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Líderes avaliam derrubar veto ao PL da Dosimetria depois do recesso

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manifestacao-8dejaneiro

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Líderes partidários do Congresso Nacional avaliam derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, assinado durante a cerimônia que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, já na volta do recesso parlamentar, no início de fevereiro.

A oposição e caciques do centrão ouvidos pelo Metrópoles consideram que a base do governo não conseguirá manter o veto em uma votação durante uma sessão conjunta. O Palácio do Planalto planeja reverter 34 votos de deputados do próprio centrão que aprovaram a proposta que reduz penas para manifestantes e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O principal fator seria um acordo feito em 2025 para derrotar Lula, em meio às articulações que resultaram na aprovação do projeto nas duas Casas em meados de dezembro.

A prerrogativa de convocar deputados e senadores é do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O senador amapaense foi um dos principais fiadores da proposta e chegou a acelerar a tramitação para votar o projeto antes do início do recesso parlamentar.

O veto, que era dado como certo desde a aprovação do texto no Congresso, foi anunciado por Lula justamente no evento que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. No ato, realizado no Palácio do Planalto, o petista disse que a proposta buscava perdoar “quem atentou contra a democracia”.

A relação de Lula e Alcolumbre se viu estremecida desde que o presidente indicou Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre pressionava para que a o escolhido fosse seu antecessor à frente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ainda no fim de 2025, Lula ligou para Alcolumbre para distencionar a relação com o Legislativo. Durante o ato do 8 de Janeiro, o petista minimizou os atritos e disse que o governo conseguiu aprovar projetos importantes em um Congresso, “majoritariamente contra o governo”, e agradeceu o empenho dos parlamentares.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Ministério da Justiça: saída de Lewandowski abre corrida por sucessão

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Lula e Ricardo Lewandowski

A saída do ministro Ricardo Lewandowski do governo inaugura uma disputa pelo comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e reacendeu o debate em torno da separação da pasta. O auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar o cargo nesta sexta-feira (9/1), um dia depois de entregar sua carta de demissão.

Até o momento, o titular do Planalto não indicou o substituto para o lugar de Lewandowski. A expectativa é que o atual secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, assuma o cargo de forma interina até que o nome seja definido.

Nos bastidores, aliados se movimentam para emplacar o sucessor. Entre os nomes ventilados, estão o do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No entanto, o principal cotado, até o momento, é o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva. Como mostrou o Metrópoles, a indicação dele tem sido defendida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Wellington foi secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil no início do terceiro mandato de Lula e, em 2016, chegou a ocupar o cargo de ministro da Justiça da gestão Dilma Rousseff (PT) por 11 dias — o Supremo barrou sua nomeação porque ele precisava ser previamente exonerado no Ministério Público do Estado da Bahia, órgão do qual fazia parte.

Uma ala do governo avalia, no entanto, que o jurista não tem o perfil combativo para assumir o cargo, sobretudo em ano de eleições.

O atual ministro da Educação, Camilo Santana, também foi apontado como um possível nome para ocupar o lugar de Lewandowski. Questionado por jornalistas sobre o assunto nessa quinta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, o titular da pasta minimizou os rumores e disse que pretende continuar “ajudando” na Educação.


Carta de demissão

  • Na carta de demissão entregue a Lula, Lewandowski, justifica seu pedido de desligamento por “razões de caráter pessoal e familiar”.
  • O documento foi entregue ao petista nessa quinta no Palácio do Planalto, pouco antes do evento que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.
  • A oficialização da exoneração de Lewandowski será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9/1).
  • No pedido, o ministro afirma ter conviccção de que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”.
  • O ministro também enviou um comunicado em agradecimento aos servidores e colaboradores do MJSP e fez um balanço da gestão.

Novo ministério

De acordo com aliados, a saída de Lewandowski foi antecipada diante da possibilidade de Lula desmembrar a pasta, que hoje acumula as atribuições da área de Justiça e de segurança pública. O presidente falou publicamente sobre o assunto durante a reunião ministerial no final de dezembro. O petista, no entanto, tem condicionado a mudança à aprovação da PEC da Segurança Pública, de autoria do Executivo, que tramita no Congresso.

Na visão de interlocutores, não faria sentido a criação de um ministério exclusivo à pauta da segurança sem que houvesse uma definição clara das atribuições do governo federal na área.

“Lula não quer criar um ministério que não tenha legitimidade e poder legal para realmente executar uma política”, disse um deles, ouvido pela reportagem.

Hoje, a legislação estabelece que a competência primária sobre a segurança pública é dos estados. A proposta do governo prevê uma coordenação maior entre órgãos federais, estaduais e municipais no combate à criminalidade.

Ainda não há definição, portanto, se a divisão da pasta ocorreria ainda em 2026 ou se a medida se tornará bandeira da campanha eleitoral de reeleição.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Nikolas Ferreira se pronuncia sobre os três anos do 8 de Janeiro

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Imagem colorida mostra o deputado federal Nikolas Ferreira - Metrópoles

Reprodução/Redes sociais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou, nesta quinta-feira (8/1), os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele criticou as condenações impostas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, afirmando que há desproporcionalidade nas penas e “injustiça” contra parte dos condenados.

