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Israel faz novos ataques enquanto Gaza enfrenta crise de saúde pública; resolução do Brasil na ONU será discutido

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CNN-Brasil

Bombardeios deixaram ao menos 49 mortos, segundo o Ministério das Relações Interiores palestino

Israel realizou novos ataques no sul da Faixa de Gaza na madrugada desta terça-feira (17), disse o ministro das Relações Interiores palestino. Segundo ele, os bombardeios deixaram ao menos 28 mortos em Rafah, cidade que faz fronteira com o Egito, e 21 em Khan Yunis.

À CNN, o porta-voz internacional das Forças de Defesa de Israel (FDI), o tenente-coronel Jonathan Conricus, disse que “não estava ciente de ataques especificamente nessas áreas, mas eles podem ter acontecido”.

As duas cidades ao sul da região reúnem diversos civis deslocados de outras áreas da Faixa de Gaza, que tentam deixar a região pela fronteira com o Egito. O país africano fechou os portões desde o início do conflito e diversos países, entre eles o Brasil, tentam negociar e chegar a um acordo para a abertura da passagem.

Entre as pessoas que esperam em Rafah e Khan Yunis para cruzar a fronteira está um grupo de 32 brasileiros que desejam ser repatriados.

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, afirmou à CNN que a travessia dos brasileiros, assim como outros estrangeiros, depende de Israel, e é preciso pressionar o Estado para essa liberação.

A situação em Gaza é crítica. A região enfrenta uma crise humanitária e precisa de assistência internacional, segundo o chefe do gabinete de comunicação social do governo controlado pelo Hamas.

“A magnitude das vítimas, dos feridos, da destruição de unidades residenciais, infraestruturas, instalações públicas e perdas econômicas deram origem a uma crise humanitária sem paralelo em Gaza, diferente de tudo o que foi visto em agressões anteriores”, disse Salama Marouf em um comunicado.

À medida que a situação humanitária piora, “há um declínio notável na resposta internacional”, acrescentou.

Salama disse que é “urgentemente necessária” uma ação decisiva por parte da comunidade internacional para travar o que chamou de campanha de “limpeza étnica perpetrada pela ocupação contra o povo palestino”.

Nesta terça, o Conselho de Segurança da ONU a resolução da guerra de Israel do Brasil. O texto condena o Hamas, exige uma pausa humanitária e também pede a soltura de todos os reféns do grupo islâmico, mas não fala de cessar-fogo.

Na segunda-feira (16), o órgão rejeitou a resolução proposta pela Rússia. Os Estados Unidos e Reino Unido votaram contra a proposta e, como eles são membros permanentes do Conselho, com poder de veto, o texto não passou. Não havia consenso dos países sobre a sugestão.

Na avaliação do correspondente sênior de internacional da CNN, a solução do Brasil é mais equilibrada e tem mais chance de ser aprovada.

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CPMI do INSS: Viana pede a Mendonça quebra de sigilos de Vorcaro

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Imagem colorida, senador Carlos Viana na abertura da CPMI do INSS - Metrópoles

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) disse, nesta sexta-feira (13/2), que pediu ao relator do caso Master, ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a devolução ao colegiado de todos os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Esses elementos são fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI, para a consolidação das provas já colhidas e para o avanço responsável do relatório final. A Comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos com profundidade, respeito ao devido processo legal e total transparência”, destacou o senador no pedido.

Viana havia encaminhado um pedido para Toffoli, ex-relator do caso, pedindo acesso aos sigilos do Master quebrados pela Justiça. Entretanto, o ministro afirmou que só poderia disponibilizar os documentos quando a Polícia Federal (PF) finalizasse o processo.

Ele também informou que há uma audiência com Mendonça para a primeira semana após o Carnaval. “Na ocasião, trataremos pessoalmente da importância da cooperação entre os Poderes para que a CPMI possa cumprir integralmente sua missão”, ressaltou.

Vorcaro foi convocado a comparecer à CPMI do INSS em 26 de fevereiro e confirmou a presença após um acordo da defesa com o colegiado. Ele deve prestar esclarecimentos sobre fraudes envolvendo o Master.

