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Governo defende que capitalização da Eletrobras vai reduzir conta de luz

Especialistas e entidades representantes dos consumidores avaliam que o modelo da MP vai provocar alta da conta de energia
Por Thais Herédia - CNN
O governo federal rebate críticas e defende a aprovação da MP da Eletrobras, que vai permitir a capitalização privada da estatal. O secretário de desestatização da Economia, Diogo Mac Cord, disse à CNN que o modelo aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada é uma vitória para o país, que debate este tema há 25 anos.
Especialistas e entidades representantes dos consumidores avaliam que o modelo da MP vai provocar alta da conta de energia por demandar investimentos para construção de gasodutos e termelétricas movidas a gás natural. Pelo projeto, o governo fará leilões para contratação de 6 mil megawatts de energia das novas termelétricas que devem ser instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“O projeto é transformador para o país depois de 25 anos sem sucesso. Da forma como foi aprovada, a MP tem como promover benefícios no primeiro ano depois de toda operação com a Eletrobras, a renovação dos contratos e os leilões para contratação de termelétricas a gás natural, que são mais baratas do que as que estão em operação hoje”, disse Diogo Mac Cord.
O secretário admite que a primeira versão da MP apresentada pelo relator na Câmara inviabilizaria a capitalização da Eletrobras. Segundo ele, o governo conseguiu tirar os “elefantes da sala, e o nível de crítica agora não é coerente com o projeto”. Mac Cord fala da predeterminação do local da construção das novas termelétricas, previsto anteriormente, o que poderia custar algumas dezenas de bilhões de reais.
“Os investidores terão liberdade para escolher qualquer lugar das regiões Norte, NE ou Centro-Oeste. Já existe produção de gás no Nordeste. As termelétricas instaladas no Maranhão geram energia na boca do poço de gás. A MP também impôs um preço teto para energia gerada. Nos leilões para as novas termelétricas, ganhará quem oferecer o menor preço. Isso vai direto para a tarifa de luz”, afirmou o secretário à CNN.
O secretário lembra que dos R$ 60 bilhões esperados pela capitalização da Eletrobras, R$ 25 bilhões irão direto para a Conta de Desenvolvimento Energético. Os recursos da CDE são usados para amenizar aumentos de tarifas para consumidores regulados.
Mac Cord chama atenção para o que está acontecendo agora, com país acionando termelétricas a óleo combustível que custam até três vezes mais que aquelas propostas pela MP. Além de serem mais poluentes. Com a queda nos reservatórios das hidrelétricas ao nível mais baixo em 90 anos, geradoras como Eletrobras são obrigadas a suprir a demanda contratando energia das termelétricas mais caras.
“Com a revisão do sistema e a construção das novas termelétricas, a Eletrobras não vai ficar acionando um ‘seguro’ para suprir a demanda. A MP prevê, com a renovação dos contratos atuais, que a companhia assuma que deve produzir menos energia e poderá contratar, com mais tempo, um bloco mais barato”, disse o assessor de Paulo Guedes.
Sobre o interesse dos investidores na capitalização da Eletrobras, Mac Cord afirma que para eles, nada mudou. A operação está prevista para acontecer em janeiro de 2022. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso até o dia 22 de junho. Depois, o BNDES inicia definição da modelagem da capitalização.
“Para os investidores, não mudou absolutamente nada. Nós salvamos a operação exatamente como governo queria. O ruído que está acontecendo agora é por desinformação. De fato, a primeira versão da MP trazia custos muito altos. Mas agora, como está, ela viabiliza e reduz tarifa”, afirmou.
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Bocalom não descarta aliança com MDB e PSD após definição de novo partido, mas rejeita qualquer acordo com esquerda
Pré-candidato ao governo afirma que diálogo com emedebistas e sociais-democratas é possível; sobre Petecão, lembra parcerias anteriores: “Não vejo dificuldade”

Questionado especificamente sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom afirmou não ver dificuldade em abrir diálogo. Foto: captada
Em meio à reorganização do tabuleiro político estadual, o prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, admitiu nesta terça-feira (3) a possibilidade de abrir diálogo com partidos como MDB e PSD, mas condicionou qualquer negociação à definição da legenda pela qual disputará as eleições de 2026. A declaração foi dada durante coletiva no auditório da Acisa, após Bocalom anunciar sua saída do PL.
Questionado sobre uma aproximação com o MDB – que perdeu espaço na base governista com a consolidação do nome do senador Márcio Bittar ao Senado ao lado do governador Gladson Cameli –, o prefeito afirmou: “Tudo é possível depois que a gente firmar o pé dentro de uma certa sigla”. Segundo ele, somente após a definição partidária será possível aprofundar tratativas sobre vice e alianças mais amplas.
Sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom declarou não ver dificuldades para um eventual diálogo. “Não vejo dificuldade, porque ele foi parceiro muitas vezes com a gente em outras eleições”, concluiu.
O prefeito reforçou, no entanto, que o passo inicial é definir a legenda pela qual disputará o governo em 2026. “O que a gente precisa é definir logo o partido que nós vamos estar, para que a chapa, tanto federal como estadual, esteja organizada. Depois a gente começa a conversar sobre vice e alianças”, afirmou.
Embora tenha demonstrado abertura para partidos de centro, Bocalom foi enfático ao descartar qualquer aproximação com legendas de esquerda. “A única coisa que não tem possibilidade é qualquer coisa com PT, PCdoB, esses partidos. Jamais eu nem sento à mesa para conversar. São partidos verdadeiramente de esquerda”, disparou.
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SUS inicia teleatendimento para dependentes de jogos e apostas
O acesso ao teleatendimento é feito pelo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado. Para utilizar o serviço, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo ou acessar a versão web e fazer login com a conta gov.br

