Acre
Governo bloqueia mais R$ 1,44 bilhão do Orçamento
Pasta usou R$ 809 mi de reserva de emergência
A revisão para baixo do crescimento da economia brasileira em 2019 fez a equipe econômica anunciar um novo bloqueio no Orçamento. Segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia, o governo decidiu contingenciar mais R$ 1,443 bilhão de verbas do Poder Executivo.
Agora, o valor contingenciado do Orçamento de 2019 soma R$ 31,224 bilhões. Originalmente, o governo teria de contingenciar R$ 2,252 bilhões, mas a equipe econômica usou R$ 809 milhões de uma reserva de emergência criada em março, reduzindo o valor do bloqueio adicional para R$ 1,443 bilhão.
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A distribuição do contingenciamento pelas pastas só será anunciada na próxima semana, quando o governo editará um decreto detalhando o bloqueio. Os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União terão um contingenciamento adicional de R$ 16 milhões.
Enviado a cada dois meses ao Congresso Nacional, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas orienta a execução do Orçamento Geral da União com base na revisão dos parâmetros econômicos e das receitas da União. Caso as receitas caiam, o governo tem de fazer novos bloqueios para cumprir a meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para este ano.
Retração
Há dez dias, o governo reduziu de 1,6% para 0,8% a projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). A diminuição do crescimento impacta a arrecadação porque a desaceleração econômica reduz o pagamento de impostos em relação ao originalmente planejado.
Em março, o governo tinha criado uma reserva de emergência de R$ 5,37 bilhões para evitar novos contingenciamentos. No fim de maio, o governo usou parte dessas reservas para evitar um contingenciamento e liberar recursos para os ministérios da Educação e do Meio Ambiente. Agora, o governo queimou mais R$ 809 milhões da reserva, zerando o colchão de emergência.
Receitas
A equipe econômica revisou as receitas para baixo em R$ 5,296 bilhões. As principais diminuições vieram da diminuição da arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com recuo de R$ 6,8 bilhões, devido ao baixo crescimento da economia e ao aumento no pedido de compensações tributárias por empresas. O menor lucro das empresas reduziu a projeção de arrecadação do Imposto de Renda em R$ 1,9 bilhão.
Outras receitas, como a arrecadação líquida da Previdência Social, subiu em R$ 1,477 bilhão. A receita de royalties de recursos naturais foi elevada em R$ 1,1 bilhão – R$ 485,2 milhões de royalties de minérios e R$ 641 milhões para royalties de petróleo.
O contingenciamento poderia ter sido maior se o governo não tivesse revisado para baixo as despesas obrigatórias em R$ 3,47 bilhões. As principais diminuições vieram dos créditos extraordinários para o subsídio ao óleo diesel (-R$ 1,9 bilhão) e no pagamento de sentenças judiciais e precatórios (-R$ 1,5 bilhão).
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Acre
Ieptec convoca aprovados em seletivo simplificado para atuação em Marechal Thaumaturgo
Profissionais devem apresentar documentação e assinar termo de compromisso entre os dias 4 e 6 de março, em Cruzeiro do Sul

Foto: ASCOM/IEPTEC
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Acre
Secretaria de Meio Ambiente promove capacitação sobre gênero, raça e etnia para fortalecer políticas ambientais no Acre
Com o objetivo de fortalecer o diálogo institucional e promover a transversalização das dimensões de gênero, raça e etnia na formulação e implementação de políticas ambientais, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema) realizou, nesta terça-feira, 3, a oficina “Gênero, raça e etnia no contexto de políticas ambientais”. A atividade foi realizada no auditório do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, reunindo servidores de diversas secretarias estaduais.

Sema promove capacitação sobre gênero, raça e etnia para fortalecer políticas ambientais no Acre. Foto: Samuel Moura/Sema
A iniciativa integra o Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Igarapé São Francisco e Lago do Amapá, que busca conciliar conservação ambiental, segurança hídrica, segurança alimentar e promoção da igualdade de gênero. A proposta parte do reconhecimento de que os impactos ambientais atingem de forma diferenciada homens e mulheres, populações negras, povos indígenas e comunidades tradicionais.
A secretária adjunta da Sema, Renata Souza, reforçou que a capacitação está alinhada às diretrizes nacionais voltadas à justiça climática.

