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Governo do Acre realiza capacitação em financiamento climático aos membros da governança, gestores e técnicos

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O Governo do Acre, por meio do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) e da Companhia de Desenvolvimento a Serviços Ambientais (CDSA), realizou uma ampla formação em financiamento climático junto aos membros da governança do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa), das cinco regionais do estado, e ainda gestores e técnicos.

As instâncias de governança são formadas pela Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento e as Câmaras Temáticas Indígena e de Mulheres (CTI e CTM), cada uma delas possui cinco representantes da sociedade civil e outros cinco do poder público. A programação teve início no auditório do Palácio das Secretarias na segunda, 6, e encerrou na noite desta sexta-feira, 10, no auditório do Hotel Diff.

Membros da governança do Sisa realizam capacitação em financiamento climático. Foto: Wendel Silva/Secom

O presidente do IMC, Leonardo Carvalho, ressaltou o importante apoio do Programa das Nações Unidas (Pnud), Earth Innovation Institute (EII) e da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) para realização da capacitação, que possibilitou a vinda das especialistas na temática.

Na abertura da programação, dia 8, a coordenadora do Programa REM Acre Fase II, Marta Azevedo, apresentou o novo documento do Programa REM 2024. A gestora aproveitou a oportunidade detalhar sobre a execução do programa,  metas, impactos e diretrizes da repartição de benefícios.

Coordenadora do Programa REM Acre Fase II, Marta Azevedo, apresentou o novo documento do programa aos membros da governança do Sisa. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Ao longo da apresentação, os membros da governança puderam tirar dúvidas e obter detalhes sobre os temas apresentados pela gestora.

De terça até sexta-feira, de 7 a 10, foi ministrado a capacitação por módulos temáticos. O primeiro foi conduzido pela especialista em REDD+ Jurisdicional e diretora executiva do Earth Innovation Institute (EII), Mônica de Los Rios.

Primeiro dia de formação foi ministrado pela especialista em REDD+ Jurisdicional e diretora executiva do Earth Innovation Institute (EII), Mônica de Los Rios. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

A especialista pontuou o que diferencia um Projeto de REDD+ Jurisdicional de um projeto privado no mercado de carbono; requisitos básicos de elegibilidade: arcabouço legal do Sisa; estratégia de REDD+; monitoramento florestal, Mensuração, Relato e Verificação  (MRV); Nível de Referência Florestal (Frel); Aninhamento [conformidade entre projetos jurisdicionais e privados] e processo de repartição de benefícios.

A formação contou também com a contribuição do chefe da Procuradoria de Meio Ambiente da Procuradoria Geral do Estado do Acre (PGE), Rodrigo Neves. Na manhã da quarta, 8, o procurador falou sobre direito dos povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o carbono, análise regulatória e repartição de benefícios.

Procurador esclareceu dúvidas sobre aspectos jurídicos que envolvem projetos privados e jurisdicional. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Ao longo de sua participação, Rodrigo Neves esclareceu dúvidas dos membros da governança do Sisa, especialmente sobre os aspectos jurídicos que envolvem projetos privados e jurisdicional de crédito de carbono em territórios indígenas.

A especialista em Salvaguardas Socioambientais, Renata Costa, da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), apresentou todo o processo de elaboração das Salvaguardas de Cancun; aspectos da interpretação brasileira; das salvaguardas para o Padrão ART-TREES; e do Programa REM e do Sistema Estadual de Salvaguardas Socioambientais do Sisa..

Especialista em Salvaguardas Socioambientais, Renata Costa, da Cooperação Brasil-Alemanha – GIZ. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Em seguida, a especialista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Milena Terra, ministrou sobre repartição de benefícios. A especialista detalhou os processos e requisitos necessários para assegurar uma distribuição de benefícios justa pelo governo do Acre.

Especialista do Pnud, Milena Terra, ministrou sobre repartição de benefícios. Foto: Ângela Rodrigues

As ministrações contaram com a interação dos membros, que puderam aprender mais sobre a temática e esclarecer dúvidas sobre a importância no cumprimento das salvaguardas nos projetos de carbono privado e jurisdicional.

A gerente da Emergent, Fernanda Ferreira, apresentou a iniciativa: Coalizão LEAF e Emergent na programação da quinta, dia 9. O momento foi oportuno para que os participantes pudessem saber mais sobre a Coalizão LEAF [Reduzindo Emissões por meio da Aceleração do Financiamento Florestal], bem como os benefícios e regras a serem cumpridas para acesso aos recursos.

Gerente da Emergent, Fernanda Ferreira, apresentou a Coalizão LEAF aos membros da governança. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Na quinta e sexta, 9 e 10 de maio, o debate foi aprofundado com a apresentação da Nota Conceitual do Padrão ART TREES [excelência ambiental] aos membros da governança do Sisa.

O debate foi conduzido pela especialista do Earth Innovation Institute (EII), Mônica de Los Rios, que detalhou todos os pontos do documento para conhecimento, debate e contribuições dos membros da governança.

