Brasil
Justiça condena fazendeiro por usar parque estadual como pasto para gado
Fato aconteceu próximo a Guajará-Mirim e área destruída é maior do que 800 campos de futebol; prejuízos são de 36 milhões de reais, de acordo com MP-RO

Foto: Gado encontrado por agentes dentro do Parque Estadual – Divulgação/MP-RO
Um fazendeiro foi recentemente condenado por utilizar o Parque Estadual Guajará-Mirim, uma unidade de conservação em Rondônia, como pasto para seu gado por quase 10 anos. Durante esse período, o réu causou danos ambientais em uma área equivalente a mais de 800 campos de futebol, conforme informou o Ministério Público de Rondônia (MP-RO).
O pecuarista foi preso preventivamente em novembro de 2023 durante a Operação Persistere, enquanto já respondia a dois processos relacionados ao crime e era alvo da maior operação de desocupação de unidade de conservação da história de Rondônia, a Operação Mapinguari
A sentença do réu foi de 4 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, além de 2 anos, 9 meses e 15 dias de detenção e 149 dias-multa. Ele continua preso, sem a possibilidade de recorrer em liberdade.
Os crimes imputados a ele incluem invasão de terras públicas, destruição de floresta em unidade de conservação, impedimento da regeneração natural de floresta e desobediência.
A denúncia contra o fazendeiro foi feita pelo Ministério Público de Rondônia, que monitorou todos os danos causados à unidade de conservação. Segundo o órgão, o prejuízo ambiental ao estado foi estimado em R$ 36 milhões.
A propriedade do réu fazia divisa com o “Bico do Parque”, a zona de amortecimento do Parque Guajará-Mirim, cuja função é “filtrar” os impactos sobre a unidade de conservação, como poluição, desmatamento e invasão.

Cerca construída pelo pecuarista dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim – Foto: Divulgação/MP-RO
Durante as operações realizadas pelo MP-RO em colaboração com órgãos ambientais e de segurança, foi constatado que o fazendeiro afrouxava propositalmente as cercas de sua propriedade para permitir que o gado pastasse dentro da unidade de conservação. Mesmo após ser notificado sobre os crimes, ele continuou com as invasões.
“Conseguimos detectar que o denunciado realmente afrouxava a cerca e deixava o gado entrar no Parque. No interior do Parque, além de cercas, ele também construiu cochos para alimentação do gado”, comentou o promotor Pablo Hernandez Viscardi na época.
Ainda segundo a denúncia, o homem desmatou a unidade de conservação para a prática da pecuária. O dano ambiental foi monitorado anualmente, totalizando 619,1168 hectares de floresta destruída. Fotos do local mostram a vegetação nativa reduzida a pastagem.
Durante a Operação Mapinguari, os agentes do MP-RO flagraram o gado do réu transitando e pastando dentro do Parque Estadual Guajará-Mirim.
Além disso, o réu cercou parte da unidade de conservação, desrespeitando os limites da propriedade e tratando-a como uma extensão de sua propriedade privada.
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Criança morre após ser atendida em UPA no interior do Pará
Uma menina de apenas um ano e oito meses, identificada como Sofia Gabriela, morreu na noite desta quinta-feira (3) após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento.
(UPA) do Icuí, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A criança havia dado entrada na unidade de saúde com sintomas de diarreia e vômito. A morte foi confirmada pela família por volta das 20h30. Houve confusão na porta da unidade de saúde.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas.De acordo com relatos da família, a pequena Sofia começou a passar mal ainda pela manhã. Por volta das 9h, os pais a levaram até a UPA do Icuí, onde ela recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa. No entanto, segundo o pai da menina, o mecânico Matheus do Remédios dos Santos, de 22 anos, o estado de saúde da criança piorou logo após o retorno.
Diante do agravamento do quadro, a família retornou com a criança à UPA. Lá, ela foi medicada novamente e levada para a sala vermelha, área destinada a pacientes em estado grave, mas, segundo os familiares, sem o acompanhamento de nenhum responsável.
Sofia Gabriela era asmática, mas considerada uma criança saudável e ativa pela família. Os parentes afirmam não entender o que, de fato, aconteceu dentro da unidade de saúde.
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Idoso de 72 anos é preso por estupro de duas filhas após 13 anos foragido
Crimes ocorreram em Minas Gerais quando vítimas tinham 13 e 15 anos; operação conjunta entre MG e TO prendeu suspeito no Tocantins
Um homem de 72 anos foi preso nesta quinta-feira (3) em Araguaína (TO), acusado de estupro de vulnerável contra suas duas filhas, então com 13 e 15 anos. Os crimes ocorreram em Gurinhatã (MG) em 2010, e o suspeito estava foragido desde então.
A captura foi realizada por meio de compartilhamento de informações entre as Polícias Civis de Minas Gerais e Tocantins, no âmbito da Operação Protetor. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara da Infância e da Juventude de Ituiutaba (MG).
Detalhes do caso
- O nome do acusado não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas
- Ele foi localizado no norte do Tocantins e levado para a Unidade Penal de Araguaína
- Agora, aguarda transferência para Minas Gerais para responder à Justiça
O caso choca pela violência prolongada e pelo tempo de fuga do acusado, que finalmente foi alcançado pelas forças de segurança.
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Roraima: Justiça quer intensificar fiscalização de combustível de aviação
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu decisão liminar obrigando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a apresentar, no prazo de 30 dias, cronograma detalhado de fiscalização de revendedores e pontos de abastecimento de combustíveis de aviação em Roraima.
Conforme a decisão, proferida pelo juízo da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Roraima, a autarquia deve suspender as autorizações de funcionamento de todas as pessoas jurídicas que estejam operando em desconformidade com a legislação vigente ou fornecendo apoio logístico à atividade ilegal de mineração no estado.
De acordo com ação, a ANP negligenciou a fiscalização do Mapa de Movimentação de Combustível de Aviação (MMCA), deixou de promover rastreabilidade nas vendas de gasolina de aviação (AVGAS) e manteve registros de postos que sequer existiam fisicamente. Mesmo após autuações, empresas reincidentes continuaram operando sem impedimentos, em alguns casos rompendo lacres de interdição e adquirindo grandes volumes de combustível. A revendedora Pioneiro Combustíveis Ltda., por exemplo, foi citada como uma das empresas que continuaram em atividade mesmo após sanções administrativas.
Além da liminar já deferida, o MPF requer, no mérito da ação, a condenação da ANP à adoção de medidas estruturantes, incluindo: implementação de mecanismos de rastreabilidade de combustíveis de aviação; criação de sistema informatizado e transparente de controle de vendas; imposição de sanções proporcionais às infrações apuradas; atuação preventiva e não apenas reativa na repressão às irregularidades; e o pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, valor a ser revertido ao Fundo Nacional de Reparação dos Direitos Difusos.
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