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Lula era o ‘comandante máximo’ do esquema da Lava Jato, diz MPF

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MPF denuncia Lula, Marisa e mais 6 por esquema de lavagem de dinheiro.
Segundo o procurador, Lula recebeu R$ 3,7 milhões em propinas da OAS.

G1

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta quarta-feira (14) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais seis pessoas no âmbito da Operação Lava Jato. O procurador Deltan Dallagnol afirmou que, segundo provas do MPF, Lula era o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato”. VEJA A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA

A denúncia abrange três contratos da OAS com a Petrobras e diz que R$ 3,7 milhões em propinas foram pagas a Lula. Os crimes imputados aos denunciados são corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Caberá à Justiça decidir se eles se tornarão réus.

O MPF pede a indenização de R$ 87,6 milhões, que deve ser paga pela OAS e também por Lula, além de R$ 58,4 milhões, a serem pagos por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS (veja trecho da denúncia ao final da reportagem).

Segundo o procurador, Lula recebeu propinas de forma dissimulada, por meio da reserva e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e do custeio do armazenamento de seus bens. Dallagnol afirmou que há 14 conjuntos de evidência contra o ex-presidente, que teria sido o “maior beneficiário do esquema”.

A denúncia do MPF diz que todo o mega esquema envolve o valor de R$ 6,2 bilhões em propina, gerando à Petrobras um prejuízo estimado em R$ 42 bilhões.

Daltan Dalagnol detalha denúncia contra Lula na Lava Jato (Foto: Rodolfo Buhrer/FotoArena/Estadão Conteúdo)

Daltan Dalagnol detalha denúncia contra Lula na Lava Jato (Foto: Rodolfo Buhrer/FotoArena/Estadão Conteúdo)

Veja quem foi denunciado
Luiz Inácio Lula da Silva – ex-presidente – corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Marisa Letícia – mulher de Lula – lavagem de dinheiro
Léo Pinheiro – ex-presidente da OAS – corrupção ativa e lavagem de dinheiro
Paulo Gordilho – arquiteto e ex-executivo da OAS – lavagem de dinheiro
Paulo Okamotto – presidente do Instituto Lula – lavagem de dinheiro
Agenor Franklin Magalhães Medeiros – ex-executivo da OAS – corrupção ativa
Fábio Hori Yonamine – ex-presidente da OAS Investimentos – lavagem de dinheiro
Roberto Moreira Ferreira – ligado à OAS – lavagem de dinheiro

A força-tarefa da Lava Jato afirmou que deixou de denunciar Lula pelo crime de organização criminosa porque este fato está em apuração no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, os advogados de Lula disseram que o ex-presidente e sua mulher “repudiam publica e veementemente a denúncia” do MPF, a qual chamaram de “peça de ficção” e de “truque de ilusionismo” (veja a íntegra ao final da reportagem).

O texto assinado por Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira diz que os procuradores não apresentaram provas concretas de que o casal tentou esconder a propriedade do imóvel e que os recursos usados pela empresa tiveram origem em desvios da Petrobras. Segundo eles, a coletiva de imprensa violou as garantias de dignidade da pessoa humana e da presunção da inocência. “O evento apresentou denúncia como uma condenação antecipada aos envolvidos”, afirma a nota.

Pelo Facebook, Lula afirmou que desde janeiro deste ano tornou públicos documentos que “provam que ele não é dono de nenhum apartamento no Guarujá”, nem “sequer dormiu uma noite” no local.

Lula em reunião do PT em São Paulo (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

Lula em reunião do PT em São Paulo (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

‘Propinocracia’
“O Petrolão era parte de um quadro muito maior”, disse o procurador procurador Deltan Dallagnol, que chamou o esquema de “propinocracia”, que seria um governo regido por propinas. Segundo ele, um cartel de empreiteiras conseguia contratos com a Petrobras e pagava valores indevidos a operadores financeiros, funcionários da estatal e políticos. “No centro do núcleo político está o senhor Lula.”

captura-de-tela-2016-09-14-as-17-32-25“Mensalão e Lava Jato são duas faces de uma mesma moeda”. Segundo Dallagnol, os dois são esquemas de corrupção foram desenvolvidos por um mesmo governo para alcançar a governabilidade corrompida, perpetuar o PT no poder de forma criminosa e promover o enriquecimento ilícito. “Desta vez, Lula não pode dizer que não sabia de nada.”

O procurador afirmou que Mensalão e Lava Jato dependiam de duas máquinas para funcionar: uma máquina de governo, por causa das nomeações, e uma máquina de partido, que coletava e adminstrava a propina. “Lula era o elo comum e necessário para as duas máquinas que faziam o esquema rodar.”

“Todas as provas nos levam a crer, acima de qualquer dúvida razoável, que Lula era o maestro desta grande orquestra concatenada para saquear os cofres da Petrobras e de outros órgãos públicos. Era o general que estava no comando da imensa engrenagem desse esquema, que chamamos de propinocracia”, disse Deltan Dallagnol.