Fraudes no INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Ministros do STF desconfiam que Toffoli gravou sessão secreta

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
ministro-dias-toffoli-durante-sessao-do-supremo-tribunal-federal-stf—metropoles–15

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) desconfiam que foram gravados pelo colega Dias Toffoli, durante reunião secreta realizada na Corte, na noite dessa quinta-feira (12/2). A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

A reunião entre os 10 ministros da Corte, realizada na sede do Supremo, tratou sobre a condução de Toffoli no caso do Banco Master. Ao fim do encontro, os magistrados divulgaram uma nota informando que Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso.

Os ministros passaram a desconfiar que foram gravados por Toffoli após a divulgação de reportagens na imprensa com relatos precisos de falas feitas durante a reunião.

O Metrópoles procurou a assessoria de imprensa do ministro Dias Toffoli e do STF, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações.


Saída de Toffoli da relatoria

  • Dias Toffoli anunciou a saída da relatoria do caso Master no STF, na noite dessa quinta-feira (12/2).
  • A decisão foi tomada após reunião com os 10 ministros para discutir relatório da Polícia Federal (PF).
  • Documento da PF cita mensagens encontradas em aparelhos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com menções a Toffoli.
  • O material é sigiloso e menciona negociações sobre um resort no Paraná ligado ao caso, o Tayayá.
  • Toffoli admitiu ser sócio do resort, mas negou relação com Vorcaro e familiares.
  • A decisão foi comunicada em nota assinada pelos 10 ministros, na qual disseram que, “considerados os altos interesses institucionais”, ficou acolhida a comunicação de Toffoli para deixar o caso.
  • A presidência do STF adotou providências processuais para extinguir a arguição de suspeição aberta após envio de relatório da PF.

Toffoli resistiu a deixar relatoria do caso

A reunião que levou à decisão do ministro Dias Toffoli de deixar a relatoria do caso Master foi tensa. Durante quase 3 horas, os 10 ministros da Corte debateram qual seria a melhor saída para o magistrado, após a Polícia Federal apresentar relatório com conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, no qual foram encontradas menções a Toffoli.

O encontro na sala da presidência começou por volta das 16h40. Fachin apresentou o documento da PF e falou sobre a Arguição de Suspeição nº 244, aberta para investigar o caso.

De acordo com a coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, a reunião teve início tenso. Toffoli não queria deixar a relatoria do caso. A defesa do ministro foi de sua imparcialidade na atuação e de que não tinha relação de amizade com Vorcaro. Os colegas insistiram acerca do desgaste. Toffoli demorou para aceitar, mas, por fim, ficou decidido que a saída tinha de ser a pedido, com a retirada da arguição de suspeição contra ele.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Educação: acordo entre órgãos federais reforça fiscalização de recursos

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Sala de aula

Órgãos federais firmaram um acordo para ampliar a fiscalização dos recursos destinados à educação básica em todo o país.

A iniciativa ocorre entre o Inep, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), por intermédio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) estabelecido para qualificar o uso de dados educacionais.

Conforme o documento, a iniciativa prevê o compartilhamento estratégico de dados e o uso de ferramentas para identificar instabilidades e prevenir fraudes na execução do orçamento.

Entre as medidas estão previstas a criação de painéis de Business Intgelligence (BI) para monitorar a execução do Plano Nacional de Educação (PNE).

Atualmente, dados como os do Censo Escolar servem de base para a distribuição de recursos a estados e municípios, incluindo verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).

A formalização deste acordo funcionará para melhorar o uso dessas informações, transformando o Censo em uma ferramenta estratégica de fiscalização e prevenção de irregularidades.

Segundo o governo federal, estão previstos cerca de R$ 230 bilhões para a educação em 2026. Com o novo acordo, os órgãos pretendem garantir que esses recursos sejam aplicados com mais transparência e eficiência, além de estabelecer a capacitação técnica de conselheiros, membros do MP e auditores.

Cada órgão arcará com as despesas relacionadas às ações previstas, conforme suas atribuições e orçamento próprio.

Pelo acordo, o Inep ficará responsável por fornecer a inteligência estatística, o CNMP orientará o Ministério Público para aprimorar os procedimentos de fiscalização e a Atricon coordenará os Tribunais de Contas no aprimoramento das auditorias.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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