Conecte-se conosco

Geral

Governo monta centro de distribuição de cestas básicas no Casarão para atender pessoas atingidas pela cheia

Publicado

em

*Com colaboração de Vitor Hugo Calixto

Em momento de união e solidariedade, o governo do Estado montou um centro de distribuição da campanha Juntos Pelo Acre, no espaço O Casarão, em Rio Branco, para entregar cestas básicas às famílias atingidas pela cheia do Rio Acre. Com o apoio de um sistema desenvolvido pela Secretaria de Estado da Casa Civil, servidores do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AC) realizam o cadastro e entrega dos insumos, das 8h às 13h, no espaço, localizado no centro da capital.

Cameli comunicou à população que o Estado já está se preparando para atuar no pós-enchente. Foto: José Caminha/Secom

O governador Gladson Cameli acompanhou de perto a ação nesta quinta-feira, 7. “A orientação é de que todos os que perderam móveis e estão desalojados façam o cadastro, usado para identificar quem precisa de ajuda e para avaliar os prejuízos sofridos. Precisamos de transparência nessa ação, para fazermos a prestação de contas à sociedade e aos órgãos de controle. O rio começou a baixar e em breve todos estarão de volta às suas casas”, disse o governante.

Centro de distribuição de insumos arrecadados na campanha Juntos Pelo Acre foi montado no espaço O Casarão. Foto: José Caminha/Secom

A entrega dos insumos é feita por cadastro e, para receber, é necessário que uma pessoa, maior de idade, apresente RG, CPF e comprovante de endereço. Em caso da falta de algum documento, o interessado pode procurar a Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência, apresentando, posteriormente, o documento no Casarão, para fazer o cadastro e receber os insumos.

Cestas básicas representam uma ajuda importante para a população desalojada. Foto: José Caminha/Secom

As águas banharam o quintal da casa de Cléia Souza, no bairro Canaã, onde mora com os quatro filhos, um deles diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA). Passando por dificuldades, para ela a ação é bem-vinda: “A gente está precisando e o sacolão já ajuda”, disse.

Servidores cadastram e entregam insumos aos atingidos pela cheia. Foto: José Caminha/Secom

Segundo a presidente do Procon em exercício, Camila Lima, os trabalhos no espaço se iniciaram durante a semana, com a instalação, organização e mobilização da equipe de servidores, para prestar solidariedade à população. “Tudo demandou um pouco de tempo, mas ontem nós já entregamos as cem primeiras cestas básicas e hoje demos início mesmo. Já estamos com um estoque bem legal, de 800 cestas para entrega, e já com previsão da chegada de mais”, informou.

Cestas básicas estão sendo entregues a quem mais precisa. Foto: José Caminha/Secom

A entrega das cestas básicas é realizada durante a semana e fins de semana, para atender a população em emergência. “Enquanto houver pessoas precisando, vamos continuar a distribuição”, enfatizou o coordenador da arrecadação do Juntos Pelo Acre, Marcos Clay da Silva.

Campanha de arrecadação Juntos pelo Acre

A campanha de arrecadação Juntos Pelo Acre está recebendo donativos na Biblioteca Pública Estadual Adonay Barbosa dos Santos, no centro de Rio Branco, destinados a auxiliar pessoas que foram atingidas pelas enchentes em todo o estado. A campanha busca arrecadar alimentos, roupas e produtos de higiene e limpeza. Doações em dinheiro podem ser feitas diretamente na conta oficial da campanha, via Pix, por meio da chave [email protected].

“Nossa equipe está pronta, aqui na biblioteca, para receber as doações. Recebemos uma boa quantidade de água e, neste momento, estamos priorizando a doação de sacolões e kits de limpeza”, detalhou Marcos Clay.

Momento de união e solidariedade é lema da campanha Juntos Pelo Acre. Foto: Emely Azevedo/Procon

“A gente sabe que juntos somos mais fortes. Então a gente pede o apoio da população. O governo está fazendo a sua parte, as instituições também e as pessoas que não foram atingidas também podem fazer sua doação. O pouquinho que você puder doar é muito para muita gente”, acrescentou o coordenador.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Geral

Violência doméstica cresce 27% no Acre nos dois primeiros meses de 2026

Publicado

em

Rio Branco concentra quase metade dos casos; Estado registra 1.152 ocorrências de janeiro a fevereiro

O Acre iniciou 2026 com aumento significativo nos casos de violência doméstica. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 1.152 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre. O número representa alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.

Janeiro liderou o registro de ocorrências, com 592 casos, enquanto fevereiro apresentou leve redução, com 560 notificações. Apesar da diminuição, os números ainda mostram a gravidade e a persistência do problema.

