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Governo garante salto de qualidade na Rádio Difusora e emissoras do interior

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Transmissores valvulados ultrapassados, sem alcance e que causavam gastos exorbitantes de energia foram substituídos por outros mais modernos e eficientes, possibilitando à emissora entrar para a era digital e voltar a ser a potência radiofônica que sempre foi na Amazônia ocidental

“A alegria está no ar…” Ouve-se, ao amanhecer, o refrão da música de fundo, enquanto o radialista Zezinho Melo emite sua voz gutural ao microfone: “É alegria, é comunicação com muita paz, com muito amor no seu coração. Alô, alô, você das colônias, dos seringais, ribeirinhos, nas mais diversas estradas. Vocês aí nos ramais, viajando pelas águas dos rios do nosso Acre, da nossa Amazônia, muito obrigado também a vocês aqui na capital. Alôôô, alôô, amigos do interior. Tudo bem? Tudo tranquilo? E você, no restante do Brasil e do mundo, também ouvindo a Difusora Acreana, ondas médias via satélite pela interneetttt!. Não há distância que nos separe. Trabalhamos por você e para vocêêê.”

Radialista Zezinho Melo em programa matutino; ele é um dos maiores jornalistas de rádio da imprensa acreana Foto: Neto Lucena/Secom

A cena descrita acima é parte do documentário O Que os Ouvidos não Ouvem o Coração não sente, produzido em 2015 por estudantes do curso de Produção de Áudio e Vídeo da Usina de Arte João Donato, em Rio Branco. O trabalho ilustrou o clima cordial e otimista dos profissionais da Voz das Selvas, que faz da Rádio Difusora a mais ouvida em todo o Acre, com um alcance fenomenal de seus transmissores, atingindo os mais longínquos rincões da Amazônia e até de países europeus.

Sede da Rádio Disufora Acreana no centro de Rio Branco; emissora exerce um papel fundamental para a comunicação à distância com colonos e ribeirinhos de todo o estado Foto: Neto Lucena/Secom

 

Parte dos equipamentos recebidos por quatro emissoras de rádio que integram o Sistema Público de comunicação, no dia 14 de fevereiro deste ano; governo valoriza profissionais Foto: Marcos Vicentti/Secom

Da válvula ao transistor

Explica Lucenildo Lima da Silva, o Luc, diretor-presidente da Fundação Aldeia de Comunicação, que no decorrer desta gestão a Rádio Difusora foi alçada a um patamar inédito, com a modernização de seus sistemas.

Luc Lima, diretor-presidente da Fundação Aldeia e Comunicação

“Nós adquirimos um transmissor transistorizado de 10 kW (pronuncia-se quilowatts) para a Difusora Acreana, outro de 1 kW para Rádio AM de Sena Madureira, um terceiro de 2,5 kW para Feijó e um quarto de 1,5 kW para a rádio de Tarauacá. Essa preocupação do governo com a modernização do sistema público só permitiu ganhos imensos para a comunidade, sobretudo a do interior do estado, que ainda tanto depende das ondas de rádio para se integrar com o mundo”, ressalta.

O diretor informa que os transmissores fizeram com que o consumo de energia caísse drasticamente, além de possibilitar uma transmissão mais pura, sem ruídos e, por isso, de maior qualidade.

Luc relata que, por serem movidos a válvulas, quando os transmissores quebravam, suas peças eram procuradas em sucatões de eletrônicos ou enviadas a empresas, que as reformavam com muita dificuldade, consumindo muito tempo. Hoje são de mais fácil manutenção, porque se encontram transístores para reposição com mais facilidade. “Então, saímos de uma tecnologia arcaica para a era digital”, assevera o diretor. (Confira abaixo a cronologia da atualização).