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3/3) que o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ofertar teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada a partir de parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem expectativa inicial de atender 600 pacientes por mês.
“Estamos introduzindo o teleatendimento, porque percebemos que, dificilmente, a pessoa com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização”, afirmou Padilha durante simulação de teleatendimento na unidade do hospital em São Paulo (SP).
O serviço será disponibilizado a partir do aplicativo Meu SUS Digital e é voltado a maiores de 18 anos, podendo incluir familiares e integrantes da rede de apoio. O cadastro fica disponível 24 horas por dia, em ambiente digital, por meio da plataforma digital. Segundo o Ministério da Saúde, os dados seguem as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A iniciativa é financiada com R$ 2,5 milhões do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e surge em meio ao aumento das preocupações com apostas virtuais no país.
A busca espontânea por atendimento presencial ainda é considerada baixa, muitas vezes por constrangimento, receio de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas. O formato remoto, segundo o ministério, vai buscar ampliar o acesso ao cuidado de forma mais reservada e acessível.
A medida integra uma estratégia mais ampla do governo federal. Entre as ações estão a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, criada pelo Ministério da Fazenda para permitir o bloqueio do acesso a sites de apostas autorizados, e o Observatório Saúde Brasil de Apostas, canal de compartilhamento de dados entre as áreas da Saúde e da Fazenda.
Como acessar
O acesso ao teleatendimento é feito pelo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado. Para utilizar o serviço, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo ou acessar a versão web e fazer login com a conta gov.br. Na página inicial, o usuário deve clicar em “Miniapps” e, em seguida, selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.
A ferramenta oferece um autoteste baseado em evidências científicas e validado no Brasil, com perguntas que ajudam a identificar sinais de risco e orientar o próximo passo. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático.
Nos casos classificados como de menor risco, o aplicativo orienta a buscar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que inclui Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Após o preenchimento do formulário no Meu SUS Digital, as orientações para a consulta são enviadas por WhatsApp. O modelo prevê telemonitoramento e integração com os serviços do SUS.
Como funciona
A equipe é composta por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatra quando necessário. Há ainda articulação com a assistência social e com a atenção primária, para encaminhamento à rede local do SUS nos casos em que for preciso atendimento presencial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Câmara aprova reajuste de 8% ao ano para servidores do MP e do CNMP

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3/3) um projeto que concede um reajuste de 24% aos funcionários do Ministério Público (MP) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O texto segue ao Senado.
O reajuste será concedido de forma escalonada, em três parcelas anuais de 8%, a partir de 1º de julho de 2026 até 2028. A medida vale para servidores efetivos, ocupantes de cargos em comissão e funções comissionadas.
A estimativa é que a proposta gere impacto fiscal de cerca de R$ 1,6 bilhão no período.
A análise de impacto financeiro mostra que a faixa salarial mais alta terá aumento de até R$ 3.287 até 2028. Estão nesse grupo cargos como secretário-geral do MPU, chefe de gabinete do PGR e secretário-geral do CNMP.
Segundo a proposta, o Ministério Público utiliza hoje 0,39% da Receita Líquida Corrente (RCL), abaixo do limite de 0,54%. A diferença representa uma margem estimada em R$ 2,24 bilhões, que poderia ser direcionada a despesas com pessoal e viabilizar o reajuste.
Simetria entre carreiras do Judiciário
O texto foi enviado ao Congresso em outubro de 2024 pela Procuradoria-Geral da República (PGR), já na gestão de Paulo Gonet. Na Câmara, a proposta ficou sob a relatoria de Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
Para justificar a proposta, Bulhões afirma que “a simetria entre as carreiras dos quadros do MPU e o Poder Judiciário é essencial”, diante da atuação institucional semelhante na defesa do Estado de Direito e da ordem jurídica.
Ele sustenta ser “imprescindível” assegurar valorização equânime e “condições de trabalho compatíveis e justas”, e diz que a recomposição dos vencimentos reafirma esse compromisso e garante harmonia ao sistema de Justiça.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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