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Acre

Jovem que matou desafeto é condenado a 23 anos de prisão

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Com informações de Almir Andrade

Após todo o dia de julgamento, o jurado presidido pelo Juiz Clóvis de Souza Lodi no Fórum do município de Brasiléia, condenou o jovem Iranildo dos  Santos Souza, que assassinou com um tiro na barriga, Valdemir de Freitas Bayão, em 2014.

Iranildo deverá cumprir 23 anos de reclusão no presídio estadual Francisco de Oliveira Conde, pra onde foi conduzido após a leitura da sentença, além de pagar uma indenização aos familiares da vítima, no valor de R$ 20 mil reais.

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O jovem que estava na companhia de Iranildo no dia do crime, quando era menor de idade, foi ouvido e reconduzido à Pousada do Menor na Capital, onde ficará a disposição da Justiça.

Iranildo usou uma escopeta adaptada, calibre 22 e foi disparado um único tiro na barriga de Valtemir. A advogada de defesa, Larissa Prete, disse que irá recorrer da decisão, por entender que pena foi muito alta. O Ministério Público entendeu que a decisão foi satisfatória.

Veja vídeo reportagem com Almir Andrade.

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Homem é assassinado com tiro na barriga em Brasiléia

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Acre

Acre está entre 4 estados do Brasil que garantem apoio pedagógico a alunos com deficiência nas escolas

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O Acre está entre os poucos estados brasileiros que garantem a presença de profissionais de apoio escolar para estudantes na condição de pessoas com deficiência (PcD) e com transtorno do espectro autista (TEA) nas escolas, públicas e particulares, de todos os níveis de ensino e em todas as cidades. Também o Distrito Federal, Goiás e Roraima alcançam esse nível de cobertura no país.

Trabalho de mediação pedagógica ajuda estudantes com deficiência e autismo a acompanhar as aulas e desenvolver autonomia na escola. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Os dados são do Censo Escolar 2025, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no fim de fevereiro. O levantamento revela que, no Brasil, 1.144 das 5.571 cidades (20,5%) ainda possuem escolas sem esse tipo de profissional, essencial para garantir a inclusão educacional.

A legislação nacional prevê esse suporte. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e a Lei do Autismo (Lei nº 12.764/2012) determinam que estudantes que necessitem de apoio tenham acesso a profissionais que auxiliem em atividades como alimentação, higiene, locomoção, comunicação e interação social, em todos os níveis e modalidades de ensino.

Rede estadual do Acre reforçou a educação inclusiva com a contratação de 737 profissionais efetivos da Educação Especial. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência e cerca de 2,4 milhões de autistas, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão educacional.

Investimento histórico na educação especial

Em 2026, o Acre deu um passo histórico, ao contratar 737 profissionais efetivos para atender à demanda da Educação Especial na rede estadual de ensino. A medida fortalece a estrutura de apoio nas escolas e amplia o atendimento a estudantes que necessitam de acompanhamento especializado.

O diferencial da política acreana está também no perfil desses profissionais. Enquanto muitos estados recorrem a estagiários ou trabalhadores de nível médio, o Acre optou por professores da educação especial, que atuam na mediação pedagógica na sala de aula.

“Profissionais da Educação Especial atuam nas escolas promovendo acessibilidade e garantindo que todos os alunos tenham acesso ao currículo”, diz Hadhianne. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A chefe do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Hadhianne Peres, explica que o trabalho desses profissionais é voltado à promoção da acessibilidade dentro do ambiente escolar.

“A educação especial é promotora de acessibilidade. Nós trabalhamos para garantir acesso ao currículo, aos métodos, aos conteúdos e aos espaços. Cada aluno recebe o suporte de acordo com sua necessidade”, destaca.

Segundo a gestora, antes de definir o atendimento, cada estudante passa por um estudo de caso pedagógico, que identifica potencialidades e barreiras enfrentadas no processo de aprendizagem. A partir desse diagnóstico, são definidos os tipos de suporte, que podem incluir professor mediador em sala, atendimento em sala de recursos ou acompanhamento individualizado.

Inclusão que transforma vidas

Na prática, o impacto dessa política pode ser visto na rotina de alunos como Joaquim Cabral da Silva, de 13 anos, estudante do 6º ano da Escola Padre Carlos Casavechia, em Rio Branco.

Diagnosticado com autismo grau de suporte 1, Joaquim conta com o acompanhamento da mediadora Diana da Costa. Com o apoio a profissional, o estudante conseguiu superar dificuldades na leitura e na escrita.

