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Acre

Governo do Acre promove 1º Simpósio de Transplantes de Fígado e Rim da Região Norte

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), realizou neste sábado, 19, o 1º Simpósio de Transplantes de Fígado e Rim da Região Norte, em Rio Branco.

Evento foi realizado neste sábado, 19, em Rio Branco. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

O evento reuniu desde estudantes da área da saúde à profissionais referências no assunto na região e à nível nacional. As atividades começaram às 9h e se estenderam até às 18h com discussões como a evolução dos transplantes no Brasil; a situação das diálises e atendimentos dos pacientes renais crônicos na região; doenças que afetam o fígado; a situação atual dos transplantes e desafios encontrados na região Norte; a logística que envolve a distribuição de órgãos na região, entre outros assuntos. Durante a programação, os participantes também puderam acompanhar a apresentação do grupo Saiti Munuti – Cantos e Encantos Yawanawa.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal reforçou a importância da troca de experiências entre os profissionais para o avanço do programa de transplantes na região. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Anfitrião do evento, o secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, reforçou os bons resultados que o estado apresenta quanto à realização de transplantes. “Somente neste ano, o Acre já realizou 14 transplantes hepáticos e já é referência também no transplante de córneas com 41 procedimentos realizados também este ano. Então, a ideia é trazer boas experiências, boas práticas de outros estados, compartilhar com os nossos profissionais e melhorar a assistência e a qualidade dos nossos transplantes para os nossos pacientes”, frisou Pascoal.

“A região norte tem um potencial muito grande a ser explorado”, disse Patrícia Freire, coordenadora geral do SNT. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

A coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Patrícia Freire, palestrou sobre a evolução dos transplantes no Brasil e falou sobre o potencial da região norte para seguir salvando vidas. “A região norte tem um potencial muito grande a ser explorado. Há pessoas muito dedicadas a fazer com que os transplantes aconteçam, tanto na etapa da doação quanto na etapa do transplante, e é preciso que se explore esse potencial, porque certamente a região norte possui pessoas com doenças crônicas tratáveis e curáveis com transplantes. Então, é preciso apoio pra que esse potencial extrapole as fronteiras dos estados e que faça levar qualidade de vida pra quem precisa de um transplante de órgãos”, afirmou.

Médico Tércio Genzini foi agraciado com uma placa simbólica por sua contribuição ao programa de transplantes do Acre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

O médico-cirurgião Tércio Genzini, responsável técnico pelos transplantes de fígado no Acre, acredita que a troca de experiências entre os profissionais beneficia toda a população da região. “O Simpósio foi uma oportunidade única de reunir serviços de transplantes da região Norte que tem problemas muito parecidos e foi também uma grande oportunidade de esclarecimento de várias situações trazidas aqui pela Patrícia [Freire, coordenadora do SNT] que nos mostrou questões importantes da distribuição de órgãos, das logísticas e como funciona também a legislação. A troca de experiências é importante, soluções podem ser trocadas entre os serviços, experiências também e eu acho que esse é um passo importante para que esse processo continue e para que todos os serviços cresçam igualmente e beneficiem toda a população da região norte”, destacou Genzini.

“[Foi] uma discussão muito rica”, avaliou a médica nefrologista Jarinne Nasserala. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Jarinne Nasserala, médica nefrologista e responsável técnica pelos transplantes de rim no Acre disse que o simpósio ‘superou as expectativas’. “A gente teve uma discussão muito rica sobre as dificuldades na realização dos transplantes, que não é só no Acre, mas toda a região norte, e foi muito importante a participação da nossa coordenadora do Sistema Nacional de Transplante, que trouxe também expectativas de melhoria para essa regionalização, para que a gente consiga alocar mais rápido as doações, e achar soluções conjuntas para a região norte”, ressaltou.

O evento – realizado pelo governo do Acre, com apoio do Hospital do Rim, da Clínica Médica Hepato e Consultório Dr Tércio Genzini – foi transmitido ao vivo pela equipe da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) e segue disponível no canal do governo do Acre no YouTube.

