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Greve do INSS completa um mês no Acre e beneficiários dormem em frente à agência para conseguir atendimento: ‘Humilhante’
Com a paralisação, são disponibilizadas apenas 20 fichas para atendimento por dia.

Operador de máquinas passou a noite em frente a agência do INSS em Rio Branco para conseguir atendimento — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica
A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completa um mês nesta quinta-feira (28) no Acre. A situação tem gerado insatisfação e reclamações por parte dos beneficiários, que precisam dormir na frente da agência para conseguir uma ficha de atendimento.
É o caso do operador de máquinas Jussenberg Ribeiro da Silva, que chegou agência central do INSS em Rio Branco às 21h dessa quarta (27) para tentar fazer sua atualização cadastral e resolver a situação da mãe de 91 anos que está com benefício suspenso.
“Vim resolver sobre o dinheiro que eu ganho, de um acidente e da minha mãe também, que cortaram tudo. Minha mãe tem 91 anos, é viúva, vive acamada, ficou recebendo do meu pai e dela e cortaram agora. Então eu vim para resolver esse problema. Fiquei aqui em pé, do lado de fora, amanheci o dia aqui. Acho incrível isso, a gente trabalha pra caramba e quando precisa do INSS ele vira as costas pra gente. Acho isso humilhante demais”, reclamou.
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Produtor rural Francisco Alberto Silvino também dormiu em frente à agência para conseguir ficha de atendimento — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica
O produtor rural Francisco Alberto Silvino é morador do Bujari, no interior do estado, e contou que chegou por volta das 18h dessa quarta na agência do Centro de Rio Branco para tentar pegar uma ficha para outra pessoa.
“Cheguei 18h para ajudar uma senhora, porque quando ontem pela parte da manhã vim com ela e o rapaz disse que não tinha mais fichas, que só eram 20. Como ela não pode, eu vim ontem à noite para poder conseguir essa ficha para ela. Passei a noite aqui em frente mesmo do INSS, pegando sereno, com medo, mas tem que enfrentar esse desafio, porque senão não consegue. Acho isso muito absurdo, as pessoas que estão no poder têm que ajudar os que necessitam”, disse.
Um dos coordenadores do movimento grevista, o técnico de seguro social José Margarido disse que a categoria ainda espera negociação com o governo sobre suas demandas.
Ele contou que o movimento, nos últimos dias, sofreu um “baque” após a informação de que haveria desconto na folha de pagamento dos servidores. Mas, que a categoria voltou a se fortalecer, levando em consideração a importância das pautas.
“A nível nacional, a entidade tem se manifestado em todas as superintendências, tem buscado outros canais de atuação, como visita ao Congresso Nacional para expor aos parlamentares a situação do INSS, e isso tem surtido efeito. Tanto que ontem tivemos convite para participar de uma reunião com o ministro da Previdência, onde ele ventilou que no próximo encontro vai abrir mesa de negociação para discutir as pautas que a categoria reivindica”, afirmou.
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Greve do INSS completa um mês no Acre — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica
Os servidores do INSS pedem reposição salarial e contratação de pessoal. E, segundo Margarido, o movimento tem também levado à sociedade o conhecimento sobre as condições precárias em que a Previdência Social se encontra.
“Essa greve tomou proporções muito maiores do que a gente imaginava. Uma greve que seria para reposição salarial, contratação de pessoal, na verdade, hoje significa para nós uma greve pela Previdência Social, para combater o sucateamento que nossa casa, o INSS, tem passado nos últimos anos. Milhares de pessoas em casa que não têm nem a quem reclamar, que foram empurradas para um atendimento remoto que não funciona, precarizado, o segurado acaba pagando por serviços que lhe eram fornecidos aqui. Então, o governo tem que sensibilizar com isso.”
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Polícia Civil prende segundo envolvido na morte de jovem no bairro Sibéria, em Xapuri
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Xapuri, cumpriu nesta segunda-feira, 2, mandado de prisão contra mais um envolvido no assassinato de Ruan Pablo da Silva Franco, de 22 anos. O crime ocorreu no início do mês de fevereiro, no bairro Sibéria, no município.

