O ministro da Economia, Paulo Guedes – Foto: Divulgação/PR
Por Basília Rodrigues, CNN

Não há mais ligação direta com Rodrigo Maia e a equipe econômica porque agora o governo tem base e articulação política. É a explicação dada por auxiliares do ministro Guedes. A interlocutores, o ministro afirmou não ser “nada pessoal, mas funcional”.

Um encontro recente de Maia com governadores do Nordeste foi apontado como estopim do clima ruim entre os dois por tratar da destinação de uma fatia do futuro IVA (imposto sobre valor agregado) para um fundo de desenvolvimento regional que poderia chegar a R$ 485 bilhões em dez anos. O governo prefere que esse fundo seja abastecido com recursos do pré-sal, o que gera insegurança nos governadores.

Maia chegou a afirmar, ao final do encontro, que o Congresso será o árbitro para inclusão do fundo na reforma tributária, e que não adiantava o diálogo do governo federal com governadores.

Guedes, de acordo com interlocutores, afirma que precisa evitar o que ocorreu na crise da saúde, em que a União bancou as perdas de arrecadação dos Estados e Municípios. O ministro diz estar procupado com proteger as futuras gerações sem recriar outra lei Kandir, que alimenta o discurso de estados pela compensação de perdas.

Como a apuração da CNN mostrou, auxiliares da equipe de Guedes confirmaram nesta sexta-feira que, dentro da casa, agora conversam apenas com o líder da Câmara, Ricardo Barros. Por sua vez, em entrevista exclusiva à CNN, Rodrigo Maia afirmou que, dentro do governo, conversa com o ministro da secretaria de governo, Luís Eduardo Ramos.

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