Acre
Jornada contra o câncer: história de luta, prevenção e esperança
“Foi no auge da pandemia. Eu procurei ajuda na rede particular, em Cruzeiro do Sul, mas os diagnósticos apontavam para estresse devido ao trabalho excessivo e covid. Então, após passar por nove médicos, fiz novamente os exames e deu derrame pleural. Meu marido e eu viemos para Rio Branco, eu vegetando. Chegando aqui, foram-me dados três dias de vida”.
Assim começa a história de Tânia Nepomuceno, técnica em ótica e audiometria de 46 anos, que há quatro faz tratamento no Hospital do Câncer, em Rio Branco.


Histórias como a de Tânia chegam diariamente ao Hospital do Câncer. Somam-se em média 20 novos casos de câncer por semana, totalizando mais de 600 atendimentos semanais, entre novos e já cadastrados. Somente em 2023, foram 1.056 casos registrados no estado. Entre as principais incidências, houve 192 casos de câncer do colo do útero (CCU), 108 de câncer de mama e 74 de próstata.
Para compreender a essência dessa doença devastadora, um desafio de saúde global, é preciso entender o que é o câncer, suas origens, características e mecanismos de desenvolvimento
O que é câncer ?
Segundo o site do Ministério da Saúde (MS), câncer, ou tumor maligno, é o nome dado a um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. Dividindo-se rapidamente, essas células agrupam-se formando tumores, que invadem tecidos, órgãos vizinhos e outros distantes da origem do tumor.


O câncer é causado por mutações, que são alterações da estrutura genética no ácido desoxirribonucleico, o DNA das células. Cada célula sadia possui instruções de como deve crescer e se dividir. Na presença de qualquer erro nessas instruções, no processo de mutação, pode surgir uma célula doente que, ao se proliferar, causará um câncer.
O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo. Entretanto, alguns órgãos são mais afetados do que outros; e cada órgão, por sua vez, pode ser acometido por tipos diferenciados de tumor, mais ou menos agressivos.
Tipos de câncer
Existem mais de cem tipos de câncer, que correspondem às várias espécies de células presentes no corpo humano. O câncer de pele, por exemplo, apresenta várias naturezas, uma vez que a pele é composta por mais de uma qualidade de célula.


Cada tipo de câncer traz sintomas e necessita de tratamento específico. Se o câncer tiver início em tecidos epiteliais, como a pele ou mucosas, é conhecido como carcinoma. Se começar em tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagens, é chamado de sarcoma.
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer são a velocidade de multiplicação das células doentes e a capacidade que elas têm de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, fenômeno conhecido como metástase.
Principais causas do câncer
O câncer pode ter várias causas. Fatores externos ou internos ao organismo contribuem para o desenvolvimento da doença. As causas externas estão relacionadas ao meio ambiente, hábitos, costumes e qualidade de vida da pessoa e são predominantes entre as incidências. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e estão ligadas à capacidade de o organismo se defender das agressões externas.


Alguns tipos de câncer têm uma causa bem conhecida. O cigarro, por exemplo, pode causar câncer de pulmão. A exposição excessiva ao sol pode provocar câncer de pele. Alguns vírus podem causar leucemia e o HPV, câncer de colo do útero. Outros tipos de câncer, ainda em estudo, podem ter ligação direta com componente dos alimentos.
O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam as chances de câncer. Esse fator, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos.
Tratamento
O tratamento do câncer é feito por meio de uma ou de várias técnicas de tratamento combinadas. A principal delas é a cirurgia oncológica, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea, conforme cada caso. O médico vai escolher o tratamento mais adequado, de acordo com a localização, o tipo do câncer, a condição clínica do paciente e a extensão da doença.
Todas as modalidades de tratamento são oferecidas, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).


Radioterapia
É um tratamento em que se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Essas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores, como as cirurgias oncológicas.


