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INSS vai retomar a prova de vida em 2025? Órgão esclarece
Em janeiro de 2023 houve uma mudança na forma de fazer a comprovação de vida

Desde março de 2024, o prazo para comprovação de vida é de 10 meses após a última atualização registrada, e não mais no mês de aniversário. Foto: assessoria
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu que a prova de vida, exigência anual para manutenção de benefícios previdenciários, nunca foi suspensa, desmentindo boatos que circulam nas redes sociais. O procedimento passou a ser feito automaticamente desde janeiro de 2023, por meio de cruzamento de dados em bases governamentais, eliminando a obrigatoriedade de deslocamento de beneficiários a bancos ou agências do INSS.
De acordo com o INSS, 34,6 milhões de pessoas, das 36,9 milhões elegíveis, tiveram sua prova de vida confirmada automaticamente até dezembro de 2023. Isso ocorreu por meio do monitoramento de interações do beneficiário com serviços públicos e privados, como saques bancários com biometria, atualizações no Cadastro Único (CadÚnico) e acessos ao aplicativo Meu INSS com o selo ouro.
O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, disse em nota divulgada que não haverá bloqueio de benefícios por falta de prova de vida. “A responsabilidade pela comprovação de vida é do INSS, que realiza batimentos de dados em parcerias com bases governamentais.”
Golpes e alertas aos beneficiários
Desde 2024, o INSS tem registrado tentativas de golpe envolvendo a prova de vida. Golpistas se apresentam como servidores da autarquia para arrecadar documentos ou realizar o procedimento na casa do beneficiário.
O INSS alerta que:
- Não realiza visitas domiciliares para comprovação de vida;
- Não envia mensagens por SMS solicitando informações ou com números de contato;
- O cidadão deve sempre confirmar interações por canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS ou a Central 135.
Formas de comprovação de vida
A comprovação de vida pode ser feita por diferentes interações com sistemas e serviços, como:
- Acesso ao aplicativo Meu INSS com o selo ouro;
- Realização de empréstimo consignado ou saque com biometria em bancos;
- Atualizações no CadÚnico feitas pelo responsável familiar;
- Atendimento presencial ou telemedicina para perícia médica.
- Beneficiários podem consultar a data da última prova de vida pelo Meu INSS ou na Central 135.
Mudanças no calendário
Desde março de 2024, o prazo para comprovação de vida é de 10 meses após a última atualização registrada, e não mais no mês de aniversário. Este marco permite maior flexibilidade e segurança no processo.
Beneficiários devem manter seus dados atualizados no Meu INSS e, em caso de irregularidades ou suspeitas, buscar atendimento nos canais oficiais do órgão.
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Criança morre após ser atendida em UPA no interior do Pará
Uma menina de apenas um ano e oito meses, identificada como Sofia Gabriela, morreu na noite desta quinta-feira (3) após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento.
(UPA) do Icuí, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A criança havia dado entrada na unidade de saúde com sintomas de diarreia e vômito. A morte foi confirmada pela família por volta das 20h30. Houve confusão na porta da unidade de saúde.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas.De acordo com relatos da família, a pequena Sofia começou a passar mal ainda pela manhã. Por volta das 9h, os pais a levaram até a UPA do Icuí, onde ela recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa. No entanto, segundo o pai da menina, o mecânico Matheus do Remédios dos Santos, de 22 anos, o estado de saúde da criança piorou logo após o retorno.
Diante do agravamento do quadro, a família retornou com a criança à UPA. Lá, ela foi medicada novamente e levada para a sala vermelha, área destinada a pacientes em estado grave, mas, segundo os familiares, sem o acompanhamento de nenhum responsável.
Sofia Gabriela era asmática, mas considerada uma criança saudável e ativa pela família. Os parentes afirmam não entender o que, de fato, aconteceu dentro da unidade de saúde.
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Idoso de 72 anos é preso por estupro de duas filhas após 13 anos foragido
Crimes ocorreram em Minas Gerais quando vítimas tinham 13 e 15 anos; operação conjunta entre MG e TO prendeu suspeito no Tocantins
Um homem de 72 anos foi preso nesta quinta-feira (3) em Araguaína (TO), acusado de estupro de vulnerável contra suas duas filhas, então com 13 e 15 anos. Os crimes ocorreram em Gurinhatã (MG) em 2010, e o suspeito estava foragido desde então.
A captura foi realizada por meio de compartilhamento de informações entre as Polícias Civis de Minas Gerais e Tocantins, no âmbito da Operação Protetor. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara da Infância e da Juventude de Ituiutaba (MG).
Detalhes do caso
- O nome do acusado não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas
- Ele foi localizado no norte do Tocantins e levado para a Unidade Penal de Araguaína
- Agora, aguarda transferência para Minas Gerais para responder à Justiça
O caso choca pela violência prolongada e pelo tempo de fuga do acusado, que finalmente foi alcançado pelas forças de segurança.
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Roraima: Justiça quer intensificar fiscalização de combustível de aviação
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu decisão liminar obrigando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a apresentar, no prazo de 30 dias, cronograma detalhado de fiscalização de revendedores e pontos de abastecimento de combustíveis de aviação em Roraima.
Conforme a decisão, proferida pelo juízo da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Roraima, a autarquia deve suspender as autorizações de funcionamento de todas as pessoas jurídicas que estejam operando em desconformidade com a legislação vigente ou fornecendo apoio logístico à atividade ilegal de mineração no estado.
De acordo com ação, a ANP negligenciou a fiscalização do Mapa de Movimentação de Combustível de Aviação (MMCA), deixou de promover rastreabilidade nas vendas de gasolina de aviação (AVGAS) e manteve registros de postos que sequer existiam fisicamente. Mesmo após autuações, empresas reincidentes continuaram operando sem impedimentos, em alguns casos rompendo lacres de interdição e adquirindo grandes volumes de combustível. A revendedora Pioneiro Combustíveis Ltda., por exemplo, foi citada como uma das empresas que continuaram em atividade mesmo após sanções administrativas.
Além da liminar já deferida, o MPF requer, no mérito da ação, a condenação da ANP à adoção de medidas estruturantes, incluindo: implementação de mecanismos de rastreabilidade de combustíveis de aviação; criação de sistema informatizado e transparente de controle de vendas; imposição de sanções proporcionais às infrações apuradas; atuação preventiva e não apenas reativa na repressão às irregularidades; e o pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, valor a ser revertido ao Fundo Nacional de Reparação dos Direitos Difusos.
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