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Jovem confunde gravidez com gastrite e só descobre gestação ao dar à luz uma menina
Pequena ‘Manu’ foi uma surpresa para toda a família, principalmente para a mãe, que tomava anticoncepcional há 8 anos. Ambas tiveram alta e passam bem.

Ana Paola passou meses achando que estava com gastrite, já que tomava anticoncepcional — Foto: Arquivo Pessoal
Por Isabella Lima
Uma jovem de 29 anos descobriu que estava grávida quando já estava entrando em trabalho de parto, em Cubatão (SP). Ela buscou atendimento médico após sentir fortes cólicas. Depois de alguns exames, soube que a pequena Manuelly já estava pronta para nascer. O bebê está saudável, nasceu com mais de 3 kg e 49 centímetros. Ambas já tiveram alta.
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“Até 2 de abril, eu estava tomando meu anticoncepcional sem pausa. Quem me conhece sabe que eu não sou boa na alimentação, como muita besteira, ou seja, a Manu aguentou tudo isso quietinha, sem fazer um barulho, pois queria vir ao mundo de surpresa. E conseguiu, superou tudo isso, e sofreu com a mamãe reclamando o tempo todo de sua ‘gastrite’. Ela é um doce de menina, e já nasceu super amada por todos!”, conta a jovem Ana Paola de Toledo Souza.
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Ana afirma que tudo começou em agosto do ano passado, quando ela, que sempre gostou muito de café, passou a ter muita azia, e não conseguia mais tomar a bebida. “Há oito anos tomo anticoncepcional sem pausa, então, eu não menstruava. Até então, a possibilidade de estar grávida estava descartada”.

A jovem relata que foi ao médico à época, e tudo indicava que estava com gastrite. “Meu estômago inchava e eu não tinha enjoo, apenas não tinha apetite. Tudo que comia me estufava rápido, então, a médica receitou alguns medicamentos para gastrite, e me deu um encaminhamento para seguir o tratamento na UPA”.
Ana tentou marcar consulta com um gastroenterologista, mas foi informada pela unidade onde buscou atendimento que só teria vaga depois de três meses. O tempo passou, e com a rotina de trabalho, ela não conseguiu marcar a consulta. “Passou mais um mês, mais outro mês, e assim foi indo. Eu, com os mesmos problemas de ‘gastrite’, passei a trabalhar temporadas em lojas de roupa, de lanche, trabalhos que exigiam muito tempo em pé. E meu pé estava inchado demais, cheguei a sair dos serviços porque achei que tinha problemas de circulação!”, relembra.
Depois de sete meses, com a pandemia voltando ainda mais grave, Ana ficou em isolamento em casa, e chegou a ganhar alguns quilos. “Mas, não era nada de barriga de grávida, apenas estômago inchado. Não senti nem um batimento, muito menos um chute”, conta.
No dia 1º de abril, Ana acordou com muita cólica, e com a barriga enrijecida. “Eu estava urinando muito branco, me assustei, e quando pesquisei na internet os sintomas, constava que eu estava entrando em trabalho de parto. Desacreditei, tentei descartar essa possibilidade, meu namorado e minha mãe também. Porque não tinha como acreditar que eu estava com um filho na barriga, e já para nascer”, afirma.

Chegando ao hospital, o médico solicitou exame de urina, e o resultado apontou para infecção urinária e anemia. Logo em seguida, ela e o namorado compraram um teste de gravidez de farmácia para tirar a dúvida, e então veio a surpresa: o resultado deu positivo.
“Na mesma hora, voltamos ao hospital, as contrações estavam aumentando. O médico era o mesmo, e muito atencioso, pediu o encaminhamento para exame de gravidez no hospital. Mas o resultado sairia só depois de oito horas, e a dor estava piorando muito. Não deu para esperar todo aquele tempo, fui ao hospital que tem maternidade antes de dar o horário e só apresentei o teste de farmácia, explicando tudo. Fui encaminhada com urgência para o ginecologista. Nem a equipe médica conseguia acreditar que eu estava grávida”, diz.
Ao passar pela consulta, a jovem teve mais uma surpresa: descobriu que já estava com quatro centímetros de dilatação, e entrando em trabalho de parto. Faltava apenas seis centímetros de dilatação para ela ganhar o bebê.
Em seguida, o ginecologista a encaminhou para a emergência, onde foi internada e informada de que ganharia o bebê já no dia seguinte. De acordo com a jovem, os sogros, a mãe, o namorado, assim como ela e toda a família não estavam acreditando no que estava acontecendo.
“Não deu tempo nem de saber o sexo antes do parto. Simplesmente nasceu uma menina perfeita. Enquanto a médica retirava minha placenta, meu namorado pesquisava o significado do nome Manuelly, que é ‘Deus conosco’, e coincidiu com o que acabamos de viver. Foi inesperado, sem planejamento, mas foi nosso melhor presente. Deus é tão perfeito que a nossa Manu nasceu super saudável. Eu não me cuidei a gestação inteira, tomei vários medicamentos por conta da gastrite, remédios para azia, e faço uso do gardenal, porque, desde pequena, tenho crises convulsivas se não o tomo”, conta.
A menina nasceu no último sábado (3), mas Ana e a filha receberam alta nesta terça-feira (6), e passam bem. “Quem me conhece, e me viu nesses últimos nove meses, tanto amigos quanto pessoas próximas e família, ainda está sem entender onde estava essa barriga com essa menina de 3,2 kg e 49 centímetros”, finaliza a jovem, rindo.