O procurador afirmou que o Petrolão não estava restrito à Petrobras, mas também envolvia a Eletrobras, os ministérios do Planejamento e da Saúde, a Caixa Econômica, entre outros órgãos públicos. A Petrobras era a “galinha dos ovos de ouro do esquema”, segundo o procurador, pois a estatal chegou a responder por 75% dos investimentos federais em determinado momento.

Segundo ele, só era possível obter um cargo alto na Petrobras quem aceitasse participar do esquema e receber propina. “A distribuição de cargos no governo era feita, conscientemente, com fins arrecadatórios. Quando Lula assumiu o governo em 2003, tinha apoio de 254 deputados. Após adotar uma política de distribuição de cargos, que envolvia mais de 18 mil cargos de confiança, em maio de 2003, a base aliada era composta por 353 deputados.”

captura-de-tela-2016-09-14-as-17-33-19“Só o poder de decisão de Lula fazia a estratégia de governabilidade corrompida viável. Lula estava no topo da pirâmide do poder, competindo-lhe nomear os altos cargos da administração pública federal. […] Sem o poder de decisão do Lula, este esquema seria impossível.”

O procurador falou sobre o papel do ex-presidente na nomeação de gerentes e diretores da Petrobras, como Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque, que foram presos na Lava Jato. “Lula nomeou diretores para atender interesses do PP e do PMDB”, afirmou.

“Há muitas evidências de que esse esquema era partidário, sendo gerenciado primordialmente pelo Partido dos Trabalhadores”, afirmou Dallagnol, citando delatores do esquema, entre eles, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

O procurador falou sobre o enriquecimento ilícito de pessoas ligadas ao PT, como o ex-ministro José Dirceu, que teria recebido R$ 15 milhões. Com a saída de Dirceu do governo, segundo Dallagnol, a continuidade do Mensalão (que virou Petrolão) só foi possível porque o ex-ministro não era o líder – e sim alguém acima dele, o ex-presidente Lula.

Apartamento triplex
O procurador Roberson Pozzobon disse que o fato de Lula não figurar como dono do apartamento de Guarujá é uma forma de dissimular a verdadeira propriedade, o que configura lavagem de dinheiro.

captura-de-tela-2016-09-14-as-17-36-37“Em se tratando de lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de se manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é efetivo proprietário no papel do apartamento. Pois, justamente, o fato de ele não configurar como proprietários do triplex, da cobertura em Guaruja, é uma forma de ocultação de dissimulação da verdadeira propriedade”, afirmou Pozzobom.

Segundo ele, Lula e Marisa tinham comprado cotas do empreendimento da Bancoop e, em 2009, pararam de pagar as parcelas do apartamento 131. Naquela época, a OAS tinha assumido o empreendimento. A família, segundo o procurador, tinha mudado para o apartamento 141. Depois, o MPF encontrou um documento o número do imóvel rasurado. Segundo a perícia, embaixo de 141 estava escrito 174, que era cobertura triplex. Pozzobon disse que a cobertura nunca foi ofertada para venda.

“Eles [Lula e Marisa] receberam a cobertura em pagamento de propina. Ela tem valor de R$ 1,5 milhão, e o valor que eles tinham pago era de R$ 340 mil.”

O procurador Julio Noronha afirmou que a OAS realizou uma reforma no apartamento, seguindo o interesse de Lula, conforme indicam mensagens extraídas do celular de Léo Pinheiro.

Armazenamento de bens

A denúncia tem mais de 270 tópicos. Em parte dela, os procuradores afirmam que a autoria de Lula fica evidenciada nos pagamentos feitos pela construtora OAS em favor da Granero para armazenagem de parte dos bens e pertences pessoais de Lula.

“Soma-se a isso o fato de que os pagamentos da armazenagem dos bens pessoais pertencentes a Lula foi assumida por empresa que se beneficiou diretamente dos ilícitos praticados em desfavor da Administração Pública Federal, notadamente da Petrobras, e tinha uma dívida de propinas com esquema de governo e partidário (era uma das empreiteiras cartelizadas). Além disso, tal empreiteira era controlada por Léo Pinheiro, pessoa muito próxima de Lula”.

De acordo com a Polícia Federal, a OAS pagou por cinco anos (entre 2011 e 2016) R$ 21,5 mil mensais para que bens do ex-presidente ficassem guardados em depósito da empresa Granero. Os pagamentos totalizam R$ 1,3 milhão. Ainda segundo a PF, o montante corresponde a vantagens indevidas pagas pela OAS em benefício de Lula.

Quanto a Paulo Okamotto, de acordo com os procuradores, também é indiscutível a participação dele nas irregularidades. Foi ele que solicitou à Granero o orçamento para armazenagem dos bens de Lula e, posteriormente, firmou, na condição de presidente do Instituto Lula, apenas contrato para armazenagem do acervo pessoal que necessitava de depósito climatizado”.

O que dizem os denunciados

O ex-presidente Lula postou no seu perfil oficial no Facebook: “Desde 30 de janeiro de 2016, Lula tornou públicos os documentos que PROVAM que ele não é o dono de nenhum apartamento no Guarujá. Lula esteve apenas uma vez no edifício, quando sua família avaliava comprar o imóvel. Jamais foi proprietário dele ou sequer dormiu uma noite no suposto apartamento que a Lava-Jato desesperadamente tenta atribuir ao ex-presidente.”

