoiar um candidato de esquerda ou de direita.

Neutralidade

Na campanha eleitoral de 2022, o MDB seguiu uma estratégia parecida. No primeiro turno, o partido apostou em um projeto próprio, lançando Simone Tebet, então senadora, como candidata ao Planalto.

No segundo turno, o partido liberou seus diretórios estaduais para apoiar os candidatos que achassem melhor na disputa pelo Planalto. O Metrópoles apurou que algo parecido deve acontecer agora.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Vigilante dorme com cigarro aceso e provoca incêndio de prejuízo milionário. Vídeo

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Divulgação/PCGO
Imagem colorida mostra caminhões queimados em inc~endio causado por vigilante que deixou prejuizo milionário - Metrópoles

Um vigilante que trabalhava em um pátio às margens da BR-153, em Uruaçu, no norte de Goiás, foi apontado pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5/2), como responsável por um incêndio de grandes proporções que destruiu caminhões e máquinas pesadas e causou prejuízo milionário no último dia 13 de janeiro. A investigação concluiu que o fogo começou após o funcionário adormecer com um cigarro aceso dentro da cabine de um dos veículos.

Assista:

No início das apurações, o vigilante afirmou ter sido vítima de um assalto e disse que criminosos teriam provocado o incêndio antes de fugirem do local. A versão, porém, foi contestada ao longo da investigação conduzida pela Delegacia de Uruaçu.

Com apoio da Superintendência de Inteligência da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Polícia Científica, foram realizados exames periciais e análises técnicas que descartaram a hipótese de incêndio provocado intencionalmente por terceiros. Os laudos indicaram que o foco inicial do fogo teve origem na cabine de um dos caminhões.

imagem colorida de máquinas queimados após incêndio provocado por cigarro aceso em goiás
Veículos destruídos pelo incêndio

Diante das provas reunidas, o vigilante confessou que o incêndio foi causado de forma culposa. Ele admitiu que estava fumando dentro do veículo, acabou adormecendo e deixou o cigarro aceso, o que deu início às chamas. O funcionário também reconheceu que inventou o relato de assalto para tentar se eximir da responsabilidade.

Com os fatos esclarecidos, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O vigilante foi indiciado pelo crime de incêndio culposo, quando não há intenção de provocar o incidente.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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