Da esquerda para a direita, Raimundo Fernandes, diretor da Rádio Difusora Acreana, o deputado estadual Antonio Pedro, o governador Gladson Cameli, o também deputado Cadmiel Bonfim, a secretária de Comunicação Nayara Lessa e Alysson Bestene, do Gabinete Civil; no dia 14 de fevereiro; cerimônia de entrega de equipamentos Foto: Marcos Vicentti/Secom

A modernização do sistema público de rádio foi um das prioridades da jornalista Nayara Lessa, logo que assumiu a Secretaria de Estado de Comunicação. “Nosso foco era valorizar os profissionais, garantindo condições de trabalho digno, com ferramentas que pudessem facilitar o trabalho deles no dia a dia. Então, destinamos novos computadores portáteis para as equipes ampliarem a capacidade de produção de reportagens jornalísticas”, explica Nayara Lessa. Além disso, aparelhos de ar condicionados novos proporcionarão às emissoras contempladas ofertar mais conforto aos servidores e visitantes.

Os recursos foram garantidos por meio de emendas parlamentares do deputados estaduais Antônio Pedro Cadmiel Bomfim e Marcos Cavalcante num total de R$ 110 mil.

A valorização da Voz das Selva e de seus profissionais possibilitou, por exemplo, o retorno de um programa clássico, conhecido por sua grande utilidade pública, o Correspondente Difusora. As edições do programa, sempre depois do meio-dia, facilitam a comunicação entre trabalhadores, colonos, ribeirinhos e seringueiros, cujas famílias assentadas no interior da floresta, nas mais distantes localidades, podem ouvir as mensagens desde os microfones da rádio, no centro da cidade.

Raimundo Fernandes, diretor da Rádio Difusora Acreana Foto: Arquivo pessoal

“Os comunicados, os mais diversos possíveis, são na sua maioria de donas de casa, chefes de família e trabalhadores em geral que vêm para Rio Branco resolver problemas, sejam com documentação, sejam para comprar alimentos e utensílios diversos”, afirma Raimundo Fernandes, diretor-geral da Rádio Difusora Acreana. (Leia algumas dessas mensagens, muitas delas até folclóricas, abaixo).

Na opinião de Damião Viana, diretor de Jornalismo da Rádio Difusora, o ofício de bem informar e entreter as pessoas pelas ondas médias da emissora está impregnado na alma de todos os profissionais. “Aqui não temos nenhum funcionário que não ame o seu trabalho, que não exerça com zelo a sua função. Desde o repórter de rua ao sonoplasta, o zelador e o editor, somos como uma família”, destaca.

Jornalista Damião Viana, diretor de Jornalismo da Rádio Difusora Foto: Arquivo pessoal

Viana comemora a modernização do sistema, com novos transmissores. “As pessoas não têm ideia do quanto a Rádio Difusora e suas emissoras coirmãs no interior são preciosas para as pessoas que estão no interior da selva, vivendo nas regiões mais isoladas da Amazônia. A revitalização foi fundamental para inclui-las novamente no seu direito à informação e ao entretenimento, que muitas vezes só chegam por meio do rádio”, completa Damião.

Em Feijó, 55% da população está na zona rural e moradores se guiam pela rádio para ter acesso à assistência médica

Os coordenadores de rádio do interior aprovaram os investimentos do governo. Uma rede extensa de colaboradores do Sistema Público de Comunicação, incluindo locutores, repórteres e editores de todos os 22 municípios acreanos contribui para que as rádios públicas do Acre atuem de forma integrada e eficiente, estejam os seus ouvintes a dias de viagem dos centros urbanos ou nas cidades.

Unidade Básica de Saúde que atende ribeirinhos de Tarauacá e região Foto: Prefeitura de Tarauacá

Em Feijó, por exemplo, a assistência médica e ambulatorial, por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) Flutuante – um barco que periodicamente singra os rios da região –, conta com o apoio imprescindível da Rádio Difusora de Feijó para saber onde o atendimento está ancorado.

Gilberto Braga, coordenador do Sistema Público de Feijó Foto: Arquivo pessoal

“As pessoas acabam indo de encontro ao Programa Saúde Itinerante nos rios da região por causa da rádio. Nós avisamos onde vai estar a UBS e a comunidade se desloca até o ponto do barco”, explica Gilberto Braga, coordenador do Sistema Público de Comunicação em Feijó.