O advogado Edward de Carvalho, que defende Léo Pinheiro e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, não vai se manifestar. Da mesma forma, o advogado Cal Garcia, que faz a defesa de Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, também não vai comentar a denúncia.
O advogado Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Paulo Okamotto, disse em nota que “não houve lavagem de dinheiro”.

“O Ministério Público criou uma corrupção em que não há vantagem ilícita. O valor é pago para a conservação de um acervo considerado como ‘patrimônio cultural brasileiro de interesse público’ pela Lei 8394/91. A nota fiscal foi emitida em nome da empresa que contribuiu, a OAS, e não houve qualquer falsidade. O valor foi para a empresa, que mantinha o acervo em depósito.”

A defesa de Okamotto criticou ainda a prisão dele e de Lula. “A única lavagem que poderia existir é dos abusos cometidos, da condução coercitiva do presidente Lula e do presidente do instituto, Paulo Okamotto. Abusos que agora se tentam legitimar sem nada encontrar”.

Veja íntegra da nota dos advogados de Lula:

Denúncia do MPF é truque de ilusionismo; coletiva é um espetáculo deplorável.
Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa Marisa Letícia Lula da Silva repudiam publica e veementemente a denúncia ofertada na data de hoje (14/09/2016) pelo Ministério Público Federal (MPF), baseada em peça jurídica de inconsistência cristalina.

A denúncia em si perdeu-se em meio ao deplorável espetáculo de verborragia da manifestação da Força Tarefa da Lava Jato. O MPF elegeu Lula como “maestro de uma organização criminosa”, mas “esqueceu” do principal: a apresentação de provas dos crimes imputados. “Quem tinha poder?” Resposta: Lula. Logo, era o “comandante máximo” da “propinocracia” brasileira. Um novo país nasceu hoje sob a batuta de Deltan Dallagnol e, neste país, ser amigo e ter aliados políticos é crime.

A farsa lulocentrica criada ataca o Estado Democrático de Direito e a inteligência dos cidadãos brasileiros. Não foi apresentado um único ato praticado por Lula, muito menos uma prova. Desde o início da Operação Lava Jato houve uma devassa na vida do ex-Presidente. Nada encontraram. Foi necessário, então, apelar para um discurso farsesco. Construíram uma tese baseada em responsabilidade objetiva, incompatível com o direito penal. O crime do Lula para a Lava Jato é ter sido presidente da República.

O grosso do discurso de Dallagnol não tratou do objeto da real denúncia protocolada nesta data – focada fundamentalmente da suposta propriedade do imóvel 164-A do edifício Solaris, no Guarujá (SP). Sua conduta política é incompatível com o cargo de Procurador Geral da República e com a utilização de recursos públicos do Ministério Público Federal para divulgar suas teses.

Para sustentar o impossível – a propriedade do apto 164-A, Edifício Solaris, no Guarujá – a Força Tarefa da Lava Jato valeu-se de truque de ilusionismo, promovendo um reprovável espetáculo judicial- midiático. O fato real inquestionável é que Lula e D. Marisa não são proprietários do referido imóvel, que pertence à OAS.

Se não são proprietários, Lula e sua esposa não são também beneficiários de qualquer reforma ali feita. Não há artifício que possa mudar essa realidade. Na qualidade de seus advogados, afirmamos que nossos clientes não cometeram, portanto, crimes de corrupção passiva (CP, art. 317, caput), falsidade ideológica (CP, art. 299) ou lavagem de capitais (Lei nº 9.613/98, art. 1º).

A denúncia não se sustenta, diante do exposto abaixo:

1- Violação às garantias da dignidade da pessoa humana, da presunção da inocência e, ainda, das regras de Comunicação Social do CNMP.

A coletiva de imprensa hoje realizada pelo MPF valeu-se de recursos públicos para aluguel de espaço e equipamentos exclusivamente para expor a imagem e a reputação de Lula e D. Marisa, em situação incompatível com a dignidade da pessoa humana e da presunção de inocência. O evento apresentou denúncia como uma condenação antecipada aos envolvidos, violando o art. 15, da Recomendação n.º 39, de agosto de 2016, do Conselho Nacional do Ministério Público, que estabelece a Política de Comunicação Social do Ministério Público.

2- Não há nada que possa justificar as acusações.

2.1 – Corrupção passiva – O ex-Presidente Lula e sua esposa foram denunciados pelo crime de corrupção passiva (CP, art. 317, caput), no entanto:

2.2.1 O imóvel que teria recebido as melhorias, no entanto, é de propriedade da OAS como não deixa qualquer dúvida o registro no Cartório de Registro de Imóveis (Matricula 104801, do Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá), que é um ato dotado de fé pública. Diz a lei, nesse sentido: “Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis”. A denúncia não contém um único elemento que possa superar essa realidade jurídica, revelando-se, portanto, peça de ficção.