A capital, Rio Branco, concentra quase metade dos casos, totalizando 565, o que equivale a 49,05% do total estadual. Na sequência estão Cruzeiro do Sul (110 casos), Sena Madureira (71), Tarauacá (51) e Feijó (47).

Outros municípios também registraram números significativos, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Já cidades menores, como Jordão e Santa Rosa do Purus, tiveram seis casos cada, enquanto Assis Brasil e Rodrigues Alves registraram sete ocorrências.

O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção, acompanhamento e proteção às vítimas de violência doméstica em todo o estado.

Outros municípios também registraram números relevantes, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Foto: arquivo

Comentários

Continue lendo

Geral

Sem prisões, mortes de trabalhadores na Cidade do Povo seguem sem respostas

Publicado

em

Família cobra justiça após quase duas semanas do crime que matou dois jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco

Duas semanas após as mortes de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22, ainda não há presos pelo crime ocorrido no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

A família de Daniel informou à imprensa que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que os familiares cobram justiça e vivem à espera de respostas. A reportagem não conseguiu contato com parentes de Gustavo.

Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação, mas, até o momento, nenhuma prisão foi realizada.

“Até agora estamos sem saber de nada. O meu primo nunca participou de nada errado. Tiraram o sonho dele, que era trabalhar para construir a casa e dar um teto para a filha, que chama por ele todos os dias”, relatou a prima, emocionada.

De acordo com ela, Daniel não conhecia o outro jovem morto. As vítimas teriam tido os celulares acessados pelos criminosos, que buscavam supostos indícios de ligação com facções rivais.

“Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune”, acrescentou.

A família de Daniel relatou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima dele, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a família quer justiça pela morte do rapaz. Foto: captada 

Dinâmica do crime

Daniel e Gustavo trabalhavam em uma cerâmica e foram até o conjunto habitacional realizar a entrega de tijolos em um canteiro de obras, acompanhados de outros trabalhadores.

Durante a ação, criminosos abordaram o grupo, renderam as vítimas e sequestraram quatro pessoas. Elas foram levadas até uma área próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde os suspeitos verificaram os celulares em busca de possíveis vínculos com facções.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao identificarem supostos indícios, os criminosos executaram dois dos trabalhadores no local.

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.

Ainda conforme a investigação, câmeras de segurança próximas ao local foram destruídas pelos autores do crime, o que dificulta o avanço das apurações.

Gustavo Bezerra (es.) e Daniel Dourado (dir.) entregavam tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo quando foram mortos. Foto: captadas

Comentários

Continue lendo

Geral

Suspeito de feminicídio segue foragido mais de três meses após crime no Acre

Publicado

em

Homem monitorado por tornozeleira teve prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado pelas autoridades

O presidiário Antônio José Barbosa Pinto, de 54 anos, continua foragido mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança.

Segundo as investigações, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica quando cometeu o feminicídio contra Maria da Conceição Ferreira da Silva, de 46 anos.

Antônio José Barbosa Pinto é procurado pela polícia como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Conceição Ferreira da Silva. Foto: captada 

A prisão preventiva foi determinada no último dia 14 de dezembro de 2025, um dia após o crime. No entanto, passados mais de três meses, Antônio José segue sendo procurado.

De acordo com o histórico criminal, ele já possuía condenações por homicídio e tentativa de assassinato. Em 17 de dezembro de 2014, matou o diarista Manoel Amorim da Silva, de 50 anos, na zona rural do município de Manoel Urbano.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha. Foto: captada 

Segundo a Polícia Civil, com base em perícia preliminar evidenciada pela rigidez do corpo da vítima, Maria da Conceição foi morta entre as 3h30/4h30 e o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica às 4h37, horário apontado pelo Sistema de Monitoramento Penitenciário.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha por volta das 12h20 do sábado (13). Segundo relato policial, a jovem havia ido ao local para comemorar o aniversário da mãe.

Ao chegar à residência, a jovem percebeu o portão e a porta dos fundos abertos. No quarto, encontrou a mãe caída ao lado da cama, de bruços e com sangue no local, conforme descreve o relatório policial. Próximo ao corpo havia uma faca, apontada como a arma usada no crime.

A perícia inicial indicou que a vítima sofreu cerca de cinco golpes de faca na região do tórax. Ainda segundo os autos, câmeras de segurança da residência foram desligadas antes do crime.

“O desligamento das câmeras indica premeditação. O rompimento da tornozeleira minutos após a estimativa da morte indica fuga e consciência da ilicitude”, apontou a representação da Polícia Civil ao pedir a prisão preventiva do suspeito.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, e, até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança. Foto: captada 

A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190.

Maria da Conceição era viúva e mantinha um relacionamento com Antônio José, que era irmão do falecido marido da vítima. Vizinhos relataram à polícia episódios de agressividade por parte do suspeito. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo