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Jornada contra o câncer: história de luta, prevenção e esperança

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“Foi no auge da pandemia. Eu procurei ajuda na rede particular, em Cruzeiro do Sul, mas os diagnósticos apontavam para estresse devido ao trabalho excessivo e covid. Então, após passar por nove médicos, fiz novamente os exames e deu derrame pleural. Meu marido e eu viemos para Rio Branco, eu vegetando. Chegando aqui, foram-me dados três dias de vida”.

Assim começa a história de Tânia Nepomuceno, técnica em ótica e audiometria de 46 anos, que há quatro faz tratamento no Hospital do Câncer, em Rio Branco.

Tânia Nepomuceno há quatro anos faz tratamento no Hospital do Câncer, em Rio Branco. Foto: Neto Lucena/ Secom

Histórias como a de Tânia chegam diariamente ao Hospital do Câncer. Somam-se em média 20 novos casos de câncer por semana, totalizando mais de 600 atendimentos semanais, entre novos e já cadastrados. Somente em 2023, foram 1.056 casos registrados no estado. Entre as principais incidências, houve 192 casos de câncer do colo do útero (CCU), 108 de câncer de mama e 74 de próstata.

Para compreender a essência dessa doença devastadora, um desafio de saúde global, é preciso entender o que é o câncer, suas origens, características e mecanismos de desenvolvimento

O que é câncer ?

Segundo o site do Ministério da Saúde (MS), câncer, ou tumor maligno, é o nome dado a um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. Dividindo-se rapidamente, essas células agrupam-se formando tumores, que invadem tecidos, órgãos vizinhos e outros distantes da origem do tumor.

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. Foto: reprodução

O câncer é causado por mutações, que são alterações da estrutura genética no ácido desoxirribonucleico, o DNA das células. Cada célula sadia possui instruções de como deve crescer e se dividir. Na presença de qualquer erro nessas instruções, no processo de mutação, pode surgir uma célula doente que, ao se proliferar, causará um câncer.

O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo. Entretanto, alguns órgãos são mais afetados do que outros; e cada órgão, por sua vez, pode ser acometido por tipos diferenciados de tumor, mais ou menos agressivos.

Tipos de câncer

Existem mais de cem tipos de câncer, que correspondem às várias espécies de células presentes no corpo humano. O câncer de pele, por exemplo, apresenta várias naturezas, uma vez que a pele é composta por mais de uma qualidade de célula.

Francisco Xavier, de 83 anos, realizou o tratamento no Hospital do Câncer para retirada do câncer de pele que surgiu com um nódulo. Foto: Neto Lucena/ Secom

Cada tipo de câncer traz sintomas e necessita de tratamento específico. Se o câncer tiver início em tecidos epiteliais, como a pele ou mucosas, é conhecido como carcinoma. Se começar em tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagens, é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer são a velocidade de multiplicação das células doentes e a capacidade que elas têm de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, fenômeno conhecido como metástase.

Principais causas do câncer

O câncer pode ter várias causas. Fatores externos ou internos ao organismo contribuem para o desenvolvimento da doença. As causas externas estão relacionadas ao meio ambiente, hábitos, costumes e qualidade de vida da pessoa e são predominantes entre as incidências. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e estão ligadas à capacidade de o organismo se defender das agressões externas.

Causas externas são prevalentes na incidência de câncer. Foto: reprodução

Alguns tipos de câncer têm uma causa bem conhecida. O cigarro, por exemplo, pode causar câncer de pulmão. A exposição excessiva ao sol pode provocar câncer de pele. Alguns vírus podem causar leucemia e o HPV, câncer de colo do útero. Outros tipos de câncer, ainda em estudo, podem ter ligação direta com componente dos alimentos.

O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam as chances de câncer. Esse fator, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos.

