Cotidiano
Gladson confirma que nomeará Kátia Rejane para chefiar o MP por mais dois anos
O governador Gladson Cameli anunciou em primeira-mão na noite desta terça-feira, 19, que a procuradora de justiça, Kátia Rejane, vai chefiar o Ministério Público do Acre por mais dois anos.
Cameli ligou para a procuradora na noite de hoje e a informou de sua decisão. Os dois devem se encontrar oficialmente na próxima quinta-feira, 21. Cameli está em Brasília cumprindo uma série de agenda nos ministérios
Numa eleição jamais vista no Ministério Público do Acre, em que 10% de seus membros eram candidatos, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues não conquistou apenas mais um mandato de procuradora-geral de Justiça. Ela confirmou sua liderança ao surgir no topo da lista tríplice após o processo eleitoral mais disputado da instituição. Ao todo, oito procuradores e promotores disputavam.
Kátia obteve o resultado que todo grupo liderado pelo ex-procurador-geral Edmar Monteiro conseguiu alcançar. Sozinha ela registrou 57 votos. Seu principal opositor e aliados, no caso, os promotores Alessandra Marques, Ricardo Coelho e Francisco Guedes, juntos não passaram dos mesmos 57 votos.
Edmar perdeu nas duas vezes em que tentou voltar à chefia do MP. Nesta última eleição recebeu 13 votos. Ele foi procurador-geral nos governos de Jorge Viana e Binho Marques, ambos do Partido dos Trabalhadores.
Alessandra Marques, a preferida na internet, e seus 26 votos confirmaram o que todo mundo sabe: as redes sociais não votam e, neste caso, também não tiveram o poder de influenciar as eleições internas.
Ricardo Coelho e Francisco Maia, dos quais se esperava um resultado mais expressivo por terem sido presidentes da entidade que representa os membros do MPAC, só marcaram 11 e 7 votos, respectivamente, e considerando que cada um votou em si próprio, esses números encolhem um pouco mais.
A procuradora Rita de Cássia, tida como uma das favoritas do governador Gladson Cameli, ficou com 24 votos. Tinha o apoio de nomes expressivos na instituição e de figuras ligadas ao Palácio Rio Branco. Apesar do esforço, apareceu em 5º lugar, provando que um dos maiores desafios em qualquer disputa é transferir votos.
Em relação aos dois nomes que lhe acompanharam na lista, os procuradores Cosmo Lima de Souza (50 votos) e Carlos Maia (32), a atual procuradora-geral também surgia num cenário confortável por ter costurado apoios importantes que tornaram sua recondução possível. O fato de ser prima da ex-vice-governadora Nazareth Araújo, que é do PT, restou apenas como um detalhe.
Atividade-fim e atendimento ao cidadão como prioridade
Um mês atrás, ao avaliar seu primeiro mandato, Kátia Rejane, que já foi corregedora-geral por duas vezes seguidas, atribuiu os resultados de sua gestão à união de membros e servidores, ao bom uso dos recursos e à criatividade.
De perto, sabe-se que foi preciso um pouco mais. No ano passado, foi corajosa ao fazer uma reforma administrativa e, até mesmo, de suspender projetos, o que gerou críticas e desgaste à sua gestão. Apesar dos cortes, foram mantidos a prioridade para a atividade-fim e os serviços de atendimento direto ao cidadão, além das operações de combate ao crime organizado.
Neste ano, o MPAC retomou projetos, deu posse a promotores, anunciou construção de promotorias, ganhou premiações nacionais e também é considerado um dos mais transparentes do Brasil.
Resumindo: pode-se dizer que Kátia Rejane fez bem o dever de casa!
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Acre registra 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025, aponta encontro no TCE
Reunião discutiu aplicação da Política Estadual de Proteção a Órfãos do Feminicídio; quatro famílias já solicitaram auxílio financeiro previsto em lei

