Um jovem de 16 anos do município de Assis Brasil, tinha tudo para ficar em casa apenas assistindo televisão. Principalmente quando se tem limites de mobilidade, mas, esse não é o caso de Ricardo Souza Campos, que contou com apoio importante de seus pais e de seu treinador.

Neste dia 25 de maio, Ricardo conseguiu um feito inédito para sua categoria, depois de se classificar na competição de Bocha – BC3. Mesmo com a pouca idade, competiu na categoria adulto e se classificou em participações locais e estaduais.

Segundo foi informado, o jovem passou pelos quatro concorrentes até chegar nas finais. Neste sábado, após conseguir se classificar como campeão estadual e regional invicto, carimbou sua passagem para a competição nacional em novembro próximo no estado de São Paulo.

Segundo o sitio oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro, todos os atletas da bocha competem em cadeira de rodas. Na classificação funcional, eles são divididos em quatro classes, de acordo com o grau da deficiência e da necessidade de auxílio ou não.

A competição consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca (jack ou bolim). Os atletas ficam sentados em cadeiras de rodas e limitados a um espaço demarcado para fazer os arremessos. É permitido usar as mãos, os pés e instrumentos de auxílio, e contar com ajudantes (calheiros), no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros. No Brasil, a modalidade é administrada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Praticada por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas, a versão adaptada da modalidade só apareceu no Brasil na década de 1970. Abocha teve um antecessor nos Jogos Paralímpicos: o lawn bowls, uma espécie de bocha jogada na grama. E foi justamente no lawn bowls que o Brasil conquistou sua primeira medalha em Jogos Paralímpicos. Róbson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” foram prata nos Jogos de Heidelberg, na Alemanha, em 1972.

A bocha é um dos esportes em que homens e mulheres competem juntos.

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