Conecte-se conosco

Cotidiano

Mãe denuncia negligência médica após perder o filho durante parto em Hospital de Rio Branco

Publicado

em

Direção do hospital informou que já abriu uma investigação interna e deve se pronunciar após ouvir os funcionários e a paciente.

Sayonara disse que vai procurar a justiça — Foto: Reprodução Rede Amazônica Acre

Por Tálita Sabrina

Ainda abalada com a perda filho, Sayonara de Souza, de 29 anos, fez um relato emocionado sobre uma possível negligência médica, no momento do parto do quarto filho, na última semana, no Hospital Santa Juliana, em Rio Branco.

A mãe contou que pediu ao médico para que realizasse uma cesariana e o profissional teria resistido, e o bebê acabou morrendo, segundo ela contou à Rede Amazônica. Sayonara disse também que passou aproximadamente 11 horas na espera pelo parto e insistiu para que fosse cesariana. Ela acusa o médico que a atendeu no hospital de negligência.

“O neném se mexendo super bem. O coração batendo, porque eu estava olhando para a máquina. Então, super bem e eu tranquila porque não estava sentindo nenhuma dor e quando terminaram os exames, eles me mandaram para a sala de novo. Pedi para ele [médico] fazer a cesariana e ele disse que não podia, porque meu parto ia ser normal. Ele perguntou quantos filhos eu tinha e falei que três. Ele disse: ‘você tem três e quer um parto cesariana?’, respondi que sim, porque estava sentindo que esse tinha que ser”, contou.

A direção do hospital informou que já abriu uma investigação interna e deve se pronunciar somente depois que ouvir os funcionários do hospital e a paciente.

Salomão seria o quarto filho de Sayonara. Em casa, já estava tudo preparado para recebê-lo, mas, esse dia nunca chegou.

Acompanhamento

A mãe disse que fez os exames de pré-natal durante toda a gestação e que todos mostraram que o bebê estava bem e que os exames feitos após a entrada no hospital mostraram a mesma coisa. Ela contou que o médico questionou o fato de ela ter tido os outros três filhos em partos normais e querer que esse fosse diferente.

“Pedi para ele que disse que ia induzir. Falei: ‘doutor, não me induza’, implorei para não fazer isso e ele colocou a pílula dentro de mim. Depois pediu para a menina olhar o batimento do neném e, quando ela foi ouvir, não conseguiu ouvir. Ele fez o toque e disse que o que pudesse fazer, ia fazer, mas que parecia que meu filho estava morto. A dor parece que aumentou mais por causa do desespero de eu ter perdido meu filho ali naquele momento. Pedi tanto para ele fazer uma cesariana e ele não fez e ia ter que fazer uma cesariana com meu filho morto. Sendo que eu implorei várias vezes. Quando tiraram, meu filho roxo, sem vida”, chorou.

Sayonara disse que vai procurar a justiça para que as medidas cabíveis sejam tomadas para que outras mulheres não passem pela mesma dor

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Cotidiano

Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz

Publicado

em

Por

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada 

O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.

O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.

A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.

Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.

“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.

Situação em outros estados e capitais

Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.

Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência, mortalidade e dados de 2026

Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.

Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul

Publicado

em

Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada 

Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.

Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.

A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

Publicado

em

 

Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias

O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.

O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.

Volta aos treinos

O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.

Aumentar a pressão

A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

Comentários

Continue lendo