2.2.2.  Confirma ser a denúncia um truque de ilusionismo o fato de o documento partir da premissa de que houve a “entrega” do imóvel a Lula sem nenhum elemento que possa justificar tal afirmação.

2.2.3. Lula esteve uma única vez no imóvel acompanhado de D. Marisa — para conhecê-lo e verificarem se tinham interesse na compra. O ex-Presidente e os seus familiares jamais usaram o imóvel e muito menos exerceram qualquer outro atributo da propriedade, tal como disposto no art. 1.228, do Código Civil (uso, gozo e disposição).

2.2.4. D. Marisa adquiriu em 2005 uma cota-parte da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que, se fosse quitada, daria direito a um imóvel no Edifício Mar Cantábrico (nome antigo do hoje Edifício Solaris). Ela fez pagamentos até 2009, quando o empreendimento foi transferido à OAS por uma decisão dos cooperados, acompanhada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Diante disso, D. Marisa passou a ter a opção de usar os valores investidos como parte do pagamento de uma unidade no Edifício Solaris – que seria finalizado pela OAS — ou receber o valor do investimento de volta, em condições pré-estabelecidas. Após visitar o Edifício Solaris e verificar que não tinha interesse na aquisição da unidade 164-A que lhe foi ofertada, ela optou, em 26.11.2015, por pedir a restituição dos valores investidos. Atualmente, o valor está sendo cobrado por D. Marisa da Bancoop e da OAS por meio de ação judicial (Autos nº 1076258-69.2016.8.26.0100, em trâmite perante a 34ª. Vara Cível da Comarca de São Paulo), em fase de citação das rés.

2.2.5. Dessa forma, a primeira premissa do MPF para atribuir a Lula e sua esposa a prática do crime de corrupção passiva — a propriedade do apartamento 164-A — é inequivocamente falsa, pois tal imóvel não é e jamais foi de Lula ou de seus familiares.

2.2.6. O MPF não conseguiu apresentar qualquer conduta irregular praticada por Lula em relação ao armazenamento do acervo presidencial. Lula foi denunciado por ser o proprietário do acervo. A denúncia se baseia, portanto, em uma responsabilidade objetiva incompatível com o direito penal

2.3 – Lavagem de Capitais
Lula foi denunciado pelo crime de lavagem de capitais (Lei nº 9.613/98, art. 1º) sob o argumento de que teria dissimulado o recebimento de “vantagens ilícitas” da OAS, que seria “beneficiária direita de esquema de desvio de recursos no âmbito da PETROBRAS investigado pela Operação Lava Jato”.

2.3.1 Para a configuração do crime previsto no art. 1º, da Lei nº 9.613/98, Lula e sua esposa teriam que ocultar ou dissimular bens, direitos ou valores “sabendo serem oriundos, direta ou indiretamente, de crime”.

2.3.2 Além de o ex-Presidente não ser proprietário do imóvel no Guarujá (SP) onde teriam ocorrido as “melhorias” pagas pela OAS, não foi apresentado um único elemento concreto que possa indicar que os recursos utilizados pela empresa tivessem origem em desvios da Petrobras e, muito menos, que Lula e sua esposa tivessem conhecimento dessa suposta origem ilícita.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
Trecho da denúncia contra Lula e mais 7 pessoas pede a devolução de milhões de reais à Petrobras (Foto: Reprodução)
Trecho da denúncia contra Lula e mais 7 pessoas pede a devolução de milhões de reais à Petrobras (Foto: Reprodução)

Indiciamento
Em agosto deste ano, a Polícia Federal (PF) indiciou Lula, Marisa Letícia, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, o arquiteto Paulo Gordilho e o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Os cinco foram investigados por supostas irregularidades na aquisição e na reforma de um apartamento triplex do Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente.

 

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Gladson Camelí conclui gestão reafirmando gratidão ao Acre: ‘Páginas importantes da minha história’

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Obras transformadoras e políticas centradas nas pessoas, Focada em pilares de uma administração pública humanizada, Camelí entrega um Estado diferente daquele que assumiu há sete anos.

Mandatos marcados pela dualidade entre desafios e avanços separaram o Acre de antes e de depois da gestão de Gladson Camelí, refletida em duas fases: o primeiro mandato, de 2019 a 2022, e o segundo, de 2023 a 2026. Focada em pilares de uma administração pública humanizada, Camelí entrega um Estado diferente daquele que assumiu há sete anos.

Tendo o cuidado com as pessoas como lema principal, o governador, que passa a gestão para a vice-governadora Mailza Assis a partir desta quinta-feira, 2, para cumprir os prazos de desincompatibilização eleitoral, deixa um legado de obras que transformaram a infraestrutura e a mobilidade do Acre, foco de sua administração, além de contas públicas equilibradas e da marca de ser um dos governos que mais empossou servidores aprovados em concursos públicos.

Primeiro ato do governador foi organizar as contas públicas. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Camelí também entregou resultados expressivos na redução de danos durante um dos períodos mais tensos para qualquer chefe de Estado: a pandemia, que se estendeu de forma exponencial entre 2020 e 2023, quando a Organização Mundial da Saúde declarou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) referente à covid‑19. “Um período em que decisões precisavam ser tomadas com precisão e, muitas vezes, em menos de dez minutos”, relembra Camelí.

Equilíbrio fiscal

O primeiro ato de Gladson Camelí foi ajustar as contas do Estado, incluindo a quitação total das verbas rescisórias pendentes de ex-servidores estaduais, cujo pagamento havia sido dividido em quatro lotes. Ao iniciar sua agenda de despedida do Executivo estadual, o governador pontuou essa mudança.

“Assumi um Estado com grandes desafios financeiros e entrego um Acre com contas equilibradas, salários em dia e obras estruturantes em todos os municípios. Sigo com o coração tranquilo, confiante de que Mailza dará continuidade a esse trabalho com competência e compromisso”, destacou.

Para que a gestão pudesse avançar, o governador relembra que precisou reestruturar toda a máquina pública e promover uma reforma administrativa.

“Reestruturamos a máquina, voltamos a ter credibilidade perante todos os nossos fornecedores e servidores, pagamos o que estava atrasado. Foquei em manter a credibilidade financeira em alta, e quando se atrasa pagamento, automaticamente isso gera incerteza e insegurança para as pessoas”, explica.

Após realizar todo o alinhamento no primeiro ano de governo, ainda no primeiro mandato, em 2020, todos foram surpreendidos mundialmente pela pandemia do coronavírus.

Governador lutou pela vacina, em busca de recursos e para preservar a vida. Foto: Neto Lucena/Secom

Luta pela vida

A pandemia abalou a humanidade como um todo e, para o governador, foi o momento mais tenso de sua gestão. O objetivo era amenizar o impacto sobre a população do estado. Em um período em que as fronteiras eram fechadas, Camelí escolheu acolher.

O Acre, situado em uma região de tríplice fronteira, vivenciou um movimento inverso de imigrantes que antes haviam entrado no Brasil e agora tentavam retornar aos seus países.

Com as nações fechando suas fronteiras e em meio a um cenário em que se corria contra o tempo, o governador relembra que precisava tomar decisões em menos de dez minutos, ciente de que cada escolha impactaria diretamente a população.

Diante das incertezas, ele concentrou esforços em garantir recursos, oxigênio e medidas que assegurassem proteção à população.

‘Meu compromisso era salvar as pessoas’

Uma das ações mais importantes foi a instalação de uma usina de oxigênio com capacidade para produzir 30 mil metros cúbicos por mês, o que evitou, no Acre, colapsos registrados em outros estados. Além disso, o governo criou, em tempo recorde, dois hospitais de campanha, em Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

“Uma das cenas que mais me marcou, e ainda tenho essa fotografia em um porta-retrato no meu escritório, aconteceu numa noite em que o secretário de Segurança me ligou dizendo que havia um ônibus preso na fronteira, com imigrantes que tentavam deixar o estado, mas não conseguiam porque a fronteira estava fechada. Perguntaram se iríamos acolher aquelas pessoas, pois, na prática, quanto mais acolhíamos, mais precisávamos considerar que seria um leito a menos para nossa população. Naquela noite, perguntei se havia crianças no ônibus e me responderam que sim. Assumi a responsabilidade e pedi que liberassem, porque meu compromisso era salvar as pessoas”, relembra, emocionado.

Tudo isso resultou não apenas nos impactos da pandemia, mas também em uma crise migratória no estado, devido à sua posição geográfica, e o tempo era o principal termômetro. “Havia decisões de Estado para as quais eu tinha dez minutos para responder, ou o prejuízo seria maior. Então, recorria ao conselho que criamos e tomava a decisão”, conta.

Na pandemia, a luta pela vida era o foco do governador. Foto: Diego Gurgel/Secom

Vestiu a camisa

Enquanto o tempo corria, Camelí buscava recursos para que as vacinas chegassem o mais rápido possível à população do Acre.

Um dos episódios mais emblemáticos durante as tratativas para trazer a imunização ao estado ocorreu quando, ao usar uma camiseta personalizada com a frase “VACINA #MIMDÊQUEEUTOMO” durante uma entrevista ao vivo, a hashtag viralizou e tomou conta das redes sociais no então Twitter, atual X, nos primeiros dias de janeiro de 2021.

Governador incentivou a produção de café no estado. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O lema impulsionou campanhas e incentivou a população a se vacinar.

“O que é de fato e de direito é que eu, sozinho, não consigo vencer esse mal que é a covid‑19. Nós, juntos com Deus e com a população, nessa grande corrente, vamos vacinar, vamos nos proteger e vamos vencer. Venha participar dessa campanha e nos ajude a salvar vidas; não podemos mais conviver com a perda de pessoas que amamos. Vamos virar essa página e seguir nossa vida com tranquilidade”, disse na época.

A sensibilidade do governador também se irradiou em cada perda, sentida com a mesma intensidade que qualquer dor. O período foi marcado por despedidas dolorosas, homenagens e, hoje, conta com um memorial para que o Acre não esqueça daqueles que partiram em momento tão difícil. Um monumento guarda a história e as dores da população acreana.

Prato Extra, programa do governo do Acre beneficia 125 mil estudantes diariamente no estado. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Educação e desenvolvimento

O Estado também registra avanços significativos na área da educação, com a criação do programa Prato Extra e outros incentivos aos estudantes, como a entrega de tablets em todas as escolas, incluindo as unidades indígenas. Além disso, o governo passou a fornecer gratuitamente fardamento e kits escolares.

Para o governador Gladson Camelí, qualquer projeto de desenvolvimento precisa incluir as crianças, a quem ele se refere como “suas autoridades”.

“A criação do Prato Extra foi pensada para garantir que as crianças estejam alimentadas, porque ninguém aprende de barriga vazia. Pedi que minha equipe encontrasse uma forma de atender essa necessidade. As crianças são o meu foco; elas representam o futuro do nosso estado e do país”, destacou.

A qualificação dos jovens também foi ampliada. O investimento total na política pública de formação técnica e profissional ultrapassa R$ 27,9 milhões nos últimos anos, com recursos repassados pela Secretaria Estadual de Educação (SEE) ao Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec). Somente na formatura realizada na terça-feira, 24 de março, mais de R$ 6 milhões foram aplicados.

Mais de 7,3 mil nomeados em concurso

Outro marco da gestão de Gladson Camelí está na geração de empregos e na garantia dos concursos públicos. De 2019 até os três primeiros meses de 2026, foram nomeados 7.432 servidores efetivos, oriundos tanto de concursos realizados na atual gestão quanto de seleções promovidas por governos anteriores.

O maior exemplo desse compromisso com a educação foi a realização do maior concurso da história da pasta, que incorporou 2.614 novos servidores ao quadro efetivo da Secretaria de Educação. O impacto financeiro anual desse reforço ultrapassa R$ 221,8 milhões. Além de ser o maior concurso já realizado, foi também o primeiro a oferecer vagas específicas para a educação especial.

Maior exemplo desse compromisso com a educação foi a realização do maior concurso da história da pasta, que incorporou 2.614 novos servidores ao quadro efetivo da Secretaria de Educação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Quando se contabilizam os empregos gerados por meio de processos seletivos, o volume também demonstra o comprometimento do Estado com o funcionamento dos serviços públicos, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e mantendo os salários em dia.

Os convocados por meio de processos seletivos simplificados somam 22.950, totalizando 30.382 contratações entre servidores efetivos e temporários ao longo da gestão.

“Realizamos uma grande renovação em todo o nosso serviço público, contratando de forma efetiva milhares de novos servidores em todas as áreas da gestão, por meio de concursos. Fizemos grandes obras e reformamos praticamente todos os nossos prédios públicos. Melhoramos a nossa infraestrutura e incentivamos a produção pecuária e agrícola, da mesma maneira que criamos incentivos para a indústria e o comércio do Acre”, pontuou o governador.

Gladson Camelí com a população durante a entrega da Ponte Sibéria, em Xapuri. Foto: Neto Lucena/Secom

‘Diminuir diferenças’

Também durante a gestão de Camelí, a iniciativa privada foi fortalecida. O governo criou programas estaduais que determinam que as secretarias priorizem a compra de produtos e serviços de empresas acreanas, estimulando o setor produtivo local.

No que diz respeito à Educação, a pasta sempre foi tratada como prioridade, pois o governador defende que esse é o caminho para o desenvolvimento do estado. “A base de uma sociedade é a educação. Se queremos sonhar com um Acre desenvolvido, com a diminuição das nossas diferenças sociais, o caminho é uma educação de qualidade. Foi nisso que me concentrei nesses sete anos como governador. Os resultados, muito em breve, o futuro nos revelará.”

Produção sustentável foi o foco do governador. Foto: Foto: Odair Leal/Secom

Da base rural ao impulso na economia estadual

As áreas de Agricultura e Meio Ambiente avançaram de forma integrada durante a administração de Camelí. O desenvolvimento econômico do estado passou a ser impulsionado a partir do campo, transformando a zona rural em motor do crescimento e fortalecendo um modelo de produção sustentável.

O café tornou-se um dos principais exemplos desse avanço. Com práticas sustentáveis, a produção do grão cresceu 115,4%, alcançando 6.632 toneladas em dezembro. De maneira geral, a safra registrou resultados históricos, impulsionados pelo apoio do governo, que ampliou a entrega de insumos e fortaleceu o trabalho do produtor rural.

Com esse desempenho, o estado consolidou-se como protagonista na produção de café e também no desenvolvimento sustentável.

“Nesses sete anos que estou como governador do Acre muita gente disse que abandonaríamos o meio ambiente, mas o que fizemos foi investir cada vez mais em diversos projetos ambientais e cuidamos dos nossos maiores tesouros, que são as vidas humanas e os nossos recursos naturais. Criamos a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas para direcionar aos povos originários políticas públicas que melhorem a qualidade de vida dos moradores das nossas aldeias. Ao mesmo tempo em que fortalecemos o Instituto de Mudanças Climáticas”, enfatizou.