Segundo ele, a Difusora de Feijó é o principal meio de comunicação para a população rural e indígena do município: “E aqui temos uma particularidade: 55% dos nossos habitantes estão na zona rural, sendo que, destes, a maioria vive em áreas isoladas. Portanto, o principal meio de comunicação é a Rádio Difusora”.

E complementa: “Nós tínhamos um transmissor que nem tem mais peças de reposição. Melhorou muito o som e agora trabalhamos com a possibilidade de termos uma FM aqui, um grande marco para o município”.

Vista parcial do Parque Buriti em Feijó; município tem a maioria da sua população vivendo na zona rural Foto: Wilkimedia.org

Gilberto Braga acredita que, com os investimentos feitos pelo Estado, a aquisição de um novo transmissor, agora digital, e a compra de notebooks e de equipamentos de ar-condicionado, tudo tenderá a melhorar, tanto pela transmissão quanto pela celeridade proporcionada pelos equipamentos utilizados.

Jornalista Jairo Carioca (a esquerda) com Gilberto Braga em Feijó celebrando a revitalização do sistema de rádio Foto: Arquivo pessoal

O coordenador destaca que a equipe ficou motivada e as pessoas se sentem agraciadas com a chegada dos investimentos. “Por muitos anos, a Rádio Difusora foi abandonada, sucateada, sem qualquer investimento, e agora o governo do Estado tem dado uma parcela bem significativa de contribuição para nós. Por isso, a nossa gratidão pelo que o governo do Estado tem entregado, principalmente para melhorar o nosso Sistema Público de Comunicação, trazendo, acima de tudo, benefícios e cidadania para a nossa população”, afirma Gilberto Braga.

Albanir Morais com a esposa Liber: “Sistema Público melhorou 100% em Taraucá’, diz profissional Foto: Arquivo pessoal

Em Tarauacá e Sena Madureira, comunidades ribeirinhas são as mais beneficiadas

Albanir Morais, coordenador do Sistema Público de Comunicação de Tarauacá, diz que o município vive um novo momento, com os novos investimentos. O município tem uma bacia fluvial significativa, com grandes comunidades e aldeias indígenas espalhadas pelos rios Tarauacá, Gregório, Muru e Acuráua.

Rio Muru, onde há uma aldeia indígena Kaxinawá e centenas de moradores ribeirinhos; eles estão sempre informados pelas ondas do Sistema Público de Comunicação Foto: Arison Jardim/Arquivo Secom

O transmissor valvulado da Rádio Difusora de Tarauacá já tinha pelo menos 25 anos e funcionava de forma precária. “Hoje, com o novo transmissor digital, as pessoas estão tendo o privilégio de acessar o nosso sinal sem ruído e com um alcance muito maior. E outro fator importante foi a reforma do nosso prédio, que estava há 18 anos sem uma revitalização. Melhorou muito para nós, servidores, e para a população”, comemora Morais.

Edinaldo Gomes é coordenador do sistema em Sena Madureira; ele comemora a expansão das ondas de rádio, com novos transmissores, para as comunidades mais isoladas Foto: Arquivo pessoal

Para Ednaldo Gomes, coordenador do Sistema Público de Comunicação de Sena Madureira, a Rádio Difusora exerce um papel importante na vida das famílias que residem às margens dos rios Iaco, Caeté, Purus e Macauã: “Poucos são os que usam internet como recurso para ouvir a programação. Então a rádio continua sendo o meio de informação mais eficiente aqui no município. E as pessoas estão muito contentes com a modernização de todo o sistema”.

Jornalista Nilda Dantas Foto: Sérgio Ronney/Secom

“A Difusora vai a lugares sem correios, energia ou telefone”, diz lenda do rádio acreano

O sonoplasta solta Rythm is a Dancer, da cantora Corona, música-tema do Clube das Mulheres, da novela de Corpo e Alma, da Globo, no início dos anos 1990, em voga até hoje, pelo menos entre os fãs de rádio. Pela manhã, a canção dá o tom de alto astral no programa da Nilda Dantas, considerada um ícone do rádio acreano, desde os programas de auditório dos anos 1960 e 1970, e na ativa até hoje.