Tratamento

O tratamento do câncer é feito por meio de uma ou de várias técnicas de tratamento combinadas. A principal delas é a cirurgia oncológica, que pode ser empregada em conjunto com radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea, conforme cada caso. O médico vai escolher o tratamento mais adequado, de acordo com a localização, o tipo do câncer, a condição clínica do paciente e a extensão da doença.

Todas as modalidades de tratamento são oferecidas, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Unacon possui tratamentos específicos para cada caso. Foto: Neto Lucena/Secom

Radioterapia

É um tratamento em que se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Essas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores, como as cirurgias oncológicas.

Quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Foto: Neto Lucena/Secom

Quimioterapia

Já a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Dentro do corpo humano, cada medicamento age de uma maneira diferente. Por esse motivo, são utilizados vários tipos a cada vez que o paciente recebe o tratamento. Esses medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo. O paciente pode receber a quimioterapia como tratamento único ou aliado a outros, como radioterapia e ou cirurgia.

Onde tratar câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?

No Brasil, existe a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, Portaria nº 868, de 16 de maio de 2013, que descreve a necessidade de se garantir o cuidado integral ao usuário na Rede de Atenção à Saúde de forma regionalizada e descentralizada e estabelece que o tratamento do câncer será realizado em estabelecimentos de saúde habilitados, como a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou o Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). Esses estabelecimentos deverão observar as exigências da Portaria Saes/MS nº 1399, de 17 de  dezembro de 2019, para garantir a qualidade dos serviços de assistência oncológica e a segurança do paciente.

Hospital de Câncer do Acre

Unacon é a principal referência no tratamento de câncer no Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

Após buscar ajuda no Hospital de Câncer do Acre (HCAC), Tânia Nepomuceno agradeceu o apoio que recebeu. “Passei uns dias internada, de maneira que os três dias que me deram estão entrando no quarto ano”, alegra-se Tânia.

Tânia Nepomuceno, acompanhada do marido, Cleilson, faz tratamento no Hospital do Câncer do Acre. Foto: Neto Lucena/ Secom

Existem atualmente 317 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento do câncer. No Acre, para tratar a doença no Estado, foi inaugurado, em 2007, o Hospital de Câncer do Acre (HCAC), cadastrado pelo Ministério da Saúde (MS) como unidade de alta complexidade em Oncologia (Unacon), mediante parceria entre o Estado e o MS, por meio do Projeto Expande, do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca).

“Aqui [no HCAC] somos muito bem tratados, do faxineiro aos médicos, somos tratados como verdadeiras pessoas, independente de quem seja. A medicação não tem faltado, e também a quimioterapia, fora as outras coisas que não são fornecidas pelo SUS, como quem precisa de nutrientes, recebe os nutrientes. Somos muito bem atendidos aqui”, destaca a paciente.

HCAC faz parte do complexo de serviço e atividades da Fundação Hospitalar Estadual do Acre. Foto: Neto Lucena/ Secom

O HCAC faz parte do complexo de serviço e atividades da Fundação Hospitalar Estadual do Acre (Fundhacre), atendendo pacientes do Acre, além de ter usuários dos estados vizinhos, como Rondônia e Amazonas, e até mesmo dos países fronteiriços, Bolívia e Peru. Possui 20 leitos de internação para adultos e funciona todos os dias, inclusive com emergência oncológica, 24 horas por dia.

“O Hospital do Câncer do Acre desempenha um papel fundamental na vida das pessoas que estão em tratamento contra essa doença em nosso estado. Além de oferecer um tratamento de qualidade, seguindo todos os protocolos preconizados pelo Ministério da Saúde, o Unacon desenvolve atividades voltadas para prevenção e detecção precoce do câncer, e também atua no apoio emocional às famílias afetadas”, ressaltou o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

“O Hospital do Câncer do Acre desempenha um papel fundamental na vida das pessoas em tratamento”, ressalta o secretário de Saúde, Pedro Pascoal. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

O espaço vem recebendo melhorias graduais. Em outubro de 2023, foi entregue a primeira etapa de reformulação do Hospital do Câncer, correspondendo à recepção e à sala de emergência. Foi um investimento de R$ 400 mil, em melhorias que visam proporcionar qualidade e acessibilidade no atendimento a pacientes oncológicos assistidos pelo Estado.

