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Acre

Jovem acreana selecionada para cursos de liderança nos Estados Unidos recebe apoio do governo do Estado para realizar sonho

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O governo do Estado, por meio de articulação da Secretaria de Estado de Educação (SEE), irá fornecer as passagens para que Luanna possa representar o Acre e o Brasil nesses eventos internacionais

Governador parabenizou Luanna por sua conquista e expressou o orgulho em apoiar a trajetória de uma estudante tão dedicada. Foto: Neto Lucena/Secom

O governador Gladson Cameli recebeu no Palácio Rio Branco, a estudante acreana Luanna Souza Gama, de 16 anos, que foi aprovada para participar dos programas Harvard Model United Nations e Yale Model United Nations, realizados nas prestigiadas universidades de Harvard e Yale, nos Estados Unidos. A jovem será a primeira acreana a integrar esses programas, que visam formar líderes e incentivam a criação de soluções para questões globais.

Cameli, ao lado da mãe da jovem, parabenizou Luanna por sua conquista e expressou o orgulho em apoiar a trajetória de uma estudante tão dedicada. O governo do Estado, por meio de articulação da Secretaria de Estado de Educação (SEE), irá fornecer as passagens para que Luanna possa representar o Acre e o Brasil nesses eventos internacionais, que ocorrerão entre os dias 17 de janeiro e 2 de fevereiro de 2025.

“Luanna é um exemplo para a juventude acreana, e é uma honra para nós fazer parte dessa jornada e apoiar seus sonhos. Queremos inspirar mais jovens a acreditarem que podem ir longe com dedicação e apoio”, declarou o governador.

Luanna, atualmente no segundo ano do ensino médio, é bolsista em uma escola particular de Rio Branco. Ela participou de um rigoroso processo seletivo para ser aprovada nesses programas, o qual incluiu comprovação de proficiência em inglês, redações sobre temas diversos e uma entrevista final, onde precisou apresentar uma solução para um problema global.

A jovem compartilhou a emoção dessa conquista: “É um privilégio poder representar o Acre e o Brasil em um evento desse porte. Sempre foi um sonho. Esse resultado mostra que, com persistência, podemos alcançar nossos objetivos. Espero que, no futuro, mais alunos aqui também tenham a oportunidade de participar de projetos internacionais”.

Essa é a primeira vez que uma estudante do Acre participa desses programas de alta relevância. Foto: Neto Lucena/Secom

Discutir problemas globais

Como parte da delegação do Instituto Internationali, organização dedicada a promover o acesso de jovens latino-americanos a eventos de diplomacia e desenvolvimento de soft-skills, Luanna participará de duas conferências de peso no cenário internacional. Na Yale Model United Nations, que acontece de 23 a 26 de janeiro de 2025, os alunos discutirão conflitos históricos, crises humanitárias e desafios globais atuais, promovendo a colaboração em busca de soluções. Já na Harvard Model United Nations, de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, os estudantes assumirão papéis de líderes e diplomatas para debater questões urgentes no cenário mundial.

Essa é a primeira vez que uma estudante do Acre participa desses programas de alta relevância. A oportunidade marca um avanço para a educação e a juventude do estado, que ganha destaque em um ambiente internacional onde jovens talentos têm a chance de dialogar sobre temas globais. “Quero usar essa experiência para trazer ideias de volta para minha comunidade e inspirar outros jovens”, comentou Luanna.

Luanna embarcará para os Estados Unidos em 17 de janeiro e passará 18 dias no país. A jovem retorna ao Brasil com a missão de aplicar o que aprendeu e seguir inspirando outros estudantes a persistirem em seus sonhos.

Luanna participou de um rigoroso processo seletivo para ser aprovada nesses programas. Foto: Neto Lucena/Secom

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Acre

Resex Chico Mendes lidera ranking de desmatamento entre áreas protegidas do país, aponta Imazon

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Estudo revela que Acre concentra seis das dez unidades de conservação federais mais pressionadas do Brasil em 2025; Alto Juruá e Riozinho da Liberdade também estão na lista

A Reserva Extrativista Chico Mendes foi a unidade de conservação mais ameaçada e pressionada por desmatamento em todo o país no último ano. Foto: captada 

Um novo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), confirma o cenário preocupante para as áreas protegidas do Acre que foi descrito em relatórios trimestrais no decorrer do ano passado.

De acordo com o estudo “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas: Janeiro a Dezembro de 2025”, a Reserva Extrativista Chico Mendes foi a unidade de conservação mais ameaçada e pressionada por desmatamento em todo o país no último ano.

O relatório, assinado por Bianca Santos, Júlia Ribeiro e Carlos Souza Jr., aponta que a Resex Chico Mendes lidera tanto o ranking de ameaça quanto o de pressão entre as unidades de conservação federais.

Mas não é só isso. O estudo mostra ainda que o Acre concentrou seis das dez unidades de conservação federais mais pressionadas do Brasil em 2025. Entre elas estão, além da Resex Chico Mendes, a Reserva Extrativista Alto Juruá e a Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade, todas figurando nas primeiras posições do ranking de pressão.

Segundo o Imazon, o fato de as mesmas unidades aparecerem repetidamente nos rankings indica que o desmatamento está concentrado em áreas específicas e demanda ações prioritárias de fiscalização e políticas públicas direcionadas.

O relatório destaca ainda que todas as dez unidades de conservação federais mais pressionadas em 2025 já haviam aparecido no levantamento de 2024, evidenciando a persistência da pressão sobre esses territórios protegidos.