Quimioterapia
Já a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Dentro do corpo humano, cada medicamento age de uma maneira diferente. Por esse motivo, são utilizados vários tipos a cada vez que o paciente recebe o tratamento. Esses medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo. O paciente pode receber a quimioterapia como tratamento único ou aliado a outros, como radioterapia e ou cirurgia.
Onde tratar câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?
No Brasil, existe a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, Portaria nº 868, de 16 de maio de 2013, que descreve a necessidade de se garantir o cuidado integral ao usuário na Rede de Atenção à Saúde de forma regionalizada e descentralizada e estabelece que o tratamento do câncer será realizado em estabelecimentos de saúde habilitados, como a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou o Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). Esses estabelecimentos deverão observar as exigências da Portaria Saes/MS nº 1399, de 17 de dezembro de 2019, para garantir a qualidade dos serviços de assistência oncológica e a segurança do paciente.
Hospital de Câncer do Acre


Após buscar ajuda no Hospital de Câncer do Acre (HCAC), Tânia Nepomuceno agradeceu o apoio que recebeu. “Passei uns dias internada, de maneira que os três dias que me deram estão entrando no quarto ano”, alegra-se Tânia.


Existem atualmente 317 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento do câncer. No Acre, para tratar a doença no Estado, foi inaugurado, em 2007, o Hospital de Câncer do Acre (HCAC), cadastrado pelo Ministério da Saúde (MS) como unidade de alta complexidade em Oncologia (Unacon), mediante parceria entre o Estado e o MS, por meio do Projeto Expande, do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca).
“Aqui [no HCAC] somos muito bem tratados, do faxineiro aos médicos, somos tratados como verdadeiras pessoas, independente de quem seja. A medicação não tem faltado, e também a quimioterapia, fora as outras coisas que não são fornecidas pelo SUS, como quem precisa de nutrientes, recebe os nutrientes. Somos muito bem atendidos aqui”, destaca a paciente.


O HCAC faz parte do complexo de serviço e atividades da Fundação Hospitalar Estadual do Acre (Fundhacre), atendendo pacientes do Acre, além de ter usuários dos estados vizinhos, como Rondônia e Amazonas, e até mesmo dos países fronteiriços, Bolívia e Peru. Possui 20 leitos de internação para adultos e funciona todos os dias, inclusive com emergência oncológica, 24 horas por dia.
“O Hospital do Câncer do Acre desempenha um papel fundamental na vida das pessoas que estão em tratamento contra essa doença em nosso estado. Além de oferecer um tratamento de qualidade, seguindo todos os protocolos preconizados pelo Ministério da Saúde, o Unacon desenvolve atividades voltadas para prevenção e detecção precoce do câncer, e também atua no apoio emocional às famílias afetadas”, ressaltou o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.


O espaço vem recebendo melhorias graduais. Em outubro de 2023, foi entregue a primeira etapa de reformulação do Hospital do Câncer, correspondendo à recepção e à sala de emergência. Foi um investimento de R$ 400 mil, em melhorias que visam proporcionar qualidade e acessibilidade no atendimento a pacientes oncológicos assistidos pelo Estado.
Em seu discurso, o governador Gladson Cameli expressou gratidão a todos os envolvidos nesse empreendimento vital. “Tudo o que envolve saúde é uma grande vitória. Aqui temos o resultado da parceria e união entre todos os poderes, para que a nossa população tenha um atendimento adequado. Por isso, temos que reformar e adequar, para que todas as condições de bem-estar possam ser dadas a quem tanto precisa”, destaca.


O apoio do Estado também vem por meio de gestos de cuidado. No começo de 2024, a vice-governadora Mailza Assis acompanhou a entrega de mais de 200 lenços para mulheres que faziam tratamento contra o câncer na Unacon e perderam os cabelos devido aos procedimentos. A entrega fez parte da campanha De Cabeça Erguida, iniciativa da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher).


