Cotidiano
Incêndio em barco pode ter sido causado por fogos de artifícios disparados em carreata política
Embarcação estava no porto de Marechal Thaumaturgo fazendo a retirada de combustível quando começou o incêndio, no dia 12 de novembro. Polícia deve ouvir ainda o dono da embarcação e a organização da carreata.

Barco ficou destruído após o incêndio e o que sobrou afundou no Rio Juruá, em Marechal Thaumaturgo — Foto: Arquivo pessoal
Por Aline Nascimento
A Polícia Civil já ouviu as duas testemunhas do incêndio que consumiu um barco que transportava combustível no dia 12 de novembro no Rio Juruá, em Marechal Thaumaturgo, interior do Acre.
Segundo relato de uma das testemunhas, o incêndio pode ter sido causado por faíscas de fogos de artifícios de uma carreata política que era organizada no posto de combustível.
As pessoas ouvidas estavam no local retirando o combustível do barco para esse posto quando houve o incêndio. A polícia disse, inicialmente, que a suspeita era que um curto-circuito tivesse causado o fogo.
Na embarcação havia apenas um tripulante. No momento do incêndio, ele não ficou ferido. As chamas consumiram toda embarcação que acabou afundando no rio.
Após o relato das testemunhas, a polícia vai ouvir o dono da embarcação, do posto de combustível e também a organização da carreata para saber mais detalhes.
Fogo na embarcação
O jornalista Paulo Amorim, que estava próximo do local, disse que o tripulante fazia a retirada de combustível do barco para um posto com um motor a gasolina quando começou o fogo. Segundo Amorim, a embarcação tinha chegado de Cruzeiro do Sul.
“A perda foi só material e o combustível que estava dentro. A informação que temos é que pode ter saído uma faísca e provocado o incêndio. Ele não explodiu, só pegou fogo”, relembrou.

Fogo começou quando tripulante fazia a retirada de combustível para um posto em Marechal Thaumaturgo — Foto: Arquivo pessoal
Ainda segundo o jornalista, o dono do barco é um empresário da cidade, mas não estava no local no momento do acidente. O município não conta com equipes do Corpo de Bombeiros e o fogo foi apagado pela chuva que caia na cidade no momento do acidente.
“O barco afundou. Só tinha gasolina e pegou fogo, não vazou pro rio. O incêndio não foi maior porque uma pessoa viu quando o fogo estava indo pela bomba que transportava a gasolina para o posto e o cara cortou a mangueira”, concluiu.
Tragédia no Juruá
No dia 7 de junho do ano passado, um barco explodiu quando era abastecido por um caminhão-pipa com 5 mil litros de gasolina que seriam levados em vasilhas para o município acreano de Marechal Thaumaturgo. Além do combustível, a embarcação também levaria os passageiros e outras cargas.
A explosão resultou na morte de seis pessoas e deixou mais 12 feridos. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil do Acre investigaram as causas da explosão.
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Médica alerta para aumento de síndrome respiratória grave em Rio Branco e reforça importância da vacinação
Pneumologista Célia Rocha destaca que maioria dos internados e óbitos é de pessoas não imunizadas; doses contra Influenza e Covid-19 estão disponíveis na rede pública

“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou a médica pneumologista Célia Rocha. Foto: captada
Com o aumento de casos de síndrome respiratória grave em Rio Branco, a médica pneumologista Célia Rocha fez um alerta à população, na tarde desta quarta-feira (11), sobre a importância da vacinação contra a Influenza e a Covid-19. Segundo ela, as doses já estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da capital.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, os registros de casos graves de doenças respiratórias vêm crescendo nas últimas semanas, o que acende um sinal de alerta entre os profissionais de saúde.
Em mensagem direcionada à população, a pneumologista destacou que a maior preocupação é com as pessoas que não se imunizaram.
“Os casos de síndrome respiratória grave estão aumentando muito e o que mais preocupa é que a maioria das pessoas que estão ficando internadas ou que, infelizmente, estão chegando a óbito, são justamente aquelas que não se vacinaram”, afirmou.
A médica reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra complicações causadas pelos vírus respiratórios, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou.
Célia Rocha também orienta que a população procure uma unidade de saúde o quanto antes para garantir a imunização e reduzir os riscos de agravamento da doença.
“Passa num postinho hoje mesmo. Se cuidem”, concluiu.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o cenário também indica crescimento da doença. Somente em 2026 já foram 14.370 casos de SRAG notificados, segundo o boletim.
Desse total:
- 35% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório
- 43,1% tiveram resultado negativo
- 14,4% ainda aguardam resultado laboratorial
Entre os casos positivos registrados neste ano, os vírus mais identificados foram:
- Rinovírus: 40%
- Influenza A: 20%
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 17%
- Vírus sincicial respiratório: 13,6%
- Influenza B: 1,7%
Os dados do InfoGripe indicam ainda que a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada principalmente entre idosos. Entre as mortes registradas no período analisado, a maior parte foi associada à Covid-19, seguida pela influenza A.

Vacinas contra Influenza e Covid-19 já estão disponíveis em todas as unidades de saúde da capital. Foto: ilustrativa
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Educação do Acre realiza oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado

Ao todo, 16 agentes terrirtoriais participaram da oficina. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realiza até a próxima sexta-feira, 13, no prédio da secretaria, oficina para agentes territoriais no âmbito do novo programa do governo federal, o Pronacampo. Além da oficina, também está sendo realizada a primeira Jornada Pedagógica da Educação do Campo, no auditório da Biblioteca Pública.
A chefe do Departamento de Educação do Campo da SEE, professora Maria Clara Geraldo Siqueira, explica que a Jornada Pedagógica está sendo ofertada para representantes dos núcleos. “Convidamos os assessores que acompanham as escolas do campo e eles vieram participar dessa formação e quando retornar eles serão agentes multiplicadores”, afirma.
“Paralelo a isso, está acontecendo a oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo, que é uma política adotada pelo MEC e que vai trazer ações para ampliar e qualificar a oferta da educação do campo. Essa oficina está sendo oferecida para 16 agentes territoriais”, explicou.
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado. “Eles estão participando de oficinas de direitos humanos, de educação especial, de educação ambiental e, agora, de letramento digital”, disse.

Professora Maria Clara Siqueira: “ampliar e qualificar oferta da educação do campo”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Maria Clara faz questão de destacar que os agentes não são professores, são pessoas da comunidade e que estão engajados nos movimentos sociais. “Eles passaram por uma seleção, por entrevista e foram selecionados para atuar como agentes do Pronacampo”, frisou.
“Então, eles irão atuar nas ações que o Pronacampo disponibilizar para a educação do campo e a gente vai ter um centro de referência e vamos ter os recursos para essas ações e os agentes estarão ao longo de todo o território, então eles farão uma espécie de articulação”, destacou.
Entre os agentes territoriais que participam da oficina está Rodrigo de Paiva Soares, que atuará nos municípios de Rio Branco e Bujari. Para ele, a oficina tem sido uma experiência enriquecedora para a aprendizagem e para a compreensão de como operacionalizar a política pública da educação do campo.
“É preciso ter um projeto para a escola que foque em melhorar estruturas, ensino e qualidade de vida para a comunidade e, nesse sentido, seremos um elo entre município, Estado, sociedade civil organizada e comunidade, fazendo uma interlocuação para fomentar as políticas voltadas para os territórios”, disse.

Rodrigo Soares: “elo entre municípios, governo e comunidade”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Diretoria do Humaitá regulariza os atacantes Davi e Marcos Rudwere

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