Em seu discurso, o governador Gladson Cameli expressou gratidão a todos os envolvidos nesse empreendimento vital. “Tudo o que envolve saúde é uma grande vitória. Aqui temos o resultado da parceria e união entre todos os poderes, para que a nossa população tenha um atendimento adequado. Por isso, temos que reformar e adequar, para que todas as condições de bem-estar possam ser dadas a quem tanto precisa”, destaca.

Governador Gladson Cameli expressou gratidão a todos os envolvidos nesse empreendimento vital. Foto: Diego Gurgel/Secom

O apoio do Estado também vem por meio de gestos de cuidado. No começo de 2024, a vice-governadora Mailza Assis acompanhou a entrega de mais de 200 lenços para mulheres que faziam tratamento contra o câncer na Unacon e perderam os cabelos devido aos procedimentos. A entrega fez parte da campanha De Cabeça Erguida, iniciativa da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher).

Paciente em tratamento contra o câncer recebe lenço das mãos da vice-governadora Mailza Assis. Foto: José Caminha/Secom

O público-alvo da unidade são os pacientes com diagnóstico oncológico confirmado por histopatologia, mielograma ou biologia molecular, para fins de tratamento especializado nos serviços de quimioterapia, cirurgia, radioterapia e multiprofissional.

A Unacon atualmente dispõe de uma equipe multidisciplinar formada por médicos especialistas clínicos (quatro oncologistas, um oncologista pediátrico, dois hematologistas e um hematologista pediátrico), especialistas cirúrgicos (três cirurgiões oncológicos, um cirurgião de cabeça e pescoço, dois urologistas, dois mastologistas, dois ginecologistas, um cirurgião plástico e um cirurgião torácico) e quatro médicos radio-oncologistas.

Médico oncologista Rafael Carvalho é gerente de assistência do Hospital do Câncer. Foto: Neto Lucena/ Secom

Entre os médicos oncologistas está Rafael Carvalho, que também é o gerente de assistência do Hospital do Câncer. O profissional conta que sempre teve um grande interesse em oncologia, tanto que sua formação foi no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, mas como a família toda é acreana, voltou ao estado, com o objetivo de melhorar a assistência oncológica da terra natal.

“Eu voltei nesse propósito de tentar, de alguma forma, melhorar, ou pelo menos contribuir, pois a gente não faz sozinho. E graças a Deus tem tido muito resultado”, afirma o médico.

Internos de medicina da Ufac e Uninorte aprendem sobre o acolhimento de pacientes diagnosticados com a doença. Foto: Neto Lucena/Secom Foto: Neto Lucena/Secom

O oncologista acredita que o investimento que o Estado está aplicando no Hospital está apresentando bons frutos. “Hoje a situação melhorou consideravelmente. A radioterapia foi modernizada, as reformas estruturais foram concluídas e o estoque de medicamentos está mais regular. Ver os pacientes receberem um tratamento adequado é gratificante, embora saibamos que ainda há espaço para melhorias. Acredito que, com o tempo, essas questões serão superadas, trazendo alívio para os pacientes e suas famílias”, observa.

É rosa, azul e laranja o ano todo

Ao longo do ano, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) desenvolve várias ações voltadas a proporcionar momentos de reflexão e reforçar os cuidados necessários à prevenção e tratamento dos tipos de câncer mais comuns no estado e no país.

Outubro Rosa alerta para a prevenção do câncer de mama. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Em outubro, o mês ganha tons róseos para lembrar a todos que o câncer de mama é uma doença que pode apresentar sintomas como a presença de um caroço no seio e a mama com textura de laranja.