Joaquim Cabral da Silva, de 13 anos, estudante da Escola Padre Carlos Casavechia, conta com o apoio da mediadora Diana da Costa para acompanhar as atividades escolares. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Eu gosto muito da escola. Tem professores incríveis e eu me surpreendo cada dia. Com a ajuda da Diana, melhorei muito. Antes eu tinha dificuldade com a letra cursiva, para escrever e ler. Agora estou conseguindo”, relata o aluno.

Curioso e participativo, Joaquim diz que o maior desafio é manter a atenção durante as aulas, já que costuma se empolgar com diferentes assuntos. “Às vezes eu começo a pensar em muitas coisas e isso pode tirar um pouco da minha atenção. Mas cada dia eu estou superando meus limites e prestando mais atenção nas aulas”, afirma.

No Acre, a Educação Especial atua em parceria com professores da turma para garantir acesso ao conteúdo e à aprendizagem. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Joaquim também demonstra gratidão pela mediadora que o acompanha no dia a dia escolar. “A Diana é uma pessoa incrível. Sempre que eu preciso, ela me ajuda. Eu fico muito agradecido por ter ela ao meu lado”, diz.

Mediação com olhar humano

Para Diana da Costa, ser mediadora exige dedicação constante. Mais do que apoiar o aprendizado, o trabalho envolve acolhimento, escuta e adaptação das estratégias pedagógicas.

“É um desafio diário. A gente está sempre estudando, se capacitando e buscando novas formas de ajudar os alunos a compreender o conteúdo”, explica. E ressalta que o mediador não substitui o professor da turma, mas atua em parceria para adaptar o conteúdo e garantir que o estudante consiga acompanhar as atividades.

Mediadora Diana da Costa atua em parceria com professores e família para adaptar atividades e apoiar o desenvolvimento dos alunos. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“No caso do Joaquim, por exemplo, trabalhamos muito a questão da leitura e da caligrafia. Foi um trabalho conjunto com a família e com a professora de português. Hoje ele evoluiu bastante”, conta.

Segundo Diana, o objetivo principal da mediação é promover autonomia e inclusão social: “A gente trabalha para que esses alunos tenham ferramentas para viver em sociedade, estudar, trabalhar e serem independentes”.

Crescimento da educação inclusiva

O número de estudantes identificados com autismo na rede de ensino tem aumentado significativamente. De acordo com Hadhianne Peres, houve um crescimento superior a 600% nos diagnósticos registrados na rede nos últimos anos. Esse aumento está relacionado ao maior acesso ao diagnóstico e à ampliação das políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes.

Presença de profissionais de apoio nas escolas contribui para o desenvolvimento escolar e social dos estudantes. Foto: Mardilson Gomes/SEE

No Acre, o percentual de estudantes com algum tipo de deficiência também cresceu. Em 2024, cerca de 8% dos alunos da rede apresentavam alguma deficiência. Já o Censo Escolar de 2025 apontou 10%.

Sonhos para o futuro

Entre livros, atividades e conversas em sala de aula, Joaquim também já pensa no futuro. Ele sonha em concluir os estudos, ter um bom emprego e ajudar a sociedade: “Eu quero me formar e ajudar as pessoas. Quero ajudar principalmente o Acre, que é um lugar pequeno, mas que pode evoluir cada vez mais”.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre

Secretário de Articulação diz que MDB ainda não confirmou presença em lançamento da “União Progressista”, mas garante que tratativas estão avançadas

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Luiz Calixto minimiza ausência de lideranças emedebistas e afirma que alianças podem ser consolidadas até agosto; grupo de Mailza Assis conta com 10 partidos, mas mantém portas abertas para sigla histórica

A direção do MDB ainda não confirmou presença no evento, mas, de acordo com Luiz Calixto, as tratativas com o partido estão avançadas e não há motivos para ansiedade. Foto: captada 

O secretário de Articulação do governo do Acre, Luiz Calixto, afirmou que ainda não está confirmada a participação de lideranças do MDB no evento de logo mais à tarde, quando acontecerá o lançamento do que intitularam “União Progressista”, aliança entre PP e PL.

A direção do MDB ainda não confirmou presença no evento, mas, de acordo com Luiz Calixto, as tratativas com o partido estão avançadas e não há motivos para ansiedade.

Calixto afirmou que o que importa agora é garantir as filiações e que as alianças podem ser consolidadas até as convenções partidárias, que têm como prazo final o dia 5 de agosto.