“Trabalhar na Rádio Difusora é ter uma responsabilidade infinita, porque sei da dimensão que são as ondas da Difusora Acreana. Ela invade a floresta, seus sons descem os rios, e vai a lugares que não têm a assistência de correios, não têm energia elétrica, não têm telefone e o único acesso à notícia é através da rádio”, disse Nilda a um documentarista, por ocasião da celebração dos 64 anos da emissora.

Nilda Dantas em programa de celebração dos 76 anos da Rádio Difusora Acreana Foto: Sérgio Ronney/Secom

Prestes a completar 78 anos em agosto, os acreanos podem se orgulhar da instituição que têm e que se tornou robusta graças ao empenho dos gestores do governo do Estado, compromissados com as pessoas e com os profissionais que compõem o Sistema Público de Rádio.

Serviços de utilidade pública são o forte da emissora

Um dos grandes trunfos da Rádio Difusora Acreana é a eficiência nos serviços de utilidade pública. A presteza com que os profissionais da rádio atendem seus ouvintes é espantosa.

E há pedidos de todos os tipos. Como o do médico Drohny Alcantara, morador de Boa Vista (RR), que ao vir ao Acre perdeu seus documentos em um roubo. Pelo aplicativo Messenger, do Facebook, ele fez um apelo para que a rádio encontrasse seus pertences: “Oi, me chamo Drohny. Sou venezuelano, médico. Eu fui fazer prova no Acre e fui roubado. Moro em Boa Vista. Vocês achariam minha documentação. Tem como saber?”.

Duas horas depois, a vítima recebeu o seguinte comunicado: “Bom dia. Sim, estamos com grande parte de seus documentos”. Os pertences do médico foram enviados via Correios até Boa Vista, no endereço fornecido pela vítima (na foto ao lado).

O Correspondente Difusora, no entanto, é a vedete quando o negócio é interligar pessoas pelas ondas do rádio. Há, por exemplo, o caso da professora Cláudia Lima, de Rio Branco, mas que leciona em seringal. Ela precisou retornar porque a filha precisava passar por atendimento médico com a sua permissão. (Veja o teor da mensagem na íntegra abaixo)

O programa chegou a ser conhecido no Jô Soares Onze e Meia, no final da década de 1990 pelo SBT. Na ocasião, os locutores Edmar Bezerra e Pedro Valério levaram algumas mensagens, muitas hilariantes, para serem lidas no programa. A entrevista na íntegra pode ser assistida aqui .

Abaixo, listamos algumas delas

Atenção, João Nogueira da Silva, no seringal São João do Balancete.

Aviso que fiz boa viagem. Já resolvi quase todos os negócios, mas sobre o dinheiro do jumento só entrou a metade. Diz o homem que amanhã entra o resto. Aguarde novo aviso amanhã, neste mesmo horário.

Assina sua esposa, Luzia da Silva

Radialista Antonio Costa apresenta um dos maiores programas em audiência; versão em espanhol também é produzida Foto: Agência de Notícias do Acre

Mariazinha no Seringal Itamaraty, colocação Vitória dos Afogados.

Aviso que continuo por aqui resolvendo as minhas coisas. Não sei quando volto. Mande apanhar o arroz e virar o milho, e vá comendo da macaxeira do vizinho, enquanto a nossa engrossa.

Abraços a todos, do seu esposo Jorge Mateus

— ** —

Maria Anta no Seringal Chocalho, colocação Sovaco da Onça.

Peço que quando vir, trazer a minha dentadura que esqueci atrás do pote. Está no copo d’água.

Assina a sua mãe, Francisca da Silva

Edmar Bezerra, uma vida inteira dedicada ao rádio acreano Foto: AGazetadoacre.com

Antônia Raimunda Tassila, em Foz do Breu.

Aviso que já estou em recuperação. Sobre o acidente que sofri, tive que cortar os dois braços. Estou aleijado, mas conformado.

Abraços a todos, deste Chico Bezerra.

— ** —

Chica do Ó, no Seringal São Francisco do Icó, colocação Malsucedido.

Peço não acreditar em nada que o Zé do Bode fala porque é tudo mentira. O Justino é um homem de bem. O Zé do Bode tá é com inveja. Vou me encontrar com o Gastão hoje à tarde. Darei novos avisos.

