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Governo sanciona lei que impede a guarda compartilhada em casos de risco de violência doméstica

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Juiz deve indagar previamente ao Ministério Público e às partes sobre situações de violência que envolvam o casal ou os filhos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que altera o Código Civil para incluir o risco de violência doméstica ou familiar como um empecilho ao exercício da guarda compartilhada dos filhos. A nova legislação estabelece que, antes de decidir sobre o assunto, o juiz deve indagar previamente o Ministério Público e as partes interessadas sobre eventuais situações de violência doméstica ou familiar que envolvam o casal ou os filhos. A lei nº 14.713, de 30 de outubro, foi publicada nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União e já está em vigor.

Com nova redação, o texto destaca que, quando não houver acordo quanto à guarda do filho e pai e mãe estiverem aptos a cuidar da criança ou adolescente, será aplicada a guarda compartilhada, exceto nos casos em que um dos genitores declarar que não deseja a guarda ou “quando houver elementos que evidenciem a probabilidade de risco de violência doméstica ou familiar”.

Fica a cargo do magistrado responsável pelo caso perguntar ao Ministério Público e aos envolvidos se existe algum risco de violência. Em caso positivo, ele deve fixar um prazo de cinco dias para que a pessoa apresente provas ou indícios pertinentes.

A nova lei se junta a outras iniciativas do governo federal voltadas às mulheres. Em março, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, foi lançado um pacote de medidas que inclui, entre outras iniciativas, a regulamentação da cota de 8% da mão de obra para mulheres vítimas de violência doméstica em contratações públicas na administração federal direta, em autarquias e em fundações, bem como a criação do programa Mulher Viver sem Violência, que visa integrar e ampliar os serviços públicos destinados às mulheres em situação de violência.

Em julho, foi sancionada a lei que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir a igualdade salarial entre mulheres e homens que exerçam a mesma função. Já em setembro, o governo criou o selo “Empresa Amiga da Mulher” para incentivar a inclusão feminina no mercado de trabalho, em especial de mulheres que foram vítimas de violência doméstica e familiar.

Mais recentemente, na quarta-feira passada (25), o governo federal lançou a iniciativa Brasil sem Misoginia, coordenada pelo Ministério das Mulheres. O objetivo é mobilizar a sociedade brasileira para enfrentar o ódio, feminicídios e a violência doméstica, moral e sexual contra as mulheres, além de estimular práticas de proteção, acolhimento e segurança.

Violência contra a mulher no Brasil

Segundo a 4ª edição da pesquisa “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto Datafolha neste ano, 35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no Brasil em 2022; 28,9% das mulheres, o equivalente a 18,6 milhões, relataram ter sido vítimas de algum tipo de violência ou agressão, o maior percentual da série histórica do levantamento.

O estudo destaca ainda que 50.962 mil mulheres sofreram violência diariamente em 2022 — o equivalente a um estádio de futebol como o Beira Rio, em Porto Alegre (RS), lotado. Em média, as mulheres sofreram quatro agressões ao longo do último ano. No caso das mulheres divorciadas, a média sobe para nove agressões em 2022.

Canais de denúncia

Em caso de violência doméstica e ameaça, procure ajuda:

 Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180;
 Disque Denúncia — 197 ou (61) 98626-1197 (WhatsApp);

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Jovem fica ferida após colisão entre motocicletas na Avenida Ceará, em Rio Branco

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Vítima sofreu fratura exposta no tornozelo e foi socorrida em estado estável

Uma jovem identificada como Larissa Silva Pinto, de 21 anos, ficou ferida após uma colisão entre duas motocicletas registrada nesta quarta-feira (25), na Avenida Ceará, no bairro Estação, em Rio Branco.

Larissa estava como passageira em uma motocicleta modelo Honda CB Twister, de cor vermelha, utilizada como transporte por aplicativo.

De acordo com informações, o veículo seguia no sentido centro-bairro quando o condutor tentou desviar de uma Yamaha Factor 125, de cor prata. Durante a manobra, a Twister acabou colidindo na traseira da outra motocicleta, fazendo com que ambos os veículos caíssem.