Manu já é motivo de alegria para toda a família, apesar da chegada totalmente inesperada — Foto: Arquivo Pessoal
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‘Sempre correu para conquistar as coisas’, diz pai de mecânico do Acre que morreu afogado em Santa Catarina
Wesley Fernandes Braga, de 26 anos, desapareceu no mar na madrugada de 25 de janeiro em Balneário Piçarras. Corpo do jovem deve chegar no Acre na madrugada de quarta-feira (11)

Acreano Wesley Braga morreu afogado em Balneário Piçarras, cidade localizada no estado de Santa Catarina. Foto: Arquivo pessoal
“Um menino incrível, amoroso, sorridente, todo mundo gostava dele, muito fácil de fazer amizades, que nunca teve problema com ninguém”.
É assim que o motorista de ônibus interestadual Israel Souza Braga, de 44 anos, descreve o filho Wesley Fernandes Braga, de 26, que se afogou no Balneário Piçarras, em Santa Catarina, no último dia 25 de janeiro.
Após mais de duas semanas, o corpo de Wesley deve chegar em Rio Branco às 0h45 desta quarta-feira (11). O velório será na Igreja do Evangelho Quadrangular, na Rua da Paz, no bairro Belo Jardim 2, na capital acreana. O sepultamento está marcado para às 9h do mesmo dia, no Cemitério Morada da Paz.
O pai de Wesley disse que o jovem morava há cerca de quatro anos no estado sulista, com o objetivo de trabalhar e consolidar a carreira na área de mecânica. A vítima nasceu em Rio Branco e foi criada no bairro Belo Jardim, no Segundo Distrito da capital acreana.
“Um menino muito trabalhador, sempre correu para conquistar as coisas dele desde cedo, super inteligente, gostava de trabalhar e teve a oportunidade de ser mecânico”, detalhou.
Foi no Acre que Wesley começou a atuar como mecânico e, logo depois, surgiu uma proposta para ir para Santa Catarina. De acordo com o pai do acreano, a família foi informada sobre o que tinha acontecido na manhã do dia 25 por meio de outro filho dele que estava no mesmo estado. Wesley desapareceu no mar por volta das 0h20 daquele dia.
Ao saber da notícia, Israel decidiu ir para o estado catarinense para auxiliar nas buscas pelo filho. A família, segundo ele, está despedaçada.
“Eu como pai, meu Deus do céu, só Jesus na causa, a mãe dele está inconsolável. Alguns amigos conseguiram o dinheiro para a passagem para eu me deslocar para Santa Catarina, para Piçarras. Cheguei lá no dia 27 para as buscas do meu filho que estava no mar, ninguém tinha achado. Mas, no dia que eu cheguei lá, graças a Deus, os bombeiros localizaram o corpo, resgataram e começou a aflição”, compartilhou emocionado.
Após encontrarem o corpo de Wesley, a família e os amigos iniciaram uma campanha, por meio de uma vaquinha solidária, para conseguirem fazer o traslado do corpo ao Acre.
Amava praticar esportes
Wesley não era casado e não tinha filhos. O pai do acreano também detalhou que o filho amava praticar esportes, principalmente, o futebol.
“Quando viveu aqui entre nós, ele gostava muito de estar com a nossa família, com a avó dele, com os tios, o pai, a mãe. Ele era um menino de ouro que saiu daqui empregado e não foi aventurar nada”, afirmou.
Israel disse ainda que o acreano iria visitar a família em março deste ano.
“O menino que tem uma profissão, excelente profissional e aonde ele ia chegar, aonde chegasse, teria o espaço dele no mercado de trabalho, um bom mecânico”, declarou o pai de Wesley com orgulho.