O público-alvo da unidade são os pacientes com diagnóstico oncológico confirmado por histopatologia, mielograma ou biologia molecular, para fins de tratamento especializado nos serviços de quimioterapia, cirurgia, radioterapia e multiprofissional.
A Unacon atualmente dispõe de uma equipe multidisciplinar formada por médicos especialistas clínicos (quatro oncologistas, um oncologista pediátrico, dois hematologistas e um hematologista pediátrico), especialistas cirúrgicos (três cirurgiões oncológicos, um cirurgião de cabeça e pescoço, dois urologistas, dois mastologistas, dois ginecologistas, um cirurgião plástico e um cirurgião torácico) e quatro médicos radio-oncologistas.


Entre os médicos oncologistas está Rafael Carvalho, que também é o gerente de assistência do Hospital do Câncer. O profissional conta que sempre teve um grande interesse em oncologia, tanto que sua formação foi no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, mas como a família toda é acreana, voltou ao estado, com o objetivo de melhorar a assistência oncológica da terra natal.
“Eu voltei nesse propósito de tentar, de alguma forma, melhorar, ou pelo menos contribuir, pois a gente não faz sozinho. E graças a Deus tem tido muito resultado”, afirma o médico.


O oncologista acredita que o investimento que o Estado está aplicando no Hospital está apresentando bons frutos. “Hoje a situação melhorou consideravelmente. A radioterapia foi modernizada, as reformas estruturais foram concluídas e o estoque de medicamentos está mais regular. Ver os pacientes receberem um tratamento adequado é gratificante, embora saibamos que ainda há espaço para melhorias. Acredito que, com o tempo, essas questões serão superadas, trazendo alívio para os pacientes e suas famílias”, observa.
É rosa, azul e laranja o ano todo
Ao longo do ano, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) desenvolve várias ações voltadas a proporcionar momentos de reflexão e reforçar os cuidados necessários à prevenção e tratamento dos tipos de câncer mais comuns no estado e no país.


Em outubro, o mês ganha tons róseos para lembrar a todos que o câncer de mama é uma doença que pode apresentar sintomas como a presença de um caroço no seio e a mama com textura de laranja.
A campanha do Outubro Rosa busca alertar para a identificação de casos assintomáticos, com exames de prevenção, de dois em dois anos, para mulheres acima de 40 anos. É raro, mas homens também podem ser acometidos com a doença.


Passado o mês, os tons azulados predominam em novembro e se torna o período dedicado à conscientização sobre a saúde integral do homem, com foco especial na prevenção do câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.
Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer, estabelecido em 27 de novembro, a Sesacre reforça anualmente a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados paliativos no tratamento da doença.


Antes de o ano acabar, dezembro fica alaranjado e lembra que o maior órgão do corpo humano também é o que mais tem incidência nos casos de câncer. A pele que recobre todo o corpo em duas camadas (derme e epiderme) é onde mais surge câncer, representando 30% da incidência da doença que acomete a população. No Brasil, há uma média de 170 mil casos anualmente, índice de ocorrência considerado muito alto.
Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança anualmente a campanha Dezembro Laranja, que marca o início do verão nos países do hemisfério sul, para buscar a prevenção e detecção precoce do câncer de pele.
8 de abril: Dia Mundial de Combate ao Câncer
O mês de abril também é um período importante, pois é quando se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (Uicc), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem como objetivo conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção da segunda doença que mais mata pessoas em todo o mundo.


De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 7,6 milhões de pessoas no planeta morrem em decorrência da doença a cada ano. Dessas, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos.
A previsão para 2025, ainda segundo o Ministério da Saúde, é de que 6 milhões de mortes prematuras ocorram por ano. Estima-se que 1,5 milhão de mortes anuais poderiam ser evitadas com medidas adequadas.
Prevenção vem em primeiro lugar
A prevenção primária engloba ações realizadas para evitar a ocorrência da doença e suas estratégias são voltadas para a redução da exposição aos fatores de risco.
Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer são: sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, sobrepeso, hábitos sexuais, fatores ocupacionais, bebidas alcoólicas, exposição solar, radiações e medicamentos.