Secretária adjunta Renata Souza explica que oficina de gênero está alinhada às diretrizes nacionais voltadas à justiça climática. Foto: Uêslei Araújo/Sete
“A capacitação tem como objetivo fortalecer a construção de políticas públicas e diretrizes ambientais no Estado com o olhar voltado para gênero, raça e etnia. Hoje já contamos com a Resolução nº 511 do Conama, que estabelece diretrizes para a promoção da justiça climática e o enfrentamento ao racismo ambiental. Nesse contexto, o governo busca estruturar um ambiente institucional mais preparado para desenvolver políticas públicas ambientais mais inclusivas”.

Evento teve como objetivo fortalecer o diálogo institucional e promover a transversalização das dimensões de gênero, raça e etnia na formulação e implementação de políticas ambientais. Foto: Uêslei Araújo/Sete
Durante a programação, a equipe da Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) conduziu reflexões e dinâmicas voltadas à desconstrução de estigmas e à desmistificação de conceitos relacionados a gênero e raça, além de apresentar programas e ações desenvolvidos pela pasta. A capacitação também destacou a importância da articulação interinstitucional para o fortalecimento de políticas públicas mais inclusivas.
“No contexto institucional, a formação dos servidores é fundamental. É a partir da compreensão sobre gênero, raça e etnia que as políticas públicas se tornam mais efetivas e conseguem alcançar a população de forma mais justa”, destacou a chefe do Departamento de Ações Temáticas e Participação Política das Mulheres da Semulher, Paula Luane Braga.

Chefe do Departamento de Ações Temáticas e Participação Política das Mulheres da Semulher, Paula Luane Braga. Foto: Samuel Moura/Sema
Em seguida, a consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Larisse Cruz, conduziu uma apresentação sobre a incorporação do gênero como eixo estratégico na política ambiental, destacando a importância de integrar essa perspectiva no planejamento, na execução e no monitoramento das ações.

Consultora da Unesco, Larisse Cruz, conduziu uma apresentação sobre a incorporação do gênero como eixo estratégico na política ambiental. Foto: Samuel Moura/Sema
“Essa é a primeira capacitação realizada no âmbito do Programa de Resiliência Socioambiental nas APAs Lago do Amapá e Igarapé São Francisco, com foco em gênero, raça e etnia. O principal objetivo é fortalecer o diálogo institucional e garantir que essas dimensões sejam incorporadas de forma transversal na implementação do projeto”, destacou a consultora.
A capacitação reuniu gestores e técnicos da Sema, da Semulher; da Secretaria dos Povos Indígenas (Sepi), da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo (Sete), da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), por meio da Unidade de Coordenação do Programa REM, além do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC).
O que elas disseram

Secretária Francisca Arara destacou que a oficina integra uma política priorizada pelo governo do Acre. Foto: Samuel Moura/Sema
“A oficina sobre gênero, coordenada pela Sema, integra uma política priorizada pelo governo do Acre, que vem ampliando a participação das mulheres em diferentes espaços de decisão e fortalecendo a inclusão nas ações institucionais. A iniciativa faz parte do projeto apoiado pela Unesco e o Fundo ONU, desenvolvido nas APAs Igarapé São Francisco e Lago do Amapá, e contribui diretamente para o fortalecimento da gestão territorial e ambiental no nosso estado”.

Para a ouvidora do IMC, Manoela Rocha, o momento representa um avanço na qualificação do serviço público. Foto: Samuel Moura/Sema
“Como servidora pública, participar desse evento foi muito importante, porque marca o início de um processo de qualificação para todos nós. Essa formação vai contribuir para que os trabalhos desenvolvidos junto às comunidades sejam ainda mais eficazes. A ideia é garantir que essas populações sejam melhor atendidas.”
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Acre
Briga generalizada causa tumulto no bairro Saboeiro, em Cruzeiro do Sul
Confusão envolveu homens e mulheres em plena via pública; Polícia Militar foi acionada para conter a situação
Uma briga generalizada foi registrada na tarde desta terça-feira (3) no bairro Saboeiro, em Cruzeiro do Sul. A confusão, que envolveu homens e mulheres, chamou a atenção de moradores e provocou momentos de tensão na região.
Segundo testemunhas, o desentendimento começou de forma repentina e, em poucos minutos, tomou maiores proporções. Gritos, empurrões e agressões foram presenciados por quem passava pelo local, aumentando a sensação de insegurança entre os moradores.
A Polícia Militar do Acre foi acionada e enviou uma guarnição até o endereço. Os policiais conseguiram dispersar os envolvidos e controlar a situação.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre feridos ou detidos. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer as causas da confusão.
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