Assina Maria, esposa do Zé do Bode

Reginaldo Cordeiro, outro ícone do Rádio acreano e que integra o time da Difusora Foto: Neto Lucena/Secom

Garantina, no Seringal Corrupião, colocação Baixa o Pau.

Chegarei amanhã nesse destino para botar ordem aí, porque fiquei sabendo que o Zé bebeu e passa o dia inteiro correndo atrás das vacas. Cuidado com o bode no jirau. Cuidado com as coisas e quando eu chegar conversaremos melhor.

Assina Comorá

— ** —

Graúdo, no Seringal Audácia, colocação Xibata.

Aviso que por aqui, tudo bem. Já terminei de fazer os exames e o médico disse que minha saúde vai bem. Não voltarei para casa porque o Pinto não sobe mais.

Assina sua esposa, Raimunda

Um detalhe: o Pinto aqui é o comandante do barco que a levaria de volta para casa. Ele não faria a subida do rio naquela semana

A cronologia da revitalização da Rádio Difusora Acreana

2019

– No primeiro ano do governo Gladson Cameli, foi reformado o abrigo do transmissor na Baixada da Sobral;

– O transmissor valvulado de 10 kW era de manutenção dispendiosa, porque não se fabricam mais as válvulas no Brasil; as peças ainda são vendidas no país, mas a um custo de R$ 30 mil em média, além de demandarem alto consumo de energia elétrica;

Um dos transmissores novos instalado na Baixada da Sobral, onde fica a torre de transmissão da Rádio Difusora Acreana em Rio Branco Foto: Sérgio Ronney/Secom

– Foi adquirido um transmissor transistorizado digital, mais moderno, com manutenção mais acessível e melhor qualidade de som, que se tornou o transmissor principal da Rádio Difusora;

– No mesmo ano, o governo do Estado construiu um estúdio novo para a Difusora de Feijó, com mesa de som, computadores e microfones novos.

2020

– Foi viabilizado um transmissor transistorizado de 7 kW para ser montado na Difusora de Tarauacá. Está em fase de testes e em breve deverá ser instalado;

– Ainda para Tarauacá, foi enviado um transmissor transistorizado de 1.5 kW para a Difusora de Tarauacá, em substituição ao antigo transmissor valvulado, que, por conta da falta de válvulas e peças de reposição, ficava muito tempo fora do ar.

Técnicos em trabalho de instalação de um transmissor novo no interior; governo Gladson Cameli revitalizou o Sistema Público de Comunicação Foto: Sérgio Ronney/Secom

2021

– Por meio de emenda parlamentar do deputado estadual José Bestene, foi possível adquirir notebooks para reforçar as equipes da Difusora;

– A Rádio Difusora de Feijó também foi beneficiada com um transmissor transistorizado digital, aposentando o antigo transmissor valvulado, que também por falta de peças e válvulas ficava a maior parte do tempo sem uso.

2022

– Um novo transmissor de 5 kW brevemente entrará em fase de testes, para ser o equipamento secundário da Rádio Difusora Acreana. Trata-se de uma obrigação legal, já que é preciso que haja um transmissor secundário para o caso de emergência. Depois que o dispositivo chegar, o velho transmissor valvulado, que já está encostado, será aposentado para sempre.

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Polícia Civil de Tarauacá ouve testemunhas para investigar naufrágio que matou jogador de futsal

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Jonatas Fadell Neves, 36 anos, morreu após barco bater em balseiro no Rio Tarauacá na última terça (13); delegado afirma que ainda é cedo para apontar falhas ou excesso de passageiros

Jonatas desapareceu no último dia 13 após o naufrágio da embarcação em que viajava com outros cinco jogadores do time Nápoles, a caminho do município de Jordão, onde a equipe participaria da Copa São Sebastião. Foto: captada 

A Polícia Civil de Tarauacá está colhendo depoimentos para esclarecer as circunstâncias do naufrágio que matou o jogador de futsal Jonatas Fadell Neves, de 36 anos, na última terça-feira (13). O acidente ocorreu quando a embarcação que transportava a equipe bateu em um balseiro (tronco à deriva) no Rio Tarauacá, a caminho de uma competição em Jordão.

