Acre
Hospital de Brasiléia está na UTI e Sindmed denunciará o caso a OEA
Os representantes do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) constataram em visita realizada na manhã de sexta-feira que o hospital regional de Brasiléia funciona sem equipamentos básicos para as urgências e emergências, sem raio-X, sem ventilação nas salas, sem a correta esterilização de materiais cirúrgicos, sem médicos e enfermeiros em quantidade suficiente para atender a demanda.
Os sindicalistas ainda constataram que o próprio Departamento de Vigilância Sanitária do Estado condena a unidade de saúde ao informar que existe o “risco de infecção do sítio cirúrgico”, mostrando ainda que o laboratório de análises clínicas precisa de interdição por necessitar de desinfecção urgente.
Para o presidente do Sindmed, José Ribamar Costa, o hospital de Brasiléia se encontra em situação de abandono e descaso por parte do poder público, comprometendo a qualidade de todo o atendimento realizado por falta de equipamentos e investimento adequado.
“A unidade de saúde está passível de interdição ética por parte do Conselho Regional de Medicina, porque a estrutura física es de equipamentos está muito comprometida. Na maternidade, o aparelho que detecta os batimentos do bebe apresenta defeito. Ele [o médico] deve ficar muito inseguro, porque ele precisa ter a certeza de que o bebe está evoluindo corretamente para o parto”, protestou o sindicalista.
No estabelecimento, todas as paredes apresentam infiltrações, as macas e outros equipamentos utilizados até na sala de parto estão enferrujados.
Com a falta de climatização, ventiladores comuns são usados para refrescar o ambiente interno, jogando bactérias e outros micro-organismos para dentro da unidade de saúde.
A falta de higiene é aparente até em bebedouros sujos e enferrujados, em macas sem lençóis e os colchões se encontram rasgados, facilitando as contaminações.
Os poucos condicionadores de ar instalados estão quebrados e muitas salas sem janelas acabam se transformando em verdadeiras saunas aos pacientes e servidores.
A falta do raio-X causou a paralisação de parte dos atendimentos do setor de ortopedia que precisa encaminhar os casos de fratura para Rio Branco.
Por falta de lugar apropriado, uma pia está servindo para armazenar ataduras que serão utilizadas.
Os pacientes estão sendo obrigados a trazer de casa lençóis para garantir o mínimo de conforto, mas até os assentos dos vasos sanitários se encontram danificados, podendo gerar mais contaminações.
As portas encardidas e sem pinturas completam um cenário que parece de abandono de um hospital que atende ainda as demandas de pacientes de Assis Brasil, Epitaciolândia e do país vizinho, Cobija.
O presidente do Sindmed informou que já levou o caso do hospital de Brasiléia ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informando que a unidade chegou a ser interditada no início de 2012 por problemas estruturais causados pela inundação.
“O caso de Brasiléia será um entre outros que o Sindmed e a Federação Nacional dos Médicos encaminharão à Organização dos Estados Americanos com o objetivo de mostrar a situação precária do Sistema Único de Saúde”, finalizou José Ribamar.
Assessoria Sindmed
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Acre
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Acre
Com Bocalom no comando, PSDB acreano se reestrutura e prepara chapas competitivas para 2026
Partido, que vivia ostracismo na política local, agora articula pelo menos seis nomes para federal, incluindo a primeira-dama Kellen Bocalom; definição das candidaturas sai até sábado

Do esquecimento ao protagonismo: PSDB renasce no Acre sob liderança de Tião Bocalom
O PSDB acreano, que nos últimos anos figurou como coadjuvante no cenário político do estado, volta a ganhar destaque com a chegada do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ao comando da sigla. A mudança de direção, que afastou o deputado estadual Luiz Gonzaga da liderança partidária, deu lugar a uma reestruturação completa da executiva e à formação de chapas competitivas para as eleições de 2026.
A movimentação, que vinha sendo especulada nos bastidores, ganhou forma nos últimos dias. Segundo informações divulgadas pela imprensa da capital na manhã desta segunda-feira (30), o partido articula ao menos seis nomes com reais chances para disputar uma vaga na Câmara Federal. Entre eles, figura a primeira-dama de Rio Branco, Kellen Bocalom, que pode ser a representante feminina da legenda na disputa.

Para o partido Tucano, Bocalom pode escalar, na luta por uma cadeira na Câmara Federal, o ex-deputado federal Chicão Brígido, como um nome apontado por um grupo do agronegócio acreano. Foto: captada
Mudança de comando e corrida contra o tempo
A definição das chapas começou com certo atraso devido à transição na presidência estadual do partido. Com a saída de Luiz Gonzaga e a entrada do grupo de Bocalom, toda a executiva foi renovada. Agora, sob o comando do prefeito da capital, o PSDB trabalha para lançar duas frentes eleitorais: uma para deputado estadual e outra para deputado federal.
O calendário eleitoral, no entanto, impõe um prazo curto. A expectativa é que até o próximo sábado ambas as chapas estejam completamente definidas.
Disputa acirrada por vaga na Câmara Federal
Para a composição da chapa federal, Bocalom costura alianças com diferentes setores e avalia nomes com experiência em cargos eletivos. Entre os cotados estão:
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Carlos Beirute – ex-vereador e médico
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Chicão Brígido – ex-deputado federal
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João Marcos Luz – ex-vereador
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Um nome indicado por um grupo do agronegócio
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Kellen Bocalom – primeira-dama de Rio Branco
A inclusão de um nome ligado ao setor produtivo reflete a estratégia do partido de ampliar sua base de apoio no interior e dialogar com diferentes forças econômicas do estado.

O ex-vereador DE Rio Branco João Marcos Luz estará na disputa com pelo menos cinco pessoas com chances, inclusive uma mulher, que seria a primeira dama, Kellen Bocalom. Foto: captada
Expectativa para os próximos dias
Com a definição iminente, o PSDB busca consolidar um palanque forte para as eleições de 2026, apostando na capilaridade do grupo de Bocalom e na oxigenação da legenda após anos de baixa visibilidade. A expectativa entre os aliados é que o partido volte a ocupar um papel de protagonismo no cenário político acreano.
Destaques:
- PSDB reestruturado articula ao menos seis candidaturas para federal
- Kellen Bocalom é cotada como possível nome feminino na chapa
- Tião Bocalom assume comando do partido e promove renovação na executiva
- Definição das chapas ocorrerá até o próximo sábado, conforme calendário eleitoral
A movimentação ocorre em meio a um cenário de indefinição na política estadual, com articulações para a sucessão de Gladson Cameli e reorganização de forças na oposição e na base aliada. O PSDB, que ensaiava um protagonismo nacional nos anos 1990 e 2000, tenta se reposicionar no Acre após um período de esvaziamento político.

Para o time Tucano de Bocalom, pode escalar na luta por uma cadeira na Câmara Federal a primeira dama, Kellen Bocalom. Até o próximo sábado, não só a chapa de federal, mas a estadual também será conhecida. Foto: captada
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Acre
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