Brasil
Governo vai distribuir quase 70 mil camisinhas durante o carnaval
Do G1, em São Paulo
Ação ainda terá jingles e anúncios em outdoors, ônibus, táxis e aeroportos. Arte gráfica para abadás e bandanas poderá ser impressa pelos estados.
O Ministério da Saúde enviou 68,6 milhões de preservativos aos estados e municípios do país para serem distribuídos no período de carnaval. O lançamento da campanha “A vida é melhor sem Aids. Proteja-se. Use sempre a camisinha” foi feito na quinta-feira (31) no Rio de Janeiro e contou com a presença de autoridades, artistas, agentes de saúde e lideranças de 16 favelas cariocas.
A iniciativa também terá anúncios em outdoors, ônibus, táxis, esteiras de aeroportos, pontos de ônibus e balões. Três jingles foram produzidos para serem veiculados nas rádios – um em ritmo de axé, outro de samba e outro de frevo.
Além disso, o governo preparou uma arte gráfica para abadás, camisetas, bandanas, adesivos, bandeiras, cartazes, garrafinhas e outros objetos. O material poderá ser impresso pelos estados e municípios.
Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Dirceu Greco, é preciso reforçar que o uso do preservativo deve ser um hábito, capaz de evitar o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), e pode até melhorar a relação sexual – e não piorá-la, como muitas vezes acredita o imaginário popular.
O público-alvo da campanha é a população sexualmente ativa, que, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, não viu tantas personalidades morrerem de Aids nos anos 1980. Atualmente, a doença mata 12 mil pessoas por ano no Brasil.
Pesquisas divulgadas pelo governo nos últimos anos apontaram uma queda no uso da camisinha de 58% para 49%, em todas as faixas etárias e nas relações casuais.
Testagem rápida
Nesta sexta-feira (1º), terminou a ação “Fique Sabendo” para testes rápidos de HIV, hepatites B e C no estacionamento do Casarão dos Prazeres, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Rio. Desde quarta-feira (30), também foi oferecida vacina contra hepatite B à comunidade local.
Com uma gota de sangue retirada do dedo, o resultado sai em 30 minutosm, e a pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame.
O governo também incentiva que outros municípios e estados participem dessa mobilização para o diagnóstico precoce da Aids. A meta é que as pessoas que vivem com o HIV e não sabem – cerca de 150 mil indivíduos – conheçam sua situação sorológica e recebam tratamento adequado.
Segundo o ministério, entre 2005 e 2012, houve um aumento de 430% no número de testes oferecidos, passando de 528 mil para 2,8 milhões. O Fique Sabendo está disponível em Unidades Básicas de Saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento e ambulatórios, além de ocorrer eventualmente em praças, feiras e eventos específicos. Além dos testes rápidos, o serviço distribui camisinhas, gel lubrificante e material informativo.
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Líder do PT aciona PRF e tenta interromper caminhada de Nikolas

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), e o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolaram um pedido de providências à Prolícia Rodoviária Federal (PRF) para interromper a caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que segue de Paracatu (MG) até Brasília (DF), onde planeja chegar domingo (25/1).
No documento, os deputados afirmam que a manifestação ocorre em uma rodovia federal de tráfego intenso, com uso indevido do acostamento, invasão da pista de rolamento e indícios de pouso de helicópteros nas margens da estrada. Para eles, a situação configura uma conduta “grave, inaceitável e irresponsável”, que exige intervenção imediata do poder público.
Na segunda-feira (19/1), o parlamentar mineiro iniciou a chamada “caminhada pela liberdade”. Até agora, 22 parlamentares de direita se uniram a Nikolas.
Segundo os parlamentares petistas, o ato foi feito sem comunicação prévia às autoridades e expõe participantes e motoristas a riscos à vida e à integridade física.
“Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, disse Lindbergh.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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PGR arquiva pedido para impedimento de Toffoli no Caso Master

