Cotidiano
Grêmio esbanja eficiência e bate Internacional pelo Campeonato Brasileiro

Grêmio x Internacional – Comemoração de Luis Suárez(Lucas Bubols/Onzexpress)
Lance
Gre-Nal 439 teve a presença de quase 40 mil torcedores na Arena
Jogando na Arena, o Grêmio sobrou diante do Internacional, na noite deste domingo (21), em Gre-Nal válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Em confronto de número 439 na história, a ideia de jogo baseada em saídas rápidas para o ataque, aliada a eficiência nas conclusões, foi fatal para os anfitriões construírem o elástico placar de 3 a 1 no clássico de Porto Alegre.
O resultado, além de trazer uma nova dose de instabilidade ao trabalho de Mano Menezes, serviu para o Tricolor subir para a 10ª posição com 11 unidades. O Colorado, por sua vez, parou na 15ª colocação com sete pontos conquistados.
TRAVE DE UM LADO, ÂNGULO DO OUTRO
Em duelo bastante aberto e com alto grau de movimentação nos dois sistemas ofensivos logo nos primeiros minutos, Johnny assustou a meta de Gabriel Grando quando Luiz Adriano fez bem o trabalho de pivô e carimbou o travessão gremista em chute na altura da meia-lua. Porém, do outro lado, o ‘detalhe’ que faltou ao Inter sobrou em categoria para o Grêmio na primeira oportunidade que Luiz Suárez teve de bater em gol.
Após bola retomada na altura do meio-campo, o uruguaio se livrou da marcação e, mesmo de longe, bateu de chapa bola que foi no ângulo esquerdo de um Keiller que até tentou o que seria uma defesa de caráter milagroso, mas não alcançou. Placar inaugurado na Arena ainda com seis minutos de jogo.
ESTRATÉGIAS BEM DESENHADAS
Mesmo atuando na condição de visitante, a posse de bola e atitude mais proativa na busca pelo controle da partida, logo depois do gol, veio por parte do Colorado.
A dificuldade ficava por conta da forte marcação imposta do lado gremista, especialmente, pela recomposição onde Suárez era a única figura de maior liberdade para ser o responsável na retomada da posse e armação de possíveis contra-ataques, algo que ocorreu de maneira rara na etapa inicial. Com esse panorama, tanto Gabriel Grando como Keiller se tornaram, nesse período da partida, figuras que apareciam bem menos no confronto, já que as finalizações capazes de fazer ambos trabalharem diminuíram bastante.
IMORTAL AINDA MAIS CONFORTÁVEL
Compensando a falta de volume ofensivo com disputas mais assertivas que davam a ‘segunda bola’ constantemente para seu lado, o Grêmio se valeu disso para ampliar a dianteira no clássico por intermédio de Villasanti. Após corte parcial de Campanharo nas proximidades da grande área do Inter, o paraguaio ganhou duas disputas antes de sair cara a cara com Keiller e bater cruzado, rasteiro, para fazer mais uma vez o torcedor explodir na Arena.
É bem verdade que o lado tricolor no Gre-Nal voltou do intervalo disposto a respeitar a estratégia que tinha funcionado na primeira parte do jogo: recuar suas linhas e, na base da transição rápida, se aproveitar dos espaços que o adversário deixaria com sua ideia de jogo voltada ao ataque na busca para se recuperar da desvantagem.
Entretanto, essa ideia de jogo se tornou ainda mais necessária quando Kannemann exagerou na força quando tentou desarmar Pedro Henrique, acertou apenas o atacante do Inter e recebeu o segundo cartão amarelo. Com a consequente expulsão, o Imortal ficou com um homem a menos ainda aos sete minutos.
Dentro do que poderia (e tinha a intenção de) fazer com dez jogadores, o posicionamento do Grêmio acabou sendo certeiro na hora de roubar a posse e sair com velocidade onde Suárez tratou de levantar a cabeça para servir Bitello.
Aparecendo na grande área, o meio-campista cortou pro meio e bateu forte, no alto, fugindo do alcance de Keiller em lance ocorrido com 20 minutos de etapa complementar, 3 a 0.
Com a partida dem uma reta final onde o Grêmio buscava manter a concentração e o Internacional tentava ao menos diminuir a larga desvantagem, quem se saiu melhor foi o Colorado. Após cobrança de escanteio, aos 42 minutos, Johnny cabeceou no canto oposto de Gabriel Grando que sequer se mexeu, vendo a bola balançar as redes para o chamado ‘gol de honra’ do Inter.
FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
GRÊMIO 3 x 1 INTERNACIONAL – 7ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data e hora: 21/05/2023 – 18h30 (de Brasília)
Público: 39.438
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Inês Back (ambos SP)
Cartões amarelos: Kannemann (GRE); Campanharo (INT)
Cartões vermelhos: Kannemann (GRE)
GOLS: Luis Suárez (6’/1°T) (1-0), Villasanti (30’/1°T), (2-0), Bitello (19’/2°T) (3-0), Johnny (42’/2°T) (3-1)
GRÊMIO (Técnico: Renato Portaluppi)
Gabriel Grando; Bruno Alves (Gustavo Martins, no intervalo), Bruno Uvini e Kannemann; Fábio (Thomas Luciano, aos 38’/2°T), Villasanti, Carballo, Bitello (Cuiabano, aos 24’/2°T), Cristaldo (Galdino, aos 13’/2°T) e Reinaldo; Luis Suárez (Vina, aos 38’/2°T).
INTERNACIONAL (Técnico: Mano Menezes)
Keiller; Rômulo (Jean Dias, aos 30’/2°T), Rodrigo Moledo (Wanderson, aos 14’/2°T), Mercado e Thauan Lara; Gustavo Campanharo (Nico Hernández, aos 29’/2°T), Johnny, Mauricio (De Pena, no intervalo) e Alan Patrick; Pedro Henrique e Luiz Adriano (Alemão, aos 20’/2°T).
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Crise no Republicanos do Acre escancara divisão entre aliados de Gladson e projeto de Alan Rick
Roberto Duarte afirma que partido já tem nomes para duas vagas federais e três estaduais, mas não revela candidatos por medo de “cooptação” segunda o parlamentar

