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Acre

Governo prestigia sessão solene em homenagem aos 60 anos de ensino superior e 50 anos de federalização da Ufac no estado

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Pública, gratuita e de qualidade, a Universidade Federal do Acre (Ufac), comemora neste ano, 2024, seus 50 anos de federalização e 60 anos de ensino superior no Acre. Para comemorar a data, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou, nesta sexta-feira, 5, uma sessão solene em homenagem à instituição.

Homenagem foi realizada nesta sexta-feira na Aleac. Foto: Diego Gurgel/Secom

“A homenagem à nossa universidade é digna, é mais que uma obrigação, porque ela tem o compromisso, dedicação e credibilidade para formar os milhares de profissionais que nos ajudam a cuidar do nosso estado e do Brasil. A professora Guida tem feito um importante trabalho à frente da Ufac, e vamos continuar avançando, com o Estado sempre à disposição da nossa querida universidade”, disse o governador Gladson Cameli, que prestigiou o evento.

Cameli frisou a importância do ensino gratuito e de qualidade prestado pela Ufac. Foto: Diego Gurgel/Secom

A Ufac é referência em ensino, pesquisa e extensão não só no Acre, mas em toda a Região Norte. Anualmente, centenas de acreanos concluem graduações, mestrados e doutorados pela universidade, que presta um serviço importantíssimo de formar os profissionais que contribuem para o avanço do estado.

“A universidade honra o nosso estado pelo trabalho que tem feito, de formar profissionais que têm sido destaque no âmbito estadual e nacional, e nos gratifica muito ver isso. A Aleac realiza essa homenagem a esta instituição tão importante para o Acre”, pontuou o presidente da Assembleia, deputado estadual Luiz Gonzaga.

Guida Aquino, reitora da Ufac, ganhou honraria da Aleac pela comemoração da data importante para a universidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Recentemente, a universidade recebeu pela primeira vez, no Índice Geral de Cursos (IGC), a faixa 4 (em escala de 1 a 5), que considera a qualidade das instituições de educação superior.

A reitora da Universidade Federal do Acre, Guida Aquino, pontuou, durante a solenidade, a importância da parceria entre Estado, Legislativo e a Ufac para as atividades da instituição.

“É uma alegria para a universidade essa homenagem. São décadas de Ufac porque, de fato, há uma parceria entre a nossa instituição, o Estado, pois o governador Gladson acredita na educação, e com os nossos deputados, pois o apoio político é necessário para a contribuição no avanço do ensino, pesquisa e extensão da Ufac”.

Guida Aquino ressaltou que sua gestão vai continuar lutando pelo direito ao bônus regional como forma de ingresso na instituição. Foto: Diego Gurgel/Secom

A Universidade Federal do Acre nasceu como Faculdade de Direito, ainda em 1964. Outras faculdades foram surgindo e formaram o Centro Universitário do Acre, em 1970. Virou universidade em 1971 e foi federalizada em 1974, pela Lei nº 6.025.

Participaram também do evento o superintendente da Secretaria do Patrimônio da União, Thiago Mourão; representando o Poder Judiciário, a juíza de Direito, Luana Campos; a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Acre, Socorro Rodrigues; e o representante do Ministério Público do Acre, José Maia Guedes.

O que disseram

“A Ufac contribui com a mudança da nossa sociedade e o do nosso povo através da inclusão” – deputado estadual Adailton Cruz.

“A Ufac é a espinha dorsal de uma sociedade acreana mais justa e próspera, para a inovação e o desenvolvimento econômico neste estado” – deputado estadual Eduardo Ribeiro.

“Os técnicos administrativos começaram a construir os pilares da universidade e ajudaram a erguer cada parede e cada pilar dessa instituição” – presidente do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação de Terceiro Grau do Acre (Sintest/AC), Alexsandro Braz.

“A Ufac é fundamental para o desenvolvimento do nosso estado. Não conseguimos pensar no Acre sem a universidade federal” – coordenador do Diretório Central do Estudantes da Ufac, Maik Araújo.

“Comemorar essa data é honrar a todos os que fizeram crescer este grande sonho, hoje realidade, que é a Universidade Federal do Acre” – presidente da Associação de Docentes da Ufac, professora Letícia Mamed.

“Sou filho de produtor rural e foi essa universidade que me deu oportunidade de educação e tudo o que conquistei como profissional” – vice-reitor da Ufac, Josimar Batista.

Fonte: Governo AC

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Acre

STF derruba lei do Acre que permitia privatização de áreas em florestas públicas estaduais

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Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia

A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.

Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.

O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.

O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.

Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.

Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado

A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:

  • FES do Rio Gregório

  • FES do Rio Liberdade

  • FES do Mogno

  • FES do Antimary

  • FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari

A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.

A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada 

Ação e Argumentos

A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.

O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:

  1. Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.

  2. Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.

  3. Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.

Consequências

Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.

É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.

A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.

Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada 

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Acre

Prefeitura de Rio Branco empossa novos conselheiros e reforça compromisso com políticas públicas para as mulheres

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.

Foto da solenidade d eposse na Casa Rosa Mulher
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.

Foto do Prefeito Tião Bocalom
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.

O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.

Prefeito de Rio Branco Tião Bocalom
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.

Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.

Foto de Suelen
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.

A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.

Foto da Vereadora Lucilene Vale
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.

Foto da Posse de novos conselheiros
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.

Solenidade de Posse de novos conselheiros Fotos Marcos Araujo 19
Solenidade de Posse de novos conselheiros Fotos Marcos Araujo 12

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Acre

Câmara aprova urgência para venda de remédios em supermercados

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Malorny/Getty Images
medicamentos

A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.

A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.

O texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado em setembro de 2025. Como tinha caráter terminativo no colegiado, seguiu diretamente ao plenário.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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