“Qual, afinal de contas, era o crime que essas pessoas deveriam responder? Depredação de patrimônio público. Ponto. Eles quebraram, isso é crime e ninguém concorda com isso. Mas quando você pega a pena, ela é de seis meses a três anos. Essas pessoas deveriam estar livres hoje. Mas não estão”, disse.

Assista:

08/01 – e o que você tem a ver com isso? pic.twitter.com/UusENSyvpy

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) January 8, 2026

Ao todo, 1.734 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo 8/1. Dessas, 810 já foram condenadas, sendo 415 por crimes graves e 415 por crimes menos severos, como incitação e associação criminosa. Outras 14 foram absolvidas.

Além disso, 564 acordos de não persecução penal foram firmados, com medidas como prestação de serviços comunitários e cursos sobre democracia, resultando em ressarcimento superior a R$ 3 milhões aos cofres públicos. Ainda tramitam 346 ações penais em fase final e 98 denúncias, em sua maioria relacionadas a financiadores dos atos.

Nikolas questionou ainda o que considera disparidade entre as punições do 8 de Janeiro e casos de corrupção: “Quem você acha que atenta mais contra a democracia? Pessoas que depredaram patrimônio público ou políticos que colocaram milhões de reais em malas, foram condenados por corrupção e hoje estão livres?”.

Nikolas fala sobre Bolsonaro e veto ao PL da Dosimetria

O deputado disse que as condenações teriam como objetivo “colocar medo” na direita e afirmou que há perseguição política. Nikolas classificou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como “desproporcional”.

“Não é uma luta por A ou B. Não é: ‘porque você quer fazer tudo isso para livrar o Bolsonaro da cadeia’. Eu também acho a prisão dele completamente desproporcional, mas, em específico, essas pessoas que estavam ali no dia 8 são pessoas que estão sendo literalmente punidas para servir de exemplo, para colocar medo na direita. Afinal, se fosse de forma isonômica, igualitária, para realmente fazer justiça, seria preciso condenar também os ataques que aconteceram no Congresso pela esquerda em 2006, 2014 e 2017”, disparou.

Em 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou os mentores da trama golpista que culminou nos ataques de 8 de Janeiro. A Primeira Turma do STF apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro como líder da organização criminosa que tentou o golpe de Estado. Ministros, chefes militares e autoridades públicas também foram condenados, marcando a primeira vez na história do país em que generais receberam condenação por tentativa de golpe.

Entre os condenados estão o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional; o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e então secretário de Segurança Pública do DF. Cinco policiais militares do Distrito Federal também foram condenados por omissão.

O parlamentar também criticou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que tratava da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro. O veto foi assinado nesta quinta-feira (8/1), durante um evento no Palácio do Planalto em memória dos atos antidemocráticos. Ele garantiu que o Congresso derrubaria a decisão do Executivo.

“Eu trabalhei ativamente para aprovar a urgência do PL da Anistia, e nós aprovamos com ampla maioria. Também aprovamos a dosimetria, que era o possível naquele momento e representava uma redução da dor dessas pessoas. Agora, o Lula veta, e eu não tenho dúvidas de que nós iremos derrubar esse veto no Congresso”, disse.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Damares pede vistoria em cela de Bolsonaro e faz comparação com Lula

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Damares Alves

Agência Senado

Após a queda de Jair Bolsonaro (PL) na cela que ocupa na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, a senadora Damares Alves (Republicanos) pediu vistoria institucional nas dependências do local utilizadas para custódia de presos.

No pedido, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (8/1), Damares ressalta que “a solicitação decorre do dever constitucional do Parlamento de zelar pela observância dos direitos e garantias fundamentais, especialmente no que se refere à dignidade da pessoa humana, à integridade física e psíquica dos custodiados e às condições materiais de cumprimento de medidas restritivas de liberdade, nos termos da Constituição Federal”.

A senadora argumenta que a ação se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa acerca do ex-presidente da República. “Trata-se de pessoa idosa, com histórico recente de diversos procedimentos cirúrgicos e condição de saúde que demanda atenção especial, circunstâncias que, por si só, impõem maior cautela e acompanhamento institucional quanto às condições do local de custódia”.

No pedido é dito ainda que a iniciativa não implica interferência nas atribuições legais da Polícia Federal ou do Poder Judiciário, mas somente ao exercício legítimo da função fiscalizatória e institucional do Senado Federal, por intermédio de sua Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa.

Damares, como presidente da Comissão de Direitos Humanos também encaminhou ofício ao superintendente regional da Polícia Federal, Alfredo Junqueira, com o pedido.

Comparação com Lula

Para justificar o pedido, foi citada ainda uma vistoria realizada na cela de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando este estava preso em Curitiba.

“Em 2018, quando, durante a custódia do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas dependências da Polícia Federal em Curitiba, parlamentares e a própria Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal realizaram diligência oficial para averiguar as condições de prisão, com autorização judicial e institucional, em estrita observância ao princípio da isonomia e à proteção dos direitos humanos”, alega a senadora no pedido.

Bolsonaro está preso em Sala de Estado Maior, na Superintendência da PF desde 22 de novembro. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação em trama golpista.

Em 6 de janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que Bolsonaro (PL) caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel. Ele precisou passar por exames que não apontaram complicações oriundas da queda.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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