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. Foto: cedida
O Acre registrou 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que reuniu representantes de órgãos públicos para discutir a aplicação da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral às Órfãs e Órfãos de Feminicídio.
A política foi criada pela Lei nº 4.065/2022 e prevê assistência a filhos de mulheres vítimas de feminicídio. Também houve definições de critérios para concessão de auxílio financeiro e organização do atendimento especializado.
Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. “A dor causada pelo feminicídio não se encerra no ato criminoso. Ela se prolonga na vida dos filhos que permanecem e que precisam do amparo do Estado. Nosso compromisso é assegurar que essa política pública se traduza em proteção concreta”, disse.
A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. A juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno destacou a necessidade de atenção aos processos de guarda das crianças que perderam suas mães.
“O encaminhamento é priorizar os processos de guarda e fortalecer a rede de proteção para garantir acompanhamento dessas crianças”, afirmou.
Auxílio financeiro e dados estaduais
Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, responsável pela execução da política pública, quatro solicitações de famílias já foram registradas para concessão do auxílio financeiro previsto na lei. Os pedidos estão em análise.
De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil registra em média quatro feminicídios por dia. No Acre, a média é de um caso por mês.
As instituições também discutiram a ampliação da articulação com prefeituras para fortalecer a rede de proteção nos municípios e garantir o acesso das crianças e adolescentes aos serviços previstos na política estadual.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. Foto: captada
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Ministro André Mendonça nega habeas corpus e mantém preso ex-presidente do PP Jovem no Acre
Hélio do Nascimento Bezerra Júnior foi preso em abril de 2025 na Operação Renitência, que investiga tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e associação criminosa

A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado. Foto: arquivo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior, ex-presidente do PP Jovem no Acre. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3) e mantém o investigado em prisão preventiva.
Hélio foi preso pela Polícia Federal em abril de 2025 durante o avanço das investigações da Operação Renitência, que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em atividades criminosas no estado.
De acordo com as autoridades, o esquema investigado teria ligação com tráfico internacional de drogas e armas, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigadores também buscam esclarecer como os recursos obtidos de forma ilegal eram inseridos novamente na economia formal.
No pedido apresentado ao Supremo, a defesa pretendia derrubar uma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que já havia determinado a manutenção da prisão do investigado.

Hélio do Nascimento Bezerra Júnior permanece detido à disposição da Justiça Federal. Foto: arquivo
Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça entendeu que não há base jurídica para o STF rever a decisão monocrática de um ministro de tribunal superior, salvo em situações excepcionais em que fique comprovada ilegalidade evidente. Com esse entendimento, o magistrado decidiu não dar prosseguimento ao habeas corpus, mantendo válida a determinação de prisão preventiva.
A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado.
Até o momento da publicação desta reportagem, a defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior não havia se manifestado publicamente sobre a decisão do STF. O espaço segue aberto caso a defesa deseje se manifestar.

Durante a vistoria em um dos carros na época, foi encontrado um carregador de fuzil com 27 munições calibre .222 Remington (5.56 mm) e mais 19 munições do mesmo tipo, armazenadas separadamente. Foto: arquivo
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PRF flagra caminhão sem silenciador e com ocupantes na carroceria durante fiscalização em Feijó
Veículo trafegava na BR-364 com ruído acima do permitido e pessoas em partes externas, configurando infrações de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora

Os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases. Foto: captada
Durante patrulhamento de rotina no km 490 da BR-364, no município de Feijó, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão M.Benz/L 1313, de cor azul, que apresentava diversas irregularidades.
Segundo a corporação, o veículo trafegava com duas pessoas posicionadas em partes externas da carroceria, expondo os ocupantes a risco iminente de acidentes. Além disso, o caminhão emitia ruídos muito acima dos limites permitidos, o que chamou a atenção da equipe e motivou a interceptação para uma fiscalização mais detalhada.
Durante a inspeção, os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases, configurando infração de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora.
A conduta foi inicialmente enquadrada com base no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, que trata de causar poluição em níveis que possam resultar em danos à saúde humana.
A PRF reforçou que o uso do silenciador é obrigatório, conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito, sendo essencial para reduzir impactos ambientais e riscos à saúde, como danos auditivos causados pela exposição prolongada a ruídos excessivos.
O caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual e aos órgãos ambientais competentes para apuração das responsabilidades administrativas e criminais. Os dados pessoais dos envolvidos não foram divulgados.


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