Maria Eliete da Silva dos Santos, de 27 anos, chegou a ser agredida com socos e chutes antes de levar as facadas. Crime ocorreu em Mâncio Lima, interior do Acre

Maria Eliete da Silva dos Santos, de 27 anos, foi morta com várias facadas em Mâncio Lima — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Por Iryá Rodrigues, G1 AC

A jovem Maria Eliete da Silva dos Santos, de 27 anos, morreu após ser agredida com socos e chutes e levar várias facadas. O crime ocorreu na Rua do Porto, em Mâncio Lima, no interior do Acre.

A Polícia Civil informou que o principal suspeito do crime é o marido dela, Adair José Alves Silva, de 31 anos. O crime deve ser investigado como feminicídio.

O delegado responsável pelo caso, Obetâneo dos Santos, disse que a motivação do crime seria porque Silva não aceitava o fim do relacionamento. A mulher chegou a ser atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o hospital da cidade.

Por conta da gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para o Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, mas não resistiu e morreu. Maria tinha três filhos com o suspeito.

“De acordo com os primeiros levantamentos, o autor do delito estava em processo de separação com a companheira e, pelo fato de não aceitar a situação, decidiu praticar o delito. Ela estava em Cruzeiro do Sul e ligou para ele dizendo que iria para Mâncio Lima buscar os filhos, ele pediu que ela fosse”, contou o delegado.

A mulher teria pedido que algum familiar de Silva fosse levar as crianças até o táxi, e ele pediu que ela mesma descesse para buscar. Foi quando ele iniciou as agressões contra a vítima.

“Quando ela desceu do carro, ele segurou no cabelo dela e começou a dar socos. Ela conseguiu segurar na porta do carro, o taxista tentou sair do local e a mulher acabou caindo logo mais na frente. O autor continuou as agressões, depois pegou uma faca e começou a aplicar os golpes contra ela com facão”, complementou o delegado.

A polícia chegou a fazer buscas por Silva, mas até esta quarta-feira (4) ele não foi localizado. “Estou reduzindo a termo os depoimentos e todo levantamento para confeccionar a argumentação do pedido de prisão preventiva. Mas, nós vamos prendê-lo, sem dúvida”, concluiu Santos.

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