Mônica de Los Rios apresentou a Nota Conceitual para adesão do Acre ao Padrão ART TREES. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Após a ministração de todo os módulos, os participantes receberam o certificado de conclusão da capacitação.

Membros da governança do Sisa receberam certificado de capacitação em financiamento climático ministrado por especialistas. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Em seguida, eles realizaram ainda um planejamento prévio das oficinas participativas, que contou com a mediação da consultora do Pnud, Milena Terra.

De forma participativa, os membros realizaram um levantamento inicial das datas e locais para realização das consultas e deram sugestões para ampliar a participação da sociedade civil, por regional, com objetivo de que debater a repartição de benefícios do Sisa.

Planejamento das oficinas participativas foi mediação pela consultora do Pnud, Milena Terra. Foto: Ângela Rodrigues/IMC

Ao final, os representantes das instâncias de governança assumiram o compromisso de elaborarem uma lista mais ampla com indicações das representações das cinco regionais, que será encaminhada a coordenadora da Ceva, Daniela Dias, que convocará nova reunião para deliberar sobre a participação ampliada nas oficinas previstas para ocorrerem no segundo semestre deste ano.

Saiba mais

O Sisa é uma política pública ambiental adotada pelo Estado do Acre, desde 2010, que assegura a efetiva participação de produtores rurais, ribeirinhos, extrativistas, mulheres e indígenas nas decisões referentes às políticas públicas socioambientais, por meio das seguintes instâncias de governança: Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (Ceva), Câmara Temática Indígena (CTI), Câmara Temática de Mulheres (CTM) e do Comitê Científico, todos sob a coordenação técnica do IMC.

Fonte: Governo AC

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Acre

Acidente de motocicleta deixa jovem ferido na AC-40, em Senador Guiomard

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Motociclista perdeu o controle após pneu furar na Curva das Mangueiras e foi transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco

O jovem Felipe Sousa Baratela, de 20 anos, ficou ferido após sofrer um acidente de motocicleta na rodovia AC-40, conhecida como Estrada do Quinari, no trecho da Curva das Mangueiras, no sentido Senador Guiomard/Rio Branco.

De acordo com informações apuradas no local, Felipe trafegava em uma motocicleta Honda Fan 150 quando o pneu do veículo furou, fazendo com que ele perdesse o controle da direção ao contornar a curva e caísse sobre a pista.

Uma ambulância de suporte básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Senador Guiomard foi acionada e realizou os primeiros atendimentos ainda na rodovia, encaminhando a vítima ao Hospital Geral Dr. Ary Rodrigues.

Em razão da gravidade dos ferimentos, o motociclista foi transferido posteriormente para o Pronto-Socorro de Urgência e Emergência de Rio Branco, onde permaneceu sob cuidados do setor de traumatologia para avaliação especializada.

Felipe apresentou múltiplas escoriações pelo corpo e suspeita de fratura no punho direito. O estado de saúde é considerado estável. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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Colisão entre motocicletas deixa dois feridos na Estrada de Porto Acre, em Rio Branco

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Acidente ocorreu no km 3 da AC-10; vítimas foram socorridas pelo Samu e levadas ao Pronto-Socorro

Um acidente de trânsito envolvendo duas motocicletas deixou a passageira Juciane Lima de Souza, de 25 anos, e o motociclista Raimundo Mateus Lima Amorim, de 21 anos, feridos na tarde deste sábado (7), no km 3 da Rodovia AC-10 (Estrada de Porto Acre), no perímetro urbano de Rio Branco.

Segundo relatos de testemunhas, Juciane seguia como passageira em uma motocicleta no sentido Porto Acre–Rio Branco, quando Raimundo, que conduzia uma Honda CG 150, de cor azul e placa MZU-1C75, trafegando no mesmo sentido, passou por um buraco na pista, perdeu o controle do veículo e colidiu na traseira da motocicleta à frente.

Com o impacto, ambas as motos caíram ao solo. Juciane foi arremessada para uma área de mata às margens da rodovia e sofreu dor intensa no ombro direito e luxação no tornozelo esquerdo. Já Raimundo apresentou múltiplas escoriações, inclusive na face, além de traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.

À reportagem, Raimundo afirmou que havia consumido bebida alcoólica no balneário Ilha do Sol, junto com os ocupantes da outra motocicleta, antes do acidente.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte avançado. Após os primeiros atendimentos no local, as vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro de Rio Branco, ambas em estado de saúde estável.

Policiais do Batalhão de Trânsito não foram acionados para atender a ocorrência. As motocicletas envolvidas foram retiradas do local por amigos das vítimas.

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Inteligência artificial, desinformação e democracia: desafios para a comunicação pública no ambiente digital

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Por Verônica Pimentel*

Todos os dias, milhares de pessoas recorrem às redes sociais para buscar informações sobre saúde, educação, programas sociais, serviços públicos e ações de governo. Nesse ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de conteúdos, cresce um dos maiores desafios da atualidade: distinguir o que é verdadeiro do que é falso.