O delegado José Ronério informou que já foram ouvidos o motorista do barco e alguns jogadores, mas ainda falta ouvir o dono do time. Ele ressaltou que o caso é muito recente e que ainda não é possível confirmar se houve falhas na embarcação ou excesso de passageiros.

Polícia Civil de Tarauacá apura fatores que levaram ao acidente do qual Jonatas Fadell Neves, de 36 anos, foi vítima. O motorista do barco, cinco jogadores e o dono do time devem ser ouvidos. Foto: captada 

A morte do atleta, conhecido como “Poeta”, gerou comoção no município e na região. O corpo foi resgatado com ajuda de moradores e encaminhado ao IML. A investigação segue em andamento para determinar responsabilidades e condições de segurança da viagem fluvial.

O tenente João Gonzaga, do Corpo de Bombeiros de Tarauacá, disse que o cadáver estava parcialmente enterrado às margens do rio. Foto: captada 

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Justiça marca júri popular de acusados por morte de sobrinho-neto da ministra Marina Silva no Acre

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André de Oliveira e Denis Tavares serão julgados em 3 de março; crime ocorreu em fevereiro de 2024 dentro de casa da vítima, em Rio Branco

Os acusados teriam arrombado a porta e efetuado três disparos de arma de fogo. André foi preso na posse de uma pistola calibre 40, a mesma utilizada no crime. Os envolvidos foram presos sete meses após o crime.

A Justiça do Acre definiu para 3 de março a data do júri popular de André de Oliveira da Silva e Denis da Rocha Tavares, acusados de matar Cauã Nascimento Silva, de 19 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O crime ocorreu em fevereiro de 2024, dentro do quarto da vítima em Rio Branco.

Os acusados foram pronunciados a júri em outubro de 2025. Segundo as investigações, eles arrombaram a porta e efetuaram três disparos. André foi preso com uma pistola calibre 40, mesma arma usada no crime. A polícia apurou que o motivo seria uma disputa entre facções, embora Cauã não tivesse passagem policial.

O delegado Cristiano Bastos afirmou na época que a vítima “não era de facção até então, mas passou a andar com o pessoal que tinha tomado a região” e acabou sendo alvo. A prisão preventiva dos dois foi mantida na audiência de custódia de maio de 2025. O julgamento ocorrerá quase dois anos após o homicídio.

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Polícia Civil cumpre mandado em investigação sobre desvio de medicamentos da rede estadual de saúde

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A Polícia Civil do Acre (PCAC) deu continuidade, nesta quarta-feira, 21, às investigações que apuram o desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede estadual de saúde. Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Universitário, em Rio Branco, pertencente a um servidor terceirizado da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Polícia Civil do Acre cumpriu mandado de busca e apreensão em residência no bairro Universitário, em Rio Branco, durante investigação sobre desvio de medicamentos da rede estadual de saúde. Foto: assessoria/ PCAC

Além da residência, a equipe policial também esteve no almoxarifado da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Sesacre, setor onde o servidor atua. A diligência no local foi realizada com autorização da própria instituição, reforçando a colaboração entre os órgãos no esclarecimento dos fatos.

investigação, conduzida por força-tarefa da Polícia Civil, apura um esquema de desvio de medicamentos da rede pública e já resultou no cumprimento de cinco ordens judiciais. Foto: assessoria/ PCAC

A ação integra uma investigação mais ampla, iniciada há alguns meses a pedido do secretário de Estado de Saúde e conduzida por meio de uma força-tarefa da Polícia Civil. Com o cumprimento do mandado desta quarta-feira, já são cinco ordens judiciais executadas no âmbito da apuração.

As investigações seguem em andamento e têm como objetivo identificar todos os envolvidos no esquema criminoso, bem como apurar o destino final dos medicamentos desviados da rede pública de saúde.

Equipes da Polícia Civil também realizaram diligências no almoxarifado da Divisão de Assistência Farmacêutica da Sesacre, com autorização da própria instituição. Foto: assessoria/ PCAC








Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL

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