O presidente estadual do Republicanos no Acre, confirmou que a chapa do partido para deputado estadual nas eleições de 2026 não contará com nenhum dos atuais parlamentares da legenda. Foto: captada
Durante agenda oficial em Brasiléia e Epitaciolândia, últimos dois dias (19/20), onde se reuniu com lideranças, como também o prefeito Carlinhos do Pelado (PP) e o líder Sérgio Lopes (PL), o presidente estadual do Republicanos no Acre, deputado federal Roberto Duarte, confirmou que o partido não dará legenda para a reeleição dos atuais deputados estaduais Clodoaldo Rodrigues, Tadeu Hassem e Gene Diniz.
Duarte afirmou que o Republicanos já tem nomes definidos para disputar — e eleger — duas vagas na Câmara Federal e três na Assembleia Legislativa, mas não revelou as identidades por receio de que sejam “cooptados” por adversários, segundo o parlamentar. A estratégia indica uma renovação forçada na bancada estadual do partido, que busca ampliar sua representação sem repetir os titulares atuais.

A filiação de Alan Rick ao Republicanos, vem produzindo novos capítulos no tabuleiro político do Acre e gesto de lealdade ao governador Gladson e à vice Mailza. Foto: captada
Em entrevista ao jornalista Luis Carlos (Crica), Duarte afirmou que o Republicanos já tem chapas prontas para eleger deputados federais e estaduais no estado, não revelou os nomes e a declaração sinaliza uma renovação na bancada estadual da legenda e aponta para uma disputa interna acirrada nas prévias do partido.
Nos bastidores da política, o clima no Republicanos é de ruptura, e não há como disfarçar. A filiação do senador Alan Rick ao partido, celebrada com pompa e presença de figuras nacionais da legenda, também serviu para escancarar quem está dentro… e quem está fora do novo projeto político da legenda no acre.
Os três deputados estaduais do Republicanos na Assembleia Legislativa: Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, simplesmente não apareceram ao evento de filiação do pré-candidato ao governo Alan Rick. A ausência foi tudo, menos casual. Nos corredores da Aleac, a leitura é unânime: foi um gesto claro de lealdade ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis, que será a candidata do grupo ao governo em outubro.
A ligação dos três deputados do Republicanos com o Palácio Rio Branco não é de hoje. Todos têm raízes no Progressistas, partido de Gladson e Mailza. O deputado Clodoaldo tem a esposa, Delcimar Leite, como vice-prefeita de Zequinha Lima (PP) em Cruzeiro do Sul. Gene Diniz é irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, também do PP. Já Tadeu Hassem é irmão da ex-prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, outro nome forte da sigla, cotada para disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

Roberto Duarte, em agenda na fronteira, afirma que chapas para federal e estadual já estão definidas, mas oculta nomes para evitar “cooptação”. Foto: captada
Fidelidade politica tem preço
O presidente estadual do Republicanos já tinha deixado claro na época da filiação do senador Alan Rick de quem não estivesse alinhado teria que buscar outro abrigo partidário para tentar a reeleição. Traduzindo: ou seguem o novo comando, ou ficam sem a legenda em 2026.
Nos bastidores, a avaliação é que a saída dos três parlamentares é só uma questão de tempo. A relação com o governo Gladson segue firme, e há quem aposte que o Progressistas abrirá as portas para recebê-los, afinal, o grupo é o mesmo, e a lealdade, nesse jogo, ainda conta muito.
Como diz o ditado, ainda há muita água para rolar por debaixo dessa ponte. E, no Acre, o rio da política costuma mudar de curso de uma hora para outra.

Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, mantém lealdade politica ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis. Foto: captada