O preso, identificado pelas iniciais R.T.A.S., de 20 anos, é apontado pelas investigações como o condutor da motocicleta utilizada na ação criminosa. Conforme apurado pela equipe policial, ele teria conduzido o veículo que se aproximou da vítima no momento em que o executor efetuou diversos disparos de arma de fogo na região da cabeça de Ruan Pablo, que morreu ainda no local.
As investigações avançaram após a primeira prisão realizada no dia 12 de fevereiro, quando os policiais civis prenderam um homem conhecido como “Maikin”, de 23 anos, apontado como o autor dos disparos.
No decorrer das diligências, os investigadores também localizaram e apreenderam a motocicleta usada no crime. O veículo estava escondido em uma área de mata, na tentativa de dificultar o trabalho policial e ocultar provas.
Com a segunda prisão, a Polícia Civil reforça que o inquérito segue em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio, bem como identificar possíveis outros envolvidos na ação criminosa.
Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL
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Homem é preso por participação na morte de Damião Sales em Cruzeiro do Sul
Crime ocorreu durante bebedeira com uso de drogas; dois suspeitos já detidos e um continua foragido

Um homem de 24 anos, identificado como Uelisson, conhecido por “Biti”, foi preso neste domingo (1º) pela Polícia Militar do Acre por participação na morte de Damião Silva Sales, de 36 anos, ocorrida no mesmo dia, em Cruzeiro do Sul. A vítima foi encontrada enforcada e o corpo jogado em um igarapé na Vila Lagoinha, conforme informações policiais.
Outro suspeito, identificado como Antônio Célio Silva Pereira, de 25 anos, se entregou espontaneamente à Polícia Militar e confessou participação no crime. Um terceiro acusado, conhecido como Derli, segue foragido e é procurado pelas autoridades.
Segundo relatos colhidos durante a investigação, o crime ocorreu após uma confraternização com uso de bebida alcoólica e drogas entre os envolvidos. Conforme relato de Célio, após um desentendimento, Damião teria ido até sua casa, retornado com um terçado e, em seguida, foi derrubado por um soco desferido por Célio. O suspeito então teria tomado o terçado da vítima, usado sua camisa para asfixiá-lo e, em seguida, lançado o corpo no igarapé no início do Ramal dos Caracas. Testemunhas informaram que Uelisson teria filmado parte dos acontecimentos e auxiliado no transporte do corpo até o local onde foi abandonado. Uelisson, contudo, negou participação direta no homicídio, afirmando que só tomou conhecimento dos fatos depois de ocorridos, mas foi mantido preso pelas autoridades.
O caso está sob investigação da Polícia Civil do Acre, que busca esclarecer a dinâmica completa dos fatos e localizar o terceiro envolvido. A vítima foi identificada oficialmente após a localização de seu corpo no igarapé, e a ocorrência segue em andamento com os procedimentos legais cabíveis.
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Casal é agredido e assaltado por grupo na Gameleira, em Rio Branco
Vítimas relatam ataque de cerca de 15 pessoas; caso é investigado pela Polícia Civil

Um casal foi vítima de agressão e assalto na madrugada do último domingo (2), no Calçadão da Gameleira, no Segundo Distrito de Rio Branco. O crime é investigado pela Delegacia de Roubos e Extorsões.
De acordo com as vítimas, eles saíam de um bar na região quando foram abordados por um grupo com cerca de 15 pessoas. Os suspeitos afirmaram integrar o “Bonde dos 13” e acusaram o casal de pertencer a uma facção rival. Em seguida, iniciaram as agressões com socos e chutes.
“Eles diziam que nós éramos de uma facção rival, quando na realidade somos trabalhadores e estávamos no local para nos divertir”, afirmou o marido.
O casal relatou que passou a noite de sábado na área central e decidiu retornar para casa na madrugada. Ao se dirigirem ao ponto onde a motocicleta estava estacionada, foram cercados e atacados.
As vítimas sofreram lesões e procuraram atendimento médico. O homem ficou com hematomas pelo corpo e dificuldade de locomoção. A mulher também apresentou marcas das agressões.
Após o espancamento, o grupo roubou pertences pessoais e levou a motocicleta do casal, utilizada como meio de transporte da família para o trabalho. Testemunhas presenciaram a ação, mas não intervieram por receio de represálias.
A Polícia Civil do Acre busca imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região, inclusive do programa Rio Branco Mais Segura, para identificar os envolvidos e esclarecer o caso. O casal registrou ocorrência e as investigações seguem em andamento.

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