A campanha do Outubro Rosa busca alertar para a identificação de casos assintomáticos, com exames de prevenção, de dois em dois anos, para mulheres acima de 40 anos. É raro, mas homens também podem ser acometidos com a doença.

Campanha Novembro Azul é dedicada à conscientização sobre a saúde integral do homem. Foto: Odair Leal/Sesacre

Passado o mês, os tons azulados predominam em novembro e se torna o período dedicado à conscientização sobre a saúde integral do homem, com foco especial na prevenção do câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer, estabelecido em 27 de novembro, a Sesacre reforça anualmente a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados paliativos no tratamento da doença.

Lesões que não cicatrizam há mais de um mês devem ser observadas e avaliadas por um médico. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Antes de o ano acabar, dezembro fica alaranjado e lembra que o maior órgão do corpo humano também é o que mais tem incidência nos casos de câncer. A pele que recobre todo o corpo em duas camadas (derme e epiderme) é onde mais surge câncer, representando 30% da incidência da doença que acomete a população. No Brasil, há uma média de 170 mil casos anualmente, índice de ocorrência considerado muito alto.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança anualmente a campanha Dezembro Laranja, que marca o início do verão nos países do hemisfério sul, para buscar a prevenção e detecção precoce do câncer de pele.

8 de abril: Dia Mundial de Combate ao Câncer

O mês de abril também é um período importante, pois é quando se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (Uicc), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem como objetivo conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção da segunda doença que mais mata pessoas em todo o mundo.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é 8 de abril. Foto: reprodução

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 7,6 milhões de pessoas no planeta morrem em decorrência da doença a cada ano. Dessas, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos.

A previsão para 2025, ainda segundo o Ministério da Saúde, é de que 6 milhões de mortes prematuras ocorram por ano. Estima-se que 1,5 milhão de mortes anuais poderiam ser evitadas com medidas adequadas.

Prevenção vem em primeiro lugar

A prevenção primária engloba ações realizadas para evitar a ocorrência da doença e suas estratégias são voltadas para a redução da exposição aos fatores de risco.

Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer são: sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, sobrepeso, hábitos sexuais, fatores ocupacionais, bebidas alcoólicas, exposição solar, radiações e medicamentos.

Hospital do Câncer do Acre está localizado na Avenida Paulo Lemos de Moura Leite, nº578, bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco. Foto: Arquivo Secom

Busque informações, busque ajuda

Por tanto, se não estiver se sentindo bem busque uma unidade básica de saúde (UBS) próxima a sua localidade.

Em caso de emergência oncológica, vá até o Hospital do Câncer do Acre, localizado na Avenida Paulo Lemos de Moura Leite, nº 578, bairro Portal da Amazônia, na capital acreana. O hospital fica localizado atrás da Fundação Hospitalar Estadual do Acre (Fundhacre).

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre divulga resultado da pesquisa de cesta básica de janeiro

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A Secretaria de Planejamento do Acre (Seplan), por meio do Departamento de Estudos, Pesquisas e Indicadores (Deepi), divulgou os resultados da pesquisa de custo da cesta básica de janeiro em Rio Branco. O relatório se refere aos valores registrados durante a segunda quinzena do mês.

Cesta básica alimentar

O custo total da cesta básica alimentar para um indivíduo foi de R$ 558,40, representando um aumento de 1,59% em relação ao mês anterior.

Dos 14 produtos que compõem a cesta básica, 4 apresentaram aumento de preço em relação a dezembro, com destaque para o tomate, que apresentou a maior alta, com a variação expressiva de 14,39%. Na sequência, aparecem os itens: banana (5,85%) e carne (3,12%). Em contrapartida, os outros 10 produtos da cesta tiveram diminuição de preço, sendo os mais expressivos: leite (-6,27%), açúcar (-4,02%), óleo (-3,93%) e arroz (-3,32%).