Obras que melhoram a infraestrutura chegaram a todos os municípios, como a duplicação da AC-405 em Cruzeiro do Sul. Foto: Foto: Diego Gurgel/Secom

Obras que mudam vidas

Um dos lemas mais marcantes dos discursos do governador Gladson Camelí, o compromisso de “criar pontes”, materializou-se em obras que transformaram a mobilidade e a infraestrutura do estado. As pontes de Sena Madureira e Xapuri, aguardadas há décadas pela população, finalmente saíram do papel. Para Camelí, acessibilidade vai além do direito de ir e vir: representa saúde, educação e dignidade para os acreanos.

Entre as ações estruturantes, destacam-se a duplicação da AC-405, a abertura e melhoria de acessos em ramais e as pavimentações que facilitam e desafogam o trânsito. Além disso, a Variante de Xapuri passou a impulsionar o desenvolvimento de uma área estratégica, localizada em um ponto de grande fluxo no estado, mudando o cenário econômico e logístico da região.

Impacto é sentido no dia a dia das pessoas que dependem da estrada. Foto: Pedro Devani/Secom

O governador Gladson Camelí sempre fez questão de rebater críticas sobre a ausência de grandes obras em sua gestão. “Dizem que o nosso governo não realizou grandes obras, mas se esquecem das pontes de Sena Madureira e de Xapuri, da duplicação da estrada do aeroporto de Cruzeiro do Sul, do complexo viário de Brasileia, da Variante de Xapuri e de muitas outras intervenções que eu passaria a manhã inteira listando”, afirmou.

Ele também destacou que encerra o mandato com tranquilidade. “Posso afirmar que descerei as escadas do Palácio Rio Branco de cabeça erguida e com a consciência tranquila. Fizemos o que muita gente não acreditava, e tenho certeza de que estou deixando um estado melhor do que encontrei.”

Governador Gladson Camelí conta que sempre teve o sonho de ocupar o maior cargo do estado. Foto: José Caminha/Secom

Do sonho à liderança do Acre

Foi ainda criança que o sonho de ser governador foi gerado no coração de Gladson Camelí. Nascido em Cruzeiro do Sul, ele conta que ainda criança disse a uma professora que ocuparia a cadeira do Palácio Rio Branco. Aos 48 anos, ele finaliza seu segundo mandato como governador e uma trajetória consolidada na política acreana.

Filho de Eládio Messias Cameli e de Linda Cameli, Gladson Camelí é pai de Guilherme Cameli. Pelo lado paterno é sobrinho do ex-governador do Estado do Acre, Orleir Cameli. E pelo lado materno, neto do ex-deputado estadual, Rezene de Souza Lima.

Uma gestão próxima da população foi um dos pilares do governo de Gladson Camelí. Foto: Neto Lucena/Secom

Entrou na vida pública aos 28 anos, quando foi eleito pela primeira vez deputado federal com 18.886 votos. Em 2010 foi reeleito deputado federal, com 32.623 votos, destacando-se à frente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA). Também foi destaque nacional como um dos campeões de liberação de emendas parlamentares, de acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

Em 2014, elegeu-se senador com 58,36% dos votos válidos (218 mil votos). Nas eleições de 2018, elege-se governador do Acre no 1º turno com 23.993 votos (53.71% dos votos válidos), sendo reeleito em 2022 com 242.100 votos (56.75% dos votos válidos), também no 1º turno.

Sensível e empático, usou como lema do seu governo duas frases que resumem sua gestão: cuidar das pessoas e reduzir as diferenças. Em sua liderança, reforçou políticas públicas sociais, retomou a Secretaria da Mulher e fez um mandato pé no chão, próximo das pessoas e de cada uma das 22 cidades do estado.

Uma gestão plural, que se baseou em uma equipe que abraçou um plano de governo sensível às demandas dos acreanos e comprometida com o desenvolvimento do estado nas diferentes áreas.

Para Camelí, todos envolvidos no governo fizeram e fazem a diferença. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O governador Gladson Camelí destacou o significado pessoal e político de encerrar seu ciclo à frente do Estado. “Deixo escritas aqui, no Palácio Rio Branco, algumas das páginas mais importantes da minha história como homem público e cidadão acreano”, afirmou.

Ele fez questão de agradecer aos servidores estaduais que contribuíram com a gestão.

“De maneira muito especial, manifesto minha gratidão a cada servidor, desde quem serve o café nas repartições, aos vigilantes, motoristas, auxiliares de limpeza, equipes administrativas, enfim, todos que colaboram no nosso dia a dia. Agradeço também aos secretários, secretárias e presidentes de autarquias e fundações. Cada um foi essencial para que eu pudesse cumprir minha missão de governar o Acre durante esse período. E, claro, sou grato ao povo do Acre pela confiança em mim depositada e saio com a certeza que fiz o que estava ao meu alcance”, finaliza.

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Governo do Acre anuncia mudanças na gestão de secretarias e autarquias

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Por meio de publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quinta-feira, 2, o governador Gladson Camelí anunciou mudanças na gestão de secretarias e autarquias do governo estadual. Na mesma edição, foram oficializadas as nomeações dos novos titulares, que assumem os cargos de forma efetiva ou interina, garantindo a continuidade administrativa e o funcionamento regular das pastas.

