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Grupo condenado por executar gestante de 14 anos tem sentença mantida

Por maioria absoluta dos votos de seus desembargadores, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) indeferiu recurso interposto por Warlem da Silva Batista, Leandro Melo Tavares, Edmar Vieira da Silva, Sanderson da Silva Lima e Ueldel Yuri Rodrigues de Melo contra a sentença do Juízo da Vara Única de Mâncio Lima, que os condenou a 126 anos de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e participação em organização criminosa.
Os cinco são acusados de um crime hediondo que abalou o município de Mâncio Lima pela brutalidade com que foi cometido. Em 2019, eles invadiram uma residência na periferia da cidade e mataram com dois tiros, um deles na cabeça, a adolescente Rosiane Silva de Souza, de 14 anos, que estava no sétimo mês de gestação. Na mesma ocasião, tentaram matar Anderson Silva, companheiro da vítima e, segundo a polícia, o verdadeiro alvo do grupo. Com a decisão, os assassinos continuarão cumprindo pena no Presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, onde estão recolhidos desde a condenação.
De acordo com inquérito policial instaurado pelo delegado José Obetânio, da Delegacia Geral de Polícia de Mâncio Lima, Rosiane Silva de Souza estava no local e na hora errados, já que o alvo do ataque era seu companheiro, Anderson Silva, supostamente ligado a uma facção rival, que conseguiu sobreviver ao atentado.
Na noite de 31 de outubro de 2019, o casal, que morava na Rua Nova, no bairro Anselmo Maia, estava em casa, já deitado para dormir, quando o imóvel foi invadido por um grupo armado. Diversos disparos foram efetuados contra Anderson, mas Rosiane, que estava ao seu lado, foi atingida na cabeça e em um dos braços, morrendo no local. Anderson levou dois tiros e sobreviveu. Os cinco acusados foram identificados, presos e, ao serem julgados, condenados a 25 anos, 2 meses e 12 dias de prisão cada um.
Diante da condenação, a defesa dos réus interpôs recurso contra a decisão, alegando que os jurados votaram contra as provas constantes dos autos, e pleiteou a nulidade do julgamento ou a redução das penas. O relator do processo, após breve análise, votou pelo desprovimento da Apelação Criminal.
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PM evita “tribunal do crime” em Marechal Thaumaturgo e resgata três vítimas mantidas em cárcere
Quatro suspeitos foram detidos; grupo pretendia julgar e punir vítimas por furto de celular; anotações apontam cobrança de dívidas do tráfico

Um dos envolvidos percebeu a presença policial e alertou os demais, provocando correria dentro da residência. Ainda assim, os militares conseguiram conter os suspeitos. Foto: captada
Uma ação rápida da Polícia Militar evitou o que poderia terminar em violência grave na tarde desta terça-feira (17), no município de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá. Quatro pessoas foram detidas suspeitas de participação em um chamado “tribunal do crime”, prática ilegal associada a facções criminosas.
Segundo informações repassadas pela PM, os agentes chegaram até o local após denúncia. Ao se aproximarem do imóvel, no bairro Poeirinha, houve uma tentativa de fuga em massa. Um dos envolvidos percebeu a presença policial e alertou os demais, provocando correria dentro da residência. Ainda assim, os militares conseguiram conter os suspeitos.
No interior da casa, três pessoas eram mantidas contra a própria vontade. Elas estavam sendo acusadas de envolvimento no furto de um telefone celular e aguardavam a decisão do grupo, que, conforme apurado, previa punições físicas como forma de “disciplina” .
Entre as vítimas, estava uma mulher que havia ido ao local na tentativa de proteger o irmão. Mesmo afirmando acreditar na inocência dele, ela chegou a se comprometer a arcar com o prejuízo do aparelho desaparecido para evitar agressões .
Suspeita confessa participação em facção
Durante a abordagem, uma das suspeitas assumiu participação na organização criminosa e relatou que teria recebido ordens para conduzir o “julgamento”. Ela também revelou atuar na cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico de drogas na região. Com ela, os policiais encontraram anotações que somavam mais de R$ 7 mil em débitos atribuídos a terceiros .
Dois adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos. Todos, juntamente com as vítimas, foram encaminhados à delegacia da cidade para os procedimentos legais .
Alerta da PM
O caso segue sob investigação, e a Polícia Militar reforçou a importância da participação da população no combate ao crime, destacando que denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 190 .
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Polícia Civil prende mulher condenada a mais de 11 anos por tráfico de drogas e associação criminosa em Manoel Urbano
Investigação teve início em 2023 com denúncias anônimas; durante busca, foram apreendidas cocaína, crack, munições e carabina adulterada

A ação evidencia a eficácia do trabalho investigativo e o cumprimento das decisões judiciais pela instituição. Foto: captada
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Manoel Urbano, reafirma seu compromisso no combate ao tráfico de drogas e à criminalidade organizada e destaca que, na última terça-feira (17), oficiais investigadores de polícia civil efetuaram a prisão de uma mulher identificada pelas iniciais J.R.S., de 31 anos, condenada pela Justiça a mais de 11 anos de reclusão e detenção pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de munição. A ação evidencia a eficácia do trabalho investigativo e o cumprimento das decisões judiciais pela instituição.
As investigações conduzidas pela PCAC, por meio da Delegacia-Geral de Manoel Urbano, tiveram início após denúncias anônimas que indicavam que uma residência localizada no bairro São Francisco estaria sendo utilizada como ponto de comercialização de entorpecentes. A partir disso, equipes policiais passaram a monitorar o local, constatando intensa movimentação de usuários, característica típica de pontos de venda de drogas, o que reforçou os indícios de atividade ilícita.
Apreensões
No dia 30 de junho de 2023, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os policiais civis lograram êxito em localizar e apreender porções de cocaína e crack, munições de calibre .22 e uma carabina de pressão adulterada. A ação é resultado direto do trabalho técnico e estratégico dos oficiais de polícia civil, que atuaram de forma precisa para reunir provas materiais contundentes.
Além dos materiais apreendidos, a investigação também contou com a análise de aparelhos celulares encontrados na residência. Os dispositivos continham mensagens e imagens que comprovavam a negociação, preparo e comercialização das drogas, fortalecendo o conjunto probatório apresentado à Justiça. Esse trabalho minucioso reforça a capacidade investigativa da Polícia Civil do Acre no enfrentamento ao tráfico.
Durante o processo, a acusada alegou desconhecimento das atividades criminosas, versão que foi confrontada pelas provas reunidas. Conforme apontado nos autos, ela admitiu ter ciência da existência da arma e da prática de tráfico realizada por seu companheiro no imóvel. O magistrado destacou, inclusive, o elevado grau de culpabilidade, ressaltando como agravante o fato de os crimes ocorrerem no ambiente familiar, onde a ré vivia com o próprio filho.
Pena
Na sentença, a Justiça estabeleceu a pena de 10 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de tráfico e associação, além de 1 ano e 2 meses de detenção pela posse irregular de munição, somando ainda o pagamento de 1.445 dias-multa. O regime inicial fixado foi o fechado.
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Homem com tornozeleira eletrônica é preso por tráfico de drogas em Cruzeiro do Sul
Suspeito tentou fugir ao avistar viatura e foi capturado após perseguição no bairro João Alves

imagem ilustrativa

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