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Igreja Assembleia de Deus de Rio Branco rompe com a convenção de Belém, dos Câmara, e pode criar nova entidade

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Evandro Cordeiro

“Vocês são os primeiros a saber: nós desligamos da CADB”, disse o longevo presidente da octogenária Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Rio Branco, do altar e durante o culto desta segunda-feira,12, transmitido ao vivo pela ADTV 44.1 e Internet. Ele comunicava que a maior congregação evangélica do Acre rompeu com a Convenção da Assembleia de Deus do Brasil, que é presidida pelo acreano Samuel Câmara, que vem a ser cunhado da deputada federal eleita Antônia Lúcia (Republicano), tida como ferrenha adversária política, casada com Silas Câmara, deputado federal reeleito no Amazonas, e ex-presidente da Bancada Evangélica na Câmara Federal.

Pastor Silas e Antônia Lúcia Câmara, ele deputado pelo Amazonas, ela no Acre

Observadores dizem que o relacionamento entre a AD Rio Branco e a CADB nunca foi pleno de paz, visto que também nunca deixou de ser notório que, apesar da mão estendida de Luiz Gonzaga e diversos acenos pela paz com os Câmaras, Antônia Lúcia manteve-se como empecilio a essa aliança.

Os Câmaras comandam a CADB porque comandam as Assembleias de Deus no Amazonas e no Pará, mas não limitam seus interesses. A Assembleia de Rio Branco, portanto, continuará sendo um enorme obstáculo ao domínio da família Câmara, vaticinam lideranças crentes, surpresas com a notícia.

Líder inconteste da denominação, o pastor Luiz Gonzaga de Lima ouviu dos membros da congregação um sonoro “amém”, que está On Demand no canal youtube.com/adriobranco. “A decisão é irreversível”, diz o pastor Antônio Klemer, que dirige a Comunicação da Igreja, ao ser questionado pelo AcreNews.

Samuel Câmara, presidente da Convenção Nacional das Assembléias de Deus Belém

Dirigente do Ministério de Comunicação Assembleiano, o pastor Antônio Klemer, um jornalista muito conhecido no Acre e famoso no Brasil como humorista, depois de trabalhar com Chico Anisio e Tom Cavalcante, diz que assim como foi comunicado à membrezia, “assim é a realidade da nossa saída; que não se reveste de maior nem menor importância do que quando de nossa chegada à CADB. Foi consequência natural de uma relação madura. É bíblico que tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, disse, usando a referência do livro de Eclesiastes, cuja autoria se atribue ao Rei Salomão.

Fato é que a Assembleia de Deus em Rio Branco cresceu e se expandiu muito desde 2019; abriu mais de 20 novas filiais para além das fronteiras do Acre, consolidou congregações tanto na Bolívia como no Peru e missões na África, como também nos municípios do Acre, na própria capital e em Goiânia, a capital de Goiás. O pastor Antônio Klemer nega que exista “estratégia pronta para adesão a outras associações”, mas pondera que a igreja esteja se transformando em uma nova convenção.

Samuel Câmara e pastor Luiz Gonzaga: eles não são mais do mesmo ministério

“Nossas relações nunca foram de dependência convencional, mas de colaboração e reciprocidade para o fortalecimento do evangelho de Jesus e da Igreja do Cordeiro. Assim, a Assembleia de Deus em Rio Branco permanecerá onde sempre esteve, na dependência exclusiva do Senhor e da força do Seu poder”, finalizou o chefe das comunicações da igreja.

 

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Acre

Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco

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Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

O nível do Rio Acre apresentou elevação significativa ao longo deste domingo (11) e chegou a 10,89 metros em Rio Branco, conforme medição realizada às 15h e divulgada pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com o boletim, às 5h34 o manancial marcava 10,44 metros. Ao longo do dia, o nível subiu gradualmente, alcançando 10,60 metros às 9h, 10,75 metros ao meio-dia e 10,89 metros no período da tarde, totalizando um aumento de 45 centímetros em pouco mais de nove horas.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 35,60 milímetros de chuva na capital, volume que contribuiu diretamente para a elevação do rio. Apesar da subida, o Rio Acre permanece abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A cota de transbordo é de 14 metros.

O boletim é assinado pelo coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira

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Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364

Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.

Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.

Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.

O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.

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Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB

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Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada 

O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.

Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.

Contexto da articulação:
  • Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);

  • O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;

  • A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.

Outros nomes femininos em evidência:

Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:

  • Socorro Neri

  • Antônia Lúcia

  • Fernanda Hassem

  • Márcia Bittar

  • Vanda Milani

  • Perpétua Almeida

  • Shirley Torres

  • Charlene Lima
Análise política:

A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.

As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.

A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.

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