Cesta de limpeza doméstica

O custo total da cesta de limpeza doméstica foi de R$ 85,25, registrando uma diminuição de -0,58% em comparação com o mês de dezembro. Dos 6 itens que apresentaram redução nos preços, o destaque foi a vassoura piaçava, que registrou variação negativa de -2,84%. Os demais tiveram variação inferior a 1%. Por outro lado, os outros 3 produtos da cesta em que foi identificado aumento de preço foram: sabão em pó (2,25%), água sanitária (1,58%) e esponja de aço (0,76%).

Cesta de higiene pessoal

O custo total da cesta de higiene pessoal para um indivíduo foi de R$ 25,73, indicando um aumento de 1,36% em comparação com o mês de dezembro. De acordo com os resultados da pesquisa, 3 itens da cesta apresentaram aumento de preço, com destaque para o barbeador descartável, que atingiu alta de 7,81%, seguido pelo sabonete (1,79%) e pelo creme dental (0,30%). Por outro lado, outros 2 itens registraram diminuição de preços, sendo o mais expressivo o papel higiênico (-1,13%) e, na sequência, o absorvente (-0,75%).

Confira aqui o boletim completo.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Cesta básica cai 17,64% em Rio Branco em três meses e chega a R$ 583,79, pesquisa da Fecomércio-AC

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Levantamento da Fecomércio-AC mostra redução de R$ 125,06 no período; produto mais caro continua sendo o café

Os dados, divulgados na última semana, detalham ainda que entre janeiro e fevereiro deste ano, houve uma retração de 8,35%, com redução de R$ 53,20 no custo médio da cesta estabelecida anteriormente. Foto: captada 

O custo da cesta básica em Rio Branco recuou 17,64% entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, chegando a R$ 583,79 para famílias de baixa renda. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), que aponta uma redução acumulada de R$ 125,06 no período. Em novembro, o valor médio estava em R$ 708,85.

A maior parte da queda ocorreu em 2026: entre janeiro e fevereiro, o preço caiu 8,35%, com redução de R$ 53,20. A pesquisa considera 15 itens alimentícios essenciais para famílias de até três adultos ou dois adultos e duas crianças.

Apesar da tendência geral de baixa, alguns produtos como arroz, batata e tomate apresentaram altas pontuais. O café segue como o item mais caro da cesta.

Para Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio-AC, o monitoramento do custo da cesta é fundamental para orientar políticas públicas de proteção à renda familiar, “especialmente para famílias em situação de maior vulnerabilidade social”.

Com base nos dados da Fecomércio-AC, segue um resumo estruturado da evolução do custo da cesta básica em Rio Branco:

Resumo da Variação do Custo da Cesta Básica
Período Valor da Cesta Variação (%) Variação (R$) Observação
Novembro/2025 R$ 708,85 Valor inicial do levantamento.
Janeiro/2026 R$ 636,99* -10,14%* -R$ 71,86* Queda acumulada entre nov/25 e jan/26.
Fevereiro/2026 R$ 583,79 -8,35% (jan-fev) -R$ 53,20 (jan-fev) Valor final da pesquisa.
Período Total (Nov/25 – Fev/26) De R$ 708,85 para R$ 583,79 -17,64% -R$ 125,06 Queda total. 42% desta redução (R$ 53,20) ocorreu em 2026.

 

Detalhes da Pesquisa e Análise
  • Metodologia: A pesquisa monitora os preços de 15 produtos alimentícios, considerando a necessidade mensal de famílias de até 3 adultos ou 2 adultos e 2 crianças.

  • Itens com Maior Queda (Nov/25 – Fev/26):

    1. Carne: -27,67%

    2. Leite: -26,75%

    3. Óleo de soja: -23,21%

    4. Café: -21,51%

  • Itens em Alta: Alguns produtos, como arroz, batata e tomate, tiveram oscilações de alta no período, mas o impacto foi superado pela forte queda nos itens citados acima.

  • Contexto e Importância: Conforme Egídio Garó, assessor da Fecomércio-AC, o acompanhamento desse custo é crucial para analisar o custo de vida e orientar políticas públicas de proteção à renda familiar, principalmente para as populações em maior vulnerabilidade social.