Após pouco mais de três anos à frente da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o médico Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon deixa o cargo. A atual secretária adjunta de Atenção à Saúde, Ana Cristina Moraes, assume interinamente a titularidade da pasta até o dia 6 de abril.

Ana Cristina Moraes assume a Sesacre, de forma interina, com a saída de Pedro Pascoal. Foto: Odair Leal/Sesacre

Outra mudança ocorreu na Representação do Acre em Brasília (Repac). Na publicação desta quinta-feira, Fábio Rueda foi exonerado do cargo de chefia que ocupava desde 21 de maio de 2024, sendo substituído pelo então diretor-executivo do órgão, Samuel Lisboa, que passa a exercer a titularidade efetiva.

Samuel Lisboa (à esquerda) tornou-se secretário da Repac no lugar de Fábio Rueda (à direita). Foto: Wesley Moraes/Repac

O Diário Oficial também mostra que Joziney Alves Amorim (Ney Amorim) deixa a chefia da Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer (Seel), cargo que exercia há pouco mais de um ano e oito meses. Artemildon Matos de Brito passa a gerir a repartição.

Após a saída de Ney Amorim (à esquerda), Artemildon Brito (à direita) assume o posto. Foto: André Júnior/Seel

Modificações na presidência de autarquias

No Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), também houve mudança na presidência, formalizada pelo governador Gladson Camelí. Orlanilda Ximenes Muniz (Sula Ximenes), que ocupava o principal cargo da autarquia desde janeiro de 2024, foi exonerada a pedido. Roberto Assaf de Oliveira assume, a partir da publicação, a gestão do órgão.

Primeira mulher a comandar o Departamento, Sula Ximenes deixa a presidência e Roberto Assaf (à esquerda) passa a chefiar. Foto: Ascom/Deracre

Com a publicação desta quinta-feira, João Paulo Bittar também se despede da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) para se dedicar a outros projetos. Com sua saída, o então diretor operacional da autarquia, Edson Siqueira Júnior, assume a presidência.

João Paulo Bittar (à esquerda) deixa o cargo e Edson Siqueira (à direita) assume. Foto: Reprodução

O Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) também passa a contar com nova gestão a partir desta edição do DOE. Com a exoneração, a pedido, de José Raimundo Bestene, Geovani da Silva Soares assume a titularidade e passa a responder pela administração direta do órgão.

José Bestene (à esquerda) e o novo presidente do Seneacre, Geovani Soares. Foto: Ascom/Saneacre

Na Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara deixou a presidência, cargo que exercia desde o início de 2023. A gestão passa a ser comandada por Matheus Gomes de Sousa, que integrava o Grupo de Natureza Especial da Administração Indireta do Poder Executivo.

Minoru Kinpara (à esquerda) se afasta, dando espaço a Matheus Gomes de Sousa (à direita). Foto: Luan Moura/FEM

Outra mudança também foi registrada no Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec). Alírio Wanderley Neto permanece como presidente da instituição, mas passa a acumular também o cargo de reitor-presidente da Faculdade Estadual do Acre (Feac), criada no último dia 26 de março.

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Ageac e Polícia Militar avançam na articulação para reforçar a fiscalização no transporte intermunicipal

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A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), na última semana, realizou reunião com a Polícia Militar do Acre (PMAC) voltada ao fortalecimento do transporte intermunicipal de passageiros, com foco na ampliação da fiscalização sobre práticas irregulares e na organização do setor nas principais rotas do Estado.

Fiscalização integrada nas rodovias fortalece o transporte intermunicipal no Acre Foto: Zeh Luiz Maciel/Ageac

O serviço intermunicipal é regulado, normatizado e fiscalizado pela Ageac e abrange diferentes modalidades autorizadas que operam mediante concessão, dentro de um sistema estruturado por critérios técnicos e legais. A atuação da autarquia está direcionada ao cumprimento das normas, à proteção dos usuários e à preservação do equilíbrio do sistema, garantindo a regularidade do serviço.

O encontro ocorreu no quartel geral da PMAC, em Rio Branco, reunindo equipes técnicas das duas instituições para tratar da construção de uma atuação coordenada nas rodovias acreanas, com previsão de intensificação das ações a partir de abril. A proposta reforça o compromisso do Estado com a qualidade do serviço e a proteção dos usuários.

Representantes da Ageac e da Polícia Militar alinham ações para fortalecer a fiscalização do transporte intermunicipal. Foto: cedida

A Ageac já desenvolve fiscalizações de forma contínua, com atuação integrada à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e à Polícia Civil do Acre (PCAC), especialmente nos principais corredores viários. O que se propõe agora é ampliar essa presença, alcançando novos pontos estratégicos e fortalecendo a efetividade das ações em campo.

A iniciativa também considera demandas apresentadas pelo Sindicato dos Taxistas do Acre, que tem defendido o reforço da fiscalização como medida de apoio à organização do setor e à valorização de quem atua dentro da legalidade.

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