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Governo federal lança programa “Esperançar Chico Mendes” para integrar cultura e meio ambiente na Reserva Extrativista Chico Mendes
Acordo “Esperançar Chico Mendes” reúne MMA, Ministério da Cultura, ICMBio e Iphan para valorizar saberes tradicionais e fortalecer gestão socioambiental

O acordo terá vigência de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos. Foto: captada
O governo federal firmou nos dias 19 e 20 de janeiro o acordo de cooperação técnica “Esperançar Chico Mendes”, voltado à integração de políticas de cultura e meio ambiente e ao fortalecimento da gestão socioambiental em territórios de povos e comunidades tradicionais, com atuação prioritária na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.
A iniciativa envolve o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério da Cultura, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é identificar, reconhecer e valorizar modos de vida, saberes e expressões culturais associados à conservação da natureza, promovendo a proteção do patrimônio biocultural da região.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, o acordo estabelece uma atuação integrada entre os órgãos federais para articular políticas públicas voltadas à proteção dos territórios tradicionais e ao reconhecimento das práticas sociais que historicamente contribuem para a conservação ambiental. As ações incluem educação ambiental e patrimonial, fortalecimento de organizações comunitárias, promoção do turismo de base comunitária e incentivo à economia da sociobiodiversidade, com protagonismo de mulheres e jovens.
Na avaliação da secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, a parceria reforça a integração entre agendas ambientais e culturais. “A integração entre cultura e meio ambiente é o caminho para a proteção dos direitos das populações cujas formas de viver historicamente protegem os recursos da natureza”, afirmou.
Um dos instrumentos previstos é o uso do Inventário Nacional de Referências Culturais, ferramenta que possibilita o registro participativo de práticas, saberes e memórias associadas à identidade, à gestão socioambiental e à memória dos territórios. Segundo os ministérios envolvidos, o inventário servirá de base para ações de salvaguarda do patrimônio cultural e para o planejamento de políticas públicas nos territórios tradicionais.
Na Reserva Extrativista Chico Mendes, o turismo de base comunitária vem sendo adotado como ferramenta de valorização do território e de geração de renda, ampliando alternativas econômicas ligadas à sociobiodiversidade. A proposta prevê participação social como eixo central, com ações voltadas ao reconhecimento e à valorização do patrimônio cultural e socioambiental.
O acordo terá vigência de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas. A iniciativa também prevê a ampliação das ações para outras unidades de conservação de uso sustentável e territórios tradicionais em diferentes regiões do país.
A expectativa do governo federal é que a integração entre cultura e meio ambiente contribua para o fortalecimento da gestão dos territórios, para a geração de renda em bases sustentáveis e para o reconhecimento institucional dos modos de vida de povos e comunidades tradicionais, com impactos diretos na conservação ambiental e na permanência dessas populações em seus territórios.
Com vigência de quatro anos, o Esperançar Chico Mendes será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas. A iniciativa prevê ainda a ampliação das ações para outras unidades de conservação de uso sustentável e territórios tradicionais em diferentes regiões do país.
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Latrocínio cai 76% no Acre entre 2017 e 2025, segundo dados da Polícia Civil
Casos caíram de 25 em 2017 para 6 em 2025; alta inicial foi atribuída a conflitos entre facções, mas tendência é de redução consistente