Nos bastidores

Na verdade, se há alguém ansioso com essa aliança do MDB com o grupo de Mailza Assis (PP) , são os próprios emedebistas, que aguardavam mais do que “tapinhas nas costas” e estão vendo, em desespero, os espaços de poder serem ocupados pelo grupo de Márcio Bittar (PL).

O grupo de Mailza Assis está confortável. A partir de agora contará com 10 partidos políticos e inúmeros parlamentares, mas nem por isso deveria abrir mão do MDB, que tem história e legado na política .

Negociações

As articulações com o MDB vêm sendo tratadas desde o fim de 2025. Em dezembro, o próprio Luiz Calixto afirmou que as conversas estavam em estágio avançado para a integração do partido à chapa liderada por Mailza, declarando que “o prego está batido” e que “a ponta já está virada”.

Na ocasião, o presidente estadual do MDB, Vagner Sales, sinalizou alinhamento com o grupo governista, afirmando que o partido já havia definido seu posicionamento para as eleições de 2026, optando por uma aliança com o grupo do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis.

Em outra declaração, porém, Vagner Sales ressaltou que o avanço da aliança já não dependia mais do MDB:

“Nós fizemos a nossa parte, depende agora dela [vice-governadora Mailza] marcar a data para celebração da aliança. Não temos mais nada a fazer”, afirmou.

Cenário eleitoral

O evento de lançamento da “União Progressista” ocorre em um momento de definições importantes para as eleições de 2026 no Acre. Com a sucessão obrigatória — o governador Gladson Cameli (PP) não pode concorrer novamente e deve disputar o Senado —, a vice-governadora Mailza Assis surge como pré-candidata natural do grupo governista.

A base de apoio de Mailza já conta com federação formada por PP e União Brasil, além do apoio de PSDB, PDT, Podemos e Solidariedade. A eventual adesão do MDB fortaleceria ainda mais o arco de alianças da pré-candidata.

Luiz Calixto, afirmou que ainda não está confirmado a participacao de liderancas do MDB no evento de logo mais à tarde quando acontecerá o lançamento do que intitularam “União Progressista”, aliança entre PP e PL. Foto: captada 

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Rio Branco anuncia licitação com ônibus elétricos e frota de baixa emissão; investimento ultrapassa R$ 1 bilhão

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Edital prevê operação de 6 veículos elétricos e até 45 com padrão Euro 6; frota será adquirida com financiamento federal e integrada ao sistema municipal

Os veículos serão adquiridos pela prefeitura por meio de financiamento federal e posteriormente integrados ao sistema de transporte coletivo da capital. Foto: captada 

A Prefeitura de Rio Branco anunciou, nesta segunda-feira (6), que o novo processo de licitação do transporte coletivo da capital prevê a modernização da frota com a incorporação de ônibus elétricos e veículos com tecnologia mais limpa. O edital de concessão do sistema estabelece a operação de seis ônibus elétricos e de aproximadamente 40 a 45 veículos equipados com padrão Euro 6.

Os novos ônibus deverão ser operados pela empresa que vencer a concorrência pública lançada pela gestão municipal. Os veículos serão adquiridos pela prefeitura por meio de financiamento federal e posteriormente integrados ao sistema de transporte coletivo da capital.

De acordo com o prefeito Tião Bocalom, a medida faz parte do processo de reestruturação do transporte urbano de Rio Branco e tem como objetivo renovar a frota, reduzir a emissão de poluentes e melhorar o serviço oferecido à população.

Tecnologia e sustentabilidade

Os ônibus equipados com tecnologia Euro 6 seguem padrões mais rigorosos de controle de emissão de gases poluentes. Esse tipo de motor atende normas ambientais mais modernas e contribui para a redução de partículas e óxidos de nitrogênio liberados no ambiente.

Já os ônibus elétricos deverão operar com emissão zero de poluentes durante o funcionamento, além de apresentarem menor nível de ruído em comparação aos veículos movidos a combustíveis tradicionais.

Estrutura da concessão

A renovação da frota está prevista no edital de concessão do transporte coletivo de Rio Branco, que estabelece contrato inicial de 10 anos para a empresa responsável pela operação do sistema. O valor global estabelecido no projeto é de R$ 1.011.019.747,20.

A renovação da frota está prevista no edital de concessão do transporte coletivo de Rio Branco, que estabelece contrato inicial de 10 anos para a empresa responsável pela operação do sistema. Foto: captada 

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