Fonte: Governo AC

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Acre

Renda per capita no Acre é a 2ª pior do Brasil em 2025, aponta IBGE; estado registra R$ 1.392

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Média nacional ficou em R$ 2.316; Acre supera apenas Maranhão (R$ 1.219) e Ceará (R$ 1.390) no ranking das 27 unidades da federação

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: art 

O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínuadivulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com dados do IBGE, a renda per capita no Acre foi de R$ 1.392,00 em 2025, uma das piores do Brasil. O estado aparece à frente apenas do Maranhão (R$ 1.219) e do Ceará (R$ 1.390). A pesquisa mostra que as menores médias estão concentradas nas regiões Nordeste e Norte. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com R$ 4.538, enquanto São Paulo aparece em segundo lugar com R$ 2.956.

Critérios da pesquisa

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. O rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores, considerando rendimentos de trabalho e de outras fontes, inclusive pensionistas e empregados domésticos.

Os números divulgados resultam da soma dos rendimentos brutos recebidos no mês de referência da pesquisa, com base nas primeiras entrevistas realizadas ao longo dos quatro trimestres de 2025.

A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Renda Domiciliar per Capita – Brasil (2022–2025)
Ano Renda Média (Brasil)
2022 R$ 1.625
2023 R$ 1.893
2024 R$ 2.069
2025 R$ 2.316
  • O país registrou crescimento contínuo no período, com alta de R$ 691 (42,5%) entre 2022 e 2025.

  • Nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.

Renda Domiciliar per Capita – Acre (2025)
Indicador Valor
Renda per capita no Acre R$ 1.392
Posição no ranking nacional 26º lugar (entre 27 UFs)
Comparativo com a média nacional R$ 924 abaixo da média (R$ 2.316)
Estados com menor renda Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.316) e Acre (R$ 1.392)
Maiores e Menores Rendas por UF (2025)
Posição Unidade da Federação Renda per capita
Distrito Federal R$ 4.538
São Paulo R$ 2.956
Rio Grande do Sul R$ 2.839
Santa Catarina R$ 2.809
Rio de Janeiro R$ 2.794
25º Ceará R$ 1.316
26º Acre R$ 1.392
27º Maranhão R$ 1.219
Análise dos Dados
  • Crescimento nacional consistente: A renda per capita brasileira apresentou evolução real nos últimos quatro anos, refletindo recuperação econômica e políticas de transferência de renda.

  • Acre abaixo da média nacional: Com R$ 1.392, o estado está 42% abaixo da média do país (R$ 924 de diferença).

  • Concentração regional: As maiores rendas permanecem no Centro-Sul (DF, SP, Sul e Sudeste), enquanto as menores se concentram no Norte e Nordeste.

  • Posição no ranking: O Acre ocupa a 26ª posição, à frente apenas do Maranhão, mas atrás do Ceará e de todos os demais estados das regiões Norte e Nordeste com dados disponíveis.

Fonte dos Dados
  • Pesquisa: PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes

  • Órgão: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

  • Ano-base: 2025

  • Divulgação: 27 de fevereiro de 2026

Esses dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à geração de emprego, formalização do trabalho e transferência de renda no Acre, especialmente para reduzir as desigualdades regionais persistentes.

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Acre

Bocalom revela conversa com Valdemar da Costa Neto e diz que permanência no PL depende de reunião com Márcio Bittar

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Prefeito afirma que presidente nacional do partido “ficou perplexo” com carta da direção estadual que o excluiu da disputa ao governo; decisão deve sair nesta semana

Bocalom informou que a conversa com o Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), revelou à imprensa acreana que conversou pessoalmente com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sobre a possibilidade de disputar o governo do Acre pelo partido, mesmo após resistência por parte do senador Márcio Bittar e de boa parte da direção da sigla no estado.

