Cotidiano
Justiça aceita denúncia de xenofobia contra estudante de medicina que fez publicações ofensivas contra acreanos
Primeira Vara Criminal de Rio Branco aceitou a denúncia, feita pelo MP-AC, contra a estudante da Ufac Assúria Mesquita, de 20 anos. Caso repercutiu após diversas publicações dela com teor preconceituoso

MP-AC pediu que Assúria Mesquita, filha do secretário Assurbanípal Mesquita, fosse investigada por possível xenofobia; pedido foi aceito pela Justiça do AC — Foto: Reprodução/Instagram e X
A Justiça do Acre aceitou a denúncia de xenofobia feita contra a estudante de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) Assúria Nascimento de Mesquita, de 20 anos. O caso repercutiu em abril deste ano, após postagens escritas por ela na rede social X (antigo Twitter), onde ela fez comentários preconceituosos contra os acreanos.
A Rede Amazônica Acre, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre e pai da jovem, Assurbanípal Mesquita, disse que a filha se retratou publicamente sobre e postagem, ‘independentemente da classificação que fizeram’, mas que caberá agora ‘cumprir os ritos da Justiça’
O Ministério Público do Acre (MP-AC) informou, nesta terça-feira (3), que a 1ª Vara Criminal de Rio Branco aceitou a denúncia contra ela, feita pelo órgão no mesmo dia da repercussão.
Ainda de acordo com o órgão, a estudante foi denunciada com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/89, ‘que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional’.
Na época, o promotor de Justiça Thalles Ferreira havia solicitado que o inquérito policial fosse instaurado no prazo improrrogável de até dez dias para apurar as falas.
A Universidade Federal do Acre (Ufac) também disse que iria acompanhar os desdobramentos do caso para avaliar as medidas cabíveis no âmbito acadêmico.

Assúria Mesquita causou polêmica nas redes sociais ao se referir aos acreanos como ‘povo seboso’ — Foto: Reprodução/Instagram
Polêmica
O caso veio à tona após a estudante se referir aos acreanos como “povo seboso”. Ela é acreana, filha do secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Assurbanípal Mesquita e cursa medicina desde 2022. O pai se manifestou nas redes sociais em apoio à filha, mesmo que condenando as falas.
Além disto, ela comparou o estado com uma ‘roça’ e dizer que a melhor característica do namorado dela era não ser acreano. Ela desativou a conta após isso.

Postagens de estudante de medicina da Ufac causaram revolta nas redes sociais nessa quarta-feira (9) — Foto: Reprodução/X
Uma onda de represália ao comportamento dela fez com que a estudante emitisse uma nota de retratação na noite de quarta-feira (9), reconhecendo que se expressou “de forma profundamente imatura e desrespeitosa”.
“Sou profundamente grata por ser acreana e tudo o que consegui até o momento foi com apoio de minha família e de amigos que também são acreanos. Não transfiro a ninguém a responsabilidade do dano que causei a mim e a terceiros e assumo o compromisso de buscar escuta, aprendizado e a corrigir minha atitude equivocada. As palavras têm poder, e eu falhei no uso desse poder”, falou.
As declarações geraram revolta entre os usuários da rede social, que mencionaram o teor preconceituoso das publicações.

Publicações foram feitas nesta semana pela estudante de medicina da Ufac — Foto: Reprodução/X
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Acre registra 605 vítimas de estupro e estupro de vulnerável em 2025; 80% dos casos envolvem crianças e adolescentes
Dados do Ministério da Justiça apontam 482 ocorrências de estupro de vulnerável no estado; maioria das vítimas é do sexo feminino