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedido de deputados da oposição para que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixe a relatoria do Caso Master.
Os parlamentares representaram à PGR pedido de impedimento e suspeição para afastar Toffoli devido viagem realizada pelo ministro a Lima, no Peru, em 28 de novembro, em aeronave de advogado que trabalha para um dos investigados na ação.
Os deputados federais Adriana Miguel Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) questionaram denúncias que colocam Toffoli na mesma aeronave em que estava o advogado Augusto Arruda Botelho, advogado do diretor de compliance do Master e investigado, Luiz Antônio Bull.
A PGR entendeu, no entanto, que “o caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, disse Gonet no arquivamento, datado do último dia 15.
Mal-estar
- O Caso Master tem provocado mal-estar dentro do STF devido ao desgaste de imagem da Corte.
- Ainda assim, o ministro do STF Dias Toffoli tem comentado com pessoas próximas e com outros ministros que não cogita deixar a relatoria do caso Banco Master.
- Toffoli, segundo apurou o Metrópoles, reforçou a essas pessoas que não há motivos para se declarar impedido ou suspeito no inquérito que tramita na Corte, hoje alvo de críticas de alguns setores da política em Brasília.
- O ministro tem reiterado que sua condução no processo busca evitar alegações futuras de nulidade e que não há parcialidade na condução do caso — citando, inclusive, que avocou à Suprema Corte os processos relacionados ao tema justamente para evitar questionamentos posteriores.
Com as repercussões pela atuação no caso e com os recentes fatos publicados pelo Metrópoles na coluna de Andreza Matais acerca do Resort Tayayá, construído pela família do ministro, crescem as pressões para que o ministro deixe o caso. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, antecipou a conclusão das férias para tratar da crise e tem conversado sobre um Código de Ética.
Toffoli tem sido pressionado ainda por segmentos da política e foi alvo de reclamações de delegados da Polícia Federal (PF), especialmente após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, quando determinou que as provas obtidas na operação ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não da autoridade policial.
Por decisão de Toffoli, quatro peritos da PF poderão acompanhar a extração de dados e a perícia das provas. Delegados, entretanto, avaliam que essa atribuição deveria caber ao setor responsável dentro da própria corporação, e não ao ministro. Um dos peritos indicados atuou no caso Lava Jato, e as investigações do caso foram prorrogadas por mais 60 dias.
Inquérito
Relator do processo na Corte, Toffoli concordou com pedido da PF para a prorrogação do inquérito, que tramita em sigilo.
“Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 (sessenta) dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu o ministro em decisão de sexta-feira (16/1).
Os itens apreendidos, como telefones, computadores e outros aparelhos, inicialmente ficariam “lacrados” e “acautelados” na sede da Corte. Em seguida, no entanto, Toffoli mudou de entendimento e determinou que a custódia passasse à PGR.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Receita aposta em "cobrança amigável" para arrecadar mais. Entenda

A Receita Federal estima arrecadar cerca de R$ 200 bilhões em 2026 com a chamada “cobrança amigável”, estratégia que prioriza a autorregularização de contribuintes com débitos tributários e busca reduzir disputas judiciais.
A expectativa foi apresentada nesta quinta-feira (22/1) pelo secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, e integra um plano do governo para ampliar a arrecadação sem elevar impostos.
Segundo Barreirinhas, a iniciativa representa uma mudança de postura do fisco, que deixa de atuar apenas de forma repressiva para antecipar problemas, orientar contribuintes e evitar litígios.
A ideia é estimular o pagamento espontâneo de tributos antes da abertura de processos administrativos ou judiciais, considerados mais caros e demorados para o Estado.
Em 2025, a arrecadação com medidas de conformidade tributária chegou a R$ 177,5 bilhões, acima dos R$ 171,2 bilhões registrados em 2024.
Para 2026, a projeção é de novo avanço, impulsionado pela ampliação dos mecanismos de autorregularização e pelo uso mais intenso de dados para identificar inconsistências fiscais.

O plano prevê, tratamento mais cooperativo para contribuintes que cometem erros ou deixam de pagar tributos de forma não intencional e endurecimento contra devedores contumazes, considerados reincidentes e estratégicos na inadimplência.
A Receita avalia que essa diferenciação é essencial para aumentar a eficiência da cobrança e melhorar o ambiente de negócios.
A estimativa de arrecadação ocorre em meio à pressão do governo para cumprir as metas fiscais previstas no novo arcabouço, especialmente para 2026, quando a equipe econômica trabalha com a promessa de superávit primário.
Com resistência no Congresso Nacional a novos aumentos de impostos, o reforço no caixa por meio da recuperação de créditos é visto como uma das principais alternativas para equilibrar as contas públicas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