De acordo com Bocalom, a permanência no PL não está definida e dependerá de uma conversa que deve ocorrer nesta semana entre Valdemar e o senador Márcio Bittar (PL), um dos maiores interessados no assunto, já que o parlamentar sonha em contar com o apoio do governo Gladson na disputa ao Senado.

Conversa com Valdemar

Bocalom informou que a conversa com Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido:

“Eu realmente não tinha conversado com o nosso presidente Valdemar em momento nenhum sobre essa situação. Tudo isso estava sendo coordenado lá pelo senador Márcio Bittar. Aí eu fui a Brasília e tivemos uma conversa muito boa, de mais de uma hora. Foi uma conversa muito sincera. Estávamos eu e o João Marcos. Eu vi nele o nosso presidente como um paizão, nos recebeu muito bem. Fiquei muito feliz e ele nos deixou aberta a conversa de que vai falar com o senador Márcio Bittar a respeito dessa situação na semana que vem”, declarou.

Desejo de permanência

Bocalom garantiu que deseja permanecer no PL e afirmou que faz parte da “verdadeira direita” no Acre:

“Então eu estou tranquilo. Podemos, até com certeza, ficar no PL, que é o lugar onde eu quero estar. Eu gostaria muito de estar no PL, todo mundo junto, porque nós somos direita para valer e de verdade neste estado. Juntamente com o senador Márcio Bittar, conseguiríamos formar uma bela chapa de deputado federal e, com certeza, Brasília e o Acre vão ganhar com isso”, comentou .

Carta da direção estadual

Por fim, o prefeito disse que Valdemar não estava ciente da carta que o PL do Acre divulgou com a intenção de priorizar apenas a disputa ao Senado no estado:

“Eu mostrei a carta para o presidente e ele ficou perplexo. Ele não sabia da carta. Então vamos ver agora qual será a posição. A carta foi dada aqui pelo presidente regional, Edson Bittar. Diziam que tinha anuência da nacional, mas o que deu para ver lá em Brasília é que o presidente não sabia disso. Até semana que vem ele vai dar a definição. O João estava junto comigo e viu tudo o que aconteceu”, concluiu.

Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Tião Bocalom, teve encontro com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: captada 

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Guerra entre EUA e Irã deve elevar preço da gasolina e do diesel no Acre

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Presidente da CDL afirma que combustíveis já começaram a subir e alerta para novos reajustes durante o conflito

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã deve provocar aumento no preço da gasolina e do diesel no Acre. A afirmação é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcelo Moura, que informou nesta segunda-feira (2) ter recebido comunicado indicando reajustes frequentes nos combustíveis durante o período de conflito.

Segundo ele, o fechamento do Estreito de Ormuz impacta diretamente o mercado internacional de petróleo.

“A guerra entre os Estados Unidos e o Irã acabou, por consequência, fechando o estreito de Ormuz. Essa parte do oceano por onde trafegam cerca de 20% do petróleo do mundo agora está fechada, causando um grande congestionamento e uma redução drástica na circulação de barris. O aumento dos preços é consequência imediata. Já fomos avisados aqui que a gasolina e o diesel estão subindo R$ 0,03 apenas pelos efeitos iniciais. Não acredito que fique só nesse aumento, mas esse já é o imediato”, pontuou o dirigente.

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio na região pode reter entre 20% e 25% do petróleo exportado mundialmente. O volume afetado ultrapassaria 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente a países da Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

O impacto tende a ser maior no continente asiático, que concentra grande parte da demanda por petróleo do Oriente Médio. Metade do fornecimento da China, maior importadora global, e cerca de 90% do petróleo consumido pelo Japão vêm da região.

Empresas de navegação e grandes companhias petrolíferas passaram a suspender embarques e operações no entorno do estreito. Os envios pela rota foram paralisados após armadores receberem aviso do governo iraniano informando que a área estava fechada para navegação.

Especialistas avaliam que, diante da instabilidade internacional, os reflexos no mercado brasileiro podem continuar sendo sentidos nas próximas semanas, especialmente em estados mais distantes dos grandes centros de distribuição, como o Acre.

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