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Brasil

Governo anuncia criação de 3 mil vagas de residência para o Mais Médicos

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A presidenta Dilma Rousseff e os ministros Aloizio Mercadante, Renato Janine e Arthur Chioro apresentam balanço de dois anos do Programa Mais Médicos Elza Fiúza/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff e os ministros Aloizio Mercadante, Renato Janine e Arthur Chioro apresentam balanço de dois anos do Programa Mais Médicos Elza Fiúza/Agência Brasil

Agência Brasil

O governo anunciou hoje (4) a criação de 3 mil vagas de residência médica, sendo a maioria oferecida a estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Desse total, 75% das bolsas serão destinadas à formação de especialistas em medicina geral de família e de comunidade. O anúncio foi feito durante cerimônia de comemoração de dois anos do Programa Mais Médicos, no Palácio do Planalto.

As bolsas serão financiadas pelos ministérios da Saúde e da Educação. A meta do governo é criar, até 2018, 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência para formação de médicos em áreas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Com o anúncio, o programa chega a 62% da meta de novas vagas de residência.

Também foi anunciada nesta terça-feira a contratação de 880 professores para lecionar nas universidades federais que abriram novas vagas nos cursos de medicina ou criaram faculdades na área, após a criação do programa.

Presente na cerimônia, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, falou sobre os rigorosos critérios para abertura dos cursos de medicina no país e lembrou que os estudantes deverão cursar pelo menos 30% da parte prática do curso, na área de atenção básica e serviços de urgência e emergência do SUS.

Ele disse que foram lançadas diretrizes para orientar as relações entre escolas de medicina e gestões locais e estaduais para garantir a qualidade das atividades práticas de ensino executadas nos serviços de saúde.

Um decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia vai regulamentar o Cadastro Nacional de Especialistas, com informações de médicos de todo o país. O objetivo, segundo o Ministério da Saúde, é melhorar o planejamento para distribuição de especialistas pelo país.

Balanço

Criado em 2013 para levar médicos a regiões distantes e periferias, o programa foi alvo de polêmica e resistência dos profissionais de saúde, principalmente pela possibilidade de contratação de médicos estrangeiros. Em dois anos, de acordo com o Ministério da Saúde, 18.240 médicos foram contratados para trabalhar em 4.058 municípios e cerca de 30 distritos indígenas, beneficiando um total de 63 milhões de pessoas. “É a primeira vez que temos todos os distritos indígenas com acesso a equipes de saúde.

Na avaliação do ministro da Saúde, Arthur Chioro, o programa reverteu um déficit histórico de atenção à saúde em algumas áreas do país. “Ao longo de 27 anos do SUS, o atendimento estava comprometido pois não tínhamos médicos para o atendimento básico. Hoje temos o direito à atenção básica garantido a todos os brasileiros e brasileiras”, disse. “É um programa que veio para mudar a qualidade [do atendimento] e o acesso da população brasileira à saúde”, acrescentou.

Pesquisa encomendada pelo ministério ao Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que a nota média dos usuários para o programa é 9. De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes beneficiados pelo programa são mulheres (80%), com filhos e renda de até dois salários mínimos. Cerca de 40% recebem o Bolsa Família.

Em um relatório de avaliação dos dois anos do Mais Médicos, o Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu avanços, mas apontou falhas na execução do programa. Para o TCU, foram detectadas falhas na distribuição dos médicos e 26% dos municípios carentes ainda não foram atendidos pelo Mais Médicos.

Os profissionais inscritos no programa recebem R$ 10,5 mil por mês, pagos pelo governo federal.

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Aviator é destaque entre jogos de cassino online em site de apostas

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Os jogos de cassino online ganharam forte popularidade entre os brasileiros nos últimos anos. Com a expansão das plataformas digitais e a regulamentação do setor no país, diferentes categorias passaram a atrair milhões de usuários.

Um levantamento divulgado por um site de apostas mostrou quais são os títulos e estilos mais procurados pelos jogadores, revelando tendências de comportamento e preferências dentro do mercado.

Entre os destaques do ranking aparece o jogo de aposta Aviator, que se consolidou como um dos títulos mais conhecidos do segmento de crash games. A lista também inclui diversos slots e outros jogos tradicionais de cassino digital, que continuam dominando boa parte da atividade dos apostadores.

O jogo de aposta Aviator lidera a categoria de crash games, considerada atualmente a segunda mais popular entre os usuários da plataforma analisada. Nesse tipo de jogo, o multiplicador cresce continuamente até que a rodada termine de forma repentina, exigindo que o jogador decida o momento de encerrar a aposta antes do “crash”.

Estudos internos divulgados pela operadora indicam que cerca de 40% dos entrevistados apontam o Aviator como seu crash game favorito, colocando o título à frente de outros jogos do mesmo gênero. Entre os fatores citados pelos usuários estão a facilidade de compreensão das regras, a dinâmica rápida e a possibilidade de multiplicadores elevados.

Outro indicador relevante é o retorno teórico ao jogador (RTP) do Aviator, certificado em 97%, valor considerado competitivo dentro do segmento. Em comparações com outros crash games presentes na plataforma, o jogo mantém uma base de usuários significativamente maior e apresenta níveis de engajamento superiores em diferentes períodos analisados.

O desempenho do jogo de aposta Aviator também aparece em rankings mensais divulgados pelo site de apostas KTO. Segundo levantamentos recorrentes da plataforma, o título costuma figurar entre os mais jogados em diferentes períodos, reforçando sua presença constante entre os favoritos dos usuários brasileiros.

O histórico de popularidade do Aviator no país acompanha a expansão dos jogos do tipo crash no mercado digital. Popularmente conhecido como “jogo do aviãozinho”, o título ganhou espaço nas plataformas de cassino online e se tornou um dos exemplos mais citados quando se fala na popularização desse formato de aposta no Brasil.