Com o impacto, a jovem sofreu uma fratura exposta no tornozelo direito, além de uma leve queimadura na perna.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, prestou os primeiros atendimentos no local e encaminhou a vítima ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.

Policiais do Batalhão de Trânsito estiveram na ocorrência e realizaram os procedimentos de praxe para apurar as circunstâncias do acidente.

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Diretor de escola em Marechal Thaumaturgo é preso por assédio sexual contra adolescente

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Polícia investiga outras denúncias semelhantes envolvendo o mesmo suspeito; diretor pagou fiança e responderá em liberdade

Um diretor de uma escola do município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, foi preso em flagrante, na última segunda-feira (23), por suposto assédio sexual contra uma adolescente no interior da instituição. O caso foi denunciado por um grupo de alunas à Polícia Militar do Acre (PMAC), que levou à prisão do suspeito.

A Polícia Civil investiga denúncias semelhantes envolvendo outras vítimas adolescentes.

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, da Polícia Civil de Marechal Thaumaturgo, as adolescentes procuraram o comando da PM relatando o assédio. Segundo o delegado, a vítima abordada pelo diretor recusou-se a ir à sala dele, mas o homem assobiou e fixou o olhar em suas partes íntimas ao sair.

Novas vítimas

Algumas vítimas já foram ouvidas, e outras foram intimadas para depoimentos ao longo da semana. Na terça-feira (24), mais uma adolescente de 13 anos confirmou ter sido assediada pelo mesmo diretor em período anterior.

O diretor pagou fiança e foi liberado, mas responderá a processo criminal.

“Vamos apurar todos os fatos para que condutas imorais e ilegais não fiquem impunes”, disse o delegado Laurentino.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos fatos e verificar se há outras vítimas do suposto assediador dentro da unidade escolar.

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Marechal Thaumaturgo, as adolescentes procuraram o comando da PM relatando o assédio. Foto: captada 

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Delegado-geral destaca avanços da PCAC com conciliações e novo núcleo digital

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Nesta quarta-feira, 25, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, concedeu uma série de entrevistas às emissoras de TV locais para destacar duas importantes ações desenvolvidas pela instituição, reforçando o compromisso com a modernização dos serviços e a promoção da justiça social no estado.

Durante as entrevistas, o gestor enfatizou a realização da 1ª Semana de Conciliações, promovida pelo Núcleo Pacificar, que ocorre entre os dias 23 e 27 de março. A iniciativa tem como objetivo ampliar a resolução de conflitos de forma consensual, por meio da realização de mais de 130 audiências de conciliação e mediação, conduzidas simultaneamente nas cinco regionais de Rio Branco e também nos municípios de Capixaba, Feijó, Porto Acre, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

A ação integra a política institucional de incentivo à cultura da paz e à solução célere de conflitos, evitando a judicialização desnecessária e proporcionando maior agilidade na resolução de demandas entre as partes envolvidas.

Outro tema abordado pelo delegado-geral foi a recente criação do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), instituído por meio de portaria nesta semana. A nova estrutura representa um avanço significativo no enfrentamento à criminalidade no ambiente virtual, ampliando a capacidade investigativa da Polícia Civil diante das novas dinâmicas do crime.

Ações integram estratégia de modernização e eficiência da segurança pública no Acre. Foto: assessoria/ PCAC

O Noad tem como missão identificar, monitorar e analisar atividades criminosas praticadas em redes sociais, aplicativos de mensagens e demais plataformas digitais. Entre os principais focos de atuação estão o combate ao crime organizado, crimes contra crianças e adolescentes, além da prevenção e repressão a ataques em ambientes educacionais e outras práticas de alta gravidade.

“As ações da Polícia Civil do Acre têm avançado tanto no fortalecimento da cultura da conciliação, com iniciativas como a Semana de Conciliações, quanto na modernização das investigações, a exemplo da criação do NOAD. Estamos atentos às novas modalidades criminosas e trabalhando de forma estratégica para proteger a sociedade acreana”, destacou Dr. José Henrique Maciel.

As duas iniciativas demonstram o empenho da instituição em atuar de forma integrada, preventiva e tecnológica, promovendo tanto a pacificação social quanto o enfrentamento qualificado da criminalidade contemporânea.

Fonte: PCAC

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