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Governo realiza treinamento de novos servidores do Idaf

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O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), realiza durante esta semana o treinamento de 15 novos profissionais do seu quadro efetivo. A equipe, formada por engenheiros agrônomos e florestais, participou da capacitação, que tem como foco trabalhar a execução prática de defesa vegetal em todo o estado. O evento se estende entre os dias 8 e 10, no período da manhã e tarde, na sede do Idaf, em Rio Branco.

Desde o início da gestão, o governador Gladson Cameli assumiu o compromisso com o serviço público de reforçar o quadro efetivo de servidores do Estado. Os novos profissionais do Idaf passam a compor a equipe da pasta, que atua em diversas áreas da defesa agropecuária no estado. Além de agrônomos e engenheiros florestais, foram contratados também médicos veterinários.

O diretor técnico e presidente em exercício do Idaf, Jessé Monteiro, destaca que há algum tempo a pasta necessitava de novos servidores e que o curso e a chegada dos profissionais é importante para a instituição. “Vamos realizar outras ações envolvendo também os médicos veterinários e os técnicos em agropecuária, para passar os conhecimentos técnicos, atribuições dos cargos e apresentar o papel do instituto”, afirmou.

O gestor ressalta ainda que o conhecimento transmitido aos novos concursados irá promover a agropecuária do Acre, que passa a ter profissionais qualificados a atuar em todas as regionais.

Alex Braga, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Idaf, afirma que os novos servidores vão conhecer melhor a atuação da instituição através desse treinamento. “Nós somos um guardião do agronegócio acreano, desde a soja e o milho, que estão sendo inseridos no estado, e também na parte animal, com a pecuária. Estamos passando conhecimento a esses agrônomos, sobre as principais pragas e doenças dessas culturas, e também como realizar a prevenção e erradicação dessas doenças vegetais”, observou.

O conhecimento técnico é importante para combater as pragas e doenças que atingem as produções do estado. Foto: José Caminha/Secom

A programação do curso inclui a prevenção e erradicação da monilíase, doença que ataca a produção de cupuaçu e cacau; das pragas da banana, grandes culturas e agrotóxicos, entre outros assuntos. Além disso, serão também ministradas aulas práticas, que vão ensinar o manejo dessas doenças, os protocolos de vistorias e visitas técnicas na área da defesa agropecuária, além do preenchimento de documentos e procedimentos administrativos.

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Rio Branco registra chuva 124% acima da média em janeiro, com 645 mm e 12 mil pessoas afetadas pela cheia

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Defesa Civil alerta que nível do Rio Acre pode chegar a 15,5 m em fevereiro; janeiro de 2026 já é o mais chuvoso dos últimos seis anos

O dia com maior volume de precipitação foi 13 de janeiro, quando choveu 84,40 mm ao longo de aproximadamente nove horas. O segundo maior registro ocorreu no dia 5, com 74,60 mm. Foto: captada

Rio Branco encerrou janeiro com 644,9 milímetros de chuva, volume 124,3% superior à média histórica para o mês, que é de 287,5 mm. De acordo com a Defesa Civil Municipal, este foi o maior acumulado para janeiro nos últimos seis anos, superando até mesmo o registrado em janeiro de 2025 – quando choveu 210 mm – em 207,1%.

A intensidade das precipitações contribuiu para agravar a cheia que já atinge mais de 12 mil pessoas na capital acreana. Apenas nos primeiros 12 dias de janeiro foram registrados cerca de 220 mm, ultrapassando 76,6% do total esperado para o mês ainda no dia 14. Os dias de maior volume foram 13 de janeiro, com 84,40 mm em nove horas, e 5 de janeiro, com 74,60 mm.

Para fevereiro, a previsão é de 300,1 mm de chuva. O coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, alertou que os altos volumes podem manter os níveis do Rio Acre e dos igarapés elevados nas próximas semanas. “Estamos no começo de fevereiro e ainda temos todo o mês e também março pela frente. O rio pode chegar perto de 15,5 metros, baixar um pouco e voltar a subir. Existe, sim, a possibilidade de outros transbordamentos, que podem ser mais fortes do que os atuais”, afirmou.

Destaques do monitoramento:
  • Janeiro/2026: 644,9 mm (207,1% a mais que janeiro/2025, que teve 210 mm)

  • Dia mais chuvoso: 13 de janeiro (84,40 mm em nove horas)

  • Previsão para fevereiro: 300,1 mm (acima da média de 280 mm)

Alerta da Defesa Civil:

O coordenador Cláudio Falcão afirmou que o Rio Acre pode chegar a 15,5 metros em fevereiro – patamar próximo ao recorde histórico de 15,42 m de 2015 – e que novas cheias “podem ser mais fortes” que as atuais.

Situação atual:

A capital já tem 27 bairros afetados, 631 famílias desabrigadas e um abrigo em funcionamento no Parque Wildy Viana. O nível do rio segue acima da cota de transbordamento (14 m).