Wesley trabalhava como mecânico no estado catarinense. Foto: Arquivo pessoal
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Polícia Civil prende foragido que descumpriu medida protetiva e tentou matar comerciante em Xapuri
O suspeito, armado com uma arma branca, ao ver a ex-namorada acompanhada de outra pessoa, atacou por ciúmes o comerciante conhecido popularmente como “Teodoro”, morador do bairro da Sibéria

Durante o período em que esteve escondido, conforme a investigação, ele enviou mensagens ameaçadoras à ex-namorada, inclusive desafiando a Justiça. Foto: assessoria
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Xapuri, cumpriu na manhã desta terça-feira, 10, um mandado de prisão contra J.S.S., de 25 anos, que estava foragido da Justiça. A prisão ocorreu na zona rural do município, no seringal Nova Esperança, colocação Maloca, onde o acusado residia.
De acordo com a ordem judicial, a prisão foi decretada pelo descumprimento de uma medida protetiva em favor de sua ex-namorada. O investigado é acusado de uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada do dia 11 de janeiro deste ano, no bairro da Sibéria, em um bar localizado na região conhecida como “4 Bocas”, em Xapuri.
Segundo o inquérito policial, o suspeito, armado com uma arma branca, ao ver a ex-namorada acompanhada de outra pessoa, atacou por ciúmes o comerciante conhecido popularmente como “Teodoro”, morador do bairro da Sibéria. Ele desferiu um golpe no pescoço da vítima e ainda tentou realizar outras perfurações, mas foi impedido pelos seguranças do estabelecimento.
Após o crime, o autor fugiu do local e passou a ser considerado foragido. Durante o período em que esteve escondido, conforme a investigação, ele enviou mensagens ameaçadoras à ex-namorada, inclusive desafiando a Justiça, o que reforçou a necessidade da prisão preventiva.
Diante dos fatos, o delegado Luccas Vianna representou pela prisão do acusado, que foi decretada pelo Judiciário e cumprida pela Polícia Civil. O preso foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
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Polícia Civil do Acre reforça efetivo para o Carnaval 2026 na capital e no interior

PCAC reforça efetivo para garantir segurança durante o Carnaval 2026 na capital e no interior do Acre. Foto: arquivo/ PCAC
A Polícia Civil do Acre (PCAC) vai atuar com reforço de efetivo durante o Carnaval 2026, tanto em Rio Branco quanto nos municípios do interior onde ocorrerão as tradicionais festividades populares. A medida tem como objetivo garantir mais agilidade no atendimento à população e fortalecer o combate à criminalidade durante o período carnavalesco.
As delegacias de Flagrantes (Defla) e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que já funcionam 24 horas por dia, receberão um incremento no número de profissionais, incluindo delegados e oficiais de polícia civil. Além disso, as equipes de pronto emprego que atuam no interior do estado também serão reforçadas, assim como os delegados plantonistas nos municípios que terão programação de carnaval.
O plano de atuação da PCAC para o período foi apresentado pelo delegado-geral adjunto, Dr. Cleylton Videira, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 10, na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
“Estamos trabalhando com planejamento e integração para que a Polícia Civil esteja pronta para atender a população em qualquer situação. Haverá reforço nas delegacias que já funcionam em regime de plantão e também no interior, especialmente nas cidades que terão eventos carnavalescos, para que possamos dar uma resposta eficiente e imediata às ocorrências”, afirmou o delegado adjunto.

Delegado-geral adjunto, Dr. Cleylton Videira, apresenta na Sejusp o plano de atuação da Polícia Civil para o período carnavalesco. Foto: assessoria/ Sejusp
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, destacou que a instituição está preparada para atuar de forma integrada com as demais forças de segurança e reforçou a importância da prevenção por parte da população.
“A Polícia Civil está pronta para auxiliar todas as forças de segurança e garantir que o Carnaval seja um período de festa, mas também de tranquilidade para as famílias acreanas. Nosso efetivo estará nas delegacias e em regime de plantão para atender qualquer ocorrência. Pedimos que as pessoas evitem excessos, cuidem de seus pertences, não misturem álcool e direção e, em caso de qualquer situação de violência ou crime, procurem imediatamente a polícia. Segurança também se faz com a colaboração de todos”, ressaltou o delegado-geral.
A PCAC reforça ainda que, em casos de violência, especialmente contra a mulher, as vítimas podem procurar diretamente a delegacia mais próxima ou a Delegacia Especializada, que funcionará normalmente em regime de plantão durante todo o período carnavalesco.

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