Terras Indígenas Mamoadate e Kaxinawá do Rio Humaitá estão entre as mais pressionadas pelo desmatamento no país

As Terras Indígenas também enfrentam forte pressão do desmatamento no Acre. Entre as áreas mais afetadas estão a Terra Indígena Mamoadate e a Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, que figuram entre as mais pressionadas do país.

O estudo considera como “ameaça” o desmatamento detectado no entorno das áreas protegidas, enquanto “pressão” corresponde ao desmatamento registrado dentro dos próprios limites das unidades de conservação e terras indígenas.

Dados consolidados

Os números consolidados mostram que, no conjunto das áreas protegidas monitoradas, as unidades de conservação estaduais apresentaram o maior percentual proporcional de áreas sob ameaça e pressão (47%), seguidas pelas unidades de conservação federais (37%) e pelas Terras Indígenas (35%), conforme gráfico apresentado no relatório.

Desmatamento na Amazônia

De acordo com o estudo, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 2.741 km² de desmatamento na Amazônia entre janeiro e dezembro de 2025. Desse total, 1.890 km² ocorreram em áreas protegidas, o equivalente a 69% do desmatamento registrado no período .

O cenário reforça o desafio de proteção das áreas legalmente destinadas à conservação ambiental e aos povos tradicionais. No caso do Acre, o protagonismo negativo nos rankings de ameaça e pressão evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de monitoramento, fiscalização e apoio às comunidades que vivem nessas unidades .

No caso do Acre, o protagonismo negativo nos rankings de ameaça e pressão evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de monitoramento, fiscalização e apoio às comunidades que vivem nessas unidades. Foto: captada 

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Acre

Após quatro dias perdido na mata, colono reencontra a família em Sena Madureira: “Foi um milagre”, diz mãe emocionada

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Nonato se desorientou durante caçada na região do rio Caeté e passou dias sem contato; Bombeiros preparavam buscas, mas ele conseguiu voltar sozinho

O colono havia saído no início da semana para uma caçada e acabou se desorientando na mata fechada, enfrentando dificuldades até conseguir encontrar o caminho de volta. Foto: captada 

Foram dias marcados por apreensão, orações e incerteza para uma família da zona rural de Sena Madureira após o desaparecimento do colono Nonato nas matas próximas ao rio Caeté. O silêncio da floresta e a falta de notícias aumentaram o temor de um desfecho trágico, enquanto parentes aguardavam qualquer sinal que indicasse que ele ainda estava vivo.

O clima de tensão só foi quebrado quando Nonato conseguiu retornar por conta própria depois de quatro dias perdido. O reencontro com a mãe foi carregado de emoção e alívio, refletindo o peso dos momentos de angústia enfrentados durante o período em que ele esteve desaparecido. Um vídeo que circula entre moradores mostra a mãe agradecendo pela volta do filho, visivelmente abalada e emocionada.

De acordo com relatos, o colono havia saído no início da semana para uma caçada e acabou se desorientando na mata fechada, enfrentando dificuldades até conseguir encontrar o caminho de volta. A notícia mobilizou familiares e moradores, que acompanharam com preocupação cada dia sem informações, temendo pelo pior diante das condições desafiadoras da região.

O desaparecimento chegou a ser comunicado ao Corpo de Bombeiros Militar do Acre, que organizava uma operação de buscas para a sexta-feira. No entanto, antes que as equipes fossem deslocadas, Nonato conseguiu sair da mata e retornar à comunidade, encerrando a aflição que tomou conta da família.

Casos como esse reforçam os riscos enfrentados por trabalhadores e moradores que dependem da floresta para suas atividades diárias. Mesmo com experiência, a densidade da mata e as dificuldades de orientação podem transformar situações rotineiras em episódios de grande perigo.

Apesar do susto, o retorno de Nonato trouxe conforto e renovou a fé dos familiares, que agora celebram o reencontro como um momento de gratidão e reflexão sobre a fragilidade da vida diante da força da natureza.

Veja vídeo:

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Rio Juruá sobe e atinge 12,73 metros em Cruzeiro do Sul, se aproximando da cota de transbordamento

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Defesa Civil monitora elevação; água já invade quintais nos bairros Lagoa, Várzea e Miritizal, mas não há registro de retirada de famílias

Em 2026, o nível máximo registrado foi de 13,49 metros, no último dia 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas. Foto: Arquivo/Defesa Civil

O monitoramento em Cruzeiro do Sul, realizado às 9h deste domingo (22), apontou que o Rio Juruá marcou 12,73 metros, ficando próximo da cota de transbordamento, que é de 13 metros no município. Segundo a Defesa Civil Municipal, a tendência é de elevação do nível do manancial.

Em bairros como Lagoa, Várzea e Miritizal, a água já invade os quintais das residências, mas até o momento não houve pedidos de retirada de moradores.

Histórico recente

O rio vem apresentando oscilações desde o fim do ano passado. Em 2026, o nível máximo registrado foi de 13,49 metros, no último dia 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas do município. Apesar do impacto, não houve necessidade de remoção de famílias na ocasião.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros seguem em monitoramento constante, avaliando possíveis riscos e preparando planos de contingência caso o manancial volte a se aproximar da marca crítica.

A elevação do Rio Juruá já vinha sendo acompanhada ao longo da semana. Na última quinta-feira (15), marcou 12,19. Já na sexta-feira (16), às 17h, o nível subiu para 12,61 metros. Foto: captada 

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