O excesso de chuvas está associado ao fenômeno La Niña, que intensifica a estação úmida na Amazônia, e ao aquecimento global, que torna eventos extremos mais frequentes. A Defesa Civil mantém prontidão 24h e pode ativar novos abrigos. A prefeitura estuda reforçar a contenção de margens em pontos críticos como o igarapé São Francisco.

Se confirmada a previsão de cheia próxima a 15,5 m, Rio Branco viveria a maior inundação em 11 anos, com potencial de afetar áreas que não alagam desde 2015 – incluindo regiões mais centrais e comerciais da cidade.

O monitoramento pluviométrico também indicou que, somente nos primeiros 12 dias do mês, já haviam sido registrados cerca de 220 mm de chuvas. Foto: captada 

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Mortes no trânsito no Acre dispararam mais de 50% em 2024 e superam médias nacional e da Região Norte

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Dados de 2024 mostram aumento acentuado de óbitos no estado; especialistas alertam para urgência em políticas de fiscalização e educação no trânsito

O total representa crescimento frente a 2023 (34.881 mortes) e consolida o quinto ano consecutivo de alta desde 2019. Foto: captada 

O Acre figurou entre os estados com maior crescimento proporcional de mortes no trânsito em 2024, ao registrar alta de 52,69% em relação ao ano anterior. Os dados, do Ministério da Saúde, colocam o estado entre os piores desempenhos do país e ajudam a elevar a média da Região Norte, que fechou o ano com aumento de 15,71%, bem acima da média nacional de 6,5%.

No recorte nacional, 37.150 pessoas morreram em acidentes de trânsito em 2024, o que equivale a 102 óbitos por dia. O total representa crescimento frente a 2023 (34.881 mortes) e consolida o quinto ano consecutivo de alta desde 2019.

Na Região Norte, o avanço das mortes é associado a um conjunto de fatores estruturais e comportamentais. Pesam, sobretudo, a expansão recente da motorização, a precariedade da infraestrutura viária, com predominância de rodovias de pista simples, e vias urbanas planejadas para o transporte individual, além de baixa fiscalização de condutas de risco. Além do Acre, o Amazonas também apresentou crescimento expressivo, de 28,47%.

Motociclistas em maior risco

Em todo o país, motociclistas continuam como o grupo mais vulnerável. Em 2024, as mortes envolvendo motos cresceram 14,71%, com 1.982 vítimas a mais do que no ano anterior. Especialistas apontam que o aumento da frota, aliado à falta de fiscalização do uso de capacete e da habilitação adequada, contribui para a elevação dos óbitos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

O número de vítimas fatais também subiu em outros meios de transporte. As mortes envolvendo caminhões aumentaram 30,22%, enquanto os ônibus registraram alta de 28,30%, cenário associado, em parte, às más condições das rodovias em diferentes estados.

O perfil dos óbitos permanece concentrado em homens, que responderam por 82% das mortes, com maior incidência na faixa etária de 20 a 24 anos.

Em nota, o Ministério dos Transportes informou que adota uma estratégia preventiva para reduzir a violência no trânsito, com ações de formação de condutores, fiscalização e melhoria da infraestrutura. Entre as iniciativas citadas estão o programa CNH do Brasil, voltado à ampliação do acesso à habilitação, e a elaboração do Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano, com orientações para adequação dos limites nas vias.

Segundo a pasta, mais de 20 milhões de pessoas ainda dirigem sem Carteira Nacional de Habilitação no país, o que reforça a necessidade de políticas de regularização de condutores e redução de sinistros.

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Carreta bitrem tomba na rotatória da Havan e espalha carga de açúcar na BR-364, em Rio Branco

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Acidente não deixou feridos, mas causou danos ao asfalto e congestionamento na região do Portal da Amazônia

O segundo compartimento de uma carreta bitrem tombou na manhã desta terça-feira (3) na rotatória da Havan, localizada na BR-364, no bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco. O veículo transportava uma carga de açúcar e seguia no sentido centro–bairro no momento do acidente.

Segundo informações repassadas pelo próprio condutor, ao acessar a rotatória, o segundo compartimento da carreta acabou tombando, provocando danos ao asfalto e o espalhamento de aproximadamente três toneladas do produto sobre a pista. Apesar do impacto e do susto, o motorista não sofreu ferimentos.

Após o ocorrido, o condutor acionou a empresa responsável pelo veículo para providenciar um reboque, que ficará encarregado do destombamento e da retirada da carreta do local.

O acidente comprometeu significativamente a fluidez do tráfego na região, já que apenas uma das faixas da rotatória permaneceu liberada. A situação provocou congestionamento nos dois sentidos: tanto na via que liga o Uninorte Shopping à Via Verde quanto na saída do bairro Calafate em direção ao Centro da capital.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada, realizou o isolamento parcial da área afetada e passou a controlar o trânsito no local até a completa normalização da situação.

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