Além do destaque do Aviator, dados divulgados pela KTO mostram quais foram os jogos e categorias mais populares em 2025 dentro da plataforma. Os slots dominaram o ranking geral, com títulos como Fortune Tiger, que registrou média de popularidade de 39,29%, seguido por Fortune Rabbit, com 33,70%, e KTO Big Bass Splash, com 26,45%.

Outros jogos também apareceram com frequência nas preferências dos usuários, incluindo diferentes variações de slots temáticos e títulos conhecidos do catálogo internacional de cassinos online. A diversidade de opções ajuda a explicar a expansão do mercado, que hoje reúne desde jogos simples de rodada rápida até experiências mais complexas com múltiplos recursos.

O crescimento do setor também se reflete nos números da arrecadação pública. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, o Gross Gaming Revenue (GGR) do mercado regulado no Brasil chegou a cerca de R$ 37 bilhões, com uma arrecadação federal estimada em aproximadamente R$ 9,95 bilhões em 2025.

Ainda segundo o balanço oficial, o governo também arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em outorgas pagas por operadores autorizados, além de aproximadamente R$ 95,5 milhões em taxas administrativas relacionadas à operação das plataformas.

Os dados indicam que o setor de apostas online continua em expansão no país, impulsionado pela regulamentação e pelo aumento do interesse dos usuários. Nesse cenário, títulos como o jogo de aposta Aviator permanecem entre os mais reconhecidos pelos jogadores e ajudam a ilustrar as tendências atuais do mercado digital de cassinos.

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Acre tem a terceira maior perda de água do país, aponta Instituto Trata Brasil

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Estado perde 62,25% da água na distribuição, quase 22 pontos percentuais acima da média nacional; Rio Branco está entre as dez piores capitais

Dados do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, mostram que o Acre está entre os estados com maior perda na distribuição de água. São 62,25% de perdas. Foto: captada 

O Acre está entre os estados brasileiros com os maiores índices de perda de água na distribuição, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Com 62,25% de perda, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de Alagoas (69,86%) e Roraima (62,51%).

Os dados são referentes a 2023 e foram divulgados no final do ano passado. A média nacional de perda na distribuição fechou em 40,31%, o que significa que o Acre perde quase 22 pontos percentuais a mais que a média do país.

Cenário nacional

O levantamento revela uma profunda desigualdade regional na infraestrutura hídrica brasileira. Enquanto estados do Norte e Nordeste lideram os rankings de perda, unidades da federação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam os melhores desempenhos.

Goiás (25,68%), Tocantins (30,96%), São Paulo (32,66%), Paraná (33,11%) e o Distrito Federal (31,46%) têm os menores índices de perda. Na sequência aparecem Santa Catarina (35,31%), Minas Gerais (36,22%), Rondônia (37,03%), Paraíba (37,53%), Mato Grosso do Sul (38,58%), Espírito Santo (38,70%) e Rio Grande do Sul (40,14%).

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional”, destacam os pesquisadores.

O estudo aponta que estados com altos índices de perda são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência.

Rio Branco entre as piores capitais

Quando se analisa os dados municipais, a capital acreana também figura entre as posições mais críticas. Rio Branco ocupa o 96º lugar no ranking de perda na distribuição entre as cidades brasileiras, com índice de 56,06%.

O percentual coloca a capital acreana entre as dez piores do país, evidenciando os desafios estruturais enfrentados pelo sistema de abastecimento local.

Os dados reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e modernização da gestão hídrica no Acre, tanto na capital quanto no interior, para reduzir as perdas e garantir o acesso universal à água tratada.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda. Foto: captada 

“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência”, destacam os pesquisadores.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda, ocupando o 96º lugar no ranking de melhores e piores índices de perdas na distribuição.

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Indústria de alimentos movimenta R$ 2,1 bilhões e representa 6,7% do PIB do Acre, aponta ABIA

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Setor emprega 4,4 mil trabalhadores diretos e mantém forte integração com a produção agropecuária; 78,4% das matérias-primas vêm do campo

As exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões, valor ainda modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial. Foto: captada 

A indústria de alimentos no Acre movimenta cerca de R$ 2,1 bilhões em valor de produção, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com base em dados de 2025. O estudo, que traça um panorama do desempenho regional do setor no Brasil, revela que o segmento tem peso significativo na economia acreana, representando 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Os dados apontam que o estado possui 170 empresas do setor alimentício, responsáveis por aproximadamente 4,4 mil empregos diretos e 17,9 mil postos de trabalho indiretos ligados à cadeia produtiva. A indústria também tem forte presença na estrutura industrial local: 59,7% dos empregos da indústria de transformação do Acre estão concentrados nesse segmento, segundo o levantamento.

Integração com o campo

Outro destaque do estudo é a ligação direta da indústria alimentícia com a produção agropecuária. No Acre, 78,4% das matérias-primas utilizadas pelas indústrias do setor são adquiridas da produção rural do próprio estado, indicando forte dependência e integração com a atividade agropecuária local.

Comércio exterior

No mercado internacional, as exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões. O valor ainda é modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial, mas demonstra a participação do Acre no comércio exterior do setor.

Panorama regional e nacional

O estudo também traz um panorama da Região Norte, onde a indústria de alimentos registra R$ 66,7 bilhões em valor de produção, com 2,5 mil empresas e 103 mil empregos diretos, reforçando o papel do segmento no desenvolvimento econômico regional.

Em nível nacional, a indústria de alimentos é considerada a maior do país, com R$ 1,388 trilhão em valor de produção, 42 mil empresas e mais de 2,12 milhões de empregos diretos, além de exportações que chegam a US$ 66,7 bilhões para cerca de 190 países.

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