O avanço da inteligência artificial ampliou as possibilidades de produção de informação, mas também facilitou a criação de conteúdos manipulados. Imagens, vídeos e áudios gerados por sistemas automatizados, os chamados deepfakes têm sido utilizados para distorcer fatos, espalhar boatos e comprometer a credibilidade das instituições.

Como destaca o ministro Luís Roberto Barroso, no livro Inteligência Artificial, Plataformas Digitais e Democracia, os algoritmos e as plataformas digitais não são neutros. Eles selecionam, priorizam e amplificam conteúdos, influenciando diretamente a formação da opinião pública e o funcionamento da democracia.

Na prática, isso significa que informações falsas tendem a ganhar mais alcance quando geram engajamento, emoção ou polarização. A lógica das plataformas, baseada em curtidas, compartilhamentos e visualizações, muitas vezes favorece o sensacionalismo em detrimento da informação qualificada.

Esse cenário impacta diretamente a vida das pessoas. Notícias falsas sobre vacinação, benefícios sociais, segurança pública ou serviços essenciais geram insegurança, desconfiança e desorientação. Quando a população perde a referência sobre o que é confiável, enfraquece-se também a relação entre Estado e sociedade.

Nos últimos anos, também se intensificou a criação de perfis falsos e sites irregulares que simulam páginas institucionais, utilizam indevidamente símbolos oficiais e divulgam informações enganosas. Essas práticas confundem a população, favorecem golpes digitais e comprometem o acesso a dados confiáveis sobre serviços públicos.

Diante desse cenário, a comunicação institucional passa a ser reconhecida como fonte legítima de informação. A confiança nos canais oficiais deixa de ser apenas um atributo e se consolida como um fator essencial para a segurança informacional da sociedade.

Quando o cidadão sabe onde buscar informações seguras, reduz-se o impacto da desinformação, fortalecem-se as políticas públicas e amplia-se a credibilidade do Estado.

No Acre, assim como em todo o país, esse desafio exige uma atuação permanente do poder público. Os canais oficiais de comunicação cumprem papel estratégico na divulgação de informações corretas, na orientação da população e no enfrentamento da desinformação. A presença institucional nas redes sociais, nos portais de notícias e nos veículos públicos permite que o cidadão tenha acesso direto a dados atualizados, serviços e esclarecimentos. Essa proximidade fortalece a transparência, amplia o acesso à informação e contribui para a construção da confiança institucional.

Segundo Barroso, a preservação da democracia no ambiente digital depende não apenas de inovação tecnológica, mas também de regulação responsável, compromisso ético e fortalecimento das instituições. Nesse contexto, a comunicação pública deixa de ser apenas informativa e passa a ser um instrumento de proteção dos direitos fundamentais.

Além da produção de conteúdos oficiais, investir em educação digital tornou-se essencial. Estimular a verificação de fontes, o pensamento crítico e o uso consciente das redes sociais ajuda a formar cidadãos mais preparados para lidar com o grande volume de informações disponíveis.

Outro ponto fundamental é a atuação integrada entre secretarias, autarquias e órgãos de comunicação. A troca de informações, o alinhamento institucional e a padronização das mensagens ampliam a eficiência das ações e reduzem o espaço para narrativas distorcidas.

A inteligência artificial, nesse contexto, deve ser compreendida como uma ferramenta a serviço da sociedade. Quando utilizada de forma ética e responsável, pode melhorar serviços, agilizar atendimentos, ampliar o acesso à informação e fortalecer a gestão pública.

O desafio está em garantir que seu uso esteja sempre alinhado aos princípios da legalidade, da transparência e da proteção dos direitos dos cidadãos. Tecnologia sem responsabilidade compromete a democracia. Comunicação sem compromisso com a verdade fragiliza as instituições.

No Estado do Acre, esse compromisso com a informação de qualidade se materializa por meio da atuação integrada do Sistema Público de Comunicação. A política de unificação das redes institucionais, aliada ao fortalecimento da Agência de Notícias do Acre e à presença das rádios públicas, como a Aldeia FM e a Difusora Acreana, amplia o alcance das informações oficiais e garante maior proximidade com a população.

Essa integração permite que as ações de governo, os serviços públicos e as orientações institucionais cheguem de forma clara, acessível e padronizada aos cidadãos, reduzindo ruídos informacionais e fortalecendo a credibilidade das instituições.

Ao articular comunicação digital, rádio, portal de notícias e redes sociais em uma estratégia unificada, o Estado constrói um ecossistema informacional mais seguro, transparente e conectado às necessidades da população.

Em um contexto marcado pela velocidade dos dados e pela sofisticação das tecnologias, a credibilidade tornou-se um dos ativos mais valiosos da gestão pública. Cuidar da informação é cuidar da confiança. E cuidar da confiança é cuidar do futuro.

*Verônica Pimentel é chefe do Departamento de Marketing e Inovação da Secretaria de Estado de Comunicação do governo do Acre (Secom); publicitária; especialista em Marketing Digital e Comportamento do Consumidor; mestranda em Comunicação Digital, com ênfase em Marketing Político.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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