Agosto foi o mês com maior número de registros, com 16 vítimas, seguido de março, com 13. O menor número ocorreu em novembro, com cinco casos. Foto: ilustrativa
O Acre contabilizou 605 vítimas de estupro e estupro de vulnerável ao longo de 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) , do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A maior parte dos registros foi de estupro de vulnerável.
Do total, 482 vítimas correspondem a casos de estupro de vulnerável, enquanto 123 são de estupro. Os números indicam que quase 80% das ocorrências registradas no estado no período envolvem vítimas consideradas vulneráveis pela legislação.
Entre os 482 casos de estupro de vulnerável, a maioria das vítimas é do sexo feminino: 453 registros. Também foram contabilizadas 28 vítimas do sexo masculino e um caso sem informação de sexo.
Os meses com maior número de registros foram outubro, com 53 casos; novembro, com 51; e junho, com 47 ocorrências. Dezembro apresentou o menor número no ano, com 23 vítimas.
A taxa registrada foi de 54,50 casos por 100 mil habitantes.
Estupro
Nos casos classificados como estupro, foram 123 vítimas ao longo de 2025. Destas, 121 são mulheres e duas são homens.
Agosto foi o mês com maior número de registros, com 16 vítimas, seguido de março, com 13. O menor número ocorreu em novembro, com cinco casos.
A taxa foi de 13,91 vítimas por 100 mil habitantes.
Variação em relação a 2024
Na comparação com o ano anterior, o levantamento aponta redução de 13,93% nos casos de estupro de vulnerável e queda de 41,43% nos registros de estupro.
Os dados são informados pelos estados ao Ministério da Justiça e consolidados no Sinesp, sistema oficial de monitoramento dos indicadores de segurança pública no país.
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Polícia Civil desmente áudios sobre supostos sequestros de crianças em Acrelândia e alerta para disseminação de fake news
Investigação identifica autores de gravações que causaram pânico na população; autoridades enfatizam que não há registro de casos e pedem que moradores verifiquem informações antes de compartilhar
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Acrelândia, informou nesta segunda-feira (3) que os áudios que circulam em grupos de WhatsApp sobre supostas tentativas de sequestro de crianças no município não procedem. De acordo com a instituição, não há qualquer materialidade que comprove sequestro ou tentativa de sequestro de menores na cidade, o que configura mais um caso de disseminação de informações falsas pelas redes sociais.
A equipe policial identificou e ouviu as pessoas mencionadas nas gravações e constatou que as informações divulgadas não passam de boatos. Os áudios, que ganharam ampla circulação entre moradores locais, causaram preocupação e alarme na comunidade, mobilizando pais de família e gerando clima de tensão no município. A PCAC reforça que não foram registradas ocorrências que confirmem as narrativas veiculadas nas mensagens de áudio.
A Polícia Civil informou ainda que mantém apuração sobre a origem e a disseminação dos áudios, com o objetivo de identificar os responsáveis pela propagação das fake news. A instituição orienta a população a não compartilhar informações sem confirmação oficial e a procurar imediatamente a delegacia para registrar ocorrência diante de qualquer situação suspeita. A PCAC ressalta que a verificação prévia de conteúdos evita o alarmismo desnecessário e preserva a segurança da comunidade.
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Sena Madureira registra 150 pacientes em tratamento para hepatites virais e 15 novos casos em 2025; Saúde reforça alerta para prevenção
Doenças silenciosas como hepatite B e C podem evoluir sem sintomas; vacinação, testagem rápida e cuidados de higiene são principais formas de prevenção

As autoridades de saúde de Sena Madureira estão em alerta diante do número de pessoas diagnosticadas com hepatites virais no município. Atualmente, cerca de 150 pacientes estão em tratamento e, somente em 2025, já foram confirmados 15 novos casos, segundo dados da rede municipal de saúde .
O que são e como são transmitidas
As hepatites virais são doenças infecciosas que atingem o fígado e podem ser causadas por diferentes tipos de vírus, sendo os mais comuns os dos tipos A, B e C . A transmissão varia conforme o tipo: pode ocorrer por meio de água ou alimentos contaminados (no caso da hepatite A), relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes ou da mãe para o filho durante a gestação (hepatites B e C) .
Sintomas e diagnóstico precoce
Entre os principais sintomas estão cansaço, febre, mal-estar, enjoo, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados (icterícia). No entanto, em muitos casos, especialmente nas hepatites B e C, a doença pode evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas por anos, o que dificulta o diagnóstico precoce .
Tratamento disponível
O tratamento depende do tipo de hepatite. A hepatite A geralmente é autolimitada e requer acompanhamento médico, repouso e hidratação. Já as hepatites B e C podem necessitar de medicamentos antivirais específicos, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , com o objetivo de controlar a infecção e evitar complicações como cirrose e câncer de fígado .
Prevenção é aliada
A prevenção é considerada a principal aliada no combate à doença. Entre as medidas recomendadas estão :
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Vacinação contra as hepatites A e B;
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Uso de preservativos nas relações sexuais;
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Não compartilhar seringas, agulhas ou objetos cortantes;
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Cuidados com a higiene e consumo de água tratada.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da testagem rápida e do acompanhamento médico regular, destacando que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e melhora na qualidade de vida dos pacientes .


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