Taxa por 100 mil habitantes baixou de 3,01 para 0,72; pico ocorreu durante guerra de facções, mas números vêm recuando desde 2019. Foto: captada
O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) registrou queda consistente no Acre entre 2017 e 2025, conforme dados divulgados pela Polícia Civil do estado. O número de casos passou de 25 em 2017 para apenas 6 em 2025, uma redução de 76%. A taxa por 100 mil habitantes caiu de 3,01 para 0,72 no mesmo período.
Segundo o relatório, o pico registrado em 2017 e 2018 (com 25 e 20 casos, respectivamente) está relacionado ao início da guerra entre facções criminosas no estado. A partir de 2019, entretanto, os números começaram a cair de forma contínua: 13 (2019), 12 (2020), 8 (2021), 6 (2022), 4 (2023) e apenas 1 caso em 2024, antes de um leve aumento para 6 em 2025.
A análise sugere que, mesmo com uma pequena oscilação no último ano, a tendência de redução se mantém, refletindo um cenário de menor letalidade em roubos no estado.
Evolução anual dos casos:
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2017: 25 (início do conflito entre facções)
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2018: 20
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2019: 13
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2020: 12
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2021: 8
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2022: 6
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2023: 4
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2024: 1 (menor número da série)
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2025: 6 (leve alta, mas ainda 76% abaixo de 2017)
Análise da Polícia Civil:
O relatório destaca que o pico de 2017–2018 coincidiu com o início da guerra entre facções criminosas no estado. Desde então, a redução gradual reflete a estabilização do conflito e a efetividade de ações integradas de segurança.
Fatores contribuintes:
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Fortalecimento da inteligência policial e investigações especializadas;
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Aumento da sensação de risco entre criminosos, que evitam homicídios para não atrair atenção;
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Expansão do uso de rastreamento e bloqueio de celulares roubados.
Apesar da queda no latrocínio, outros crimes violentos – como homicídios simples e roubos a estabelecimentos – ainda pressionam a segurança pública no estado.
A Polícia Civil vai intensificar operações em pontos críticos de roubo (como terminais de transporte e vias de fuga) para evitar que a leve alta de 2025 se consolide em 2026.
O número de latrocínios em 2025 (6 casos) é o segundo menor da série histórica, atrás apenas de 2024 (1 caso), indicando que a tendência de queda se mantém mesmo com oscilações pontuais.

Em 2018, foram 20 mortes por latrocínio. Já em 2019, caiu para 13. O ano de 2020, registrou 12 casos. Desceu para 8 em 2021, caiu para 6 em 2022 e 4 em 2023. Em 2024, apenas um registro, voltando a subir em 2025, com seis mortes violentas.

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