Busque informações, busque ajuda
Por tanto, se não estiver se sentindo bem busque uma unidade básica de saúde (UBS) próxima a sua localidade.
Em caso de emergência oncológica, vá até o Hospital do Câncer do Acre, localizado na Avenida Paulo Lemos de Moura Leite, nº 578, bairro Portal da Amazônia, na capital acreana. O hospital fica localizado atrás da Fundação Hospitalar Estadual do Acre (Fundhacre).
Fonte: Governo AC
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Acre
Presidente do MDB no Acre confirma vinda de Baleia Rossi para selar aliança com Mailza Assis
Presidente estadual Vagner Sales afirma que conversas estão adiantadas e que líder nacional virá ao estado para confirmar apoio

Vagner Sales afirma que líder nacional do partido virá ao estado anunciar apoio à pré-candidata do PP ao governo. Foto: captada
O presidente estadual do MDB no Acre, Vagner Sales, anunciou nesta terça-feira (20) que o presidente nacional do partido, deputado Baleia Rossi (MDB/SP), virá ao estado em breve para oficializar a aliança do MDB com a vice-governadora Mailza Assis (PP), pré-candidata ao governo do Acre nas eleições de 2026. Segundo Sales, as tratativas estão “bastante adiantadas” e o anúncio depende apenas da confirmação final do PP.
“O MDB continua em diálogo com a candidata a governadora Mailza Assis e as discussões estão bastante adiantadas. Logo teremos um anúncio importante”, afirmou. Ele ressaltou que a decisão agora está nas mãos do PP e de Mailza, que devem acertar as reivindicações do MDB.
A movimentação reforça a articulação iniciada em dezembro, quando o governador Gladson Cameli (PP) se reuniu com Baleia Rossi em Brasília. A aliança também encerra a expectativa do Republicanos, que tem o senador Alan Rick como pré-candidato, de contar com o apoio do MDB. Internamente, o partido defende que a decisão leve em conta a formação de chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.

O governador Gladson Cameli (PP) se reuniU pessoalmente com Baleia Rossi, em Brasília, no último dia 10 de dezembro do ano passado. Foto: captada
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Acre
Acre lidera ranking nacional de feminicídios em 2025, com maior taxa proporcional do país
Estado registrou 14 assassinatos de mulheres, alta de 75% sobre 2024; taxa de 1,58 por 100 mil habitantes é a mais elevada entre todas as unidades federativas

Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos.
O Acre liderou a taxa proporcional de feminicídios no Brasil em 2025, com 1,58 casos por 100 mil habitantes – a maior do país. Em números absolutos, foram 14 assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero ou doméstica, um aumento de 75% em relação a 2024, quando ocorreram oito mortes. O estado igualou os picos históricos registrados em 2016 e 2018, que também contabilizaram 14 feminicídios cada.
Desde 2015, quando a lei do feminicídio foi sancionada, o Acre acumula 122 vítimas. A marca de 100 casos foi ultrapassada em 2023. Em nível nacional, 2025 foi o ano mais letal desde a criação da legislação, com 1.470 feminicídios registrados – uma média de quase quatro mortes por dia. O dado supera o recorde anterior, estabelecido em 2024, e reforça a urgência de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.
Comparativo nacional:
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Acre: 14 casos (taxa de 1,58/100 mil) – maior proporção do país
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Amapá: 9 casos
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Roraima: 7 casos
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Brasil: 1.470 feminicídios em 2025 (recorde desde 2015)
Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios – a marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior são apontadas como fatores agravantes.
Ações em curso:
A Secretaria de Segurança do Acre intensificar a fiscalização eletrônica de medidas protetivas e ampliar campanhas de conscientização em parceria com o Ministério das Mulheres. O Estado deve instalar mais Delegacia da Mulher no interior e criar um comitê interinstitucional para monitorar casos de alto risco.
O recorde nacional de feminicídios em 2025 (1.470 casos) coincide com o aumento de 75% no Acre, indicando que a violência de gênero escalou mesmo após uma década da Lei do Feminicídio (13.104/2015) – sinal de que a legislação sozinha não basta sem políticas de prevenção e proteção efetivas.

Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior do estado são apontadas como fatores agravantes.
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Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul
Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via
Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.
Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.
Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.
Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.
Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.


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