Os dados apontam um alívio significativo no custo de alimentação para famílias de baixa renda em Rio Branco no quadrimestre analisado, impulsionado principalmente por quedas expressivas nos preços de proteína animal (carne, leite) e de itens básicos como óleo e café.

Carne bovina, leite e café influenciaram na redução de preço. Levantamento da Fecomércio-AC tem como base preços de produtos considerando a necessidade mensal das famílias. Foto: captada 

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Acre participa de reunião do Fórum Nacional de Secretários de Assistência Social e reforça defesa do Suas em Brasília

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O Acre participou, nesta terça-feira, 10, em Brasília (DF), da reunião do Fórum Nacional de Secretários de Estado da Assistência Social (Fonseas), realizada na sede do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). O evento reuniu gestores de todo o país para alinhamento de pautas estratégicas e definição de encaminhamentos sobre o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Fórum reuniu gestores de todo o país em Brasília. Foto: Wesley Moraes/Secom

Representando o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), a chefe da Divisão de Alta Complexidade, Nair Mamed, reforçou o compromisso do Estado na defesa e qualificação das políticas sociais.

Chefe da Divisão de Alta Complexidade da SEASDH, Nair Mamed representou o Acre na reunião. Foto: Wesley Moraes/Secom

“O Fonseas é um espaço importantíssimo de gestores estaduais, para tratar de pautas relacionadas ao cofinanciamento da assistência social, no viés de responsabilidade dos entes federados e sobre o compromisso real com a proteção da população em situação mais vulnerável. O Suas só se sustenta quando há regularidade e corresponsabilidade entre União, Estados e Municípios. Quando esses pilares falham, quem sente os efeitos diretos são os usuários da política pública”, destacou.

Assessora técnico do Fonseas, Thauan Pastrello, conduziu as apresentações. Foto: Wesley Moraes/Secom

No encontro, os participantes discutiram temas considerados decisivos para a estruturação do Suas em 2026, com foco especial no financiamento, gestão do trabalho e organização dos serviços. Entre as pautas tratadas estiveram:

  • Gestão financeira do Suas: balanço de 2025 e cenário para 2026;
  • Atualização do prazo da Resolução nº 17/2024, referente às emendas parlamentares;
  • Programa Gás do Povo;
  • Cadastro Único (Portaria MDS nº 1.145/2025);
  • Regulamentação dos Serviços de Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpis);
  • Planejamento do Fonseas para 2026;
  • Anuidade do Fórum.

As apresentações técnicas foram conduzidas pelo assessor técnico do Fonseas, Thauan Pastrello, que trouxe análises sobre cada uma das pautas. Entre os assuntos debatidos estiveram a estagnação dos repasses federais desde 2014 e os desafios enfrentados pelos Estados para manter a oferta de serviços essenciais.

A vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, reforça que a participação do Acre nesse debate nacional é fundamental para fortalecer o sistema e assegurar que os investimentos cheguem à ponta, onde as famílias mais precisam.

Regulamentação das Ilpis

A presidente do Fonseas, Cyntia Grillo, destacou que a regulamentação das Instituições de Longa Permanência para Idosos é uma urgência, uma vez que a ausência de normas nacionais tem gerado conflitos entre políticas públicas e o Judiciário. Para a gestora, o avanço desse tema é fundamental para garantir atendimento adequado, evitar institucionalizações indevidas e fortalecer o trabalho técnico realizado pelo Suas.

Presidente do Fonseas, Cyntia Grillo: “Regulamentação de instituições de permanência de idosos”. Foto: Wesley Moraes/Secom

Agenda prossegue em Brasília

Nesta quarta-feira, 11, será realizada a 36ª reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), com participação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Congemas, Fonseas e CNAS, dando continuidade aos debates sobre o aprimoramento da política de assistência social no país.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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